TIROTEIO EM ABRANTES

Dos contornos da situação, já devidamente dissecada pela Imprensa, retive a falta de escrúpulos dos envolvidos que não se inibiram de atacar dois agentes da PSP com violência bastante para conseguirem desarmá-los. 

E ainda conseguiram alvejar um elemento dos GOE na sequência do cerco montado pelas autoridades para os capturarem.

 

O fim dos bons malandros, já anunciado noutros episódios que ilustram bem o calibre das gerações mais recentes de marginais, faz multiplicarem-se os acontecimentos que expõem a vulnerabilidade das polícias perante malfeitores cada vez mais agressivos e melhor equipados do que as forças da ordem às quais perderam o respeito.

 

Ocorre-me que a essa perda de respeito pela autoridade sucede-se a reacção instintiva de o impor pelo medo, os polícias são pessoas tão normais como as da população que lhes compete proteger, como os exemplos norte-americano e brasileiro (este mais extremado e, pelos problemas na sua origem, mais susceptível de se vir a reproduzir equivalente no nosso país) bem ilustram.

 

Ocorre-me que estes sinais cada vez mais frequentes de desrespeito pelos uniformes implicarão, caso os poderes político e judicial não consigam atinar num modelo comum de controlo do problema, um crescendo de acção-reacção por parte das diferentes polícias que não tardará a fazer ouvir as vozes dos que temem o excesso de violência nas suas intervenções.

 

Mas perante este tipo de meliantes, não só a maioria sente como inevitável o endurecimento da actuação policial como, caso esta não se verifique, arrisco prever que não tarde a repescagem das milícias populares e afins nas nossas parangonas. 

publicado por shark às 11:59 | linque da posta | sou todo ouvidos