Quarta-feira, 31.08.11

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

alinhamento

Foto: Shark

publicado por shark às 21:45 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)

A POSTA NOS FILHOS DA ESCUTA

- Está lá?

- SIS SA, muito bom dia.

- Olhe eu era para saber porque é que ainda não foi entregue uma encomenda da minha empresa, uns dados sobre a concorrência e assim…

- Pode indicar-me quem é o seu contacto habitual aqui na SIS?

- É o 007. Mas ele acho que é da SEID Lda, não tenho bem a certeza…

- Ah, isso é tudo a mesma coisa. Aqui levamos a sério as sinergias de grupo.

- Pois, eu soube que a SEID já recolhe informações de jornalistas. São muito perigosos, não é? E a segurança do Estado é mais importante do que a divisão de tarefas, bem vistas as coisas.

- Claro. Mas olhe, já percebi o porquê do atraso na entrega. É que o 007 está off.

- Está off? Então mas ele não ia para a On? Desculpe lá, mas os vossos serviços andam numa rebaldaria!

- Pois, eu percebo o seu desagrado. Mas olhe, já temos em formação o 008 e estou certa de que num instante ele resolverá o pendente.

- Espero que sim, pois vai custar-me um dinheirão e muitos cordelinhos para mexer. Claro que parto do princípio de que não vão aumentar o custo do serviço…

- Pode ficar descansado, estimado cliente, temos uma tabela fixa para os salários e para as regalias sociais dos profissionais que enviamos para a iniciativa privada. Já agora, vai pagar a pronto, com desconto, ou prefere a 90 dias?

- Posso pagar no acto de entrega, não há problema.

- E tem cartão de militante? Dá um desconto de 50 por cento na próxima compra…

- Não tenho, não. Sabe, já ando cheio de cartões para tudo e mais alguma coisa…

- Pronto, nesse caso deve aguardar uns dias pelo contacto do 008. Eu sei que é desagradável a espera, mas o nosso grupo tem estado em renovação de quadros e isso provoca alguma perturbação, o excesso de ruído diminui imenso a nossa eficiência.

- Olhe lá, e não há mesmo hipótese de dar uma palavrinha ao 007? É que me disseram que ele é um funcionário muito capaz.

- É verdade, ele é capaz de tudo para servir bem. E serve-se à grande.

- Às tantas é por esses exageros que tem que ir à consulta parlamentar…

- Não, parece que o médico apontou para problemas na coluna mas entretanto a radiografia mostrou que ele não tem uma, pode ter sido um problema de comunicação. Aquilo deve ser falta de princípios nos meios ou assim. Mas o que interessa mesmo é alcançar os fins. É o nosso lema. E por isso já sabemos que a história do 007 vai ter um final feliz.

- Bom, já percebi que tenho que ter paciência e esperar pelo 008 para me fornecerem o que pedi. Mas olhe lá, o 008 é tão bom na coisa como o outro?

- Pode ficar descansado que neste grupo empresarial levamos muito a sério o recrutamento, não escapa nada à nossa secção de pessoal. Quer que enviemos a encomenda embrulhada para maior privacidade ou pode ir só na embalagem?

- Privacidade? Minha senhora, eu não tenho nada a esconder! Se toda a gente faz o mesmo à descarada… E agora até já sabemos todos que se alguém cometer inconfidências, esses malandros dos jornalistas e assim, vocês são optimus a resolverem esse tipo de problema…

publicado por shark às 12:21 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)
Terça-feira, 30.08.11

PATRÍCIA MAMONA DESQUALIFICADA

A desilusão provocada pela desqualificação desta atleta sobe exponencialmente em função do aumento exagerado das naturais expectativas que são criadas por uma pessoa com tal nome.

publicado por shark às 22:34 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)
Domingo, 28.08.11

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

as costas do ze

Foto: Shark

publicado por shark às 15:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

NÃO NOS CONTEM QUE É SEGREDO

Se há coisa que me provoca calafrios é a existência de serviços secretos.

