Sexta-feira, 07.10.11

VISÕES VENTOSAS DA VIDA EM MOVIMENTO

Hoje temos reunidas as condições climatéricas ideais para aquilo que os apreciadores designam como um dia perfeito para a observação atenta de uma espécie específica da fauna lisboeta: pessoas com saias largas em tecidos leves.

publicado por shark às 15:43 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (13)
Quinta-feira, 04.08.11

A POSTA NO DIREITO DO CONSUMO (3)

Direitos do consumidor - Extraído da Lei do Consumidor

Artigo 3.º
Direitos do consumidor

O consumidor tem direito:

a) À qualidade dos bens e serviços;
b) À protecção da saúde e da segurança física;
c) À formação e à educação para o consumo;
d) À informação para o consumo;
e) À protecção dos interesses económicos;
f) À prevenção e à reparação dos danos patrimoniais ou 
não patrimoniais 
que resultem da ofensa de interesses ou direitos
individuais homogéneos, colectivos ou difusos;
g) À protecção jurídica e a uma justiça acessível e pronta;
h) À participação, por via representativa, na definição legal 
ou administrativa 
dos seus direitos e interesses.
publicado por shark às 22:37 | linque da posta | sou todo ouvidos
Quinta-feira, 24.03.11

CÓLICA RENAL FOR DUMMIES

Neste preciso momento estou a tentar evitar a que, a confirmar-se, será a minha décima segunda cólica renal em cerca de 15 anos.

Diz quem já deu à luz e experimentou uma cólica renal que esta última bate a primeira aos pontos em matéria de dor, algo que, naturalmente, não posso confirmar.

Mas acredito que sim, ou dá-me a sensação de que a taxa de natalidade baixaria a pique (a menos que a epidural se tornasse obrigatória...).

 

Este é um tema desagradável para uma posta. Ninguém convive com a dor de forma pacífica, bem como com os sintomas que a prenunciam.

De resto, mais do que partilhar seja com quem for esta minha relativa ansiedade por estarem reunidas todas as condições para o ritual da ida ao CUF Descobertas para levar um shot de anestésico e fazer um tac ou uma ecografia, duas ou três horas de estadia, quero acima de tudo disponibilizar informação para quem, como aconteceu comigo, possa ser um dia apanhado/a de surpresa por um tipo de dor diferente de todas as que já sentiu e apanhe um cagaço sério.

E o pânico em nada ajuda a controlar a situação em causa.

 

As cólicas renais são provocadas por aquilo a que comummente chamamos de pedra nos rins e os médicos preferem apelidar de cálculos ou areias.

Existem vários tipos de cálculos mas, como é normal, procurei informar-me acerca do meu em particular.

E aqui entro na primeira questão muito terra a terra capaz de melindrar as pessoas (com pila) mais susceptíveis: a coisa acaba por sair do corpo e só tem um caminho possível. Quem tem o azar de lhe tocar um calhau dos maiorzitos e mais rígidos pode acrescentar à dor no rim uma outra nada apetecível. Não preciso de entrar em pormenores...

Para descobrirmos de qual se trata para podermos evitá-lo no futuro há que arranjar forma de apanhar o primeiro que calhe em caminho, para posterior análise.

Sim, também aqui deixo a coisa ao livre arbítrio de quem se vir em tais propósitos.

A necessidade aguça o engenho, enfim...

 

O meu tipo de cálculo é dos outros, mais areia do que pedra. É provocado pela reacção dos rins a um componente (oxalato) presente de forma significativa em quatro alimentos comuns: espinafres, amendoins, chá preto e... chocolate.

Está bem de ver porque sou já um veterano destas andanças, viciado como sou na melhor substância comestível da galáxia.

A boa notícia é que uma pessoa, depois de identificar o “inimigo”, pode fazer a sua escolha: cortar em absoluto e nunca mais passar pela provação ou, em alternativa, aceitar o preço a pagar e organizar a vida em função desse camartelo que pode tombar a qualquer hora e em qualquer lugar depois de cometido o abuso.

 

Regressando à partilha da experiência com potenciais interessados/as devo referir os sintomas mais comuns, pelo menos os meus e de algumas pessoas com quem troquei bitaites, começam por um mal-estar ao nível do estômago. Pequenas náuseas que depressa podem degenerar no gregório.

Quase em simultâneo, os intestinos costumam assinalar o evento e é quase certo que a coisa acaba (ou começa) no WC.

Outro indicador óbvio é a coloração da urina, que denuncia a carambola dos cálculos na tubagem de uma pessoa, e isso lembra-me de vos avisar para o facto importante de, apesar de ser imperativo o consumo de água em doses industriais no resto do tempo, nem uma gota é recomendável quando estamos a meio de uma crise destas.

 

Nada de líquidos ingeridos durante a coisa 

 

Só há duas coisas a fazer quando percebemos que vêm aí dores literalmente capazes de nos fazerem rebolar pelo chão: tomar um analgésico qualquer para adiar o tormento (comigo resulta o Nolotil) e apontar rapidamente para um Hospital ou uma Clínica. Não vale a pena tentarem suportar a coisa, digo-vos por experiência própria, pois cedo ou tarde a dor acaba por vencer e quanto mais tarde a combaterem mais intensa ela se torna. Por outro lado, existe a possibilidade de se confrontarem com areias das muito grandes (a partir dos seis, sete milímetros, estamos perante calhaus apreciáveis) e que só podem sair por via cirúrgica (a de laser parece ser a única opção, dado o tamanho da incisão quando se recorre à faca propriamente dita – não negligenciem um seguro de saúde se quiserem salvaguardar o voto nessa matéria...) pelo que não é mesmo nada boa ideia a pessoa armar-se em herói e aguentar a cólica sem sair de casa.

