ASAS NO PEITO

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Foto: Shark

Fazer as perguntas erradas, tentativas desesperadas de obter as respostas que se sabem impossíveis de antemão.
Proferir afirmações que se revelam contradições, apelos tresloucados numa língua que o destinatário desaprendeu.
Remexer nos arquivos mortos, na memória do calor dos corpos e das almas incendiadas por um fogo fátuo que finge apagar-se para escapar à constatação de um final qualquer ou ao prolongar de uma insuportável oscilação.

Desequilíbrio sobre um chão fugido aos pés.
Aprender a voar nesse instante, rumo ao sol no horizonte.

Ou mergulhar num abismo sem fim.
Arrastado pelo chumbo pesado.

Dentro de mim.
publicado por shark às 14:30 | linque da posta | sou todo ouvidos