Por muito que faça todo o sentido a justificação oficial para a sua existência, a protecção contra os terroristas e outras ameaças desse calibre, a defesa do Estado contra os cidadãos maus deveria ser possível sem que para isso fossem criados grupos de pessoas que para saberem tudo precisam saber demais.

O poder confiado a esses grupos de pessoas é tremendo, na prática maior do que o dos próprios órgãos de soberania pois nem eles estão acima do raio de acção dos espiões cujo desempenho começa a ser pouco secreto no que respeita aos excessos que lhes denunciam uma rédea solta que jamais uma Democracia deveria tolerar.

 

Agora reparem: apenas por estar a escrever isto posso tornar-me num alvo desses serviços secretos que colocam telemóveis de jornalistas sob escuta só para tentarem caçar uma potencial toupeira nos seus túneis de informação.

É um facto, não é ficção. O optimismo não é a melhor resposta perante a possibilidade de os factos já vindos a público não serem excepções mas sim a regra de uma organização sem controlo efectivo por parte do seu criador, o que tantos os factos como a ficção demonstram ser o embrião de alguns dos piores monstros que o mundo conheceu.

Com aquilo que sabemos, sempre muito menos do que sabem alguns, já podemos concluir que tanto o processo de recrutamento como o de fiscalização desse poder perigoso são mancos e a própria Democracia pode ver-se coxa pelos danos sofridos, por exemplo, na liberdade de expressão.

 

Isto não é uma brincadeira de miúdos, é uma ameaça séria ao Regime. Muito mais séria do que a de Portugal ser alvo de atentados ou de um golpe de Estado que tanto do ponto de vista das probabilidades como da capacidade de resposta da Nação constituem medos inexpressivos quando, e é bom que o façamos, os comparamos com a entrega às cegas de poder quase ilimitado a fulanos capazes de o utilizarem em benefício próprio ou de instituições privadas cujos objectivos já se provam tortuosos na adopção destes esquemas que vêm a lume nas parangonas.

A ameaça de serviços secretos com rédea solta é invisível por inerência se os seus espiões não se revelarem tão trapalhões no encobrimento do seu rasto quando fazem das suas.

Ficamos, pois, à mercê do bom fundo desta malta ou apenas do nível das suas ambições pessoais.

É disso que se trata quando olhamos com atenção para estes sinais de balda onde ela nunca pode existir.

 

Já estamos a pagar a inépcia por parte daqueles a quem confiamos os poderes legítimos do Estado de Direito que escolhemos para nos organizar enquanto país.

Mas se olharmos para o que pode representar em matéria de custo a entrega de meios a organizações capazes, se extrapolarmos a partir do que já se sabe não podemos ignorar tal hipótese, de manipularem a legitimidade em prol de interesses nada públicos, a factura da nossa negligência pode levar-nos a hipotecar muito mais da qualidade de vida do que a falta de dinheiro nos possa acarretar.

publicado por shark às 13:10 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Quinta-feira, 25.08.11

QUER MUDAR O DESTINO? FOQUE-O!

Se a um grupo de pessoas oferecermos a oportunidade de espalharem a vista sobre um dado horizonte cada uma dessas pessoas escolherá um ponto de focagem diferente, uma abordagem dependente da soma das suas características de personalidade mais os factores tão aleatórios como o seu estado de espírito na ocasião.

Alguns irão optar por concentrarem o foco da sua atenção nas questões de pormenor, nas realidades mais próximas e por isso mesmo mais fáceis de observar em concreto, enquanto outras sentirão o apelo do abstracto que a distância induz por não ser possível avaliar com rigor aquilo que se vê sem a muleta de uma definição.

E ainda existem subgrupos, separados por um facto tão simples como o de uns quantos fixarem o olhar nas nuvens negras sobre a linha do horizonte e outros se deliciarem com o azul de um céu grandioso e cheio de sol.

 

A vida que levamos é em boa medida determinada por essas escolhas que fazemos dos pontos de focagem em que nos fixamos, influenciando de forma determinante as conclusões e por tabela as decisões que traçam aos poucos a rota para o caminho a percorrer.

