Domingo, 20.10.13

Eu também gosto de dar os meus bitaites

"Acreditem, o blogue só tenderá a melhorar porque estaremos mais focados no que realmente interessa: publicar conteúdo."


Já lá vão 3 semanas desde que o Bitaites, o meu blogue de eleição, não publica conteúdo algum. E entretanto, com razões plausíveis na perspectiva e circunstâncias dos autores, o blogue deixou de ter caixas de comentários (o trecho acima é parte da respectiva justificação).


Temo o fim da Blogosfera às prestações. O exemplo acima só contribui para cimentar esse meu receio.

publicado por shark às 01:04 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Sábado, 24.08.13

A posta na PDI postada

No momento em que o facebook entrou na Internet como uma gigantesca plantação de eucaliptos vesti a pele de velho do Restelo e, em absoluto contra ciclo, amuei.

Nesse preciso instante dediquei-me a obter informação acerca desse fenómeno que, de uma penada, liquidava de vez o Hi5 e congéneres e, na minha perspectiva, ameaçava de morte a própria Blogosfera como a conheci até então.

Percebi na hora o que estava em causa, a ameaça que essa invenção do demo representava para esta comunidade a que aderi com entusiasmo, embora fosse notório o meu papel de voz clamando no deserto.

Poucos anos decorridos desde essa profecia da desgraça à qual ninguém conferiu qualquer tipo de relevância, os factos estão à vista para me darem a razão que de bom grado abdicaria.

 

A nostalgia, porquanto evidente, nem constitui o móbil para este simulacro de desabafo. Participei com entusiasmo na era de ouro blogueira, mesmo constatando a óbvia infiltração de hordas dos deserdados dos chats que se viram obrigados a enfrentarem esta prova de fogo de terem que preencher, todos os dias, um espaço capaz de atrair gente com sede de conversa mas, chatice, com sentido crítico o bastante para identificarem um trabalho de merda quando o apreciavam.

Nas tentativas frustradas dos menos capazes em conquistarem o seu lugar ao sol nesta plataforma de comunicação, a ditadura dos contadores que lhes deixava as caixas de comentários às moscas, traduzidas no cariz efémero da maioria dos blogues, percebi o potencial de algo como o facebook e o entusiasmo de muitos (quase todos os) outros, como previ, esmoreceu.

 

Na prática, esse novo formato ofereceu de bandeja uma saída airosa para os menos capazes, aqueles a quem algo mais do que a publicação de uma foto da treta ou de citações de terceiros (ou mesmo o plágio descarado) surgia como uma barreira intransponível à sua sede de projecção ou apenas de engate.

E começou aí a debandada dos medíocres, o que até seria porreiro se o tal livro das caras não se tornasse num imenso curral para o numeroso rebanho que, apenas e só por essa mesma expressão numérica, acabou por se tornar numa coisa montes de relevante e provocaria um efeito semelhante ao que as novelas e os reality shows criaram na televisão: a ditadura das audiências.

 

Esta história, para mim triste porque assisti ao fim de muitos blogues excelentes à míngua de quem os visitasse e ainda menos participasse nas respectivas caixas de comentários, resume a tal profecia que me guinda ao estatuto de visionário que antecipou a inevitável adesão dos melhores desta comunidade ao formato que concentrou as atenções do mundo inteiro e ao qual, coerente, recuso aderir.

 

Agora o facebook é o líder incontestado de audiências, a TVI da net.

E a Blogosfera transformou-se de repente na RTP2.

publicado por shark às 23:44 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (17)
Segunda-feira, 25.02.13

A posta na bosta de digestão fácil

É verdade, nunca fui apreciador de pipocas. De resto, a importação do seu consumo para as salas de cinema foi o primeiro e determinante pretexto para deixar de frequentar as ditas.

Contudo, sendo fácil dispensar a ida ao cinema onde salas como o antigo Monumental, o São Jorge e outros salões onde o espectáculo começava ainda antes de as luzes se apagarem terem sido substituídas pelos cubículos incaracterísticos em centros comerciais, o advento da pipoqueira à blogosfera de que a Força Suprema me colocou a par a partir do único medidor de audiências fidedigno, confirmando uma tendência televisiva neste meio, ameaça ser o derradeiro pretexto para que a minha presença na blogosfera equivalha à que mantenho nos cinemas perto ou longe de si.

 

Nada me move contra blogues da treta como o actual líder de audiências. Garanto que estou a ser sincero, pois seria absurdo ter algo contra espaços que não frequento e que em nada me aquecem ou arrefecem. Há em tudo na vida lugar para a boçalidade, para os temas menos profundos e até para o branqueamento anal: cada um come do que gosta e até tem todo o direito a mudar a cor do centro nevrálgico dos seus apetites.

No entanto, a caminho dos dez anos de imersão neste fenómeno em plena decadência (este blogue é um espelho fiel da mesma) fico desolado perante o facto de blogues como, por exemplo, o Aspirina terem menos de um terço das visitas de algumas realidades do top ten da blogosfera nacional.

 

É um facto que nas conversas de café toda a gente se afirma perturbada por programas de grande qualidade da RTP 2 terem um cagagésimo da audiência da casa dos segredos e outras pimbalhadas. Mas é igualmente verdade nessas conversas que ninguém ajudou a eleger o actual governo que todos criticam. Tudo treta, bustos de Napoleão para fugir à seringa com o rabinho da futilidade e da leviandade nas escolhas que se apropriou da maioria das pessoas. Sim, da maioria. Os números comprovam-no nas audiências dos media como nos desta triste blogosfera entregue aos temas ligeiros e de digestão fácil. As Pepas desta nossa comunidade são afinal a realidade que a mantém viva, ligada à máquina do superficial que tanto parece agradar às hordas de consumidores boçais.

 

A verdade dos números é a que se exprime nas medições. O esforço intelectual para produzir trabalhos com alguma qualidade é vão e isso está à vista na realidade do que afinal atrai os mirones de qualquer rede social, como o exemplo do Nilton no Twitter reforça e estou certo de que nas estatísticas do Facebook também estala o milho nos espaços mais procurados por quem busca alternativas ao lixo que nos oferecem nas outras plataformas de comunicação.

O país americaniza a um ritmo alucinante (deprimente) e não no sentido que nos dava mais jeito: não temos tanto pilim como eles mas investimos com o mesmo entusiasmo na estupidificação das massas.

publicado por shark às 15:02 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)
Sexta-feira, 05.10.12

DE QUEM FOGEM ELES?

Uma Pittada gourmet.

publicado por shark às 14:27 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Terça-feira, 04.09.12

A POSTA QUE A FAENA VALEU UM RABO E UMA ORELHA AO NOVO HERÓI A CAVALO

Eles reclamam, e com toda a propriedade, o acesso da opinião pública à sua versão dos acontecimentos protagonizados pelo cavaleiro tauromáquico Marcelo Mendes, esse justiceiro incompreendido e vítima da violência que transparece do relato deste blogue pró-touradas.

