Terça-feira, 27.01.15

Desencontro

A figura patética de um homem apaixonado com o desalento estampado no rosto de quem se sente apanhado na armadilha da ilusão. Um ramo de flores espalhado pelo chão, ao longo do caminho até ao ponto de partida depois de lhe falhar uma chegada que, na verdade, para ele nunca aconteceu. Os passos arrastados de um homem cabisbaixo, rua fora, torpedeado pelo inferno das melhores intenções.

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publicado por shark às 22:44 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)
Domingo, 25.01.15

A posta que falar de amor é fácil

É fácil falar de amor. A palavra é pequena, apesar do alegado tamanho da emoção em causa. Por isso mesmo, toda a gente sabe do que se trata e trata-o por tu.

“Eu amo-te”.

Não custa nada a dizer. E ainda por cima, tal como julgam que o sexo se aprende com filmes pornográficos, acreditam que o amor se aprende nas séries ou nas novelas da televisão. E é fácil de dizer, com expressões tão curtas como as paixões mais assolapadas se revelam quando não evoluem no sentido do compromisso emocional que o amor implica.

 

É fácil, sim. Falar de amor é possível bastando o recurso aos clichés dos contos de fadas ou dos clássicos do romance (quase a mesma coisa). Violinos em fundo, meia dúzia de adereços e I love you montanhas mesmo que não se faça a mínima ideia de qual a sensação que um amor suscita. A paixão serve de adoçante, o falso açúcar que, mesmo sendo doce, não é exactamente a mesma coisa. E depois a coisa amarga.

O amor implica riscos de que a paixão foge a sete pés. Coisas sérias. Confiança, perspectivas de futuro, cumplicidade, intimidade, respeito, uma carga pesada que a paixão alivia quando até se pode chamá-la de amor para dar o ar.

 

São afinal coisas parecidas, um bocado como o aglomerado de madeira pode fingir-se mogno. Não dura tanto, o aglomerado de paixão, mas remedeia. E depois de várias paixões, qualquer pessoa sente-se versada nas artes do amor. É paixão, mas até se pode chamar-lhe um assobio desde que produza a ilusão pretendida, o sonho disney de quaisquer candidatos a príncipes ou princesas.

“Amo-te muito”. Mas…

Mas é mais fácil de dizer do que de fazer (sentir), por estranho que pareça a quem sente o coração acelerado por alguém sem ter a noção de que até uma queca ansiada pode produzir esse efeito na pessoa.

 

É fácil falar de amor. Mas também é fácil falar de futebol e achar que o do Brasil, por exemplo, é igual aos outros. E no entanto é de outro campeonato que se trata.

publicado por shark às 14:41 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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