Terça-feira, 09.10.12

MUNDO CANALHA

Imagino-me na pele dos pais de uma miúda tão brilhante como a Malala Yousafzai, catorze anos de idade, e percebo o orgulho que deverão sentir.

Malala é muito jovem para uma pessoa capaz de intervir de forma tão retumbante a nível mundial. É uma pessoa especial, capaz de se destacar da multidão num país onde as mulheres lutam o triplo por um terço do reconhecimento e o acesso ao conhecimento é difícil para ambos os géneros.

 

Foi essa miúda brilhante que a Reuters informou há pouco ter sido atingida a tiro e transportada em condição crítica para um hospital.

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publicado por shark às 10:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)

A ESPUMA DO DIA

 

a espuma do dia

 


Foto: Shark

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publicado por shark às 00:36 | linque da posta | sou todo ouvidos
Segunda-feira, 08.10.12

A POSTA NA CORAGEM PROPRIAMENTE DITA

Nadia Leila Aissaoui.

 

A coragem publica-se.

publicado por shark às 09:16 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)
Domingo, 07.10.12

NÃO OS OBRIGUEM A IR PARA A RUA GRITAR

 

não os obriguem a ir para a rua gritar

 


Foto: Shark

publicado por shark às 18:29 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA QUE NO GOVERNO SABEM FALAR INGLÊS

nem mais
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publicado por shark às 17:46 | linque da posta | sou todo ouvidos

EXPERIMENTA ACREDITAR

Experimenta parar por um instante para sentires o poder latente nas tuas veias e na tua convicção.

Experimenta escutar por momentos o bater do teu coração e fica alerta enquanto a tua consciência desperta para chamamentos que nunca antes permitiste porque tudo aquilo que sempre ouviste te dizia para calares essa voz.

Experimenta juntares-te a nós, os outros como tu, numa estranha ligação com o desconhecido que sentes como um irmão bem vindo a essa luta que percebes nesse preciso instante já estar a acontecer.

Experimenta soltares ao vento tudo aquilo que precisas dizer, nas ruas onde haja quem precise de ouvir, como tu, o protesto que sabes sentir abafado num contexto de censura mansa em que conquistam a tua desconfiança com mentiras e com omissões.

Experimenta libertares as emoções em gritos coloridos pelo coro com a multidão, todos unidos para combater a repressão manhosa, subreptícia e insidiosa, que vês nascer no medo estampado no olhar de cada um dos medíocres que te esmagam com a força das ilusões que te impingem, das decisões que te atingem enquanto cidadão isolado à sua mercê.

Experimenta o sabor da revolta que se vê eclodir em pequenas explosões de pessoas como tu, desesperadas, e sente no peito as palavras gritadas onde haja quem as ouça e consiga perceber porque há algo que precisa mudar e bem depressa.

 

Experimenta meteres na cabeça de uma vez por todas que a mudança, a revolução necessária, não vai acontecer, se todos ficarmos a vê-la encenada pela televisão.

Imaginária.

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publicado por shark às 15:49 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

A POSTA QUE BASTA SOMAR DOIS MAIS DOIS

A Natureza é um manancial de lições para a única espécie que se vangloria da sua inteligência, a nossa. Observar o comportamento dos outros animais e saber processar os ensinamentos que daí derivem deveria ser uma (mais uma) vantagem competitiva sobre os desgraçados seres vivos que lutam para sobreviver à intervenção da tal espécie inteligente que se comporta de forma tão burra.

Mas não é.

Insistimos em repetir erros, em trair princípios, em seguir líderes violentos ou simplesmente imbecis.

 

Apesar de ser recorrente a imagem dos rebanhos quando observamos o comportamento da maioria dos que caminham sobre dois membros, os fenómenos de massas que protagonizamos, nós humanos, fazem-me lembrar as manadas de gnus.

Igualmente numerosos, esses cornúpetos primam pela determinação. Insistem nos mesmos trilhos, nas mesmas rotinas seguidas por gerações ao longo dos tempos mesmo depois de conhecidos os perigos da jornada. Parecem estúpidos, vistos de fora.

Contudo, eu não gostaria de saber a opinião de um gnu acerca do comportamento dos humanos. Os gnus são fisicamente muito mais fortes e em matéria de inteligência (aquela que os comportamentos traduzem) deveria verificar-se o oposto, ao ponto de o raciocínio superior poder explicar o que nos coloca tão acima dos gnus na hierarquia animal como a definimos e que às vezes parece não ser a que a Natureza tinha previsto quando se viu a braços com esta espécie estranha, com este fim anunciado da macacada que somos nós e quem estiver por perto.

