Domingo, 15.07.12

O ESTRANHO NÃO CASO DO NÃO ASSUNTO QUE TODA A GENTE COMENTA

Apesar do esforço notório das cúpulas laranja no sentido de minimizarem a questão Relvas e de toda a gente ter percebido que o filão em matéria de anedotário está a esgotar-se, de vez em quando aparece mais alguém a botar discurso acerca do tal tema que ninguém percebe porque merece tanto alarido mas acerca do qual toda a gente parece ansiosa por dar uma palavrinha.

Agora foi o líder da JSD a exibir toda a sua pujança de galaró ao contrapor ao não assunto do seu bem sucedido antecessor com um não caso, defendendo que o Ministro Relvas só deve demitir-se caso não cumpra o prometido no programa do Governo.

 

O jovem líder laranja, tão empreendedor na missão de desvalorizar a polémica da licenciatura high speed, nomeadamente pelo recurso in extremis à bendita legalidade, acabou por fazer a apologia da permissividade tradicional perante o político que rouba, mente, omite ou defrauda mas pelo menos apresenta obra feita.

Esta complacência perante os caciques a quem tudo se desculpa desde que apresentem obra feita (leia-se ganhem eleições com maiorias retumbantes), excepção feita ao singular Isaltino, faz parte de uma escola muito apreciada entre os social-democratas e o raciocínio do seu chefe jota comprova a rapidez de assimilação da matéria estudada que tão bons resultados garantiu ao tal quase ex-Ministro que passou a ser igualmente, aos olhos da opinião pública, um quase ex-doutor.

 

Depois de corrido à boatada o anterior Primeiro-Ministro que começou larilas e acabou intruja, todos pensámos que o PSD iria exterminar também essas novas oportunidades políticas para a malta que inclui no seu passado a trapaça académica, de caminho aproveitando para corrigir os excessos dos seus líderes regionais sem tento na língua e nas contas públicas. Mas não, afinal a indecência das licenciaturas fáceis do tempo de Sócrates só serve de argumento para derrubar Primeiro-Ministros, ainda que nenhuma ilegalidade seja provada, assumindo o estatuto de não qualquer coisa quando está em causa um político que cumpra as promessas eleitorais e outras.

Assim sendo, e por associação de ideias, nada pode forçar uma demissão ministerial enquanto estiver a ser cumprido o programa do Governo porque é esse o critério defendido por um destacado líder nacional dos social-democratas.

 

Uma não batota descarada

 

Esta seria para mim uma não posta, mas apenas se não estivesse em causa o perfil e os critérios de quem está ao leme do país num dos seus momentos mais complicados das últimas décadas.

Embora os meus oito anos de Blogosfera não me permitam a equivalência à licenciatura de Comunicação Social, pelo menos enquanto não abraçar a vida política, consigo entender as diversas ameaças à minha Pátria se confiada a gente que pensa e age assim e sinto-me obrigado a partilhá-las.

As possíveis consequências deste tipo de chapinhar no lodo vão desde o descrédito do Ensino Superior (privado por inerência e público por tabela) ao do próprio exercício governativo (o povo não aprecia situações manhosas, mesmo quando dentro da capa da legalidade), passando pelo impacto incontornável sobre a confiança da população nos critérios partidários de selecção dos candidatos a governantes.

 

Com tudo isto perde a do costume, a tal de Democracia que parece cada vez mais impotente e indefesa à mercê de quem legisla (mal) e que é também quem mais parece beneficiar dessa legislação manca e suas abébias curriculares.

E perde um país inteiro, entretido no escrutínio dos seus líderes quando deveria poder concentrar-se no esforço de recuperação suplementar que deve ser fomentado pelo empenho mas também pela conduta irrepreensível de quem acaba por servir de bom ou de mau exemplo para a maioria.

