FORAM DOZE BADALADAS MAS NÃO AS CONTEI

Se me perguntarem as horas, não faço ideia. Mas diz no computador que passa das duas. Tenho a vantagem de ter um portátil e de poder escrever quando e onde me dá na telha. Mesmo com um pifo descomunal, como o que se apoderou de mim agora. Têm dúvidas?
As cervejas bebi, mais o champanhe da praxe. E a Fim de Século ao meu lado já vai a metade de quando a estreei.

Já é 2007, disso tenho a certeza pois soltei a minha alegria quando à minha volta o fogo de artifício começou a explodir em cores malucas no céu preto da noite que tomou conta de mim e os beijos aconteceram para selar a fezada que se prevê.
Sou um filho da madrugada e adoro a noite porque me desvenda as pessoas tal e qual elas são, longe dos ofícios que as obrigam a ser outra coisa qualquer que não elas próprias. E porque tem sons e luzes e cheiros que só a noite nos pode dar. Porque é na noite que se apodera de mim o ritmo, a sombra, o sorriso embriagado, a sensualidade que me faz sentir eu próprio e me desperta para a vida com mais força do que o sol.

Eu voo de noite, como os morcegos, e sinto-me capaz de dançar até a madrugada e abandonar e a luz ferir os meus olhos, agressiva, e dizer-me que já rompe mais um dia para eu desbundar.

Mas este dia para mim nunca passa do nascer, preciso ressacar os exageros numa manhã bem dormida e num dia sem qualquer tipo de agitação. Os fumos que me abraçam, bailando no espaço diante de mim para me deixarem mais tonto ainda do que sou.

O novo ano que começa, mais um.

E eu sorridente por me ver livre de um outro que parecia nunca mais acabar…
publicado por shark às 02:23 | linque da posta | sou todo ouvidos