Dificilmente abordaria de novo o assunto, mas perante a justíssima reclamação resta-me reproduzir aqui alguns aspectos destacados por quem assume a defesa do pobre coitado a cavalo e, naturalmente, comentá-los de acordo com a perspectiva de quem não esteve lá e só pode valer-se de imagens e de declarações amplamente divulgadas. Vamos a isso:

 

tal como era de esperar, os meios de comunicação, por uma questão de defesa de uma das partes ou simplesmente para colher mais audiências com a notícia, apenas se deram ao trabalho de expor um dos lados da história: a dos manifestantes anti-tourada, claro!

 

Esta é a primeira conclusão dos defensores do jovem do sétimo de cavalaria: a Comunicação Social, nomeadamente os canais televisivos que nos impingem a toda a hora as suas próprias corridas tv, colocam-se do lado dos malandros dos manifestantes anti-tourada para aumentarem as suas audiências.

E qualquer pessoa, amantes de touradas ou não, percebe que teria muito mais audiência uma notícia acerca da agressão por parte de um muy macho cavaleiro aos pacifistas amantes dos animais do que o contrário (o que na verdade terá acontecido, de acordo com a faena verbal que move esta posta).

No fundo é a lógica do homem que mordeu o cão, transportada para o pacifista defensor dos animais que apedrejou o equídeo ao ponto de o dono agir em sua legítima defesa. Claro que ninguém ia prestar atenção à notícia dada dessa forma…

Mas há mais.

 

Ponto 1- Ao que apurei nas redes sociais - sim, porque só nas redes sociais é que se pôde "ouvir" o lado dos aficionados e dos que estavam presentes na praça ou nas suas redondezas, infelizmente - os manifestantes estavam numa zona designada para o aquecimento dos cavalos e dos seus cavaleiros. Ora, não é preciso saber muito de cavalos para perceber que com tanta barulheira e confusão que para ali  ía os cavalos começaram a ficar nervosos e inquietos. Tal não era nada positivo nem para o cavalo, que não aquecendo e estando nervoso se podia lesionar aquando da lide na praça, nem para o cavaleiro, que com o nervosismo do cavalo, e o dele que, provavelmente, estaria a crescer tanto pela entrada em praça mas também pela triste manifestação a que era obrigado a assistir, podia, como consequência, lesionar-se a ele também!

 

Ou seja, as redes sociais, essas sim, são fontes fidedignas. Os manifestantes afinal estavam no sítio errado à hora errada e apesar de serem cerca de 40 conseguiram superar o barulho e confusão que centenas ou milhares de pessoas fazem numa praça de touros sem que isso perturbe os cavalos.

Talvez por serem apenas quarenta, os cavalos estarão mais habituados a assistências numerosas….

E depois há o risco de lesões, naturalmente impossíveis de acontecerem na sequência de um galope para o interior de um grupo de pessoas. Não é preciso saber muito de pessoas para concluir isto.

 

Ponto 2- Ao que parece, a manifestação não foi assim tão pacífica como os anti-touradas tentaram mostrar aquando do directo da RibeirinhasTv e transmitir aos meios de comunicação em geral.
Parece que os tais manifestantes "pacíficos" começaram por atirar pedras aos aficcionados, digo cavaleiros, ajudantes, etc., que ali estavam ( na zona de aquecimento, repito) tendo mesmo atingido um dos cavalos (dizem-se eles defensores dos animais...) o que levou, obviamente, a uma revolta dos que assistiam a tudo aquilo. Daí o primeiro "ataque", como dizem os anti, do cavaleiro Marcelo Mendes. Nada mais que uma investida para tentar marcar posição e afastar os manifestantes da SUA zona!

 

Aqui confirma-se a teoria da Comunicação Social a tomar partidos: filmaram tudo menos isto, provavelmente porque imagens de amantes dos animais a apedrejarem cavalos não fazem subir as audiências. Não é preciso saber muito de audiências para concluir isto.

 

Ponto 3-No entretanto, enquanto alguns manifestantes faziam mais umas "queixinhas" à RibeirinhasTv pelo suposto violentíssimo ataque que tinha sucedido e enquanto o cavaleiro tentou voltar ao aquecimento do seu cavalo, um outro manifestante agrediu verbalmente o cavaleiro Marcelo Mendes durante largos minutos, o que levou o cavaleiro a perseguir, por assim dizer, o tal homem para o tentar identificar e apresentar queixa perante as consequentes ameaças que ele lhe fazia a ele, claro está, e ao seu cavalo.
Não se tratou, como disseram os anti-touradas, de mais uma investida, mas sim de uma tentativa de, como disse, identificar um "pacifista".

 

Portanto, os manifestantes fizeram queixinhas à tv enquanto o cavaleiro só as fez às redes sociais, nomeadamente das agressões verbais que o levaram a perseguir (por assim dizer o próprio perseguidor) um fulano que entretanto deve ter esgotado o stock de pedras disponíveis para lançar, já que fugiu em vez de apedrejar, o nhonhinhas.

De resto, e ao contrário do que as imagens tendenciosas possam transmitir a bem das audiências, não se tratou de uma investida mas sim de uma tentativa de identificação do indivíduo. O cavaleiro é que estava com um nadinha de pressa e nem teve tempo de desmontar para exigir a apresentação da papelada.

Aliás, o próprio cavalo tinha a expressão típica de um quadrúpede muito empenhado em dar uma vista de olhos ao BI do agressor verbal.

 

Ponto 4- Como os manifestantes "pacíficos" vieram, alguns, de tão longe, como fizeram questão de dizer aos meios de comunicação - como que a fazer justificar os seus argumentos e as suas vontades de acabar com as touradas - não se podiam ir embora apenas com uns apedrejamentos. Pois bem, fizeram ainda questão de violentar o carro do cavaleiro Marcelo Mendes ( ainda estou para descobrir como é que sabiam qual era o carro dele) ao partir vidros e pintar o carro com tintas.

 

Sim, aqui está a pergunta que se impõe a todos quantos tentam conspurcar a imagem do Marcelo Mendes: como é que os vândalos anti-tourada sabiam qual era o carro dele e não conheciam o mau feitio do seu cavalo?

O mistério aqui levantado pode estar na origem de uma cacha que talvez traga boas audiências: os anti-tourada são também anti-automóvel e não percorrem longas distâncias em vão. Ou defendem os animais das touradas que os massacram ou defendem os peões dos veículos que os atropelam, vale sempre o caminho.

Pintarem o carro com tintas não é original, mas violentarem-no (o carro) é algo que confere toda uma nova dimensão ao tubo de escape e justifica que os jornalistas presentes nem quisessem enfatizar tamanho horror sofrido pelo cavaleiro que, de resto, ainda não confirmou às redes sociais e associadas se possui seguro contra todos com a cobertura de vandalismo. E há quanto tempo.

 

Como podem ver, estes manifestantes eram tudo menos pacíficos! Nada que me surpreenda porque já estou habituado a ver as manifestações "pacíficas" de antis-touradas e de outros que tais, de partidos semelhantes aos que por lá passeavam,  que acabam sempre em confrontos com as forças políciais. Mas que fique claro que a polícia é que os provoca sempre....