Virar à esquerda porque se receia uma ameaça potencial que a outra opção implica, ainda que capaz de encurtar a distância entre um ponto A e um ponto B, ou acreditar que a ameaça não se concretizará e aceitar a estatística que os caprichos da sorte e do azar entenderem aplicar-nos como consequência do optimismo ou apenas da coragem para enfrentar desafios.

Vitórias e derrotas, ambições concretizadas ou desfeitas, apostas aparentemente seguras que se revelam desastradas ou golpes de sorte inesperados que acontecem pela conjugação perfeita de um lote de coincidências, são tudo reflexos da passada que impomos em função da vida como a vemos, mais do que como gostaríamos de vivê-la.

E entretanto é mesmo isso que está a acontecer, uma vida para ver como formos capazes por entre a distorção da miopia que nos provoca o dia a dia mais a influência dos outros que o caminho nos ofereceu.

 

Cada fracção do tempo, cada momento que experimentamos, será impossível de repetir porque o tempo só grava e não sabe reproduzir tal e qual aquilo que se viveu, da mesma forma que nos permite sonhar mil futuros possíveis mas poucas pistas nos fornece para os podermos concretizar.

Basta uma escolha na forma de olhar quando a oportunidade nos é concedida para a realidade se transmutar na percepção e influenciar a próxima decisão que pode muito bem ser a mais importante de todas ou revelar-se irrelevante quando o próprio tempo lhe cobre de pó os contornos e de novo a olhamos mas sob a luz que o tempo decorrido nos ofereceu.

 

O ponto de focagem determina o tipo de imagem que recolhemos, a fotografia que tiramos num dado instante dos muitos de que uma vida se faz. Abstracto ou concreto, o olhar baço perdido na aridez do deserto ou brilhante pela tentativa de no horizonte adivinhar o que está longe da vista e sentir a vontade irreprimível de ir lá.

Ou mesmo concentrado numa flor selvagem ali mesmo à mão que decidimos observar com mais atenção e assim acabamos por ficar, condicionados pela forma como vemos a vida e definimos os pontos de chegada ou de partida com que traçamos às cegas o destino tal e qual o futuro nos revelará no álbum dos instantâneos que agora experimentamos mas um dia olharemos estupefactos pela diferença entre a imagem recolhida na altura e aquela em que a focagem amadurecida nos revela detalhes que poderiam ter feito, bem vistas as coisas, toda a diferença para melhor naquilo que se fez. Ou antes pelo contrário, pois diz o povo que aquilo que não sabes é como aquilo que não vês.

 

publicado por shark às 12:04 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (14)
Quarta-feira, 24.08.11

OS POBRES QUE PAGUEM A CRISE!

Depois de vários milionários americanos e franceses se terem disponibilizado para, num gesto patriótico, contribuírem com um aumento voluntário de impostos para ajudarem a combater a crise nos seus países chegou a reacção dos seus homólogos portugas.

E ficámos todos a perceber a massa de que são feitos os nossos mais ricos.

 

Na ressaca do 25 de Abril o povo apontou o dedo acusador às famílias poderosas que dominavam o país com as suas fortunas, sem fazer a mínima ideia de que poucas décadas mais tarde seriam outros os protagonistas nas tabelas nacionais e internacionais e, por comparação, nem chegariam aos calcanhares dos Mello ou dos Champalimaud que foram empresários num tempo em que as empresas construíam creches e mesmo bairros inteiros para os seus trabalhadores. E nem assim escaparam ao rótulo odioso, à época, de fachos.

Os milionários portugueses mais mediáticos, pelas respostas hipócritas, quase insultuosas para quem vive em aflição, que deram a quem os questionou vestiram todos a pele de tios patinhas com quem a Nação em crise não pode contar.

Fulanos com as maiores fortunas do país e até das maiores do mundo não podem, sob pena de atraírem para si uma revolta ainda mais generalizada e hostil do que a sofrida pelos seus antecessores acima, afirmar de forma jocosa que não são ricos mas apenas meros assalariados. Ou pior ainda, tentarem lançar o descrédito sobre a iniciativa dos seus pares estrangeiros falando em serradura para os olhos quando deixam claro que à nossa vista nem as aparas de madeira chegarão.

