Quinta-feira, 02.02.12

A POSTA QUE JÁ FOI ASSIM

Desde o princípio dos tempos blogueiros, um dos estilos mais apreciados foi sempre o que apela à atribuição mental de carapuças com base num exercício de maledicência em torno de um alvo com contornos difusos.

Será que se está a falar de fulano? Será que se está a referir a sicrana? Merda, isto parece mesmo acerca de mim...

 

Embora não esteja ao alcance de todos, a habilidade para enviar um recado subliminar a um ou mais pequenos ódios de estimação sem, paradoxalmente, lhes destapar a careca enfiando-lhes a carapuça constitui um esforço criativo digno de registo e merece, quando inteligente, a minha admiração.

Para construir uma posta dessa natureza, uma catapulta de palavras instalada numa fortaleza de rodeios em manhã de nevoeiro, são necessários alguns ingredientes difíceis de reunir num mesmo espaço (de tempo).

A receita deste cocktail de insultos que, depois dos 40 mil euros do médico que explicou a medicina a intelectuais mas algures foi sincero demais, tem caminho aberto para reconquistar um lugar ao sol em html, inclui uma colher de sopa de pachorra, cinco litros de emoção mal contida (convém manter em lume brando para não levantar fervura), dois dedos de testa bem medidos, um pacote de vocábulos fortes e originais mas de fácil digestão e uma pitada de humor para apimentar a coisa ao ponto de provocar um pequeno laivo de rubor no/na visado/a.

O pitéu é servido frio, em sintonia com uma das suas mais costumeiras motivações, como aperitivo para o banquete que resulta quando se encontram à mesa catedráticos/as ou como brinde surpresa.

 

Claro que este exercício de camuflagem de um ou mais alvos acaba por despertar interesse a um grupo restrito, nomeadamente o(s) visado(s), um reduzido séquito de fervorosos seguidores e, naturalmente, o próprio autor da coisa. Este último, aliás, finge ignorar que o gozo obtido pode não passar de uma ilusão, a de que alguém irá entender pevas do que lhe pareceu um acto brilhante mas afinal resulta quase sempre falhado.

Contudo, a maioria das pessoas que blogam é composta por gente de fé.

 

A fé de que algures entre a meia dúzia de visitas desse dia tenha existido o leitor imprescindível para justificar que alguns escritos publicados não tivessem permanecido na gaveta de onde, em muitos casos, jamais deveriam ter saído.

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publicado por shark às 23:57 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Quinta-feira, 16.12.10

O FARMACÉPTICO

Continuo a não entender o alarido em torno das drogas leves, sobretudo quando tomo medicamentos legais e com receita médica e tudo o mais mas capazes de me deixarem atordoado ao ponto de nem arriscar a condução automóvel.

E essa decisão, quando a tomei, fi-lo sempre em função da minha consciência e da avaliação realista do meu estado geral e nunca em função do cumprimento de lei alguma.

Este facto que vos descrevo prova-me tão certo na opção quanto confirma a verdade insofismável de termos nesta matéria uma legislação inadequada.

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publicado por shark às 17:27 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Sábado, 20.11.10

A POSTA VACINADA

É uma delícia para mim constatar que há males com remédio.

A doença, afinal, pode apenas fazer parte das possíveis sequelas de uma auto-medicação desastrada.

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publicado por shark às 01:47 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)
Domingo, 26.09.10

DANTES(CO)

Dantes é que era bom.

As pessoas não se tratavam umas às outras como coisas descartáveis, olhavam-se nos olhos (não havia net nem telemóveis e muita gente não tinha telefone sequer) e irradiavam calor humano suficiente para derreterem o lacre com que se firmavam amizades e amores para a vida.

 

Só é pena um gajo não fazer a mínima ideia de onde param as tais pessoas de dantes.

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publicado por shark às 20:44 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)
Sábado, 24.07.10

ESTADOS DE ESPÍRITO

ao luar
Foto/Imagem: Shark

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publicado por shark às 13:42 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sexta-feira, 28.05.10

FAÇAM O FAVOR...