No entanto, o importante a retirar deste episódio é que os aficionados, a começar pelos cavaleiros, não se ficaram nesta guerra que tentam criar.

A tradição e o costume falarão mais alto!

 

 

Com as palavras acima dá-se o assunto por concluído da parte de um porta-voz dos aficionados da festa brava.

O importante a retirar deste episódio é que os aficionados, a começar pelos cavaleiros, não se ficaram nesta guerra que tentam criar (sic).

 

Por mim já estava retirado, esse importante. O resto, sem dúvida muito tradicional, é folclore.

publicado por shark às 18:21 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA NA LIÇÃO DE HUMILDADE

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publicado por shark às 16:47 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)
Sábado, 17.03.12

A POSTA NUM PICOITO INTERROMPIDO

Volta e meia os moralistas do costume decidem reagir por antecipação, aproveitando o ensejo para adicionar as guerras perdidas no passado e que acabam por relacionar umas com as outras porque acham que faz tudo parte do mesmo esquema medonho, da gigantesca conspiração das minorias para conspurcarem o sistema perfeitinho e maneirinho que vêm moldando desde os tempos da santa inquisição.

Parece ser o caso, pois o Picoito não é o primeiro a (ab)usar (d)o microfone e (d)o teclado para influenciar mentalidades a tempo de estarem prontas para enfrentarem eventuais referendos no futuro, inclusive na estratégia estafada de relembrar derrotas do passado, como a da IVG, para tornarem ainda mais terrífico o papão libertário.

 

Julgo que a esquerda actual tem mais em mãos para ficar entretida do que trazer para a berlinda o melindre da adopção por casais não compostos pelo ancestral binómio macho/fêmea. Não, nem lhes chamo casais homossexuais pois se a lei lhes reconhece o estatuto de casais é isso que são e nem mesmo a ILGA deveria destacá-los dos restantes como se fossem uma espécie ameaçada.

É impossível dar conversa e entender a motivação de alguém que se veste paladino de uma causa que consiste em desacreditar cidadãs e cidadãos da sua capacidade de criarem filhos por via da sua orientação sexual não padronizada nos cânones da maioria. Contudo, é igualmente impossível aceitar que transmitam o contágio conservador por todos os meios ao seu dispor sem tentar equilibrar a parada da argumentação. Sobretudo quando o impulso é prematuro e, por inerência, a motivação se torna um tudo nada missionária.

 

A questão dos princípios parece-me ser a que está em causa em ambos os lados desta divergência. Se para os Picoitos deste mundo a cena do amor e do casamento e da família só é como deve ser se nela intervierem sempre cidadãos de géneros diferentes (ou será que se comprovadamente não forem homossexuais já podem ser do mesmo?), para muitas outras pessoas sem acesso a microfones o princípio é outro e diz que toda a gente é livre de se assumir nas suas diferenças, ainda que se trate de grupos minoritários, e não merece por isso um tratamento distinto por parte de quem as não tolera.

A coisa vista deste lado soa a medieval porque qualquer fundamento para a discriminação tem que recuar a esses dias em que os costumes eram impostos à bruta, ou pelo menos aos tempos mais recentes em que a diferença era tida como uma ameaça a exterminar, se tivermos em conta a necessidade de inferiorizar grupos de cidadãos na sua capacidade plena por via da cor da pele, da orientação sexual ou do diabo que carregue os tais cruzados com sede repressora.

A coisa vista deste lado soa a desprezo não por quem é portador de uma diferença incómoda mas por quem ousa assumi-la e reclamar esse direito às claras. Não faltam os escândalos de alcova, os segredos escapados a bastiões, mesmo sagrados, alegadamente insuspeitos, dessa moral tradicional para o evidenciar.

 

Por tudo isto estamos perante mais uma falsa questão, mais um erguer do eterno papão antes que a Democracia, algum referendo maluko ou assim, faça das suas e desminta pela maioria expressa em votos a ilusão alimentada por uns quantos de que ainda é a sua a versão correcta e generalizada de um mundo como se quer.

É esse o medo que agita os Picoitos nas catacumbas da sua sociedade perfeita na uniformidade, sem mácula à superfície, perdoada em segredo pelos seus desvarios nos bastidores, incapazes de aceitarem a mudança que não se pode proibir como dantes se podia e de reconhecerem aos outros o mesmo estatuto se não o souberem merecer com, pelo menos, o sigilo, o encobrimento dessas tentações demoníacas que só podem entender como doenças ou, num patamar superior de alucinação, como maldições que desejariam banidas mas, no mínimo, pretendem impedir de usufruírem de uma cidadania plena se for desajustada da realidade que os Picoitos pretendem, de facto, impor.

 

Eu não subscrevo essa irritante mania.

publicado por shark às 20:01 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)
Sexta-feira, 19.08.11

E JÁ QUE É ASSIM...

...Junto ao destaque no Sapo abaixo referido uma outra alegria das que só quem bloga desfruta, nomeadamente o facto de estar esta casa prestes a atingir o bonito número redondo de 200 mil visitas que se somam a quase milhão e meio na versão anterior.

A pessoa não pode deixar de se sentir excelente anfitriã...

publicado por shark às 23:51 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)
Segunda-feira, 15.08.11

A DOR DE CABEÇA QUE A DISCORDÂNCIA DÁ

Nunca escondi a minha admiração e o meu apreço pelo blogue Aspirina B, um espaço que tem feito parte do meu passeio diário por aquilo que a Blogosfera nos dá.

Podemos avaliar um blogue pelo nível do que publica e/ou pelo calibre das pessoas que o fazem. Prefiro sempre optar pela primeira hipótese, nem que seja pela coerência relativamente ao que sempre defendi em relação à minha pessoa, mas isso não me cega aos comportamentos que considere indignos ou aos pressupostos que violem princípios que o mesmo espaço afirme defender.

 

Nos registos deste blogue existem diversas intervenções minhas que me embaraçam, nas postas como nas caixas. E nestas últimas cheguei a desafiar um comentador para a porrada (era muito novo, não pensava...), o que diz bem do quanto me irritou na altura a intervenção do dito comentador.

No entanto, e apesar de conhecer a identidade do aparente anónimo, inibi-me de a divulgar porque encaixo essa atitude oportunista de aproveitar a obrigatoriedade de fornecer um email nos comentários para obter e, pior ainda, divulgar o nome que as pessoas mostram não querer revelar publicamente, num esquema óbvio de coacção para dissuadir os comentadores inconvenientes de exercerem o seu direito que, em caixas abertas, nunca é uma oferenda.

 

Por outro lado, se alguém utiliza o seu email verdadeiro apesar de manter o anonimato na face visível do seu comentário é porque não teme responder pelo que afirma. Sugerir, como o Valupi aqui o faz em defesa do seu par, que o melhor seria não fornecerem um email honesto para não correrem o risco de verem o nome ou o género divulgados, é algo que fala por si mesmo enquanto conceito: é o apelo às mascarilhas que parece interessar a quem não possui estaleca para aguentar comentários desfavoráveis, ainda que plenamente justificados no seu teor.

