Domingo, 21.07.13

"Aquilo parece o mar"

 

parece o mar

 


Foto: Shark

publicado por shark às 18:10 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Domingo, 12.02.12

A POSTA QUE É UMA MARAFILHA TÊ-LA

Avançamos com a ideia porque entendemos natural, porque sentimos que faz sentido, ou apenas porque sim. Mas nesse mesmo instante partilhamos a alegria, a euforia inigualável dessa revolução a caminho, com a noção dos riscos implícitos na que me parece ser a decisão mais importante da vida de alguém. Quando entendemos conceber um filho não sabemos da missa a metade em matéria dos riscos que aceitamos em conjunto com a missão que acabamos de abraçar e ainda por cima descobrimos ao longo do caminho que muitos desses riscos não desaparecem, antes se adaptam à fase da vida em evolução e acrescentam alguns que, muitos deles vindos de fora, ainda menos conseguimos controlar.

 

É a aposta de uma vida, em sentido literal. Quando as lágrimas de alegria nem encontram um caminho por entre o agigantar dos olhos que contemplam um filho pela primeira vez percebemos a verdadeira dimensão do que sentimos nos braços como o maior privilégio que um ser humano pode conceber.

Nada será igual no futuro de a quem compete agora, e no topo de qualquer prioridade, acautelar dois. E uma parte das novidades que aguardam quem veste a pele do progenitor consiste precisamente no cardápio dos riscos corridos que, em boa medida, passam pelos riscos que se deixam correr, pelas distracções, pelas omissões, pela negligência na protecção da cria que basta o instinto para nos incutir.

A nossa vida, tal como a experimentamos, assume-se directamente responsável por aquela outra que criámos e agora se expõe indefesa às múltiplas ameaças que até na própria casa se podem revelar e alimentam de tragédias evitáveis as parangonas.

 

O risco de ter um filho engloba todos os riscos que ele implica ao nível do quotidiano dos pais, nem sempre favorável à disponibilidade para o mais importante dos papéis, mais os que acarreta assumirmos os dos filhos como nossos, precisamente porque somos nós quem tem que os acautelar.

Contudo, todos os riscos que corremos, de forma voluntária ou não, fazem parte de uma existência normal e ainda que não sejam riscos calculados, porque impossíveis de avaliar, acabam por ser aceites e na maioria dos casos até parecem justificar-se.

 

E se existe um risco, ou um milhão, associado à decisão de criar um filho o meu exemplo pessoal pode muito bem somar-se aos estandartes de todos quantos afirmam com o mesmo brilho nos olhos que esse será sempre de entre os que se correm aquele que elegemos como o mais compensador.

publicado por shark às 17:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Domingo, 06.03.11

E ASSIM SE POUPAM UNS TROCOS...

O livro que tenho debaixo de olho para comprar é um que ainda está por escrever.

publicado por shark às 11:25 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Terça-feira, 04.01.11

A MINHA GRANDE RESOLUÇÃO PARA 2011

É ver se consigo formular duas.

publicado por shark às 15:19 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Quinta-feira, 07.10.10

VISTA DESAFOGADA

Existe uma fase da vida em que olhar para o futuro, a curto ou a longo prazo, é como olhar a vastidão de um horizonte imenso onde tudo (de bom) é possível acontecer.

Mas essa fase, ao contrário das expectativas, não dura para sempre. O passar dos anos, uma maravilha que nem sempre reconhecemos nessa qualidade, implica uma progressiva perda de visão que deriva de uma realidade tramada chamada envelhecimento e que só é tramada porque poucos sabem aceitá-la como parte do ciclo que nos compete cumprir e que devemos agradecer porque nem todos temos a sorte de a percorrer.

Essa perda de visão limita o alcance no tal horizonte imenso, obriga-nos a reduzir a fasquia na ambição para não a tornarmos numa fantasia impossível de concretizar e por isso talhada para se tornar numa permanente frustração.

E começa aí, quando não temos a coragem de utilizar os óculos ajustados à realidade que vivemos e nos revoltamos contra a falta de tempo ou de capacidade para cumprir objectivos adolescentes, o desperdício de uma regalia tão precária que justifica um olhar atento e entusiasmado para o presente que ontem não era mais do que um amanhã que ninguém nos poderia garantir.

É aí que começa a velhice azeda e resmungona, no culminar de um processo que começa precisamente na negação infantil do seu prenúncio.

 

Tempos atrás eu era o jovem no cimo da montanha, olhar assoberbado com mais paisagem do que conseguia abarcar. À vista larga de então contrapunha-se a falta da visão selectiva que só a maturidade tranquila (os tais óculos de que falava mais acima) nos confere.

Via tudo sem ver nada, sonhava acordado porque me era permitido deixar correr mesmo os sonhos sem pernas para andar, sem ter a noção das limitações que a erosão do tempo e da vida que nos dá o calo podem implicar.

Hoje sou o homem de meia idade sentado numa escarpa a meio do caminho para o topo onde tive a felicidade de deixar uma filha que olha agora o horizonte com a legítima sofreguidão que me compete moderar, a meio caminho do chão, se tudo correr pelo melhor, para conseguir ganhar a batalha contra a estupidez de deixar passar ao lado a hipótese de olhar a vida com maior detalhe, ao pormenor.

 

São vistas curtas as dos que envelhecem de forma precoce por se preocuparem mais com o menor alcance da visão do que com a oportunidade de a aproveitarem para, ao perto, observarem nas calmas e se deliciarem com pequenos nadas que a euforia adolescente dos primórdios nem se dignava reparar.

E eu espero, daqui a um ano, estar num ponto da montanha mais perto da terra firme onde o meu corpo enrugado do futuro poderá caminhar em segurança cada dia, sem ter que passar esse tempo a sós, um ponto onde consiga olhar para trás, para cima, e rever na tela tudo aquilo quanto me é dado a viver hoje e saber dar o valor ao privilégio que isso constituiu, renegando assim a velhice como uma espécie de cancro da felicidade e abraçando cada momento como um benefício dessa oferenda chamada existência que quanto maior melhor.

 

Espero, daqui a um ano, conseguir ver com a mesma clareza os detalhes de tudo aquilo que a minha vista alcançar, corrigida a miopia do desencanto com as lentes da lucidez.

Espero, daqui a um ano, continuar a ser feliz.

publicado por shark às 10:39 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sábado, 01.05.10

OITAVO DIA

Já há algum tempo acompanho o percurso do João Ferreira Dias na blogosfera e dedico-lhe o respeito que me merecem todos/as quantos já deram provas de entender isto como algo de sério e que justifica o empenho de quem investe de si nesta forma de comunicar.

É ele a minha referência no Oitavo Dia, que faz a meias com o Francisco Chaveiro Reis que só agora vou poder conhecer melhor.

 

Dei uma vista de olhos nesta mais recente criação do JFD apenas para confirmar um pressuposto que tem estado presente em todos os seus trabalhos blogueiros: o esforço por fazer bem.

É essa a combinação ganhadora, trabalho e ambição por fazer sempre mais e melhor.

 

Por isso vos recomendo e convido a visitarem o Oitavo Dia, mais uma criação de um blogueiro cheio de pica, por esta porta que vos abro com todo o prazer e com uma certeza: nem ao Décimo Oitavo Dia ele irá descansar...

 

(nota: não posso deixar de referir o meu desagrado pela moderação de comentários e o malfadado filtro das letrinhas, mas quem manda nestas coisas são os donos e cada um sabe de si...)

publicado por shark às 21:04 | linque da posta | sou todo ouvidos

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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