...De curtirem um bom fim-de-semana.

Têm a benção do esqualo.

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publicado por shark às 14:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Segunda-feira, 10.08.09

DANOS COLATERAIS

Na periferia de cada emoção há sempre umas quantas associadas. Ainda que devidamente silenciadas, acabam sempre por influenciar de forma determinante a emoção principal que as suscita.

E nem sempre são boas companhias.

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publicado por shark às 14:27 | linque da posta | sou todo ouvidos
Quarta-feira, 15.04.09

BLOGUES ANDARILHOS

Despem e vestem as suas fantasias de carnaval, a vida tal e qual como tão bem a reproduzem em qualquer plataforma a que consigam deitar a mão.

Acolhem e depois, quando não dá jeito, obliteram os rastos dos inevitáveis excessos cometidos na vida anterior (que vivem como personagens de jogos nintendo ou pior). Sem olharem a quem.

 

São inofensivos, estes andarilhos virtuais. Mas irritam. E claro, nunca se sabe até onde se podem perder na bebedeira de poder que lhes confere a sua máscara virtual.

Talvez mesmo à vida real.

 

E um gajo tem mesmo que se por a pau com estas/as transformers em plasticina... 

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publicado por shark às 22:11 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Segunda-feira, 20.10.08

NÃO É COINCIDÊNCIA

Quanto menos postas faço mais visitas o charco recebe...

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publicado por shark às 19:00 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (17)
Domingo, 21.09.08

A REACÇÃO DA JUVENTUDE SOCIALISTA...

À questão do casamento homossexual só peca por tardia.

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publicado por shark às 23:59 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)
Domingo, 14.09.08

SITEMETER MUDOU PARA PIOR

Nem sei por onde lhe pegar, tamanho o desastre...

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publicado por shark às 20:16 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)
Segunda-feira, 01.09.08

CHARQUINHO IMAGENS

Recordo-vos que está activa a versão antiga do charco, exclusivamente dedicada à publicação de fotos que não entram aqui.

Aproveito para dizer que, para minha surpresa e enorme orgulho, estão em preparação um CD e um livro (edição universitária), ambos no Brasil, cujas capas serão feitas com base em fotos minhas publicadas nesse blogue original.

Disso vos darei conta logo que me cheguem à mão os exemplares de cada uma das iniciativas.

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publicado por shark às 11:38 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (19)
Sexta-feira, 22.08.08

NÃO É TÃO DE CARAS COMO POSSA PARECER

Embora acabe por na esmagadora maioria do tempo reflectir aqui a verdade dos factos e a de mim próprio, reservo-me como qualquer de vós o direito a ficcionar de vez em quando.

E isso pode aplicar-se a tudo quanto aqui encontrem. Caixas incluídas, com o conhecimento de interlocutores envolvidos.

 

Donde se conclui que devem evitar as conclusões precipitadas.

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publicado por shark às 18:17 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)
Terça-feira, 19.08.08

POR SER DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA

Hoje vai haver mais bonecada do que é costume, aqui e na antiga morada.

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publicado por shark às 15:56 | linque da posta | sou todo ouvidos
Quarta-feira, 13.08.08

HÁ ALGUM APAGÃO NO BLOGGER?

Ou sou só eu que não consigo entrar em qualquer blogue com terminação blogspot.com?

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publicado por shark às 23:03 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (19)
Sexta-feira, 18.07.08

DO PROFUNDO SUPERFICIAL QUE NOS TRAI

Algumas das nossas impressões acerca de algo ou de alguém derivam de puras associações de ideias e pouco mais. Pouco nos esforçamos para confirmar sequer a validade dos pressupostos, na nossa cabeça damos por encerrada a questão.

Se a for igual a bê e este coincidir com cê a lógica é irredutível na sua imposição.
E assim vamos tomando decisões em função dessas conclusões tantas vezes precipitadas, sobretudo quando se trata de pessoas, precisamente porque fundamentadas sem ter em conta as múltiplas variáveis que se associam ao aparente dois mais dois.
 