 

E pronto, já têm aqui umas dicas que espero não vos sirvam para nada e ao longo do tempo em que escrevi esta posta a coisa até parece estar mais compostinha na minha micro-canalização interior, pelo que sou capaz de me ter safado com a conjugação do Nolotil e de um duche bem quente.

 

Um último conselho: tenham sempre que possível à mão alguém que vos possa acompanhar nestas coisas.

Conduzir no meio de uma cólica é um desafio nada recomendável e chamar uma ambulância por este motivo vai parecer-vos sempre excessivo, além de que cada minuto à espera do transporte transforma-se em, pelo menos, uma hora na nossa mente alucinada pela dor “pontiaguda” que este pincel acarreta.

publicado por shark às 23:28 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (30)
Sexta-feira, 21.01.11

A POSTA NOS INSEGUROS BARATOS

É muito raro dar-me para escrever acerca de matérias relacionadas com o meu ofício, até porque um dos problemas mais sérios que enfrento é precisamente a escassez de oportunidades, ao contrário do que a voz do povo reclama, para mostrar a dentuça quando as coisas não correm como deve ser. Isso, parecendo que não, tira metade da pica à função e eu sinto desaproveitado o meu talento inato para morder onde mais lhes doa.

 

Sou agente de seguros, como algures já referi, e este meu dia tem sido marcado pela sucessão de desabafos de consumidores contra a actividade seguradora. Eu começo logo a afiar o cutelo mas lá está: afinal existe um ponto em comum entre as queixas que me aterraram no colo e esse é terem origem em seguradoras baratas, de vão de escada.

Fico sempre espantado com a surpresa de quem julgava ter feito um bom negócio, poupando umas coroas porque os seguros são todos iguais, blá blá blá. É que no fundo a questão coloca-se nos seguintes termos: se comprarmos uma frigideira na loja do chinês e a compararmos com uma outra, mais cara, adquirida num estabelecimento normal, é claro que ambas se chamam frigideiras e destinam-se a uma mesma necessidade mas é provável que a mais baratinha (que parece tal e qual a outra) seja porreira até ao dia em que sai do armário para enfrentar a prova de fogo da utilização e aí é que a porca torce o rabo…

 

Não há milagres na economia globalizada. Se algo é estupidamente mais barato que um bem ou serviço teoricamente igual a oferta é muita e o pobre deveria desconfiar.

É que se uma frigideira marada pode ainda assim estrelar mais ou menos um ovo, no caso de um contrato de seguro (como hoje pude constatar, pois um dos casos por resolver envolve dinheiro que se veja e já se arrasta desde Agosto…) a coisa pode dar para o torto de mil e uma maneiras quando o assunto é gerido por gaiatas e gaiatos a prazo num call center.

 

E as proporções do problema dão quase sempre para pagar não só várias frigideiras das boas mas também um trem de cozinha completo e de marca consagrada.

publicado por shark às 16:45 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Terça-feira, 16.11.10

PONTO G - UM PONTO FINAL NA SUA INTERROGAÇÃO

Já há uns tempos falei aqui de um dos mais populares mitos urbanos, o célebre Ponto G. Na altura não vinha nada a propósito, tal como agora, mas dada a importância que a malta acaba sempre por atribuir a estas coisas da anatomia e do seu manancial recreativo entendi por bem repescar o assunto.

Até porque de política não percebo nada. E de sexo também não, como esta posta ajudará a confirmar.

 

Do Ponto G salta à vista o facto de se tratar de uma zona específica do corpo (e da mente, arriscaria eu) de uma mulher que funciona, diz-se, como uma espécie de lado on de um interruptor. Ou seja, um tipo dá com aquilo sem querer e a parceira transita de icebergue a vulcão num abrir e fechar de olhos, sendo garantido o prazer absoluto à fêmea em causa. Pura mitologia, portanto.

Todavia, a fé neste mecanismo miraculoso que tantas horas tem ocupado aos mais crentes e laboriosos (tão escassos que correm o risco, eles próprios, de se tornarem tão utópicos como o mito de que vos falo - falo não no sentido erecto da expressão) terá pois um efeito quase imediato na, digamos, predisposição da proprietária desse território mais procurado do que o petróleo no Beato.

Naturalmente, alguns machos da espécie parecem quase obcecados com a descoberta desse santo graal da coisa e concentram boa parte do seu empenho na busca incessante do tal ponto G ao ponto, passe a redundância, de se esgotarem nesse esgravatar sendo essa uma das explicações possíveis para que a duração média de um acto sexual se cifre nos três minutos (subsequentes às três horas entretidas na exploração que mais parece uma procura de unicórnios).

 

Por outro lado, a estatística associada ao ponto G não favorece os mais fervorosos. De acordo com a informação disponível, e apesar de existirem até diagramas que localizam o dito ponto num local específico no interior da dita cuja - alvo de contestação por parte de quem acha que isso seria fácil demais e por quem até não se importa nada com os esforços dedicados a tal causa, o ponto G não está sempre localizado no mesmo local em cada pessoa. Pior ainda, estamos a falar de uma pessoa do sexo feminino e aí as variáveis tendem para o infinito, como qualquer matemático de pacotilha consegue calcular.