A resposta dessa maioria pode muito bem vir a revelar-se um não, obrigado...

publicado por shark às 21:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)
Domingo, 08.07.12

A POSTA QUE NO PIOR PANO TAMBÉM CAI A NÓDOA

Sempre que um político é apanhado nas teias de uma situação menos apropriada a sua prioridade é garantir que tudo foi feito nos termos da Lei. Nada ultrapassa em urgência a certificação de qualidade da pessoa sob suspeita, espalhando ao vento o artigo do decreto que legitima, do ponto de vista legal, a actuação em causa.

Essa definição da prioridade dos políticos em maus lençóis deixa clara a preocupação em manter impoluto o registo criminal, em detrimento de qualquer outra aflição acessória pelo efeito dominó que os escândalos sempre impulsionam.

Porém, começa a ser cada vez mais notório o interesse dos cidadãos por coisas que pareciam ter caído em desuso.

A legalidade permanece obrigatória mas a idoneidade, sobretudo em tempo de crise, adquire maior relevância e para mal dos nossos pecados a maioria da classe política ainda não percebeu esse trocadilho.

 

O caso da moda é o do Ministro Relvas, o político que aparece mergulhado em todas as caldeiradas que este Governo produz e agora foi identificado como um dos felizes contemplados com um canudo que podia ter saído na farinha amparo.

Mais uma vez, e trazida a inconveniência à baila depois de tanto tempo de distração, o esforço foi concentrado na sensível questão da legalidade, da transparência, de uma legitimidade estritamente formal.

O problema do Ministro Relvas, como de todos os que o antecederam nesse tipo de assunto melindroso e de todos os que lhe venham a suceder no embaraço, é a tal percepção do povo que não acha piada nenhuma a falsos doutores, ainda que a lei e suas alarvices os licenciem.

É que o povo até reconhece o mérito de quem queima as pestanas para lá chegar e por isso não se mostra compreensivo para com os cábulas e os oportunistas.

 

É no fundo um problema de formação, ou de falta dela. Mas acima do cariz muito duvidoso das equivalências múltiplas já comprovadas ergue-se a falta de formação pessoal implícita na aceitação deste tipo de expedientes, muito para lá da respectiva legalidade. É um problema ético e moral, porque suscita questões pertinentes acerca da capacidade de liderança.

Esse é um ponto fraco absolutamente inaceitável num momento decisivo para o país, tão necessitado de um Governo como lhe foi prometido na sequência da queda forçada do anterior.

 

E é por esse mesmo motivo que pouco mais restaria a um Ministro digno desse nome, a um doutor digno desse título ou a um senhor propriamente dito do que a demissão do cargo, por iniciativa própria e a bem da vergonha na cara que é o mínimo que a população pode exigir.

Cada dia que passa sem que essa demissão aconteça é menos um que falta para mais um Governo cair.

 

publicado por shark às 21:37 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)
Quinta-feira, 05.07.12

AGORA ACÓRDÃO TODOS

É impressão minha ou somando a decisão do Tribunal Constitucional às declarações de Passos Coelho acerca da mesma temos, na prática, aberto o caminho para o corte dos subsídios de férias e de Natal para todos os trabalhadores sem excepção?

publicado por shark às 21:34 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (21)
Quarta-feira, 04.07.12

A POSTA NOS NEOLIBERAIS A JACTO

Em poucos dias o Governo laranja de Passos Coelho introduziu dois conceitos revolucionários:

 

- Enfermagem low cost;

- Licenciatura high speed.

publicado por shark às 15:35 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Segunda-feira, 28.05.12

EXIJO QUE A ALEMANHA SAIA DO EURO!!!

(De preferência logo na fase de grupos...)

publicado por shark às 23:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)
Sexta-feira, 18.05.12

A POSTA NUM COISO QUE NÃO PÁRA DE CRESCER

Senhor Ministro da Economia, como tem ligações ao Canadá permito-me dirigir-me a V. Exa. em inglês porque compõe melhor o trocadilho: please, do not enlarge o coiso anymore!

publicado por shark às 22:57 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

A POSTA NO MANIFESTO PARA UMA ALTERNATIVA LIVRE DE INCLINAÇÕES

Aos poucos a Europa prepara-se para uma enorme convulsão, consolidada que está a impotência política para suster a queda das peças do dominó financeiro e estando já à vista, no colapso grego, a queda da peça que sustém o sistema de forma precária.

