CONFUSÃO DE NARIZES

Alguém foi desagradável para mim num email que enviou em resposta a uma iniciativa minha que se destinava a manifestar apoio a essa pessoa. Publiquei aqui a minha manifestação de desagrado e, por coincidência, outro alguém sentiu como sendo a si dirigida essa manifestação e reagiu em conformidade.
Saí a perder em toda a linha e tive mais uma demonstração de como isto de ter um blogue não é isento de riscos e pode efectivamente perturbar o normal relacionamento entre as pessoas, mesmo que esteja na origem dessas ligações.

Por estas e por outras jogo muitas vezes à defesa e inibo-me de publicar o que me vai na alma, condicionado por não ser curial identificar com clareza os/as destinatários/as dos “recados” que me sinto no direito de enviar por esta via quando não me apetece recorrer a qualquer outra. Mas a esse sigilo pode corresponder um enfiar de carapuça por parte de alguém que não sendo visado/a nas minhas palavras interprete as mesmas à luz de factos produzidos no âmbito de uma relação (apenas) virtual e que, por isso mesmo, se presta a equívocos deploráveis e difíceis de esclarecer no calor de uma discussão por escrito.

Por estas e por outras invisto cada vez menos nos contactos virtuais e mais nos analógicos, aqueles que nos permitem exprimir olhos nos olhos aquilo que pretendemos mesmo dizer à pessoa em causa.

Cada vez acredito menos na viabilidade das relações que se cingem à troca de emails ou de comentários.
As emoções e as relações genuínas não dispensam o calor de uma voz ou a chispa num olhar.
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publicado por shark às 10:15 | linque da posta | sou todo ouvidos