Existe ainda uma corrente que defende uma proliferação de pontos G por todo o corpo, bastando apenas certificar-se o explorador de que nenhum centímetro quadrado fica por sondar nessa demanda pelo botão mágico que transforma qualquer amante num sucesso sem precedentes (estou a rir mas é dos nervos, não levem a mal). Os mais cépticos, no entanto, contestam essa abordagem por considerarem tratar-se de uma versão oportunista (nada feminina, nesse caso) destinada apenas a funcionar como uma espécie de cenoura pendurada diante dos, digamos, menos clarividentes.

 

Alguns estudiosos deste tema fascinante, nomeadamente os mais dados ao trabalho de campo, reclamaram para si os louros da descoberta deste tão prodigioso eldorado do sexo, embora nunca faltem as vozes oponentes que os acusam de se fiarem em demasia nas manifestações exteriores de satisfação cuja fiabilidade se sabe hoje (como ontem já se sabia) ser sobremaneira questionável.

 

E se os mais veteranos escarnecem os que ainda se dão a tais trabalhos de pesquisa do que a sua experiência de vida lhes ensina não passar de uma metáfora ou pouco mais, já os mais novos, a geração playstation, provavelmente desistirão do ponto G no momento em que se aperceberem de que nunca irão dispor de um comando à distância para a sua activação.

publicado por shark às 15:44 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (18)

FUJAM DA EXPO!

A vários dias do início do evento já se instalou o pandemónio no trânsito nas redondezas do Parque das Nações, pelo que a coisa só tenderá a piorar com o tempo.

 

Por isso recebam este conselho com a devida atenção pois vem de quem faz vida nesta zona: fiquem longe daqui até pelo menos à próxima segunda-feira...

publicado por shark às 10:57 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Segunda-feira, 24.05.10

A POSTA NO ET EM CADA UM/A DE NÓS

No fundo, quando percebemos que a nossa interacção com os outros expõe um fenómeno qualquer de loucura colectiva que torna normais alguns comportamentos que antes tínhamos por bizarros e indicadores de um parafuso a menos ou de uma excentricidade excessiva (fiquemos por aqui), resta-nos o sentido de humor como último bastião de defesa da sanidade mental que somos, inevitavelmente, levados a questionar.

 

Eu oscilo, confesso, na adopção do melhor critério a utilizar perante a confrontação com a loucura alheia ou com a minha.

Isso acontece não porque tenha perdido a capacidade de rir de mim próprio ou de perceber a irracionalidade inexplicável dos outros mas porque nem sempre sou apanhado com o estado de espírito adequado à mais correcta descodificação desse tipo de situação que nos espanta, nos intriga ou apenas nos leva a concluir que tá tudo doido e tudo quer dizer isso mesmo: estamos todos (ou quase) metidos no mesmo saco e boa parte de nós reagem nessas circunstâncias como gatos/as assanhados/as...

 

Existem poucas dúvidas em mim acerca do facto de o sentido de humor ser mesmo a melhor receita para contrapor às agressões que o quotidiano nos impõe à tendência para racionalizar. É um desperdício de inteligência, a tentativa de decifrar a lógica nos actos e nas palavras dos outros como na nossa própria atitude em momentos menos bons do funcionamento dos mecanismos de protecção contra a maluqueira assumida.

Muito mais prático e agradável é aplicar essa mesma inteligência (quem a possua) ao enquadramento cómico dos factos da vida em apreço, aligeirar as conclusões reduzindo à mínima expressão comum a lógica e as emoções e atribuir às bizarrias, às insanidades temporárias ou, de uma forma geral, a todas as manifestações ou revelações incompreensíveis a tolerância própria do pressuposto de que não se deve contrariá-los/as. Sem nos descartarmos enquanto membros efectivos desse colectivo, claro...

 

Qualquer alternativa ao humor implica um sacrifício qualquer, nomeadamente imposto pela amizade, pelo vínculo profissional/outro ou pelo amor, obrigando-nos a engolir em seco e sem explicações, ou a um esforço mental sobre-humano de tentativa frustrada de racionalização ou de simples contestação que para além de não nos levarem a lado algum implicam menos uma volta na rosca do próximo parafuso a desaparecer.

Rir é mesmo o melhor remédio e a ausência de seriedade na abordagem é o seu pilar fundamental. A opção ideal consiste sem margem para dúvidas na reacção cada vez mais instintiva de protecção de uma espécie de equivalente à camada do ozono na nossa tola, ou algo parecido que nos poupa aos efeitos nocivos da (ir)radiação de absurdo com que nos bombardeiam os emissores que ocupem o nosso micro-cosmos individual.

 

E nesses incluem-se os homenzinhos verdes que, no interior do vazio onde deveria situar-se o encéfalo, manipulam com gosto os nossos gestos e, muito a propósito do mote desta posta, se rebolam de riso com as consequências das nossas próprias reacções estapafúrdias.

publicado por shark às 11:54 | linque da posta | sou todo ouvidos
Quinta-feira, 15.04.10

O ETERNO PROBLEMA DO NÓ DE GRAVATA

É um pesadelo que passa de geração em geração. Mais cedo ou mais tarde a maioria dos homens acabam por se confrontar com o dilema e muitos acabam dependentes de outrém para poderem pendurar ao pescoço o mais absurdo símbolo da farda civil.