Estas contas de cabeça, primárias, acabam por definir muitos rumos que se presumem menos aleatórios por se basearem num esforço de raciocínio mas não raras vezes de duvidoso valor. E a questão ainda se torna mais movediça quando está em causa o hear say, o famoso “ouvi dizer” que raramente origina mais do que boatos ou pistas falsas das que o emprenhar pelos ouvidos, para citar apenas um dos métodos “científicos”, é sempre tão fértil a suscitar.
Imensos equívocos são alicerçados a partir das tais associações de ideias fáceis que nos turvam o discernimento com um manto de preguiça, a que deriva da ilusão de que já sabemos o bastante para formarmos uma opinião.
Acerca de algo ou de alguém. E agirmos em conformidade.
 
Pelo que a vida me tem ensinado, este fenómeno não é alheio a qualquer um de nós. Reagimos em função de uma carrada de estímulos que nos influenciam, mais as pressões que nos enfraquecem, menos a disponibilidade para prestarmos a devida atenção antes de catalogarmos à queima.
A margem de erro, colossal, navega nas águas turvas do circunstancial, do momento e das condições em que cada um/a se confronta com a necessidade ou o mero impulso de proceder a avaliações que até podem condicionar em definitivo a sequência de acontecimentos subsequente.
 
Somos demasiado desatentos para com as outras pessoas (excepto quando, por exemplo, as tomamos de ponta) e isso comprova-se com a facilidade com que acima misturo, por duas vezes, algo e alguém. E aposto que nenhum de vós estranhou quando se deparou com essa conjugação que, afinal, reflecte um pouco essa leviandade que nos tolhe a percepção e nos arrasta para o disparate, para a ignorância arrogante ou para ainda pior.
 
A coisa torna-se ainda mais complexa quando juntamos o pouco que sabemos à falsa sensação de que conhecemos o objecto (ou a pessoa) quando afinal muitas vezes nem aos mais próximos (e às vezes sobretudo) concedemos a tal atenção, o interesse, o empenho que nos permitem afirmarmo-nos sabedores.
 
É esse o risco maior de entre os muitos que corremos sempre que entendemos agir para confirmar falsos pressupostos ou mesmo retaliar tendo como ponto de partida suposições infundadas.
 

E depois queixamo-nos com o retorno foleiro que pode surpreender-nos quando, por algum imprevisto, perdemos o controlo do jogo porque acabamos por provocar reacções inesperadas.

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publicado por shark às 00:02 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Quarta-feira, 02.07.08

CÍRCULOS CONCÊNTRICOS E ONDAS SINUSOIDAIS

São essas as imagens que se desenham no gráfico imaginário onde tento entender o funcionamento das relações virtuais que a blogosfera proporciona.

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publicado por shark às 11:21 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Sexta-feira, 27.06.08

AFINAL, ESTE MUNDO VIRTUAL TAMBÉM É PEQUENO...

Numa fase em que estou reduzido aos cerca de vinte linques que não apaguei de vez na última vassourada nos meus “favoritos”, eliminando quase por completo as fontes de arrelias do passado recente, só mesmo por uma enorme coincidência consegui ir aterrar num espaço que desconhecia e que é da autoria de alguém da minha lista de pages not found definitivas.

É quase como levar no focinho com a página de necrologia do Correio da Manhã em dia de vendaval.
 

A sensação foi tão desconfortável que instintivamente premi um botão e mudei logo para o outro lado da rua.

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publicado por shark às 22:40 | linque da posta | sou todo ouvidos
Quarta-feira, 25.06.08

A PREGUIÇA É A MÃE DE TODOS OS VÍCIOS...

...E é tão mais fácil publicar imagens na versão anterior do charco que tenho estado a utilizar o espaço para esse efeito.

 

Por isso, a quem aprecia os meus "bonecos" fica a indicação da existência do meu fotoblogue da treta. (Tudo o que publico lá não publico aqui. E vice-versa.)