 

Contudo, ainda mais odioso nas reacções já conhecidas (que mais valia nem haver alguma) está a chantagem implícita nessa tomada de posição, conhecido de ginjeira o camartelo da fuga de capitais para fora de Portugal através das várias portas que os magnatas portugueses já provaram saber abrir.

Nenhum Governo poderá arriscar agora uma legislação fiscal contrária aos interesses dos ricos que sabem meter o bedelho nos assuntos políticos do país quando lhes convém mas colocam o rabinho de fora quando a Pátria clama por menos palavras e mais pilim.

 

E num tempo de contar espingardas para dar a volta ao problema criado só temos o ganho de sabermos que com milionários deste calibre só podemos sair sempre a perder.

publicado por shark às 22:21 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Segunda-feira, 22.08.11

PINCELADAS DE LUZ

pinceladas de luz

Foto: Shark

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publicado por shark às 23:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

GERAÇÃO CORAGEM

Tão corajosos, meus lindos meninos, que aceitaram jogar a final até ao fim abdicando das muletas que tanta falta lhes fizeram na última meia hora, coitados.

publicado por shark às 18:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

QUENTE E HÚMIDO

O que será que torna tão apelativa para mim esta conjuntura climatérica?

publicado por shark às 18:26 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Domingo, 21.08.11

A POSTA QUE É MAU TERMOS MEDO DOS BONS

De cada vez que vejo imagens relativas ao abuso de autoridade por parte de um corpo policial obrigo-me a refrear a ânsia por segurança que, sobretudo em tempos mais agitados como os que se avizinham, tendemos a privilegiar em detrimento do bom senso que nos alerta para a brutalidade e a privação de direitos, liberdades e garantias que o excesso de preocupação com a segurança oferece de bandeja aos poderes a quem dê jeito eliminar em absoluto qualquer tipo de contestação.

 

Agora vêm de Espanha, numa santa ocasião, os momentos neandertal protagonizados por homens cegos pela força que lhes é confiada sob o pressuposto de saberem ponderar o respectivo uso. E não usam, abusam, tal como as imagens, que a tecnologia e a liberdade restante permitem divulgar, confirmam.

É uma ameaça séria, esta do abuso da força por parte de um Estado que é quem solta nas ruas estes fulanos a quem confiamos a nossa segurança e por isso acaba por ser directamente responsável pelo comportamento de indivíduos armados que queremos, no mínimo, inteligentes o bastante para distinguirem um transeunte inofensivo de um potencial agressor.

Só não entende a dimensão do problema quem não levou bastonadas apenas por escolher as ruas erradas a percorrer. A revolta é imensa e maior ainda deverá ser a preocupação de todos perante estes episódios que se multiplicam, resguardados perante uma imaginária licença para abusar concedida pelo medo acéfalo da maioria dos cidadãos.

 

Em causa estão duas opções: ceder ao medo de bandidos, de terroristas, de distúrbios, de tudo quanto possa constituir uma ameaça à segurança e exigir mais (e mais violenta) polícia nas ruas até essa polícia ter força demais (o embrião de um Estado policial com fachada democrática) ou, em alternativa, não deixar impunes estes desvios comportamentais por parte dos agentes da autoridade e escolher o caminho das melhores polícias (tamanho não é documento) devidamente equipadas e com formação rigorosa mas igualmente fiscalizadas na sua actuação.

Deveria ser uma decisão fácil, mas aparentemente não é e os políticos, tão receosos da perda de controlo das multidões como da do apoio das classes mais abastadas que pressionam no sentido de salvaguardarem a sua segurança pessoal, nunca hesitam em colocar-se do lado de polícias prevaricadores não só por estes serem os seus instrumentos mais eficazes de repressão a movimentos contestatários mas porque censurar actuações indevidas acarreta um custo político que nunca estão dispostos a pagar.

