O FIM DA MASSAGEM OU O ÚLTIMO BRONCO RETRÓGRADO

Anda-me a dar cabo da tola a notícia da proibição de massagens nas praias algarvias, não porque eu costume frequentar (as praias algarvias) mas porque o simples facto de saber que existe um palerma com poder suficiente para se comportar como o verdadeiro dono do areal me revira as entranhas.

 

Então o caramelo tem a lata de banir uma actividade tão porreira (pá) com base no argumento (passo a citar) de que uma massagem sabe-se sempre como começa mas nunca como acaba?

Pois bem, eu dou-lhe alguns exemplos de como pode acabar (para que não falte o alimento a essa cabecinha perversa).

 

Uma das formas de acabar a massagem é com um repentino afastar da púdica toalhinha de praia com desenhos da Disney, logo seguido de uma manipulação variada dos pés (chamemos-lhe assim) à cabeça.

Podemos analisar a versão finito ma non tropo (da escola italiana de massagens, variante florentina). O primeiro movimento é o "dedaça" e consiste no friccionar do membro (faz de conta que é uma perna ou assim) com apenas um dedo, cerca dois centímetros abaixo da extremidade.

De seguida vem a "carapaça" que, como o nome indica, consiste em afagá-lo com uma das mãos em forma de concha.

Prossegue-se com o "rolidanas", uma técnica complicada que remonta aos banhos públicos de Pompeia, e que permite trabalhá-lo como se de plasticina se tratasse (quando queremos fazer rolinhos) com ambas as mãos a movimentarem-se em sentidos opostos.

 

A penúltima etapa é o célebre "trampolini", cujo grau de perícia exige que entreguemos o trabalho a profissionais muito experimentadas: a ideia é aproveitar a já reduzida flexibilidade do tal membro para o fazer saltar com o suave amparo de uma mão que o empurra para cima e o acolhe na "aterragem".

E depois vem o fim, o tal que o fulano da Marinha desconhece e lhe justifica a decisãozinha de merda, a que se convencionou apelidar de "tutti l'orchestra" e que, para se ter uma ideia, poderemos comparar ao movimento simultâneo de duas mãos entrelaçadas para retirarem a casca a um pepino com base na insistência.

 

Numa próxima oportunidade, e caso ainda assim mantenha a proibição da tanga, poderei elucidá-lo acerca do final feliz na massagem de outras escolas de renome internacional, nomeadamente a escola vaticana onde provavelmente também formam mentalidades tacanhas de diáconos embarcadiços a quem confiam poderes em demasia.

 

Mas do que um cromo assim precisava era de uma massagem na próstata.

E até podia ser numa praia de outra zona que resultava na mesma.

 

publicado por shark às 18:43 | linque da posta | sou todo ouvidos