ARMISTÍCIO

lua cheia.jpg
Foto: Shark

Em silêncio, recolho numa caixa os despojos de mim. Relíquias que abrigo para sua preservação, sorrisos e carícias, memórias congeladas para um dia de festa que possa acontecer no futuro, no degelo que a esperança ambiciona mas o medo trai.

Calado, fecho a cadeado as minhas fraquezas e parte da força de outrora, uma nova força agora, feita de uma paz imposta mas necessária. Também para a minha protecção.
E arrumo num canto, com um sorriso, a fé fossilizada no âmbar que só o tempo saberá fundir sob o calor do sol ou de um beijo apaixonado que se possa dar.

Sem mais palavras, viro as costas e parto para o interior da solidão resignada.
Parto para te aguardar, algures nos confins da minha emoção resguardada.

Da vontade de te ter.
publicado por shark às 11:21 | linque da posta | sou todo ouvidos