Neste contexto, Portugal apenas levará uns meses de atraso da Grécia pois só os ilusoriamente optimistas poderão acreditar que nos iremos safar por entre os pingos desta chuva ácida que corrói pelas finanças toda a estrutura social, ao ponto de podermos passar do choque de civilizações à derrota de uma delas por falta de comparência.

 

A ameaça é séria e embora até possamos acreditar-nos capazes de arregaçar as mangas e reconstruir o país depois da bronca temos sempre que ter em conta o cariz absolutamente imprevisível destes processos de degradação em bloco, como a História do Mundo o comprova com iniludível profusão.

Sendo cada vez mais óbvia a desorientação e mesmo a incapacidade dos actuais líderes europeus para lidarem com o problema, já relegando para segundo plano o silêncio desconfortável de tantas nações perante a agonia de parceiros que, pouco tempo atrás, já fantasiavam um enlace federalista.

E terá sido precisamente o falhanço na concretização dessa asneira colossal que terá deixado o euro à mercê de uma crise sem paralelo e desprovido de mecanismos que lhe pudessem valer como tábua de salvação.

 

O problema português não será tão diferente assim do que culminou com a fragmentação do mapa político-partidário na Grécia. Se tentarmos prever as tendências de voto por cá num enquadramento de aflição tão séria como a dos gregos e olharmos para as alternativas que a Democracia nos disponibiliza, presumo que não será necessária uma bola de cristal ou um comentador televisivo para adivinharmos um desfecho semelhante, tirando para já a extrema-direita da equação, e igualmente criador de um sarilho político que pode acabar com o que resta.

Por isso se torna urgente a entrada em cena das tais alternativas em falta, partidos políticos ou movimentos organizados de cidadãos capazes de interpretarem a vontade popular sob uma perspectiva menos idealista e mais pragmática.

De pouco nos serve o debate acerca do modelo de sociedade que queremos no futuro se antes não estiverem sobre a mesa as medidas capazes de resolverem, ou pelo menos atenuarem, os efeitos desastrosos da caldeirada no presente.

 

Confesso que me agradou a criação de mais um movimento de cidadãos empenhados em congregarem esforços colectivos em torno da resolução do problema. Contudo, depois de passar a vista pela informação disponível encontrei nomes, encontrei intenções, mas não encontrei nada de concreto quanto àquilo com que se compram os melões e que constitui nesta altura a maior aflição da malta. É o velho problema da esquerda livre, insistem na premissa de que se consegue suprir a falta de meios com uma dose reforçada e renovada de ideologia e acabam sempre por trocar o passo com a História e por entregarem aos oponentes o controlo do sistema quando as coisas se complicam onde mais dói a uma sociedade ocidental e capitalista, qualquer que seja a inclinação do espectro partidário.

 

Livres para reincidir?

 

Do Manifesto para a Esquerda Livre apenas retive alguma variação nos chavões tradicionais e nada que nos permita antever naquela iniciativa o brotar de algo de palpável para preencher o enorme vazio que os gregos sentem na pele e concretizam nas urnas, como arriscamos em Portugal numa conjuntura similar.

Nunca como num cenário de crise descontrolada os eleitorados se revelam mais nas tintas para as doutrinas, para as ideologias, para os binómios esquerda-direita que, na prática, pouco ou nada contribuíram para evitar o trambolhão e na hora da verdade votam ambidextros.

 

E se continuarem a fazer cócegas demagógicas e inconsequentes em busca da militância perdida, insistindo no finca-pé em lados opostos da trincheira que deveria ser comum nesta altura em vez de anunciarem a ruptura com as receitas fracassadas e a procura com afinco de uma corrente de acção em detrimento de uma corrente de pensamento, acabarão chocados com a alta tensão da reacção popular desesperada, desorganizada e permeável aos discursos mais extremistas mas, e é disso que o povo julga precisar, com a força dos argumentos e a aparente sensibilidade para uma causa que não precisa de mais esquerda ou de mais direita e sim de uma atitude firme e arrojada, independente de espartilhos ideológicos ou de conveniência partidária, abrangente quanto baste para aglutinar a maioria dos portugueses em torno de um projecto de mudança com pernas para andar.