 

Sim, privilegio o teor das postas em detrimento da personalidade dos respectivos autores.

Mas não pactuo com ditaduras de pacotilha que aplicadas a um aplicar-se-ão no futuro a todos e desvirtuam tudo aquilo que uma caixa de comentários aberta e sem moderação representa.

 

Inibir comentadores com base no conhecimento obtido nos bastidores de um blogue é algo de censurável e não aceito qualquer tipo de justificação, muito menos de teor prepotente, para essa postura.

E por isso mesmo comento aqui, sem reservas, aquilo de errado que encontro no que me “oferecem” no Aspirina.

Não pretendo ficar a dever-lhes coisa alguma.

publicado por shark às 13:53 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)
Sábado, 18.06.11

CULTURA DA LARANJA

Estou muito curioso quanto ao futuro desempenho do novo Secretário de Estado da Cultura.

(Nomeadamente no que respeita à blogosfera.)

publicado por shark às 00:02 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)
Sábado, 09.04.11

A POSTA QUE RENDIAM MAIS EM GRUPOS DE UM

Os blogues colectivos estão cada vez mais a afirmar-se como os que melhor conseguem aguentar a pressão das redes sociais (sim, o sacana do passarinho mais o livro das caras) que, embora muitos insistam na ilusão de que se trata de realidades complementares, têm desviado boa parte dos visitantes da blogosfera para outras paragens.

 

Se a reacção instintiva, nomeadamente a minha, é a de aversão aos usurpadores virtuais que afastam dos blogues boa parte do seu público natural é fácil de concluir que a blogosfera só poderá culpar-se a si própria pelo golpe sofrido nos contadores desde o advento da concorrência da moda.

Os blogues individuais como este, condenados ao desaparecimento a curto prazo por obsolescência ou à medida em que se transformam em tétricas cidades fantasma plantadas no meio do deserto virtual, na sua maioria não exibem capacidade para competir taco a taco com as redes sociais.

Parte dessa incapacidade reside na negação das evidências, no discurso arrogante que se reflecte no comodismo com que poucos tentam alterar o figurino de alguma forma.

 

Os blogues colectivos, por outro lado, conseguem congregar um dinamismo natural que deriva da maior rotatividade das postas e, embora o todo nunca consiga equivaler à soma das partes, acabam por reunir uma parte dos frequentadores dos blogues individuais de cada membro do colectivo e assim geram o feedback nas caixas de comentários que, sobretudo agora, constitui a tábua de salvação da blogosfera no seu todo.

Porém, quando falamos de blogues colectivos não temos em conta que a sua criação e, acima de tudo, a sua organização pode ser distinta ao ponto de um dado grupo poder funcionar apenas como um ajuntamento de indivíduos. E isso transforma o dito colectivo numa fantochada.

 

Ao longo dos meus quase sete anos de blogarice integrei vários blogues colectivos e isso permitiu-me identificar-lhes as diferenças entre si.

Nos mais bem sucedidos, colectivos propriamente ditos, e mesmo quando a concepção original partiu de um blogueiro isolado que depois foi convidando colegas para partilharem o seu espaço, encontrei dois factores de sucesso que, como é óbvio, reflectiram na sua ausência o fracasso de projectos cheios de amanhãs que publicam: o espírito de grupo, não necessariamente em ambiente de concordância, de proximidade ideológica ou outra, expresso na interacção entre os membros do colectivo e na presença discreta, como um igual, do seu mentor ou mentores na evolução do espaço e o tema de fundo com que esses blogues são identificados.

Claro que estou a deixar de lado o talento de cada um/a, por se tratar de um critério discutível e que nem sempre corresponde ao sucesso (sim, o sucesso mede-se no número de visitantes) de um blogue. Exemplos não faltam, mesmo nos blogues colectivos entretanto extintos, mesmo quando o seu fim não é anunciado e se arrastam penosamente numa sucessão de postas para encher chouriço ou nem isso porque a malta fala muito mas não está para se esforçar num trabalho para o usufruto meia dúzia.

 

Contudo, a maioria dos blogues colectivos que vi fecharem portas acabaram vítimas da incapacidade dos seus criadores de entenderem o seu papel no funcionamento da realidade por si criada mas entretanto alargada a outros colaboradores.

Mais concretamente, aqueles a quem mais interessaria fazer vingar um dado projecto acabam por ser o respectivo algoz pela sua intervenção desastrada quer ao nível do seu desempenho na gestão dos umbigos, quer na própria insistência em reclamarem protagonismo individual excessivo num espaço no qual nunca abdicam da condição de chamarem seu.

 

E quando isso acontece, tanto podem destruir uma boa ideia por pecarem, arrogantes, pelo escorregadio excesso de intervenção como, negligentes, pelo inevitável defeito da respectiva escassez.

publicado por shark às 17:28 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)
Quarta-feira, 06.04.11

LOPES & NEVES, LDA

No 31 da Armada o ambiente é de festa e os dois foliões de serviço postam a um tal ritmo que quase se sente aquela energia indómita que leva as pessoas a subirem às paredes.

Ou às Câmaras Municipais, tanto faz.

 

O centro das atenções da dupla festiva não é Portugal e a sua situação mas sim o gáudio juvenil de quem se estimula com bodes expiatórios.

Não há como um descalabro da Nação para se revelarem os verdadeiros patriotas.

publicado por shark às 21:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Sexta-feira, 01.04.11

O MARCO ASSAPAR

Nunca escondi que o gajo é o meu ícone blogueiro. Estou há sete anos nisto e ainda não apareceu um/a capaz de me impressionar tanto como o Marco do Bitaites.

Agora, e depois de uma travessia no deserto de um desemprego que só numa terra de estúpidos poderia manter-se, foi contratado para a equipa do SAPO que assim se consolida como o Real Madrid desta cena e não dá abébias a quaisquer veleidades da concorrência.

 

Fico feliz pelo Marco, que acompanho desde que entrei nisto, e pela rapaziada do Sapo.

Invejo-os pela sorte de poderem partilhar horas de trabalho com um gajo como ele.

E dou-lhes os parabéns por mais esta exibição de bom gosto, de ambição e, acima de tudo, de inteligência.

publicado por shark às 20:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)
Domingo, 20.03.11

OS LÁBIOS LÍBIOS QUE UMA BALA ASSASSINA CALOU

Embora muitos o neguem, a Blogosfera é uma comunidade e reúne pessoas de todo o planeta em torno de uma plataforma de comunicação comum.

Se em Portugal blogar não passa de um mero exercício de liberdade de expressão e criativa, noutros países já se revelou na verdadeira essência para que foi criada.

A Blogosfera é um símbolo de liberdade e ainda que nos países ocidentais essa vertente se encontre relativamente adormecida, em países como a Líbia o esforço de quem bloga é direccionado precisamente para a luta por direitos elementares que temos por dados adquiridos mas as lições do passado, os factos do presente e as perspectivas do futuro desmentem nessa condição.