 

Sempre defendi a existência de corpos policiais de elite, bem pagos, bem equipados, capazes de ombrearem sem medos com o que de pior a sociedade produz.

Porém, da mesma forma defendo, ainda com mais ênfase, o cuidado no que concerne à legislação que proteja os cidadãos da perda de algo sem o qual todos os excessos acabam permitidos e todos os medos acabam transferidos para um mal muito maior: a liberdade de expressão e de circulação que parecem cada vez mais incomodar os poderes que elegemos (também) para nos garantirem a preservação desses direitos.

 

Quando as polícias perdem o controlo ao ponto de se tornarem num papão para cidadãos cumpridores da lei, como as imagens divulgadas documentam com frequência e disseminação perturbadoras, só os imbecis conseguem ignorar o sinal de alarme que essas situações representam e a impunidade subsequente que se camufla por detrás de inquéritos feitos por juízes em causa própria até se tornar num monstro cujos abusos ninguém saberá depois como conter.

publicado por shark às 19:06 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Sábado, 20.08.11

FUI TÃO EXUBERANTE QUE ATÉ ASSUSTEI OS BANHISTAS

tubarão em vila do bispo

 

Desculpem lá qualquer coisinha...

publicado por shark às 00:09 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)
Sexta-feira, 19.08.11

E JÁ QUE É ASSIM...

...Junto ao destaque no Sapo abaixo referido uma outra alegria das que só quem bloga desfruta, nomeadamente o facto de estar esta casa prestes a atingir o bonito número redondo de 200 mil visitas que se somam a quase milhão e meio na versão anterior.

A pessoa não pode deixar de se sentir excelente anfitriã...

publicado por shark às 23:51 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

FLOWER POWER

hippie

Foto: Shark

publicado por shark às 16:10 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (15)

A POSTA AQUI

Eu gosto de jogos de palavras, nem que seja por elas saírem sempre ganhadoras desses desafios que nos impomos quando temos a cabeça demasiado cheia de cenas sem jeito algum ou, pelo contrário, dispomos de espaço no disco para fazermos correr os ditos jogos.

 

Admito que o meu processador já conheceu melhores dias e a placa gráfica chia mais do que o portão da quinta depois de um Inverno rigoroso sem a bênção de uma almotolia.

Contudo, da assistência técnica que a vida nos oferece como contrapartida para as avarias que consegue provocar fazem parte os pequenos upgrades que compensam o desgaste do material e assim um gajo tem fases em que até computa benzinho.

 

Um desses chips que o quotidiano nos instala é o acelerador do ego, um portento da tecnologia de ponta capaz de melhorar o desempenho da pessoa a um nível muito superior ao que seria de prever quando se tem em conta um equipamento entradote.

E aqui mudamos o cenário e passamos para o contacto com a natureza, nomeadamente a que nos inspira nomes tão giros como sapo ou tubarão quando mergulhamos nisto dos computadores como forma de vida ou apenas de ocupação de tempos livres (como o horário de trabalho em que me encontro neste preciso instante).

 

Pois temos então um sapo que, como todos sabem, possui a vantagem de ser anfíbio e nada lhe escapa da vista, dentro ou fora de água. E temos um tubarão que lá vai dando à barbatana no meio do resto da imensa bicharada que um oceano virtual pode contar e no Portugal que bloga é no tal batráquio que se reúnem a maioria dos cardumes.

Regressemos então ao ambiente Windows para perceberem a lógica do raciocínio.

Um dos mais eficazes aceleradores do ego para quem já computa com o desempenho de um Spectrum é o reconhecimento. Perguntar-se-ão, mas que tem isto a ver com sapos e tubarões?

Nada. Pelo menos fora do contexto dos tais jogos de palavras com que a pessoa estica a corda na soma de parágrafos que dizem o mesmo que uma só frase conseguiria.