 

A crise exige e o país implora uma alternativa vincadamente patriótica e capaz de atrair os nossos melhores para um combate onde não existem, porque se esgotam, tempo ou energia para desperdiçar em quezílias menores, em escaramuças ideológicas que desviam a atenção do que interessa.

Interessa acima de tudo salvar Portugal, quando chegar a hora do cada um por si que todos aguardam mas ninguém verbaliza.

E isso, no meu modesto entender, jamais poderá acontecer se repetirmos os erros dos outros e avançarmos para o caos repartidos entre feudos e capelinhas das elites instaladas e não com base numa união de facto entre pessoas livres, sim, mas da perpetuação de práticas e de doutrinas que já provaram não resultar em benefício seja de quem for, sobretudo quando se enfrentam os períodos menos bons que, afinal, elas próprias criaram ou permitiram.

publicado por shark às 00:18 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)
Segunda-feira, 14.05.12

CONTRA TERCEIROS

contra terceiros

Foto: DN

Texto: Shark

publicado por shark às 19:51 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

PASSOS CURTOS

passos simples

Montagem: Shark

publicado por shark às 19:25 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)
Terça-feira, 08.05.12

A POSTA QUE LHES TROIKARAM A MAIÊUTICA

O mais recente sarilho grego, curiosamente nascido dos caprichos de uma criação sua – a democracia, parece bem encaminhado para ser o último acto do pesadelo comunitário em que a zona euro subitamente se tornou.

No momento em que escrevo estas linhas, na terra do Onassis há um líder da esquerdalha a tentar formar governo, já com aviso prévio de tomadas de posição tão vincadas como a nacionalização de toda a banca.

E de repente as respirações ficam suspensas por todo o Velho Continente, temendo-se a qualquer momento a transição menos suave do estado de choque dos mercados para o início de uma indisfarçável apoplexia.

 

A coisa vista deste lado do naufrágio, cada vez mais perdido por um perdido por mil, até pode parecer de pouca monta. Mas a avaliar pelo pânico mal camuflado da malta que (des)manda os cenários possíveis criam filmes de absoluto pandemónio com ondas de choque impossíveis de prever na sua dimensão, nomeadamente no que respeita àquilo com que se compram os melões.

Os gregos, como nós, não têm jeito para lidar com dinheiro em demasia e a coisa piora quando ao dinheiro a mais se acrescenta o que não se tem e alguém nos empresta.

Os milhões foram manteiga em nariz de cão, lá como cá, e depois surge a fase da casa onde falta o pão e toda a gente protesta mas ninguém tem a razão. Os gregos entenderam somar aos de rua o protesto eleitoral e podem muito bem ter enterrado o país nas urnas (há aqui muita coerência implícita), com a composição de um parlamento demasiado colorido para a necessidade de uma postura tranquila, cinzentona.

 

Temos mais uma vez instalado o pânico nas hostes e até de golpes militares se fala quando se esboçam futuros capítulos desta caldeirada helénica, tamanha a incapacidade de uma Europa aos tremeliques conseguir suster o eventual colapso nas suas mais temíveis repercussões.

A Grécia está provavelmente apenas a antecipar um desfecho inevitável, mas se há fio condutor nas decisões europeias é o da prioridade em adiar. Ganhar tempo parece ser a única resposta dos decisores e nesse particular os gregos, apressados, perderam.

Como Portugal perderá, pelas contas dos entendidos que nelas se enganaram, por tabela.

 

Mas Portugal não é a Grécia, eles é que sempre se deixaram embeiçar pela Filosofia e foi um dos melhores entre eles nessa arte quem lhes impingiu a cena de dedicarem mais empenho ao seu desenvolvimento pessoal do que à obtenção de riquezas.

