YOUR MOVE

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Foto: Shark

Jogo contigo nas palavras que digo e nas ideias que me ocorrem e não consigo expressar.
Jogo contigo o jogo de amar, o da glória. Disputamos a vitória mas sabemos que nenhum sairá perdedor.
Jogo contigo o xadrez do amor, quando te ponho em xeque e ameaço que te vou comer. A peça, uma qualquer, do todo que te faz mulher no tabuleiro da nossa ligação.
Jogo contigo o monopólio também, pois aquilo que se tem de precioso ninguém aceita partilhar com qualquer tipo de concorrência.
Jogo contigo uma paciência, baralho de cartas que te escrevo sem pressa a cada dia que passa com o teu naipe de copas gravado a ouro no meu coração.

Jogas comigo, a tua língua no meu umbigo, quando me destacas da imensa multidão que te louva em silêncio porque a todos mando calar porque é minha a vez de jogar e eu não te perderei nem a feijões.
Jogas comigo no plano das emoções, um dominó que nem sempre encaixa, uma constatação que me rebaixa neste jogo de damas onde a mais bela peça és tu.
Jogas comigo a olho nu, master mind que me decifra, és a mulher que me rifa com a certeza de que o prémio sai à casa (de partida) que é de volta e não de ida o bilhete que adquiri. O teu rosto que sorri enquanto me agarras com força, sempre que parto a louça num arremedo de mau perder.
Jogas comigo às escondidas quando simulas desentendidas as mensagens que te desenho no pictionary da minha imaginação. Gravuras elaboradas no teu corpo desenhadas pela passagem suave da minha mão, sempre que jogamos à cabra-cega no escuro que não me nega um vislumbre desse corpo magnífico impresso na minha cabeça como um brasão. As curvas que me despistam na aceleração cardíaca da tentação demoníaca que para mim constituis.

Afinal jogamos os dois, brincamos como gaiatos, o jogo dos gatos e dos ratos ou uma partida bem calma de king quando te assumes a rainha do meu sentir.
Jogamos sem desistir o jogo da vida que não aceita a despedida de forma alguma. Uma interminável maratona que disputamos num par, o destino a dançar e nós trocamos os pés de vez em quando nessa pista de fandango tão cheia de armadilhas e ratoeiras.
Fazemos algumas asneiras que se corrigem depois.

E acabamos por ganhar a dois, sempre que arrastamos a jogatana para cima de uma cama e abrimos o jogo sem trunfos na manga da roupa que deixamos espalhada pelo chão.

O jogo da nossa paixão é como um fogo que arde e se vê na vontade que se lê nestas palavras que acabo de te oferecer.

Agora joga tu…
publicado por shark às 13:07 | linque da posta | sou todo ouvidos