Mas é essa uma das funções principais dos jogos de palavras: encher chouriços quando o sistema operativo já ameaça crashar por falta de férias ou apenas porque os tubarões apesar de não incharem como os sapos conseguem encher as suas postas com as palavras que jogam entre si o jogo do empurra para camuflarem a vaidade inevitável que podia ser resumida assim, sem deixar de se chutá-la para canto:

 

O Charquinho está outra vez em destaque no Sapo.

E que diz isso, tu que me acompanhas nestas águas, acerca do teu inequívoco bom gosto?

publicado por shark às 12:25 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)
Terça-feira, 16.08.11

A POSTA NO CONTRADITÓRIO

Soa-me bizarro existirem pessoas que tentam afirmar-se pela abnegação.

publicado por shark às 12:21 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)
Segunda-feira, 15.08.11

MARÉ BAIXA

maré baixa

Foto: Shark

publicado por shark às 15:24 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

A DOR DE CABEÇA QUE A DISCORDÂNCIA DÁ

Nunca escondi a minha admiração e o meu apreço pelo blogue Aspirina B, um espaço que tem feito parte do meu passeio diário por aquilo que a Blogosfera nos dá.

Podemos avaliar um blogue pelo nível do que publica e/ou pelo calibre das pessoas que o fazem. Prefiro sempre optar pela primeira hipótese, nem que seja pela coerência relativamente ao que sempre defendi em relação à minha pessoa, mas isso não me cega aos comportamentos que considere indignos ou aos pressupostos que violem princípios que o mesmo espaço afirme defender.

 

Nos registos deste blogue existem diversas intervenções minhas que me embaraçam, nas postas como nas caixas. E nestas últimas cheguei a desafiar um comentador para a porrada (era muito novo, não pensava...), o que diz bem do quanto me irritou na altura a intervenção do dito comentador.

No entanto, e apesar de conhecer a identidade do aparente anónimo, inibi-me de a divulgar porque encaixo essa atitude oportunista de aproveitar a obrigatoriedade de fornecer um email nos comentários para obter e, pior ainda, divulgar o nome que as pessoas mostram não querer revelar publicamente, num esquema óbvio de coacção para dissuadir os comentadores inconvenientes de exercerem o seu direito que, em caixas abertas, nunca é uma oferenda.

 

Por outro lado, se alguém utiliza o seu email verdadeiro apesar de manter o anonimato na face visível do seu comentário é porque não teme responder pelo que afirma. Sugerir, como o Valupi aqui o faz em defesa do seu par, que o melhor seria não fornecerem um email honesto para não correrem o risco de verem o nome ou o género divulgados, é algo que fala por si mesmo enquanto conceito: é o apelo às mascarilhas que parece interessar a quem não possui estaleca para aguentar comentários desfavoráveis, ainda que plenamente justificados no seu teor.

 

Sim, privilegio o teor das postas em detrimento da personalidade dos respectivos autores.

Mas não pactuo com ditaduras de pacotilha que aplicadas a um aplicar-se-ão no futuro a todos e desvirtuam tudo aquilo que uma caixa de comentários aberta e sem moderação representa.

 

Inibir comentadores com base no conhecimento obtido nos bastidores de um blogue é algo de censurável e não aceito qualquer tipo de justificação, muito menos de teor prepotente, para essa postura.

E por isso mesmo comento aqui, sem reservas, aquilo de errado que encontro no que me “oferecem” no Aspirina.

Não pretendo ficar a dever-lhes coisa alguma.

publicado por shark às 13:53 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)
Sábado, 13.08.11

A POSTA NA MACA DO PERU

Nem sempre presto a devida atenção à papelada que atafulha a minha caixa de correio com a versão arcaica do mesmo spam com que bombardeiam as caixas virtuais.

Porém, pelo meio das contas para pagar, dos descontos em cartão, das marquises em alumínio e dos milagres de um qualquer mestre africano nos problemas de dinheiro, de saúde e de formiga de asa encontro por vezes algo de diferente e que me prende a atenção.