Consciente desse problema que, de resto, também enfrentei, ocorreu-me deixar aqui uma ajuda preciosa para toda a rapaziada que se veja na iminência de ter que dar a volta ao nó.

 

Ora bem, malta: se não conseguirem desenrascar-se AQUI, mais vale desistirem de todo...

publicado por shark às 10:02 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Quinta-feira, 07.01.10

MAIS COGUMELOS EM LISBOA

A Magic Mushroom, mais conhecida por cogumelo mágico, abriu uma nova loja na capital - Magic Mushroom Alfama.

Está na Rua Cais de Santarém, 26, mesmo ao pé da Casa dos Bicos e cada vez mais perto do tubarão.

 

Esta loja só está aberta até às nove da noite, o que é pena, mas tem malta porreira para fazer a visita guiada pela mercadoria. E faz-se num instante, pois o espaço é bem mais pequeno do que o do Bairro Alto e (para já) menos movimentado.

Não me pagam nem fazem descontos por esta publicidade mas eu simpatizo com o negócio deles e até sou cliente da casa...

publicado por shark às 09:38 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Domingo, 18.10.09

A POSTA NA APALPADELA À TECNOLOGIA DE PONTA

Faço sempre um esforço para me mostrar receptivo às maravilhas que o progresso tecnológico nos oferece, nem que seja para não fazer má figura junto da malta que abraça tudo quanto é novidade como se jamais o conceito de “novo” pudesse corresponder ao de “menos bom”.

Claro que estranhei imenso a transição dos teclados das máquinas de escrever, mais o seu “tac-tac-tac” e o “plim” que me era tão familiar, quando surgiram os teclados de computador que agora não dispenso no meu quotidiano.

E por vezes quase sinto saudades das folhas de papel substituídas pela versão electrónica como aquela em que vos escrevo esta posta. Isto a propósito de (mais) uma inovação que parece destinado ao maior sucesso e que dá pelo nome de ecrã táctil.

 

O bota de elástico em mim desatou logo ao pontapé quando percebi de que se trata.

De acordo com os mais optimistas, o ecrã táctil constitui o golpe de misericórdia na dupla rato/teclado que boa parte da população ainda nem experimentou. Consiste, ao que percebi, num monitor onde fazemos acontecer tudo com os dedos. Ou seja, dedilhamos em vez de teclar e apontamos em vez de clicar.

Revolucionário, dirão.

 

Sem dúvida, mas a ideia de imaginar um grande escritório com computadores partilhados por aquele tipo de pessoa habituada a comer a sandocha toda besuntada de maionese enquanto trabalha intimida-me.

Quase consigo imaginar o cenário, tendo em conta o pó e as marcas de dedadas na maioria dos monitores, quando tento visualizar o efeito prático da digitação nos objectos de trabalho de um sector terciário onde ainda existe muita gente sem tempo (nem vontade) de lavar as mãos com a regularidade que agora se impõe.

 

Sim, a ideia repugna um nadinha quando pensamos nos tais ecrãs modernaços cheios de pequenos pedaços de fiambre, manchas de ketchup ou ainda pior (há malta que não dispensa uma limpeza ocasional das narinas e nem sempre o lenço está à mão...).

Claro que nos teclados esse problema também se coloca, mas por algum motivo nunca ficam com um ar muito porcalhão e hoje em dia é fácil proceder à respectiva substituição quando as teclas já só exibem um círculo cinzento onde antes existia um caractere.

 

Mas se estes meus receios, provavelmente injustificados, até podem nem vir a confirmar-se não consigo deixar de imaginar a figurinha dos que pela surra dão uns tirinhos no horário de trabalho.

E pior ainda, quando algum desgraçado ser vir apanhado pela patroa a dedilhar no seu magnífico ecrã táctil as mamocas desnudas num qualquer site erótico ou o modelo de uma peça futura de louça das Caldas num blogue atrevidote como A Funda São...

publicado por shark às 21:29 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (13)
Quinta-feira, 01.10.09

AINDA A QUESTÃO DE COMO EXERCITAR O PÉNIS

treino intenso

 

Fico surpreendido de que cada vez que descubro ser raro o dia em que o Google não envia para aqui alguém com base na expressão “como exercitar o pénis”, não porque isso não tenha a ver com algo que já publiquei mas por perceber que o tema gera tanto interesse que, se não me arrepiasse a ideia de fazer vida disso, às tantas até podia investir numa carreira de personal trainer nessa área específica.

Porém, hesito sempre entre o agrado por constatar que a rapaziada se preocupa em melhorar a performance desse importante músculo da anatomia masculina e a preocupação pelo facto de cada um desses atletas ávidos de informação passar ao lado da conclusão óbvia de que o melhor exercício para manter um pénis em forma é mesmo aquele para o qual pretendem desenvolver o dito membro.

 

Como já referi algures, para além do clássico do bengaleiro (para pendurar o toalhão de banho) que utilizei bastante anos atrás e agora só pratico de vez em quando por piada e para perceber se a força na verga se mantém tal e qual, a escolha mais frequente incide sempre na prática regular do exercício mais completo que a natureza coloca ao nosso dispor. O sexo, praticado como deve ser, faz maravilhas pela manutenção de uma pila, posso assegurar, e basta um pouco de perseverança e alguma imaginação para encontrarmos alguns movimentos excelentes para lhe desenvolver a musculatura.

