Terça-feira, 31.01.12

UM 112 PARA NOS VALER CONTRA O 118

Ou andamos todos muito distraídos ou tomam-nos por lorpas.

O Marco do Bitaites explica a coisa muito melhor do que eu o faria, por isso recomendo-vos que tomem consciência do que está em causa e usem-na para decidir o passo correcto a dar de seguida.

 

Está aqui o que é preciso saber mais alguns caminhos para o esclarecimento total.

publicado por shark às 00:20 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)
Segunda-feira, 30.01.12

É JÁ ALI

felicidade

 

Foto: Shark

publicado por shark às 17:03 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)

MINAS E ARMADILHAS

Algumas paixões não passam de chispas efémeras que acendem um rastilho para a sua própria implosão cujo fragor resulta da diferença entre a intensidade aparente das emoções e a realidade nua e crua desse factor de ignição, acabando por redimensionar à sua verdadeira escala as proporções da carga que se expectava, por excesso, muito explosiva.

publicado por shark às 16:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Quinta-feira, 26.01.12

GET REAL...

Isto já só lá vai com uma ditadura.

 

O bom funcionamento de uma ditadura depende da eficácia dos seus mecanismos de repressão.

O bom funcionamento de uma democracia depende da eficácia dos seus mecanismos de fiscalização.

 

Com qual desses mecanismos preferes lidar, cidadão desencantado?

 

 

publicado por shark às 16:46 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Sábado, 21.01.12

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

 

estrela dormidas

Foto: Shark

publicado por shark às 00:55 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Quinta-feira, 19.01.12

A POSTA SEM CINZEIRO

Falar da acumulação de uma reforma choruda com um salário milionário por parte de Eduardo Catroga poderia ser enquadrado, na sua perspectiva amoral, no debater daquilo que o próprio apelida de pintelhos.

Esta conclusão deriva do desplante com que o cromo veste a capa da legalidade para encobrir o manto de imoralidade subjacente a uma decisão sem respeito para com os melindres próprios de uma conjuntura aziaga ao ponto de enfatizar valores importantes mas ignorados no tempo das vacas falsas gordas.

E prova que nem sempre a lei joga certo com a moral que (também) lhe compete defender.

 

Relegando então a figura púbica acima referida para o domínio a que pertence, parece-me oportuno somar o desacerto das leis que protegem os medíocres ao desnorte dos legisladores que, em pleno crescendo de uma crise que ainda vai no adro, apontam os holofotes para o endurecimento das regras aplicáveis aos fumadores.

O tema é recorrente precisamente pela insistência dos paladinos numa cruzada que acabará por equiparar fumadores a consumidores de drogas duras na moldura penal, estando ainda por saber qual dos dois grupos marginais acabará por ser alvo da punição mais severa no futuro desenhado pelos proibicionistas bacocos.

 

A lei em vigor, porquanto polémica, acabou aceite e respeitada pela generalidade de uma população que parece capaz de aceitar tudo o que lhe é imposto sem qualquer tipo de contestação.

É no fundo apenas mais um sintoma que distingue a primavera de gente capaz de morrer nas ruas para reclamar democracia do outono de quem permite a perda da sua enquanto deixa apodrecer a consciência aos poucos na confortável apatia do sofá.

Enquanto o país definha à mercê de uma crise que deveria concentrar todo o esforço colectivo, os decisores investem o seu tempo e energia numa alteração legislativa cujo impacto económico é devastador para sectores já abalados pelo efeito da lei em vigor somado a outras medidas que já semearam inúmeras falências.

 

A boa intenção dos paladinos resume-se ao politicamente correcto da defesa da saúde pública, como se à progressiva marginalização dos fumadores não pudesse corresponder o mesmo efeito de outras proibições: empurrar os consumidores de tabaco, esses maus, para uma clandestinidade absurda.

Porém, nem é esse o fulcro da minha questão nesta prosa.

 

O que está em causa para mim, acima de tudo, é a passividade com que aceitamos todo o tipo de prejuízos, quer resultem da inépcia ou, no caso concreto, de uma espécie de excesso de zelo pervertido no timing e mesmo na motivação.

Apesar da injustiça implícita em impor aos empresários da restauração investimentos de monta para poderem albergar os mesmos fumadores que agora querem proibidos nos mesmos espaços e do visível exagero do que se prepara, os portugueses cruzam os braços, deixam andar, e até acredito que apesar do disparate óbvio a maioria irá acatar a coisa sem um balido e abster-se de fumar.

 

Eu vou votar contra.

publicado por shark às 11:03 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Domingo, 15.01.12

LOOK UP!

esborratado

Foto: Shark

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publicado por shark às 22:13 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Terça-feira, 10.01.12

PELOS OLHOS ADENTRO

Agora que se preparam para transformar o velho Odeon noutra coisa qualquer, em que sala portuguesa poderemos assistir ao primeiro porno em 3D?

publicado por shark às 11:35 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)
Sábado, 07.01.12

FUMO DE ARTIFÍCIO

fumo de artificio

Foto: Shark

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publicado por shark às 21:48 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)
Sexta-feira, 06.01.12

SOPRO DE VIDA

Pelo espelho retrovisor da memória conseguia distinguir ao longe a coluna de fumo que o tempo, com a ajuda de um vento imaginário, não tardaria a dissipar.

Continuava a avançar e só olhava para trás de relance, a imagem derradeira de uma aventura tão passageira como o fogo que apenas ardia enquanto encontrasse no caminho algo de vagamente combustível para alimentar a sua energia espalhafatosa mas comprovadamente fugaz.

 

Já pouco olhava para trás, as cinzas apagadas, as labaredas extinguidas no passado que faz das coisas que pareciam as coisas como elas são, a clareza da visão aguçada pela pedra de amolar que a vida cuida de instalar no sítio onde as lembranças se atafulham à mercê da humidade e do pó e mirram até à sua dimensão realista, depois de uma breve troca de pontos de vista entre a emoção adolescente e a sabedoria anciã.

 

O sol a romper na manhã presente a escuridão de cada noite agora dada como perdida, a lógica temporária dos factos desnuda aos olhos de uma adversária com visão de raios xis, a chata da lucidez que andava desaparecida mas o tempo recuperou.

Já mal recordava o fogo que se apagou, aquela imagem derradeira no espelho retrovisor da memória para o qual já pouco olhava, sinais de fumo ilegíveis em danças da chuva sopradas, mensagens esborratadas pelo vento no céu de cor alaranjada pela agonia final da madrugada e ele sabia de antemão, gritava-lhe o instinto que ecoava o coração, que outros dias iriam nascer, a vida teimosa a prosseguir sem qualquer consideração para com todas as coisas deixadas para trás.

 

E ele agora já só olhava para a frente, iluminado pelo sol nascente de um rio feito de luz.

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publicado por shark às 00:17 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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