E por isso, em última análise, se houve bronca com dinheiros por lá a culpa só pode ter sido do Socrátes.

publicado por shark às 23:59 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Terça-feira, 01.05.12

A POSTA QUE ISTO TÁ TUDO LIGADO

Isto são contas fáceis de fazer: a França apresta-se a eleger um candidato socialista, existindo já rumores de agitação nos mercados por temerem a entrada em cena de um travão ao domínio germânico nas decisões da União.

Quer isto dizer, somando dois mais dois, que se prevê uma queda bolsista e mais uma mão cheia de papões financeiros daqueles que comem milhões por culpa da Democracia que permite a eleição de pelintras da esquerdalha.

Temos então aqui esboçado o ponto de partida de uma teoria da conspiração, fazendo de conta que o candidato é um mau para os que desgraçam a vida a bons, maus e remediados, alguém terá tratado de fazer a folha política ao Dominic a tempo de abrir caminho para uma alternativa capaz de abalar, só por ser socialista e de esquerda, a estrutura tão firme da gelatina financeira desta Europa em aflição.

Não sei se estão a ver desenhar-se aqui uma ligação...

 

Contas feitas: alguém, não vou citar nomes, servirá de bode expiatório para tudo quanto possa correr mal após a previsível eleição de Hollande, sendo de apontar o dedo a alguém que já possua currículo em matéria de gosto retorcido de conseguir sozinho dar cabo das contas de um país (e quem dá cabo das contas de um dá bem cabo das contas de mais uma carrada), para ter os flancos desguarnecidos e toda a gente poder descartar responsabilidades ou mesmo culpas no cartório quando as coisas correrem mal. E quando correrem mal, a culpa não será das dentadas das hienas do rating no elefante espanhol (vi-me grego para encaixar um elefante para compor o trocadilho) mas sim de uma personagem obscura, mais suspeita do que o mordomo, para acusar de todos os males do mundo e arredores e assim ninguém se virar contra a banca descarada, os gestores desgovernados, os economistas atarantados ou mesmo os políticos envolvidos até ao pescoço em decisões e omissões tão desastradas quanto desastrosas.

Isso é demasiada gente para acusar, iria sobrecarregar a Justiça e não tinha o mesmo impacto da personificação do Mal quando concentrada num único rosto a divulgar pelos povos através da Comunicação Social, devidamente enquadrado, a bold, com um Wanted Dead or Alive e um valor pecuniário de encher a vista a servir de recompensa.

 

Neste caso a recompensa seria associar o Hollande à Grande Loja Socialista que dá injecções de prejuízo atrás das orelhas dos empresários com grandes fortunas e come PME's recém-nascidas ao pequeno almoço.

É esse o espectro por detrás do cataclismo financeiro que já lambuza os beiços ávidos dos catastrofistas e de outros profetas do apocalipse que, nesta fase do campeonato, viram abrirem-se as portas de um mundo novo onde já estamos tão habituados a más notícias que se for preciso até as inventam.

Ora, prova dos nove, a pessoa dá voltas à cabeça e tenta pensar a quem imputar a autoria de todos os factos que possam ter conduzido à eleição do candidato socialista (socialista, estão a ver?) numa terra onde até existe uma extrema-direita digna desse nome e cada vez mais poderosa e que tem sido tão bem gerida pelo Sarkozy que até na Alemanha há de haver quem esteja a torcer por uma inversão das sondagens que impeça uma tomada da Bastilha da austeridade por parte de um defensor de um custo tão dispensável como o do Estado Social, credo, um esbanjador incapaz de perceber que só se levanta uma economia depois de completamente escaqueiradas as vidas de quem na prática a sustenta.

 

Isto tinha de vir da mente perigosa de um afamado sabotador de contas públicas infiltrado em território francês e de quem se possa afirmar sem dúvidas ou hesitações: a culpa foi dele!

Agora pensem lá: quem é que foi estudar não para o Politécnico de Castelo Branco mas para uma universidade em Paris?