 

Até ver ainda não sou um consumidor-alvo para a sensacional mercadoria que me propõe a Natural Performance, um apartado de Coimbra onde aceitam as encomendas dos felizardos que acreditam ter encontrado a cura para um dos seus males, nomeadamente a falta de qualquer coisa na vizinhança do púbis em paralelo (os que de facto encomendam) com outra ausência de vulto mas na região entre orelhas.

É que por escandalosos 34€ na fórmula teste e baratérrimos 109€ na fórmula máxima (onde ainda por cima se poupam cinco euros dos custos de envio), o apartado 2076 garante o mais potente dos activadores sexuais de todos os tempos!

 

O Viriboost (apresentado na tv, diz o folheto) não faz a coisa por menos: provoca em todos os homens uma erecção imediata, potente, durável e um apetite sexual transbordante. Nem a Angelina Jolie e a Soraia Chaves em trabalho de equipa fariam melhor, pois quando a coisa transborda estamos perante um autêntico dilúvio de entusiasmo e mais vale ter o número de telemóvel do canalizador à mão para qualquer emergência.

E se o apetite sexual transborda, a ejaculação passa a ser robusta e isso é algo que me deixa estupefacto por nem conseguir ver bem o alcance dessa garantia do Viriboost que ainda oferece a homens de todas as idades um desempenho imparável até hora e meia depois de tomar a cápsula que, por mero acaso, o folheto diz ser azul.

Claro que aqui a pessoa fica desiludida, pois hora e meia de desempenho imparável apenas vale a pena se a pudermos somar à hora e meia anterior...

 

Mas o Viriboost não se deixa atrapalhar por essas contas, pois promete ainda intensificar a grossura do seu pénis (decuplicando-lhe a dimensão) e amplifica a sua ejaculação em volume e em potência (deve ser o chamado efeito agulheta)!

Recomendado (dizem eles) por médicos e sexólogos, este produto garante que a pila da pessoa continuará a crescer durante a erecção (a prudência aconselha a ir enrolando a coisa para a parceira não ir parar ao Samouco) e é alegadamente um concentrado ultra-potente de sete plantas afrodisíacas meticulosamente doseadas (deve ser como a nitroglicerina ou assim) e enriquecido com vitaminas mais um tal de betacaroteno.

 

Eu aconselharia a toma deste viagra natural dos peruanos de preferência junto a estábulos ou a picadeiros pois diz no papel que o Viriboost transforma os homens em verdadeiros garanhões!

Numa lógica que presumo será bebida na pornografia tradicional, os alquimistas do Viriboost afirmam que com uma erecção mais vigorosa a sua parceira se oferece facilmente sem tabus nem restrições. Ou seja, elas não tomam o comprimido azul mas ficam abrangidas na mesma pelo efeito da maca do Peru que as transforma por magia numas malucas desvairadas (nem que seja por às tantas já andarem há meses sem verem crescer outra coisa que não a barriga dos seus parceiros).

 

Como é normal neste tipo de produtos com verdadeira intervenção divina, não estão referidas quaisquer contra-indicações relativas ao Viriboost.

No entanto chamaria a vossa atenção para de entre os testemunhos de alegados utilizadores haver um, o Jerónimo, 23 anos, que refere o facto de o seu pénis ficar duro como pedra, o que pode representar uma ameaça para quem tenha acabado de investir centenas de euros em pivôs e respectivo branqueamento, embora para escultoras possa constituir um desafio artístico deveras interessante.

publicado por shark às 19:15 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)
Sexta-feira, 12.08.11

AINDA O NORUEGUÊS MALUCO...

Com o atraso próprio da época, podem encontrar sob o signo de Orwell uns bitaites meus acerca do serial killer da terra do bacalhau.

publicado por shark às 21:21 | linque da posta | sou todo ouvidos
Segunda-feira, 08.08.11

DESCANSEM A VISTA

sossego azul

Foto: Shark

publicado por shark às 10:07 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (17)
Domingo, 07.08.11

A POSTA NAS DECISÕES MARGINAIS

Descobriram meia dúzia de armas, provavelmente pertencentes a um filho emigrado, em casa de uma sexagenária e o juiz entendeu aplicar-lhe prisão preventiva.