 

Mohammed Nabous, um jovem engenheiro de telecomunicações líbio, blogueiro apanhado no centro de um furacão daqueles com que a História varre realidades e nos molda novos caminhos, podia ter escolhido o silêncio ou mesmo a deserção.

Contudo, e apesar (ou por isso mesmo) de estar à espera do seu primeiro filho, entendeu lutar com este meio ao nosso alcance por um futuro que queria melhor para o seu país. Foi um dos rostos mais visíveis da revolta do povo líbio, divulgando os factos que aconteciam em seu redor, testemunhando a revolução que se tornou numa guerra civil que acabou por apanhá-lo sob a forma de uma bala de um sniper cobarde quando cumpria aquilo que abraçou como a sua missão.

 

Era um homem corajoso e morreu como um mártir a lutar, entre outros, pelo direito a blogar as verdades que um regime tirano preferiria escondidas.

Merece todo o nosso respeito e nada menos do que o estatuto de um dos nossos mais destacados heróis.

publicado por shark às 15:11 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)
Quarta-feira, 23.02.11

A POSTA PSIQUIÁTRICA DE PACOTILHA

Uma das características mais fascinantes da blogosfera é a sua capacidade inata para acolher malucos. De resto, a nossa comunidade é tão boa anfitriã para pessoas com determinados desequilíbrios mentais e/ou emocionais que lhes permite assumirem na boa a sua condição e abdicarem da medicação sem darem nas vistas no meio de tantos dos seus iguais.

Claro que nenhuma dessas pessoas aceita o estatuto de mais ou menos chanfrado/a e nesse caso eu afirmo já aqui que é mentira tudo o que acabo de afirmar.

(É que sempre ouvi dizer que não se pode contrariá-los/as...)

 

Das maleitas observáveis à vista desarmada que mais me prendem a atenção, o desdobramento de personalidades está sempre na liderança.

Admiro a energia dos muitos comentadores anónimos que conseguem dar vida a três, por vezes mais, nicks ao ponto de manterem animados diálogos entre si (entre os vários nicks da mesma pessoa), tanto quanto lhes invejo a concentração.

A minha única incursão pelo admirável mundo novo das mascarilhas virtuais, um nick que ninguém associava ao Shark, foi um fracasso absoluto na medida em que pouco tempo depois de começar a utilizar essa identidade secreta já quase toda a gente em meu redor tinha sabido por trocas de email comigo quem na realidade sou. Apenas um. E já me dá água pela barba geri-lo.

 

As múltiplas personalidades que aterram numa caixa de comentários às ordens alternadas do respectivo autor que se acredita uns dois ou três transmitem um colorido muito especial a qualquer diálogo, até porque existe sempre um nick mais colérico que se esforça por partir a louça toda e, regra geral, acaba por ser quase sempre o que descobre a careca dos seus alter egos no meio do fervor alucinado das suas mais acesas intervenções.

Claro que uma pessoa deixa de achar piada quando no meio do calor do debate as personalidettes (por norma mais discretas e com um discurso mais moderado, apenas para manifestarem solidariedade e simularem pequenas multidões) começam a cantar mais alto do que o/a artista principal e triplicam o problema em que se tornam (estou a ser um gajo porreiro, insistindo neste plural) quando perdem as estribeiras e não existem aquelas pessoas vestidas de branco que no mundo analógico resolvem esse tipo de situação.

 

Que não se deduza que esta posta visa antagonizar tais pessoas mais as suas diferenças, até porque sei bem o quanto constituem em muitos casos a verdadeira alma de um blogue, nem que seja por nos darem a conhecer o lado pior do respectivo autor quando este se passa e decide acabar com a neura que algumas manifestações desta liberdade para enlouquecer suscitam.

São pessoas interventivas, multiplicam-se pelas caixas como coelhos pois bastam duas em simultâneo para podermos ter logo cinco ou seis comentadores/as em alegre cavaqueira ou na animada versão peixeira que ninguém pode negar no seu estatuto de agitadoras das águas virtuais.

São por isso importantes em termos estatísticos, em termos de motivação acrescida e, naturalmente, enquanto figuras castiças desta nossa realidade alternativa que até nisso de ser casa onde há sempre pão para malucos está cada vez mais parecida com a propriamente dita.

publicado por shark às 23:23 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)
Segunda-feira, 14.02.11

TENHO UMA VIZINHA SAPOLAS CHAMADA JÚLIA

Dizem que na blogosfera aplica-se com ainda maior pertinência aquela do small world...

publicado por shark às 14:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Segunda-feira, 07.02.11

A POSTA NA APTIDÃO NATURAL PARA A COISA

Existem pessoas que se regem por um conjunto de valores ou princípios que abraçam como seus, seja porque tais valores encaixam na sua forma de ver e de estar no mundo ou porque a sua experiência de vida enfatizou determinada regra universal do vasto conjunto ao dispor de quem ainda liga alguma importância a estas coisas.

Existem também os que se deixam conduzir pelas emoções, eliminando da equação os tais valores que possam condicionar de alguma forma o seu comportamento, as suas escolhas e/ou a perspectiva do que são e do que os rodeia, acabando por interagir em função de impulsos que não questionam por a eles não aplicarem os filtros convencionais.

E depois ainda existem os que fundem ambos.

São esses, obrigados à luta permanente pela coexistência pacífica entre duas forças que muitas vezes se repelem, os mais propensos a dilemas e à inerente angústia que, para além de constituir um óbice para a paz de espírito da pessoa, acaba por estar na origem de muitas manifestações de uma forma de loucura mansa, quase indetectável, mas que se evidencia na proporção da constante zaragata interior que dá cabo da imagem de qualquer um/a por constituir uma ameaça ou pelo menos um sério obstáculo à credibilidade dos visados, nomeadamente pelo seu efeito corrosivo na lógica e até na coerência.

 

Ou seja, se alguém se despe das emoções (até onde tal nudez é possível) e decide reger a sua vida em função de uma espécie de fio condutor normativo, os valores que pouco valem nestes dias, consegue reduzir ao mínimo o esforço de apreciação dos desafios que lhe são colocados pelo facto de bastar um encaixe de cada acção/reacção na sua legislação interior para sentir cada decisão plenamente justificada, nomeadamente nas eventuais consequências das opções que se possam revelar desastradas.

Da mesma forma, os que abdicam dos valores e navegam pelo quotidiano em função de onde os ventos sopram, por instinto e sem outras reservas que não (quando calha) as que o mínimo de bom senso recomenda, não requerem mais explicações para o seu impacto nos outros ou destes em si do que as fornecidas pelo binómio sorte/azar que deriva de uma gestão à posteriori com base no teve mesmo que ser assim e paciência.

 

Contudo, paciência é afinal o maior requisito para lidar com o terceiro grupo que acima identifico.

Os que tentam conciliar valores (convencionados ou de sua lavra) e emoções (tantas vezes contraditórias relativamente às regras impostas) são gente perturbada, confusa, inconstante, são reféns de um conjunto de nós cegos apertados pela força das circunstâncias em combinação com o poder destrutivo que algumas situações extremas pode exercer em quem possua e pretenda preservar aquilo a que, por regra, chamamos uma consciência.