 

Claro que os meus estimados leitores com interesse no pilafit devem ser moderados na sua ambição em termos de resultados: por mais que exercitem o pénis, jamais poderão contar com uma compleição proporcional à que conseguem obter para o resto do corpo num ginásio. Ou seja, não contem que ao esforço despendido corresponda um schwarznegger em miniatura na aparência (isso é mais com a malta dos enlarge your penis) mas apenas com um membro capaz de desempenhar cabalmente as mais diversas provas de velocidade e/ou de resistência sem perder o fôlego pelo caminho. Ainda assim, claro que recomendo vivamente alguns exercícios interessantes para os treinos que queiram abraçar entre competições.

 

E começo pelos que estão ao alcance de cada um no conforto do lar, como o levantamento do portátil no colo (de preferência com um modelo mais antigo e mais pesado), a abertura e fecho de portas e de gavetas sem mãos (nesta última chamo a atenção para o facto de não haver margem de manobra para distracções na parte do fecho quanto aos acessórios) e, naturalmente, todo o tipo de manipulação susceptível de forçar a resistência muscular sendo de evitar os excessos de zelo que possam provocar reacções dolorosas ou no mínimo desconfortáveis.

Recordo que os exercícios manuais não podem tornar-se a regra mas devem sempre constituir a excepção...

 

Para concluir, que isto de escrever acerca de pilas torna-se fastidioso para quem não aprecia o género, insisto que devem aproveitar a alta competição para puxar pelo dito cujo impondo-lhe testes rigorosos à tenacidade.

E acima de tudo devem ter em conta que antes de se empregarem com afinco nos exercícios para o pénis devem acima de tudo exercitar muito a carola.

publicado por shark às 16:51 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (22)
Quinta-feira, 23.07.09

A MONOTONIA NO SEXO - TODA A VERDADE

Só é monótono não o praticar.

publicado por shark às 12:20 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (18)
Quarta-feira, 08.07.09

A POSTA NAS OBRAS FEITAS

Uma das formas mais rentáveis de adquirir uma casa era comprando-a na planta. Ou seja, a pessoa comprava o seu apartamento antes de a obra estar concluída e o construtor, grato pela antecipação do pilim, vendia a um preço que garantia uma mais-valia choruda.

Mas isso era no tempo das vacas gordas.

 

Agora, o cenário de crise está talhado para transformar a compra de sonho num pesadelo impossível de vender. Imaginem esta hipótese: vocês até são pessoas crédulas e/ou desatentas e adiantam digamos 30% do valor da casa magnífica (no papel) que qualquer vendedor imobiliário de craveira razoável mais um tipo jeitoso a desenhar por computador consegue convencer-vos a comprar.

Entretanto vendem a vossa casa, dispostos a morarem numa casa alugada durante um ano ou dois à espera que a outra esteja acabada.

E é aqui que a coisa complica. Se o construtor estiver com a corda ao pescoço e falhar com os pagamentos aos subempreiteiros podem acontecer três coisas: estes últimos começam a abandalhar, trocando os materiais excelentes do andar-modelo por materiais mais baratos, de recurso; pior ainda, suspendem o trabalho (e a obra estagna); a melhor hipótese, tudo corre bem e a obra é concluída.

Mas e se entretanto o construtor vai à falência? O prazo para a reclamação de eventuais defeitos de construção passa a zero (e se vier a verificar-se a primeiras das três hipóteses que enumerei...).

 

Ou seja, a compra pela planta (que a crise no imobiliário tornou irrelevante do ponto de vista financeiro) passou a ser um risco tão desmedido que até a banca hesita em conceder empréstimos para este tipo de negócio, mesmo quando a própria obra é financiada pela instituição.

E existem cada vez mais portugueses, consta que sobretudo na zona do Algarve, "agarrados" com dinheiro enterrado nestes negócios da china (da loja do chinês), com as suas casas vendidas e com as adquiridas por construir e com os construtores a desaparecerem de cena por artes de pura magia.

 

Eu sei que este tema é uma seca para uma posta, mas só agora tomei conhecimento desta verdade que só as crises expõem e achei que valia a pena tentar evitar que alguém se deixe cair neste tipo de situação por desconhecimento de causa.

Confesso que ainda não tentei verificar em que medida a legislação protege os audazes apanhados num caldo destes.

 

Mas a sorte é que me parece não ser uma boa aposta nesta altura...

publicado por shark às 16:07 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Quarta-feira, 24.06.09

KEEP IT SIMPLE

O ponto alto da minha manhã deste dia foi uma reunião com o meu melhor cliente, o que sempre torna qualquer reunião determinante e quase decisiva para mim. E não estou a exagerar: a perda daquela empresa teria como consequência inevitável uma profunda mudança no meu estilo de vida.

 

Nem sempre decorreram de forma agradável as reuniões periódicas de acerto das agulhas que um relacionamento comercial frequente implicam. Contudo, a de hoje provou-me até que ponto o sucesso está ligado à atitude, mais até do que com a eficiência.

Na prática acaba por ser uma questão de atitude. À minha evidente descontracção (não tenho veia de actor, era mesmo o caso) correspondeu de imediato uma reacção menos tensa e muito mais informal por parte das outras três pessoas na sala.

Descontracção não equivale necessariamente a balda e tudo passa pela confiança que conseguimos transmitir, a par com a bagagem necessária para nos provarmos capazes para a função. E se eu fosse atrás do receio instintivo de que algo pudesse correr mal, certamente correria. É fatal como o destino.

Assim, a reunião resultou clara e profícua para as partes interessadas.