O autor confesso de andar a fotografar miúdas nuas entre os oito e os doze anos de idade, alunas da escola onde o bandalho era o porteiro, e que possivelmente terá abusado de algumas crianças foi igualmente apanhado e o juiz aplicou a prisão domiciliária.

 

Se a medida em causa é uma espécie de bitola do grau de gravidade da violação da lei e for consensual que é melhor estar preso na própria casa do que numa penitenciária qualquer é fácil perceber que para os tribunais é mais ameaçadora para a sociedade uma sexagenária com armas em casa, mesmo não sabendo sequer como usá-las, do que um badalhoco que não hesita em usar a sua, a função de porteiro numa escola, para se aproveitar de crianças no deleite bizarro de qualquer porco com sérias perturbações mentais.

Aqui parece-me existir uma dúvida no ar: ou a pedofilia não é uma doença e os bandalhos devem ser encarcerados, sem excepções, para protecção das crianças ou, antes pelo contrário, estamos perante um problema de saúde pública e a pessoa doente deve ser de imediato confinada a um hospital psiquiátrico.

Por outro lado existe também a dúvida acerca da regulação da balança que a Justiça deve simbolizar, pois o peso parece pender de forma sistemática para o lado oposto daquele que o senso comum da população aponta.

 

Não gosto da ideia de a minha vizinha do segundo ter o guarda-fatos atulhado de espingardas, admito. E gostaria que os agentes da autoridade lhe confiscassem tal mercadoria para segurança de todos, embora seja inadmissível para mim vê-la presa por guardar pertences de outrem, sobretudo de um filho a quem custa sempre dizer não e no caso concreto até pode estar em causa o instinto maternal de evitar complicações legais à sua cria.

Contudo, a ideia de ter um vizinho qualquer, pedófilo assumido, “aprisionado” na sua fracção do mesmo condomínio onde mora a minha filha é simplesmente insuportável e só fico a torcer para que se tal acontecer ninguém me identifique o canalha.

 

A opinião de um cidadão vale o que vale, mas esta é a minha.

A Justiça em Portugal parece estar a viver um período de desnorte que se reflecte na própria conduta pessoal de alguns juízes e de aspirantes à função mas se faz sentir de forma estrondosa nesta divergência crescente entre as decisões dos magistrados e a sensibilidade da população que ali representam.

E qualquer defensor do Estado de Direito não pode, a menos que se queira enganar a si próprio, fazer de conta que não sabe que ao desacerto e à brandura excessiva da Justiça acaba por corresponder um aumento exponencial da probabilidade de se multiplicarem os casos de justiça pelas próprias mãos que, mais do que pela sede de vingança, nascem pela necessidade de percepção de segurança para a qual as decisões estapafúrdias e desadequadas constituem uma das mais concretas ameaças.

 

publicado por shark às 19:05 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)
Sexta-feira, 05.08.11

BLOGOSFERA SUPERIOR

Recomendo-vos com veemência que vão beber este néctar à própria fonte.

publicado por shark às 12:20 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

EU GOSTO DE PASSARINHAS

um violino no telhado

Foto: Shark

publicado por shark às 11:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)
Quinta-feira, 04.08.11

A POSTA NO DIREITO DO CONSUMO (3)

Direitos do consumidor - Extraído da Lei do Consumidor

Artigo 3.º
Direitos do consumidor

O consumidor tem direito:

a) À qualidade dos bens e serviços;
b) À protecção da saúde e da segurança física;
c) À formação e à educação para o consumo;
d) À informação para o consumo;
e) À protecção dos interesses económicos;
f) À prevenção e à reparação dos danos patrimoniais ou 
não patrimoniais 
que resultem da ofensa de interesses ou direitos
individuais homogéneos, colectivos ou difusos;
g) À protecção jurídica e a uma justiça acessível e pronta;
h) À participação, por via representativa, na definição legal 
ou administrativa 
dos seus direitos e interesses.
publicado por shark às 22:37 | linque da posta | sou todo ouvidos

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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