É aflitivo perceber o conflito interior que transparece de pessoas assim, encurraladas entre a análise apriorística com base naquilo que deve ser (os valores) e o impulso poderoso da reacção primária (as emoções) que faz das normas tábua rasa e transforma a mente da pessoa numa máquina de pinball (os saudosos flippers) completamente descontrolada na hora das decisões difíceis e, acima de tudo, na ressaca dos potenciais trambolhões.

São pessoas cujos princípios, neste meio termo invariavelmente conflituoso em que se posicionam, podem (ou pelo menos parecem) implicar o fim da sua sanidade mental plena.

 

Encontro com frequência uma relação directa entre este último tipo de pessoa e os autores dos melhores blogues que até hoje descobri.

publicado por shark às 11:18 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Quinta-feira, 27.01.11

ATÉ QUE O TECLADO ME DOA

Ao longo dos últimos dias constatei uma ligação directa entre três notícias relevantes e a internet.

Da situação na Tunísia retive a importância atribuída à Blogosfera, a partir da qual muitos cidadãos tomaram consciência do fenómeno colectivo que acabaria por se propagar até atingir as dimensões de uma autêntica revolução.

Naquilo que alguns recusam como estilhaço dos acontecimentos em Tunes, também no Egipto a população, sobretudo com base no Facebook, organizou uma mobilização espontânea e as ruas estão cheias de povo empenhado numa mudança de regime.

E finalmente, a uma escala menor, deparei-me com o caso de uma jovem raptada há décadas que conseguiu através da internet descobrir toda a verdade da sua condição e reunir-se de novo à família de que uma desconhecida a havia privado com menos de dois anos de idade.

 

Estes exemplos, a que se podem somar muitos outros aos quais a internet está ligada de forma indelével (recordo o caso flagrante do Irão), prenderam a minha atenção por estarem tão próximos no tempo e por ser avassaladora a consciência deste privilégio que devemos reconhecer nessa condição, blogar, bem como a responsabilidade inerente ao uso livre de tão poderosas ferramentas de comunicação que, de resto, são entendidas pelos poderes anti-democráticos como uma ameaça temível que tentam a todo o custo silenciar.

 

Será um erro de palmatória não aprendermos com os exemplos acima a respeitar a função que nos compete a partir do momento em que abraçamos estas novas formas de transmissão da liberdade por contágio.

Sejamos claros: se em países como a Tunísia, o Egipto e o Irão(!) foi na internet, nomeadamente na Blogosfera e nas redes sociais, que a revolta popular nasceu, como quase todas as revoluções, a partir do momento em que milhares de cidadãos perceberam que não estavam sós na sua sede de protesto e de mudança, porque havemos nós de questionar o poder da liberdade de expressão que precisamos ver defendida a todo o custo e que constitui afinal a nossa única arma contra qualquer tipo de poder que, sem dividir para reinar, jamais logrará a impunidade de outrora, num tempo em que muitas vezes a verdade era abafada ao ponto de fracassarem movimentos por simples atrasos na comunicação ou equívocos acerca do apoio popular a uma acção revolucionária ou, nos nossos tempo e hemisfério mais pacíficos mas nem por isso menos irrequietos, a mudança imposta com base na força da opinião pública devidamente propagada, sem grilhões ou espartilhos de qualquer espécie?

 

A minha insistência nesta actividade que exige mais de nós do que possa aparentar fundamenta-se cada vez mais nesse respeito de que vos falo acima, nesse carinho acrescido por algo em que invisto tempo e vontade cada vez menos pelos retornos possíveis e cada vez mais pelo orgulho que adivinho nos que sabem hoje que farão parte da História das suas nações, colegas blogueiros que arriscaram a força da palavra contra os canhões inúteis de exércitos feitos por pessoas com família e amigos que lhes retiram a vontade de irem para a rua disparar sobre os seus na defesa de tiranos.

 

Exactamente como acredito que enquanto mantivermos abertas estas janelas virtuais, dificilmente a democracia cairá nas mãos de quem a queira amordaçar.

publicado por shark às 11:09 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Quarta-feira, 12.01.11

A POSTA QUE CHOVEM CARAPUÇAS

Uma das cenas mais giras de acompanhar em blogues são as trocas de piropos entre casais desavindos. Neste domínio encontramos alguns exercícios brilhantes de escárnio e maldizer, acrescidos em dificuldade pela absoluta necessidade de dizer tudo o que é preciso para quem conheça consiga identificar o/a outro/a (sobretudo o/a próprio/a) sem contudo a coisa ficar escarrapachada em demasia para não tombar pela base a pala de absoluta e recíproca indiferença que tanto se esforçam por construir.

 

São intensas, mais até do que muitas ainda a decorrer, estas ex-relações amorosas trasladadas na sua qualidade de mortas-vivas para a plataforma blogueira. Transpiram emoção, ainda que alegadamente negativa, e constituem obsessões tão óbvias que cedo ou tarde acabam por se verem traídas naquilo que de mais importante existe para os/as autores/as: a camuflagem do seu verdadeiro sentir. E por vezes essa mascarada de carnaval pobrezinho até inclui sólidas referências à sinceridade e ao cariz genuíno de quem tantas vezes repete a ideia do ódio de estimação que quase acredita nesse estatuto por parte do alvo a abater.

A malta desunha-se a escrever quando não aguenta mais o faz de conta e por impulso (mais ou menos controlado) avança para o teclado com a loucura estampada no olhar.

 

Depois publicam-se as postas, ainda a ferver, e nem se aguardam uns minutos até ser possível matutar a sério acerca das palavras disparadas para a página branca no monitor. O desprezo desejado a tentar esconder por detrás o amor que custa sempre muito a morrer, as palavras com vontade de fazer doer porque a saudade abre a ferida e as memórias provocam imensa comichão e depois surge em cena a vontade da vingança que resulta sempre porque se sabe que o/a outro/a nunca perde pitada.

E a cena fica ainda mais marada quando se equiparam no calibre os oponentes, tanto na intensidade dos sentimentos como na capacidade de os reflectir num texto tão curto e contundente quanto seja possível obter.

 

Numa altura em que já ninguém pode esconder a sangria da blogosfera para a rede social da moda, onde toda a gente acha que tem que se estar, é sempre uma alegria encontrar estes prodígios da escrita rebuscada que se vê utilizada como artilharia, num bombardeio constante que para quem veja de fora é claro enquanto inconsequente e nunca existe um vencedor.

 

E ainda se torna mais fascinante quando identificamos os protagonistas dessas conturbadas mas intermináveis histórias de amor.

publicado por shark às 22:48 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Segunda-feira, 10.01.11

E DE QUEM OU DO QUE É QUE O GAJO TÁ A FALAR DESTA VEZ?

À minha imagem e semelhança, que um blogue - fiel como um cão e igualmente melhor amigo do Homem - acaba sempre por ser um espelho do dono, o Charquinho está repleto de postas dedicadas a maledicência, algumas delas indignas de mim e dos/as visadas mas nem todas.