 

Tudo isto para vos dizer que a vida só não é fácil porque a complicamos (exceptuando as fatalidades imprevistas que nos aterram no prato da sopa, claro) e no que toca a relações comerciais (que são relações humanas na mesma) as pessoas começam a estar saturadas do excesso de formalidade que num contexto de crise financeira só serve para atrapalhar com fatos e gravatas o roupeiro e o mealheiro de uma pessoa. Isso mais o próprio tom com que as conversas podem decorrer, em função das nossas escolhas nessa matéria.

Ganho a vida como comercial e possuo uns anos de tarimba nesta coisa de lidar com pessoas. Se alguma coisa aprendi foi que nas épocas mais complicadas preferimos lidar com as coisas de uma forma mais simples, mais directa e sem mariquices supérfluas ou desnecessárias.

 

E hoje partilho convosco a alegria da renovação da minha ligação comercial mais importante precisamente para que tenham sempre em conta esta alternativa nas vossas decisões de relacionamento com terceiros, qualquer que seja o seu âmbito ou natureza. Mal não faz e até pode ser que os resultados vos surpreendam.

publicado por shark às 15:12 | linque da posta | sou todo ouvidos
Segunda-feira, 06.04.09

GANZA FOR DUMMIES

Para quem não conhece as regras da etiqueta a fumar um charro encontrei este pequeno manual de instruções (em inglês).

 

O saber não ocupa lugar, certo?

publicado por shark às 22:33 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)
Quarta-feira, 04.03.09

PEQUENAS SIM, MAS DE PREFERÊNCIA ROBUSTAS

A quem se movimente bem na língua inglesa, recomendo vivamente esta opinião acerca da delicada questão do tamanho das pilas.

publicado por shark às 14:30 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (13)
Sexta-feira, 23.01.09

A POSTA NO MOLHO DE SAPATEIRA

Por norma guardo estes segredos para mim. Contudo, depois dos autênticos insultos como os sinto de cada vez que vejo desperdiçar um animal com uma mistela deslavada entendo tomar esta medida radical.

Os restaurantes e cervejarias desta terra (honrosa excepção aos de Vila Franca de Xira) não sabem ou não querem respeitar esse magnífico animal que é a sapateira. O molho, ou recheio, de uma sapateira não pode ser encarado de forma leviana e feito às três pancadas com Calvé e derivados. Isso e atafulharem o interior do bicho com ovo cozido (uma aberração!)...

 

Só existe uma maionese à altura de uma sapateira fresca e saborosa: Vianeza (a antiga Helmann's). Tirando essa, só penando a fazer uma e todos sabemos o quanto é difícil obter a melhor consistência.

E a mostarda? Jamais Savora ou qualquer outra cujo sabor se imponha sobre o gosto a mar que deve prevalecer num molho em condições. A mostarda deve ser tão neutra quanto possível e nunca se deve ceder à tentação da cor (que deve ser tão fiel ao original quanto se puder).

 

Os pickles são um must. Discretos, mas suficientes. Bem picados para não se dar por eles no meio da confusão. E deitam-se só no fim, na proporção ideal para o sabor obtido na prova.

 

A cerveja, não mais do que o equivalente a duas colheres de sopa, deve ser Super Bock. As outras dão cabo do sabor.

 

E mais do que isto não estou preparado para dizer.

Mas podem crer que sei do que estou a falar e se tiverem tino podem fazer um sucesso com essa criatura magnífica que se alia ao pão torrado com manteiga para nos conferir um empurrão determinante para os mais altos planos de um colestrol a que não podemos virar a cara, sempre que a coisa é feita como deve ser.

 

Depois é compensar noutras refeições. E chorar por mais. 

publicado por shark às 09:26 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (25)
Segunda-feira, 15.12.08

COMO EXERCITAR O PÉNIS

Há muito que não me debruço sobre as buscas no Google que conduzem incautos a este blogue, embora seja um dos aspectos mais divertidos da “gestão corrente” que nós, profissionais da cena, fazemos a partir dos contadores.

Contudo, alguns critérios de busca vencem-me pela insistência.
E é o caso da expressão que dá título a esta posta inútil à qual tentarei dar uma roupagem de indispensável para não frustrar quem aqui chega em busca de algum manual de instruções.
 
Apesar de não ser um perito na matéria, acreditei em puto que valia a pena treinar as partes do corpo que pudessem ter uma utilidade no futuro da minha vida sexual que, na época, só podia ambicionar fabulosa.
Já referi algures neste espaço como um livro erótico me forneceu o magnífico exercício linguístico com azeitonas (uvas também serviam, numa falta) que se não transformou a minha língua num poderoso instrumento de prazer pelo menos mal não lhe fez e isso leva-me a partilhar agora um outro exercício que ainda hoje não me inibo de praticar: o levantamento da toalha.
 
Toalhinhas de bidé só mais de dez, sobrepostas
 
Claro que nesta altura já estarão a pensar: “grande coisa, uma toalha”. Mas se tiverem em conta um lençol de banho dos grandes talvez esta sugestão revele melhor o seu potencial.
E é potência que se procura, deixemo-nos de rodeios, quando buscamos no Google instruções para manter entretida uma pila durante os momentos de ócio ou no período de expectativa pré-queca programada.
O exercício é simples e consiste em converter o membro viril num toalheiro improvisado. Desencantem-se os que julguem fácil a prática da modalidade, pois requer um esforço físico e mental que o tornam por inerência muito saudável mas sem dúvida exigente.
Senão, vejamos.
 