 

publicado por shark às 02:01 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)
Domingo, 22.04.12

E SE FOR A BOCA ATÉ PODE TRANSPORTAR MINISTRAS DA JUSTIÇA

a sete chaves

Foto: Shark

publicado por shark às 23:14 | linque da posta | sou todo ouvidos
Quinta-feira, 15.03.12

A POSTA NOS LEÕES PROPRIAMENTE DITOS

Pode dizer-se que o Sporting reserva sempre os seus grandes momentos para os melhores palcos.

publicado por shark às 22:09 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Quarta-feira, 14.03.12

PERFUME IDEOLÓGICO

Alguns políticos de topo denunciam com sinceridade a matéria de que são feitas as suas ideias porque confundem eloquência com flatulência.

publicado por shark às 00:35 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Quarta-feira, 22.02.12

A POSTA NA HOMENAGEM SINGELA AO DEPUTADO DESCONHECIDO

em silêncio

Foto: Shark

publicado por shark às 00:03 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)
Domingo, 13.11.11

AS HERDEIRAS LEGÍTIMAS

Da mesma forma que a Sarah Palin anda como quem não quer a coisa a recolher donativos para a candidatura que nunca assumiu mas a janela de oportunidade de um naipe de candidatos republicanos patético lhe propõe e a necessidade de uma sucessão à altura de Bush parece exigir, agora que sai o Berlusconi de cena quem poderá travar o regresso ansiado da inesquecível Cicciolina?

publicado por shark às 00:52 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)
Terça-feira, 08.11.11

BULLYING POLÍTICO

Se não atinas levas com uma abstenção violenta nesse focinho!

publicado por shark às 13:19 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)
Domingo, 23.10.11

INTELIGÊNCIA MUITO AUSTERA

Ouvi o líder da oposiçãozinha deste país em crise apregoar uma tal de austeridade inteligente.

À falta de medidas concretas que consubstanciem este novo conceito, presumo que a inteligência dessa austeridade aplicada à realidade factual implica que como já não há mais furos para apertar no cinto deveremos optar agora pelos suspensórios...

publicado por shark às 18:10 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sábado, 10.09.11

MARIA DE BELÉM PRESIDENTE DOS SOCIALISTAS

Como é que o Cavaco permitiu uma coisa destas???

publicado por shark às 10:47 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Segunda-feira, 22.08.11

GERAÇÃO CORAGEM

Tão corajosos, meus lindos meninos, que aceitaram jogar a final até ao fim abdicando das muletas que tanta falta lhes fizeram na última meia hora, coitados.

publicado por shark às 18:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Domingo, 31.07.11

PELO MENOS COME MALAGUETAS...

O Benfica tem uma águia a voar pelo estádio, o Sporting tem um leão a ser arrastado pelo estádio.

E o Pinto da Costa, anda a tomar Red Bull?

publicado por shark às 22:04 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Domingo, 24.07.11

ESTOU MUITO SEGURO...

...De que tão cedo não voto PS.

publicado por shark às 00:02 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)
Sexta-feira, 22.07.11

DIREITA RADICAL

Os medíocres são todos de Esquerda, pois numa sociedade onde só os melhores podem chegar à fortuna e ao que de melhor o dinheiro pode comprar, as pessoas sem esperteza, garra e ambição nunca passam da cepa torta.

publicado por shark às 15:08 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

ESQUERDA RADICAL

Os medíocres são todos da Direita, pois numa sociedade com rendimentos mais nivelados as pessoas só conseguem dar nas vistas pelo que são, pelo que valem de facto, e não apenas pelo que possuem.

publicado por shark às 15:04 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Domingo, 17.07.11

O AI JESUS DOS FRANGOS

Depois da aposta veemente num dos mais desastrados (e mais caros) guarda-redes que o futebol português conheceu, o espanhol Roberto, Jorge Jesus insiste na tentativa de conquistar o patrocínio da Casa dos Frangos de Moscavide ou mesmo do Aviário do Freixial.

 

A Imprensa desportiva dá Eduardo como certo no Benfica...

publicado por shark às 09:50 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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