Creio que existirá alguma explicação científica (do foro psiquiátrico) para a questão, mas o certo é que a pessoa raramente consegue reprimir esse apelo à má língua e para lhe dar largas nem são precisos pretextos, embora ajudem.

 

Como já referi, tenho por hábito cirandar pela blogosfera em busca de novos prazeres. A gaita é que na maioria dos casos em vez de deleite encontro os tais pretextos para sacar da naifa verbal (embora na ordem do dia esteja o saca-rolhas, esse instrumento letal para tintos alentejanos e agora também para outras colheitas) e embora tente reprimir esses exercícios de corte na casaca alheia há dias em que passo demasiado tempo na caixa de comentários do Aspirina para lograr o sucesso nessa contenção.

Obviamente é simples apontar a uma fragilidade evidente destes meus arremedos de maledicência: são na sua maioria direccionados a alvos por identificar. E isso coloca logo o saca-rolhas nas mentes de quem interpreta isso como um acto de cobardia, ah e tal que o gajo não tem tomates para chamar os bois pelos nomes, quando na prática é precisamente isso que quero evitar, chamar nomes às pessoas que é coisa malcriada.

 

Porém, nada disso obsta a que me sinta no direito de investir o meu tempo na trollitada ao cretino desconhecido (para quem me lê, pois para minha surpresa todas as investidas acabam por encaixar como carapuças nos/as visados/as) e daí resultam estas prosas sem jeito nenhum que nada de novo trazem e muito de usado implicam.

Em causa está a forma rebuscada como a malta lida com determinados assuntos, rodeando até à exaustão o cerne da questão numa carrada de paninhos quentes que acabam por abafar as conclusões que certamente estariam na ideia dos/as colegas a quem posso referir-me nesta instância. De resto, eu mesmo já esbanjei uma data de linhas sem dizer de concreto ao que venho.

 

Resta-me então rematar o assunto com uma simples observação que ilustre o meu objectivo.

Acontece que por vezes me empenho na leitura de lençóis de ilustres da nossa comunidade e chego ao fim com a boca a saber a nada.

É que os raciocínios são tão complexos, tão circulares, que as postas (e as mentes dos seus autores, por tabela) acabam por comer o próprio rabo, como a pescada....

publicado por shark às 14:58 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)
Segunda-feira, 03.01.11

COITADO, ERA TÃO BOM BLOGUE... (2)

Com um ciclo de vida inferior ao de um comum animal de estimação, um blogue pode transmitir uma noção de envelhecimento precoce. Regra geral isso acontece quando percebemos que os blogues do nosso tempo estão ou chatos, ou mortos ou entrevadinhos numa existência miserável à espera da estocada final, da gloriosa posta de despedida que funciona como uma espécie de velório onde se reúne a malta que só raramente visitava o defunto mas calhou tomar conhecimento do óbito previsível.

publicado por shark às 12:01 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

COITADO, ERA TÃO BOM BLOGUE...

Desde que o Facebook se tornou numa moda é mais fácil enriquecer o vasto obituário de blogues.

E uma das conclusões que se tiram à vista desarmada é a de que, por norma, raramente existe uma posta mais comentada do que a do anúncio de despedida.

publicado por shark às 11:54 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)
Segunda-feira, 20.12.10

BLOGOSÉRIOS A BRINCAR

Tempos atrás, ainda o Pacheco Pereira não tinha definido as proporções entre o lixo e a fina flor da blogosfera, senti-me tentado a pugnar por uma distinção entre blogues a sério e blogues a brincar. E lá defendi a coisa conforme pude, deslumbrado pela clara perda de terreno de vários media relativamente a este gigantesco wikileaks potencial que afinal foi montanha que só pariu a parte choldra da coisa (o fait divers) e de novo em matéria informativa ou mesmo criativa (que saudades do artista-formerly-known-as-João Pedro da Costa), nicles.

 

Hoje, mais velho, mais sábio e mais saturado de ler blogues produzidos em part-time nas sobras de tempo fora do Facebook, vejo-me na contingência de dar (outra vez) o dito por não dito e de me deixar de elitisses palermas.

De facto existe uma blogosfera séria, tal como na Imprensa, e outra que são os tais 90% de 24 Horas de que o colega Pacheco falava. Contudo, essa blogosfera séria só o é porque não se ri, é apenas uma expressão facial virtual criada de forma artificial pelos próprios (os sérios desses blogues) e por uma pequena legião de seguidores que acrescentam a sua à promoção inter pares e conferem a única legitimidade possível a esse grupo restrito de blogues, por norma colectivos, onde vão rodando os nomes sonantes desta nossa comunidade provinciana.

 

A realidade, no entanto, desmente a dita seriedade em mais do que um aspecto. Dos ditos sérios só encontramos a pala e ideias requentadas, eventualmente adornadas com os espichos de genialidade que esperamos brote a cada dia dessa catenária que nos resta, aos blogues não sérios, seguir ao longo dos carris que tentam impor, já com uma mãozinha da Comunicação Social devidamente amestrada pela tomada de consciência da sua inércia - veja-se o exemplo da Guerra de Blogues na TVI24, como receita ganhadora para integrar essa blogosfera com futuro mais brilhante do que a outra, filha de deuses anões, mais interessada em temas frívolos da vida como ela é do que nas elaboradas conjecturas dos monstros sagrados acerca das grandes questões da humanidade e arredores.

Ou seja, a blogosfera (alegada e teimosamente) de elite é uma seca na qual a putalhada crescida vai ensaiando verborreia capaz de ombrear com a da Imprensa séria (de resto, quase decalcada) para servir de pasto mental aos bois do lado de fora do palácio que tanto podem ser os poucos que lá vão para saírem como entraram, ignorantes, como os que aproveitam a deixa postada para marrarem com os respectivos autores e produzirem sob tal pretexto as suas próprias exibições da seriedade que vai rotulando alguns blogues mais uma pequena multidão de figurinhas e de figurões que se acham iluminados mas acabam por deixar a malta às escuras com os seus raciocínios inócuos e em nada inovadores.

 

É um desgosto para mim, ruminar estes considerandos depois de os engolir a custo nas pastagens alheias onde tento, menos sério do que essas cátedras de polichinelo, beber alguma instrução básica para poder bater-me pela blogosfera como uma alternativa (séria) de divulgação de informações e de ideias que possa trazer algum progresso ao conhecimento, ao pensamento, às pessoas que ainda saem da televisão e das redes sociais para darem uma espreitadela nesta cada vez mais envelhecida expressão virtual da liberdade de expressão tão pura quanto a podemos usufruir.

 

Porém, acabo conformado com a minha condição de incapaz de aguentar a pedalada dessa blogosfera superior como a pintam.

De resto, também não há cu que a aguente...

publicado por shark às 14:51 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Segunda-feira, 29.11.10

A POSTA QUE ARRANJO IMENSOS AMIGOS COM ESTE FEITIO

Então vá, vamos lá dissecar a coisa que a mim faz imensa confusão. Sim, sou alérgico à moderação (de comentários nos blogues) e não consigo encaixar o conceito em nenhuma versão aceitável de blogue como os entendo.