 

Os gnus são bichos dependentes da integração num grupo, a sua sobrevivência está ligada à coesão de um colectivo. Porém, esse grupo funciona como uma aglomeração de indivíduos com cornos nas tintas uns para os outros: se os mais fracos acabam isolados da manada e à mercê dos predadores, problema deles.

Apesar da sua força intrínseca e da que os números lhe poderia acrescentar, os gnus só entendem o grupo como uma multidão que lhes compete seguir, sempre na esperança de passarem despercebidos no meio da confusão e de poderem aí ocultar os pontos fracos que os possam tornar em presas fáceis. E não mexem uma palha em conjunto para defenderem os seus, por vezes nem mesmo as próprias crias em aflição.

Seguem o seu caminho de sempre, enfrentam desafios seculares que muitas vezes os matam, cometendo sempre os mesmos erros, arriscando seguir o mesmo farol para a potencial perdição.

 

As ovelhas não são diferentes nesse aspecto, mas quando comparamos um gnu com um ovino tomamos consciência da lição de desperdício que a Natureza nos ensina. Cem ovelhas não conseguiriam reunir a mesma força combinada de meia dúzia de gnus, caso possuíssem a inteligência dos humanos que lhes permitisse discernir que a união faz a força, mas talvez mil pudessem dar conta do recado e acabava-se o domínio do pastor.

E meia dúzia de gnus talvez não dessem conta de um grupo de leoas famintas, mas os estragos que iriam provocar, se a memória dos restantes pudesse processar a lição da Natureza que sempre as dá, ficariam como uma prova cabal de que a resistência é possível quando se combinam forças em torno de um objectivo comum.

 

Perceberam o trocadilho?  

publicado por shark às 13:28 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)
Sábado, 06.10.12

EU GOSTO DE ANIMAIS

 

expressão gaivota

 


Foto: Shark

publicado por shark às 00:13 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sexta-feira, 05.10.12

A POSTA NO PARTIDO GLOBAL

Queria só pedir-vos uma mãozinha no sentido de encontrar um defeito qualquer nesta iniciativa, a ver se eu consigo moderar o meu entusiasmo juvenil.

publicado por shark às 16:39 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

DE QUEM FOGEM ELES?

Uma Pittada gourmet.

publicado por shark às 14:27 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

CINCO DE OUTUBRO DE 2012

ganda bandeira
publicado por shark às 12:49 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)

DARYL HANNAH: UMA SEREIA COMO EU AS APRECIO

Lembram-se da peixa linda de Splash? Não anda a investir o seu tempo em publicidade imbecil para operadoras de telemóveis.

publicado por shark às 12:28 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Quinta-feira, 04.10.12

UM PAÍS INTEIRO DE CABEÇA PERDIDA

 

de cabeça perdida

 


Foto: Shark

publicado por shark às 01:12 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)
Quarta-feira, 03.10.12

A POSTA QUE CHEGÁVAMOS LÁ PELO CHEIRO

Obstipação do bom senso e incontinência verbal.

A sintomatologia deste Governo revela o caos no centro nevrálgico da sua anatomia política.

publicado por shark às 10:14 | linque da posta | sou todo ouvidos
Segunda-feira, 01.10.12

TONS ALENTEJANOS

 

arco floris

 


Foto: Shark

publicado por shark às 23:47 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA NUM ISCSP COMO O MEU

Há factos que, por muito que uma pessoa tente evitar, acabam por forçar a pele de dinossauro por baixo da jovialidade que tentemos transmitir e até sintamos na maioria do tempo.

Contudo, quando a mudança de década implica meio século de existência e um gajo está mesmo prestes a dobrar esse marco de transição acabamos por ceder à pressão dos acontecimentos, reagindo em função de emoções antigas e de recordações deslocadas do contexto pela passagem de tempo que parece sempre tempo demais quando o avaliamos assim.

