BUSH-A-TOON & Cia.

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Desde o fiasco das armas-fantasma de destruição maciça que serviram de falso pretexto para um novo Vietname à inépcia para descobrir o paradeiro do novo “hermano” de Ramos Horta (Bin Laden), passando pelas procuradas (wanted) linhas aéreas United Clandestines, a CIA parece empenhada de há uns anos a esta parte em auto-destruir a sua credibilidade.

Agora vem um médico espanhol desmentir o cancro de Fidel e declará-lo quase pronto para regressar dos mortos anunciados pela secreta americana que, de resto, terá prestado um valoroso serviço ao seu arqui-inimigo criando o clima ideal para um retorno apoteótico.

E embora custe relembrar o episódio, dificilmente a CIA não sairá chamuscada pela História quando o atentado ao World Trade Center se revelar ao público em todo o esplendor da cegueira dos espiões mais trapalhões que o mundo conheceu.

Dá a sensação que o presidente Bush himself, pródigo nas calinadas, é o maestro da cacofonia que esta CIA de brincar produz.
Não acertam uma. Ou, para utilizar uma expressão que encaixa como uma luva no desempenho destes sofisticados artolas, é cada cavadela cada minhoca…

Curiosamente, o povo americano não reage a tanta exibição de incapacidade e deixa andar como se nada fosse, mesmo confrontado a toda a hora com o desnorte desta sua derradeira (e única verdadeira) linha de defesa contra as ameaças reais (e fictícias) que a nova ordem mundial criada pelo petro-cowboy texano geram na penumbra da sua desorientação e que tem saído muito cara aos cada vez menos abastados cofres de Washington.

O vespeiro em que o Iraque se tornou, e que os homens da CIA não previram, prepara-se agora para conhecer uma nova acha para a fogueira sob a forma de um líder deposto e já meio esquecido a quem decidiram apressar o estatuto de mártir eterno.
A corda no pescoço de Saddam apertará ainda mais o nó que estrangula a imagem americana a nível mundial, pois ninguém duvide que se tratará de mais um tiro no pé que os nabos sobrinhos do Tio Sam se aprestam a (deixar) dar.

Parece intencional, tanto disparate. Por ser tão descarado, quase infantil, e trazer os operacionais da CIA para as parangonas quase sempre no papel de bobos da corte do rei momo que o seu povo elegeu.
É um fartar vilanagem de erros de cálculo, de inconfidências de bradar aos céus por parte dos seus antigos colaboradores, de falsos alarmes que descontraem em demasia ou de dentadas num traseiro que ninguém cuida de vigiar.
É CIAneto para um presidente em agonia nas sondagens.

E devem ser um dos mais hilariantes motivos de galhofa para um homem “do ofício” como Putin.
Que por acaso, se calhar outro galo cantaria, só aterrou no Kremlin depois da Cortina de Ferro se transformar num véu de (aparente) cetim…
publicado por shark às 18:32 | linque da posta | sou todo ouvidos