 

Ora se a memória não me falha existem as seguintes opções: a) caixa de comentários aberta e sem filtros, aceitando tudo e deixando ficar tudo o que a malta lá põe; b) caixa de comentários aberta e sem filtros automáticos mas com o/a responsável munido/a da tesoura imaginária para eliminar tudo aquilo que lhe pareça desadequado; c) caixa de comentários aberta apenas a determinado grupo de pessoas; d) caixa de comentários moderada, na qual o comentário só aparece publicado depois de passar pelo crivo do censor; e e) nenhuma caixa de comentários, fim de discussão.

Se me escapa alguma, paciência. É sobre estas que o meu esforço mental assentará.

 

Começo pelas opções b) e c) porque sou eu quem manda e mesmo a ordem natural do Universo nunca foi a menina dos olhos das ciências exactas.

Ter uma caixa de comentários aberta implica que tudo quanto comentem aparece, nem que por dois segundos, visível a quem por lá passar. Ou seja, arriscamos a ver do que não gostamos publicado num espaço pelo qual teremos sempre que responder. E aqui entra o caminho em thin ice, pois o critério é subjectivo e aquilo que eu possa considerar inapropriado pode fazer coceguinhas ao dono do blogue do lado.

Ainda assim, por muito que louve a estaleca de quem aceita tudo o que lhe deixam, parece-me razoável que a pessoa que investe de si e que arrisca por si mesma desagradar a alguém ou mesmo a dizer o que não devia possa decidir se assume esse risco por outras pessoas, pois legalmente é sempre o dono do espaço que responde pelas respectivas repercussões.

É essa a minha escolha, boa ou má, porque é a que veste melhor a minha forma de ser e de estar, corto tudo quanto seja insulto, publicidade encapotada ou calúnia sem fundamento nas minhas caixas.

A hipótese c) nada me afronta, excepto no facto de uma pessoa se sentir como o menino que fica de fora da brincadeira e ter que aprender a viver com isso na boa.

 

Na opção a), muito liberal, encontro os perigos inerentes à confiança desmedida na tolerância e no bom senso dos outros. Algo de que nunca seria capaz. Não confio sequer na minha...

 

Depois temos a opção e) – sem caixa – e para mim essa não oferece polémica: blogue sem caixa não é um blogue, é outra coisa qualquer. Um blogue não se compadece da comunicação unilateral e o facto de se disponibilizar um email não atenua essa realidade dos factos. É uma opção que respeito, como me compete, mas que é quase um sinal de proibido parar ou estacionar para a minha deambulação blogueira.

 

E finalmente temos a opção d), a tal que cada pessoa justifica à sua maneira mas acabamos sempre por ir parar à mesma explicação básica: só aparece o que o dono deixa e aí podemos perfeitamente partir do princípio de que só aparece o que lhe agrada de alguma forma ou não afecta qualquer dos seus interesses.

É uma escolha legítima se considerarmos a questão da propriedade e da responsabilidade associada, mas um nadinha cobarde porque poupa a pessoa a ter que mostrar o que vale quando confrontada com melindres ou com verdades (ou pessoas) incómodas (e ninguém tente dar-me lições nesse particular). Ou seja, tresanda a lápis azul e isso é logo susceptível de despoletar uma reacção alérgica a quem entende blogues como manifestações superiores da liberdade de expressão. Se a caixa é moderada, essa liberdade fica confinada ao espaço onde se posta e o resto é uma espécie de Guantanamo virtual onde se enclausuram (ou se riscam do mapa) as palavras proscritas, terroristas, que podem abalar o status quo do autor ou autora.

A moderação elimina em boa medida um direito essencial que é o de resposta, para além de ser um instrumento muito útil a quem queira pintar-se sem arriscar os borrões vindos do exterior.

Claro que cada pessoa cuidará de dourar a sua pílula por forma a ilibar a sua opção de quaisquer suspeitas, de a adornar com as coisas horríveis que alguém comentou no passado, ou uma insistência irritante e anónima por parte de quem não tem (ou não sabe) mais o que fazer.

E ainda mais claro: cada um/a sabe de si e nos blogues manda quem os faz (de borla). Aí pouco mais há a acrescentar, o argumento pode quer e manda.

 

Contudo, a liberdade de opinar tem este condão de abrir de par em par as janelas da crítica (que pode ser tida ou não por construtiva) e só dela usufrui quem a usa.

Depois, claro, quem enfia a carapuça pode aproveitar a caixa aberta dos outros para dizer o que não permitiria que outros dissessem na sua.

Mas se alguém arrisca na porta sem fechadura é porque abdica do poder de filtrar as reacções e opiniões alheias.

A moeda de troca é o direito de postar sem reservas (excepto as que o bom senso recomenda) e com a autoridade moral acrescida para jamais permitir que, pelo menos nesse plano, tentem moderar a sua.

publicado por shark às 20:11 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)
Terça-feira, 23.11.10

A POSTA QUE NÃO DURA

Uma das confusões mais frequentes que constato é a equiparação entre popularidade e capacidade. As pessoas julgam que uma coisa e outra estão inevitavelmente ligadas e associam-nas de forma leviana, o que se traduz, na essência, em reconhecimento imerecido para com quem apenas revela talento na arte da promoção de um só artigo que é o próprio.

 

A popularidade pode obter-se de diversas formas, sendo a menos frequente a do mérito e a mais popular (esta não foi sem querer) a do logro. Pode nascer a partir de uma simples coincidência (estar no sítio certo à hora adequada ou cruzar caminhos com o amigo certo a qualquer hora) ou de um investimento pessoal ou mesmo institucional (políticos, empresários...) na promoção de alguém que dá jeito catapultar para a ribalta, a versão oportunista que está também na base do método dos que não possuindo o mérito, o talento ou qualquer outro argumento são argutos e/ou vivaços o bastante para aproveitarem a tal confusão que acima citei e empoleirarem-se numa onda por si criada (a sós ou com o empurrão amigo de terceiros).

 

Não raras vezes a popularidade revela-se efémera, talvez pelos pés de barro da maioria mas seguramente também porque até aos candidatos à sucessão (os lugares de destaque não abundam) interessa desmascar embustes de ocasião logo que sentem chegada a sua hora.

É cruel, visto desta forma? Nem por isso, se considerarmos que existe uma forma de popularidade que perdura, que deixa o rasto do mérito que assiste a quem se provou acima da média em algum aspecto, em alguma área do interesse comum, e que muitas vezes quem mereceria não possui a sorte ou a perspicácia dos que se apoderam indevidamente desse estatuto que pode, nos aspectos corriqueiros da uma vida normal, fazer toda a diferença.

 

Por isso se esmeram, os penetras da moda, não por se transcenderem naquilo que têm para mostrar mas apenas por se conseguirem maquilhar à medida do que entendem ser do agrado generalizado e por rentabilizarem todos os meios ao seu alcance (mesmo os menos legítimos) no sentido de sustentarem essa condição.

 

Mas esquecem sempre que a popularidade pode ser forjada mas a capacidade não.

publicado por shark às 12:11 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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