Para levar a cabo o seu programa de treinos, o praticante do levantamento da toalha precisa apenas de um toalhão com um mínimo de 1,50m de comprimento por 1m de largura e, naturalmente, de um toalheiro. E é neste instrumento de treino que começa a componente mental do exercício proposto, pois para improvisar o dito suporte torna-se imprescindível uma capacidade de concentração que o insufle com o máximo de rapidez possível (sobretudo no Inverno, este aquecimento muscular quase instantâneo torna-se importante).
Uma vez obtido o necessário sustento para o atoalhado, o praticante deve pendurar o mesmo no toalheiro de circunstância e aguentá-lo o máximo de tempo possível, não deixando entretanto de tentar erguê-lo em movimentos semelhantes ao da halterofilia mas sem mãos.
Qualquer resultado abaixo dos cinco minutos e das vinte “flexões” implica a necessidade de repetir o exercício duas vezes ao dia no sentido de obter a endurance desejável.
 
Uma mensagem de esperança num futuro viril
 
Para os mais vocacionados para o culturismo posso sugerir a prática da modalidade após o banho e depois de utilizado o respectivo toalhão para a secagem, o que acrescenta maior peso e, naturalmente, exige ao atleta uma maior capacidade de resistência (vulgo força na verga).
Na qualidade de veterano do levantamento da toalha quero deixar aos mais jovens uma palavra de estímulo pois se um quarentão consegue dispensar o toalheiro convencional será legítimo ambicionarem uma performance digna de registo. Ao fim de alguns anos de dedicação ao fortalecimento da valiosa e imprescindível ferramenta poderão fazer com a mesma tudo aquilo que a maioria só faz nas suas mais arrojadas fantasias (da treta) contadas aos amigos no emprego ou no café.
 
Por hoje é tudo e deixo aqui os votos de que estes apontamentos possam contribuir para o sucesso de todos quantos somos responsáveis por manter níveis de desempenho satisfatórios (não descurar o treino da atitude, das maneiras), ficando em aberto a possibilidade de nos debruçarmos aqui sobre outras variantes susceptíveis de ajudarem os mais empenhados a prepararem o corpo para responder a qualquer tipo de solicitação específica da zona por ora abordada.
Isso dependerá, como é óbvio, do número de pedidos recebidos no email deste blogue, na caixa de comentários ou no contador de visitas.
 
Mas basta dar-me para aí.
publicado por shark às 22:08 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (22)
Sexta-feira, 05.12.08

VACINA CONTRA O MAU HUMOR

Afinal é fácil ser feliz.

 

É só saber escolher bem as companhias...

publicado por shark às 09:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Terça-feira, 02.12.08

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA: YOU TUBE RADICAL

Eu gostava de ter encontrado algures na net uma descrição do que me esperava, pois quem lida com medos e/ou fobias não tem espaço de manobra para surpresas.

Sou, como muita gente, claustrofóbico. Isso torna-me, entre outras coisas, pouco dado a espaços apertados.
E hoje vi-me obrigado a enfrentar um exame complementar de diagnóstico chamado ressonância magnética cujo conceito, resumido, consiste em enfiarem a malta num tubo sem podermos mexer a cabeça enquanto o equipamento nos bombardeia com sons típicos das entranhas de uma automotora.
 
Mas isso é coisa que conseguimos saber, apanhando informação aqui em além. Porém, desiludam-se os que cultivam a imagem silenciosa e open space das maquinetas equivalentes que nos mostram nos MRI do Dr. House ou da Anatomia de Grey.
É mentira. São mais estreitas e fazem um granel do camandro. Mesmo com tampões nos ouvidos acabei por sair de dentro do tubo meio surdo.
E não estou a falar de um barulho regular ou constante. A coisa cala-se e depois berra e depois cala-se e de repente começa a berrar outra vez, ao ponto de às tantas ser impossível manter o pensamento nas beldades à beira-mar que nos desvie daquele pesadelo.
 
Este detalhe das beldades lembra-me que devo avisar os mais fogosos que essa é uma má aposta, pois a fatiota ridícula (uma bata feita em algo que parece mais papel do que tecido, mais um par de sapatilhas descartáveis e nada mais) não proporciona de todo à rapaziada a necessária discrição quando a gente pensa em certas imagens.
Mais vale fixar a vista da imaginação nos barquinhos no mar ao longe e ignorar de todo a visão periférica que, mesmo em pensamento, nos arrasta para o areal infestado de iguarias visuais e naqueles propósitos igualmente virtuais.
 
Feito o aparte mais específico para os leitores com uma pila que cumpre fazer passar despercebida nestas ocasiões, salto de imediato para o pormenor que me pareceu por si só justificar este alerta postado.
Para além do tubo apertado (durante cerca de meia hora e é se conseguirmos estar quietinhos) e da barulheira enervante, infernal, não vi referida em lado algum a cereja no topo deste bolo de sabor pouco agradável: a cabeça, para além de encaixada num suporte que lhe dá pouca ou nenhuma hipótese de se mexer, é coberta com uma espécie de máscara que transforma o dito suporte no mais próximo de uma gaiola que consigam inventar.
Basta olhá-la para a qualquer claustrofóbico faltar o ar…
 
O único dispositivo preparado para nos acalmar, enfim, consta de uma cena em borracha que podemos apertar com força para chamar alguém que nos impeça de flipar no interior da maquineta se a mente fraquejar.
Felizmente não sei se a coisa funciona e se de facto são rápidos a tirarem-nos daquela prisão, pois consegui aguentar aquilo até ao fim. Mas recomendo-vos que olhem bem nos olhos de quem vos apresentar o aparelho e se certifiquem de que não estará na hora do bacano ir tomar o café.
E um calmante antes do exame teria sido excelente ideia e recomendo-vos sem hesitar, sob pena de poderem acabar por nem conseguirem entrar no tal tubo.
 
