RAINHA POR UM DIA II

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Sempre que me torno num ódio de estimação de alguém cuido de entender a respectiva motivação. Não porque me cause particular abalo na coisa, mas porque gosto de ter a noção daquilo que em mim provoca nos/as outros/as determinada reacção.
Existem pessoas que me detestam pelos mais variados motivos, incluindo os que não me gramam “por tabela”. Ou seja, há quem não me suporte pelo simples facto de não suportar alguém a quem eu me afirmo ligado de forma incondicional.

E eu acho isso natural e assumo as minhas lealdades, os meus afectos, a minha estupidez se necessário. Faço as escolhas em função de critérios que não têm em conta os critérios dos outros, o que só abona a favor da minha capacidade de pensar e de agir pela minha cabeça e não por emprenhar pelos ouvidos como muito idiota “apoiante” dos meus detractores “por arrasto”.

Como já afirmei, é melhor saber-me alvo da animosidade seja de quem for do que ser-lhes indiferente. Sou crescidinho e sei defender-me de quem me ataca, com a vantagem de não ter medo seja de quem for e de assumir sem merdas os meus rabos de palha quando os tenho e identifico.
Contudo, fico sempre intrigado quando sou destinatário de um rancor cuja origem ou motivação desconheço.

É o caso da embirração que o Luís Rainha insiste em exibir em cada oportunidade, apesar de nunca lhe ter dado pretextos para que tal aconteça. Pelo menos consciente desse facto.

Tempos atrás, e como aqui dei conta, o tipo aproveitou o seu tempo de antena num blogue colectivo e (arrastando por tabela os seus parceiros) entendeu nomear o Charquinho como um dos piores blogues de 2006.
Tentei aceitar a paródia como tal e a vida continuou, gostos não se discutem, tal como o charco permaneceu na rota ascendente que afinal desmente a douta opinião do dito consagrado da blogosfera que resolveu desatinar comigo certamente motivado por terceiros. E vou por este caminho por duas razões: pelo facto de nunca lhe ter justificado a embirração e pela sua insistência que desmente o cariz de paródia e anuncia uma intenção deliberada de, no mínimo, lesar a imagem do que faço em detrimento das dezenas de milhar de blogues que escapam ao crivo da sua persistência hostil.

Eu gostava muito de ser o alvo predilecto de um Pacheco Pereira, de um Seven ou de qualquer outro blogueiro com visibilidade e talento indiscutíveis, capazes de dirigirem para o meu blogue a atenção de uma carrada de pessoas com um mau gosto que desgostasse o Luís Rainha. Mas não, só me tocam figuras de segundo ou terceiro plano, assumidamente irrelevantes, e por isso mesmo tão incomodativas como o ranger de uma porta mal oleada e incapazes de me catapultar para um nível de projecção à altura do seu antagonismo para com quem na prática nunca lhe causou mal algum.

É o meu galo, e por isso nunca deixarei de ser um Zé-ninguém da blogosfera nem poderei ambicionar mais do que aquilo que represento e que sou.
Mas vivo bem com isso, acreditem, e se invisto o meu tempo numa posta acerca deste assunto e deste cromo que aparentemente me tomou de ponta é porque não gosto de lhes dar a ideia de que ando a dormir ou de que pretendo fazer de conta que não topo as suas estratégias mesquinhas, insolentes, de intelectuais de pacotilha com o rei na barriga que não suportam quem não pertence ao seu mundo iluminado mas obtém, ainda assim, o reconhecimento de uma (para eles) confrangedora e mais numerosa quantidade de apreciadores desta via de comunicação.
E isso deixa em maus lençóis quem, não possuindo qualquer espécie de autoridade na matéria (por falta de notoriedade, de capacidade e do reconhecimento público que as consolida) se arvora capaz de distinguir o trigo do joio e quem é melhor ou pior naquilo que faz.

E porque é norma preencher com os assuntos secundários a postagem dos fins-de-semana.
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publicado por shark às 16:29 | linque da posta | sou todo ouvidos