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publicado por shark às 09:50 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Sexta-feira, 25.04.08

O ABRIL DA EMIÉLE

É sempre o que me suscita as emoções mais intensas e as recordações mais marcantes.
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publicado por shark às 13:20 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Segunda-feira, 07.04.08

CHÁ E TORRADINHAS

Tempos houve em que comprava todas as guerras virtuais que a blogosfera conseguia, com os seus equívocos ou embirrações fáceis, oferecer-me a toda a hora.
Bastava a simples suposição de um ataque de esguelha num post de outra pessoa, por vezes paranóia, e eu desdobrava-me em contra-ataques verbais.
Energia desperdiçada, como hoje é tão claro para mim. Fúria inócua dirigida a alguém por detrás de um monitor, por vezes anónima para mim ou para os outros, palavras cuspidas no teclado que interessavam aos intervenientes e pouco mais.
 
Foram tempos de seca, em que o Charquinho se travestiu em campo de batalha virtual, em moço de recados postados, peças de artilharia que provocavam estilhaços em quem me lia. Só suscitavam tédio e da sua eficácia pouco se conseguia comprovar.
 
Aos poucos, outras pessoas começaram igualmente a acordar para essa constatação inevitável e perdeu-se em emoção (que as picardias mexem sempre com a pessoa) o que se recebeu de criatividade em troca.
Sem o pretexto do azedume, a publicação dos posts tem que obedecer a um critério e esse acaba sempre por se impor pela necessidade de arranjar um assunto decente para entreter as visitas.
 
E é por isso que, mesmo quando me deparo com alguma indirecta intencionalmente mal camuflada no meio de um post de algum/a colega que não me grama, já não reajo de todo e sigo para bingo como se a situação não tivesse chegado ao conhecimento ou apenas passado despercebida.
É uma questão de bom senso mas também porque se prova ser uma magnífica estratégia, pois desencoraja a malta de insistir no comboio de chelas quando afinal a locomotiva nem sequer abranda a marcha à passagem pelos apeadeiros dos arredores…
 
Além disso, à poupança energética e em matéria de tempo útil alia-se desta forma uma redução significativa dos momentos de arrelia blogueiros.
 
E acaba por se reduzir, por inerência, quem insiste nessa tecla à sua mínima expressão.
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publicado por shark às 12:25 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Quarta-feira, 26.03.08

PAGES NOT FOUND

Em menos de um ano mais de um terço dos blogues que lincam o charco fecharam as portas. É confrangedor, um tipo dedicar algum tempo a percorrer os espaços que lincam o seu e constatar mais de três dezenas de óbitos. Deve ser uma sensação parecida com a de quem atinge um patamar da vida em que os convites para casamentos e baptizados se substituem pelas chamadas que prenunciam velórios e/ou funerais.

Existem diversas formas de perceber o encerramento de um blogue.
A mais polida passa pelo anúncio formal da desistência, um último post em que a renúncia se explica e o the end é confirmado pelos agradecimentos e pelo tom de adeus.
A mais frequente, contudo, é a morte súbita (rara nos blogues colectivos, mais vocacionados para a lenta agonia sob os cuidados paliativos de um ou dois dos seus mais persistentes colaboradores). Os autores desses blogues como velas que se apagam de repente sem sequer referirem a existência de uma corrente de ar pura e simplesmente desaparecem, deixando os espaços num vazio de interrogações que um último post como os outros, prevendo-se um post a seguir que não segue, em nada ajuda a esclarecer.
Estes são os blogues que acumulam comentários em forma de pergunta na caixa dessa derradeira manifestação da existência da autora ou do autor, cada vez mais espaçados no tempo, até ao dia em que ninguém coloca sequer a questão.
Também existem os que desaparecem por substituição, transitada a vontade para uma nova casa virtual onde nem sempre os linques se repetem (o que joga certo com a sede de mudança que nos leva a recomeçar quase do zero um destes pequenos projectos pessoais).