Espero não ter dado seca aqueles a quem isto nada diz, mas esta posta é feita acima de tudo para ninguém ser apanhado desprevenido se chegar o dia em que tenham de efectuar o dito exame.
Sobretudo para a cena do “homem da máscara de ferro”, a tal gaiola apertada, é preciso tempo de preparação psicológica pois aquilo fica mesmo quase colado ao rosto de uma pessoa.
 
Só pode soar fácil a quem não desatine com multidões, com espaços apertados, com elevadores. E a quem, como eu, seja apanhado de surpresa e já não tenha volta a dar.
 
publicado por shark às 21:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (22)
Quarta-feira, 27.08.08

COGUMELO MÁGICO EM GRANDE

A Smart Shop Cogumelo Mágico, do Carlos Marabuto, tem um site remodelado e muito funcional. Entretanto outro empreendedor do ramo acaba de abrir mais uma loja no Bairro Alto.

E eu não posso deixar de recomendar aos apreciadores destes materiais para a carola que se podem mandar vir pelo correio na boa uma variedade que experimentei e gostei imenso: Spice Diamond (maconha brasileira com mais uns perlimpimpins).

 

Vale a pena, digo-vos eu. E se não gostarem digam que eu fico com as sobras...

:-)

publicado por shark às 12:19 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (41)
Quarta-feira, 09.07.08

LÁ TENHO QUE ARRANJAR PACIÊNCIA PARA TIRAR AS PEVIDES...

Ouvi algures que há mais um estudo que comprova que o melhor antídoto para a impotência é a prática regular de sexo e três vezes por semana parece ser a conta que garante o quíntuplo das hipóteses de um gajo prolongar o entusiasmo pela vida fora.

De acordo com o mesmo estudo, a melancia é o fruto mágico para manter a malta arrebitada pois afirmam conter alguns componentes do famoso Viagra.

 

 

publicado por shark às 10:46 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)
Quarta-feira, 11.06.08

SITUAÇÃO DO TRÂNSITO EM LISBOA

Podem estar sempre a par a partir daqui.

publicado por shark às 12:09 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Segunda-feira, 05.05.08

PARA ASSISTÊNCIA TÉCNICA CANON

Pelo menos na parte das máquinas fotográficas digitais, não percam o vosso tempo em chamadas e em buscas na net como eu perdi:

 

Se precisarem de reparar uma Canon liguem: 214714551 (Megapixel, junto ao IKEA Alfragide).

 

Ainda não fui lá entregar o equipamento avariado, mas não só foram os únicos que atenderam a chamada como fui atendido por uma moça muito simpática, eficiente e prestável.

 

 

publicado por shark às 12:20 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (22)
Domingo, 23.03.08

UMA HORTA NA VARANDA (2)

25.bmp

O amigo Shark voltou a desafiar-me a escrever mais um post, solre ervas e outros produtos que podemos ter em casa, como o das couves, publicado em Junho de 2007.
Assim, porque gosto muito das minhas ervas e porque defendo que uma planta num vaso colocado em qualquer canto da varanda, nos dá aquele gostinho do contacto com a terra e de produzir o que mais tarde podemos usar para dar aquele toque pessoal e um sabor especial aos nossos cozinhados, aqui vai.

coentos.bmp

Ora vamos lá desta vez arranjar um canto com ervas aromáticas, que são ao mesmo tempo um poderoso amigo da saúde.

Se houver espaço uns vasos no chão, ou aquelas caixas de plástico que serviram para arrumações mas que agora até vamos deitar fora, ou que tal aproveitar os garrafões de água que temos na despensa, é só cortá-los e ai temos sem gastar nada, uns belos recipientes para a nossa horta. Podemos até fazer um aproveitamento em altura. Um velho escadote e temos 2 ou três espaços para colocar os nossos 2 ou 3 vasos em vez de apenas um.

Não havendo espaço no chão porque não arranjar uns vasos suspensos ou pendurados na parede?

Depois, depois é só escolher as ervas. Dou aqui algumas ideias e vou começar por aquelas que no “meu” Alentejo não há quem não as tenha no quintal.
Coentros: As sementes podem comprar-se em saquetas, nos supermercados ou nas lojas de sementes, depois é só espalhar na terra bem fôfa (não requer adubos) Sol e água quanto baste e logo logo, poderemos fazer uma bela açorda, umas amêijoas à Bulhão Pato ou o tão afamado caldo de cação. Dizem os calhamaços antigos que os coentros foram trazidos do oriente.

coentos espigados.bmp

Num outro dia darei aqui, se o amigo Shark achar por bem, algumas receitas que não dispensam estas ervas aromáticas, indispensáveis e tão ao gosto dos Alentejanos.

Nota: O chá de coentros é também um bom digestivo. De propriedades calmantes, estimulam o apetite, mesmo espigados e com flor.

TEXTO E FOTOS: SUSETE EVARISTO
susete evaristo.jpg
publicado por shark às 11:18 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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