 

Eu fui um iscspiano. Ou seja, frequentei a mesma casa do puto a quem o actual presidente do ISCSP quer fazer a folha por lhe ter hostilizado o chefe em dia de festa. A casa era outra, um palácio belíssimo da rua da Junqueira, e o espírito da coisa pelos vistos também. O ISCSP era a casa de Adriano Moreira, Narana Coissoró, Basílio Horta, Reboredo Seara e muitos outros desse calibre, fervilhava de debate político, ideológico, e o espaço, pela dinâmica da intensa intervenção estudantil, acabava por ser um viveiro de eventos e ponto de passagem para algumas figuras ilustres da política que nessa altura se fazia.

Mas uma casa daquelas não é feita pelas paredes e sim pelas pessoas que lhe dão vida, pelo que ser iscspiano deverá representar nesta altura o mesmo que representou para mim.

 

Esse orgulho pela escola (que nunca viveu da popularidade da sigla que a identifica de entre as várias faculdades da Universidade Técnica de Lisboa) é feito da consciência que tomamos da responsabilidade de pertencer a uma instituição com pergaminhos. Os do ISCSP são escritos pela mão de pessoas reconhecidamente inteligentes, as mais ilustres que por lá passaram, e pelas de quem, como eu, deve assumir a obrigação moral de respeitar os valores mais importantes dos que lá se ensinam e se fazem (ou pelo menos no meu tempo se faziam) acontecer.

No ISCSP existiu sempre um espaço para a irreverência e foi nesse mesmo que encaixei, obrigado por isso a conquistar o respeito dos meus pares que não o ofereciam de mão beijada a qualquer mariola, tal como acontecia com o corpo docente liderado por um conservador alegadamente inflexível e assumidamente de direita, Óscar Soares Barata, que depressa se revelou aos meus olhos boémios mas atentos como um homem tão inteligente no ensino quanto hábil na liderança.

 

Ele era The Man, apesar do seu perfil menos mediático, e constituía o papão de serviço para a caloirada mais facilmente impressionável ou para os idiotas que sempre arranjam maneira de se infiltrarem nestes sítios.

Porém, mesmo quando começaram a ruir algumas tradições e a surgir focos de contestação e de rebeldia (a guerra contra as propinas foi vivida nessa altura e acelerou os corações e as cabeças residentes), o então líder absoluto do ISCSP sempre encontrou uma forma de compatibilizar a sua postura austera com o espalhafato típico de uma massa estudantil informada e empenhada em melhorar as condições do ensino e mesmo a da gestão do espaço em função dos interesses legítimos dos estudantes da altura, nomeadamente o contingente africano para o qual toda a ajuda era pouca.

 

O então Presidente do ISCSP era, de facto, um homem cujo olhar desarmava muitos atrevidos da treta e cuja argumentação confirmava a sua impaciência para com os excessos e as iniciativas ou discursos desprovidas de substância, qualquer que fosse a inclinação político-partidária dos seus interlocutores. Sabia distinguir as suas convicções das exigências da função que lhe competia desempenhar e pensava antes de tomar cada decisão, sendo poucas as que lhe conheci que o pudessem favorecer de forma directa, mas bastantes as que resultaram em benefício de quem vivia no ISCSP muito mais do que na própria casa.

 

Nesse ISCSP estudava gente de todo o lado e de todo o tipo, havia os que passavam discretos pelas aulas e completavam uma licenciatura sem nunca intervirem de alguma forma no resto do que à sua volta acontecia. Mas também havia o seu oposto e quando se justificava toda a gente se mobilizava em torno das causas por abraçar e uma delas era a solidariedade para com os colegas, os iscspianos a quem algo de menos bom pudesse acontecer.

Nesse ISCSP o Presidente jamais tentaria entalar um aluno por revelar coragem ou desespero, mesmo que isso pudesse embaraçar algum tipo de protocolo. E jamais os alunos daquela casa permitiriam que isso pudesse acontecer a um dos seus, sobretudo com os contornos estupidamente claros da ligação entre Manuel Meirinho (candidato pelo PSD na Guarda nas últimas Autárquicas e actual Presidente do ISCSP) e a decisão do próprio de abrir um inquérito disciplinar por simples vingança. Por abuso de poder.

 

E perante este episódio só uma reacção colectiva firme e determinada, um movimento estudantil digno desse nome, pode fazer a diferença.

Essa, em qualquer espaço físico, é a alma do ISCSP que espero agora reconhecer.

publicado por shark às 22:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)

COISAS BOAS PARA FAZER A UMA SEGUNDA-FEIRA

 

do not disturb

 


Foto: Shark

publicado por shark às 00:52 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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