E finalmente existem os mais perturbadores, os erros 404, os terríveis page not found que surgem no monitor como buracos negros pintados de fresco, num branco sujo de palavras automáticas que variam de acordo com a plataforma que os alojava até algo ou alguém passarem uma esponja definitiva sobre os registos de tudo quanto ali aconteceu num determinado período, por norma curto, envolvendo um número indeterminado de pessoas que viram pedaços do seu tempo engolidos pela obliteração virtual.
Que se torna bem mais real aos olhos de quem fez parte dessa realidade, posts ou comentários, assim apagada sem apelo. Esbanjada cada intervenção, como se as palavras também pudessem ser cuspidas ao vento em ambiente html.
Que o são, afinal.

Em menos de um ano, uma eternidade em tempo blogado, vi-me privado do contacto com dezenas de pessoas ou apenas com os nicks que lhes vestiam personagens descartáveis, se calhar travestidas noutras designações em espaços que continuo a frequentar. Camaleões que não navegam na blogosfera, sobrevoam o seu Triângulo das Bermudas virtual onde se sabem desaparecidos por antecipação, sem rasto deixado sequer. De si ou dos outros que atraíram entretanto às suas experiências com as cobaias flutuantes em que nos tornamos, sempre que constatamos esse final abrupto de uma realidade que em certa medida constituiu uma traição à imortalidade almejada na posteridade de uma qualquer intervenção.

Na ficção assim desgravada como se amarrotam apontamentos de uma tertúlia para atearem o fogo numa lareira que lhes aqueça os dedos gelados de tanto teclarem em vão uma alma fantasma e um coração sempre frio.

Como se entregam ao vento as palavras e as memórias que ambicionamos levadas para outro lugar qualquer, mas na verdade acabam por se perceber perdidas na mais moderna dimensão do vazio.
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publicado por shark às 12:34 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (13)
Terça-feira, 25.03.08

O PÚBLICO QUE BLOGA

O jornal O Público (online) acaba de abraçar um curioso vínculo com a comunidade bloguista (ou blogueira, ou blogger, como prefiram) como dá conta AQUI.
Para quem anda nisto há uns tempos, ainda estão relativamente frescas as memórias da desconfiança latente dos primórdios relativamente à reacção da Imprensa perante o surgimento e proliferação dos blogues.
Acusações de plágio, de desdém e, não raras vezes, de pura e simples omissão dos blogues enquanto fontes de peças publicadas constituiam a face visível de um certo desconforto instalado nas relações entre os media e a blogosfera.

Esta iniciativa d'O Público, agora que assenta o pó do boom bloguista e o rumo dos acontecimentos permite descortinar mais oportunidades do que ameaças de parte a parte, vem confirmar o amadurecimento da blogosfera (que se traduz na acentuada e visível segmentação dos espaços activos) e consequente ocupação do espaço que lhe está destinado, tal como representa o reconhecimento por parte de alguma Imprensa da óbvia utilidade dos blogues enquanto medidores do pulso de uma parte significativa da Opinião Pública.

Tomei conhecimento desta excelente notícia no blogue da Azoriana, onde podem encontrar outra impressão favorável a este passo histórico d'O Público no sentido de uma ligação tão pertinente quanto desejável.
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publicado por shark às 10:47 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)
Domingo, 23.03.08

NOVA VERSÃO DO CHARCO ESTÁ PRESTES...

...A ser "oficialmente inaugurada" e até já tem publicada uma posta que não é possível ler aqui (pois ontem esta plataforma voltou a estar off durante várias horas, não me perguntem porquê...).
Nesta altura está a decorrer a migração do conteúdo aqui alojado e logo que esteja completo o processo poderão actualizar os linques e os feeds para não perderem o rasto deste meu trabalho.

As duas versões existirão em simultâneo durante algum tempo e sempre que uma delas falhar publicarei na outra.
E por isso mesmo vale a pena irem dando lá uma espreita.
Vão ver que nem estranham a mudança... ;-)
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publicado por shark às 12:50 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Segunda-feira, 17.03.08

E A FALTA QUE SE SENTE...

...Aqui na plataforma Weblog, da atitude simpática e da frequência de contacto da saudosa Cátia Pitrez?

As pessoas ainda fazem toda a diferença.
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publicado por shark às 20:04 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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