Segunda-feira, 13.06.11

MISPLACED CHILDHOOD

Os dois meninos escolheram o mesmo jogo, o Lego, para brincarem. A professora, apesar de não ter grande fé em evitar as constantes picardias entre os dois, lá foi criando as condições para alternarem o tempo de brincadeira, uma espécie de regras do jogo, que permitia mantê-los entretidos sem darem cabo do ambiente no resto da sala.

 

Depressa os dois meninos criaram os rituais tão necessários para ordenarem o mundo visto numa perspectiva infantil. Enquanto um brincava, construindo peça a peça a sua casinha, o outro ficava de fora, com uma telha do caraças, a apontar-lhe os defeitos na construção.

Claro que ao fim de algumas horas o que ficava de fora até inventava defeitos só para não dar a torcer o braço roído de inveja, às vezes até mobilizavam outros meninos para mandarem umas bocas ou mesmo para de alguma forma boicotarem as hipóteses de sucesso do que estivesse a brincar na altura.

Não passou muito tempo até que um dos meninos, particularmente impaciente nesse dia para esperar pelo brinquedo, contornasse as regras do jogo e passasse a apontar os defeitos não à construção mas ao outro menino. E contou de imediato com a solidariedade do resto da turma, mesmo o sector dos que pareciam mais próximos do menino que estava a brincar há demasiado tempo.

O destino acabaria por contribuir de forma involuntária para beneficiar o expediente do menino que estava à espera. As peças disponíveis para a construção às tantas eram tão poucas que começaram a aparecer buracos no telhado e até na fachada da casinha. Ainda por cima alguns amigos do menino que brincava iam colocando peças erradas, de cores e tamanhos diferentes dos que deviam (às vezes até desviavam uma peça para o bolso, sem medo de castigos se fossem apanhados), e às tantas a casinha ficou quase à beira de desabar. E ainda havia os meninos de um colégio fino estrangeiro a fingirem que davam notas, sempre medíocres, para dificultarem ainda mais a vida ao menino que estava a brincar.

Foi aí que o menino que estava de fora convenceu os outros meninos todos a mandarem embora o tosco que não conseguia, sem peças suficientes, construir a casinha que tinha na ideia quando a inaugurou, perdão, quando lhe colocou a primeira pedra. E ainda por cima tinha estado o tempo todo a achincalhar o outro menino, a acusá-lo das piores diabruras, o que bastaria para congregar todos os meninos em torno do objectivo comum de contornar as tais regras do jogo e limitar o tempo marcado pela professora para cada menino brincar.

Por outro lado, os outros meninos sonhavam com a possibilidade de conseguirem uma brincadeira partilhada, algo que certamente agradaria à professora.

 

E talvez isso atenuasse, quando ela descobrisse que faltavam tantas peças no jogo, a punição sobre os funcionários da escola que eram sempre os que arcavam com as consequências, mesmo sem algum dia terem tocado numa peça e sem serem devidamente informados sequer da verdadeira realidade das regras de um jogo que nenhum daqueles meninos parecia, afinal, saber jogar.

publicado por shark às 23:50 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)

COISAS QUE DÃO QUE PENSAR

A Bélgica está sem Governo há um ano e parece que a malta não está a dar pela falta...

publicado por shark às 13:06 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (26)
Domingo, 12.06.11

A VIDA COMO ELA É

a vida como ela é

Foto: Shark

publicado por shark às 00:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)
Sábado, 11.06.11

A POSTA NUMA JUSTIÇA MENOS CEGA

Sou propenso à adopção de um Código Penal mais severo para os crimes que a todos enojam. Nisso, Lei alguma deveria contrariar a voz do povo a quem visa proteger . O que sentimos, o grau de repulsa, deveria determinar a medida da compensação que as punições representam, a par com a necessidade de preservar a sociedade de algumas aberrações que preferimos enclausuradas.

Contudo, e em perfeito antagonismo com o espírito da coisa acima descrito, tendo a dedicar alguma solidariedade para com aquele tipo de criminoso que em nada nos intimida porque não magoa seja quem for nem lesa os interesses de quem é mais vulnerável às perdas.

 

Mais concretamente, falando dos três piratas informáticos que foram agora presos acima de tudo pela ameaça que representam em termos de propagação do apelo à desobediência civil e de payback relativamente a grandes corporações e poderes políticos que cada vez mais percebemos estarem na origem de quase todos os males do mundo, não consigo sentir-me, enquanto cidadão, hostil a esses três marginais que o são (considerando as opções milionárias possíveis para gajos tão bons nisto da informática) por opção própria e porque acreditam que é preciso alguém tomar iniciativas para despertar as gentes da letargia que é o seu maior inimigo nesta guerra em que somos cada vez mais os perdedores.

Nesta perspectiva vejo os três homens agora apanhados como vítimas do desequilíbrio de forças que tentaram combater com a sua sabedoria num domínio onde se podem explorar as escassas vulnerabilidades do sistema montado para nos transformar a todos em escravos camuflados de uns quantos poderosos, como no passado aconteceu com diferentes contornos e protagonistas mas idênticas motivações.

São presos políticos aos meus olhos e não passam de vítimas, de prisioneiros de guerra num conflito para o qual ainda muitos não estão mobilizados porque não perceberam a dimensão do problema que nos afecta a (quase) todos por igual e que é a perda de controlo do sistema financeiro devido ao erro de construção de base do sistema capitalista que faz depender a respectiva sobrevivência de um ritmo de crescimento impossível de garantir sem perdas significativas de regalias por parte daqueles que o sustentam, a multidão dividida para que continuem a reinar os responsáveis por todos os excessos que nos ameaçam.

 

Não é de ideologias que se trata, mas da constatação óbvia da falência do modelo em que investimos a maior quota das nossas existências, afastados daqueles que mais amamos e daquilo que mais gostamos de fazer com o tempo curto de que dispomos.

É essa verdade que arrasta homens como aquele trio agora detido para uma luta que só assusta aqueles que julgam terem mais a perder e nos tratam a todos como crianças de colo incapazes de sobreviver sem os brinquedos que a máquina se esforça tanto para tornar indispensáveis nas nossas consciências moldadas de acordo com a voracidade mercantil.

 

É essa a realidade que me leva a criar empatia com estes zés do telhado a quem acredito que um dia, num futuro não muito distante, iremos homenagear como heróis de uma revolução que está a acontecer à revelia da esmagadora maioria daqueles a quem ela mais pode interessar e da qual ainda nem se deram conta.

publicado por shark às 15:27 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)
Sexta-feira, 10.06.11

ESTADOS DE ESPÍRITO

a atracção do abismo

Foto: Shark

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publicado por shark às 22:26 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)
Quinta-feira, 09.06.11

OS DEMÓNIOS DE CHARLIE

Mudam-se os tempos: numa das mais populares séries da tv nos anos 70 eram anjos que espancavam os maus, enquanto na internet os youtubes mais populares são os das más a espancarem as boas.

publicado por shark às 10:16 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Quarta-feira, 08.06.11

PASSAGEIRO CLANDESTINO

Olhas aquele ponto imaginário no céu e pensas que é o avião contigo a bordo, a caminho de uma terra qualquer onde consigas sobreviver sem aflições.

Olhas e deixas-te embalar pela esperança em ilusões, renovas a confiança na tua capacidade de dar a volta a tudo aquilo que te atormenta, voas livre sobre o mar e acreditas que vai chegar o dia em que olhas para trás com a tranquilidade de quem encontrou a paz ansiada numa qualquer terra prometida de tudo aquilo que a tua negou.

 

Olhas acima da linha do horizonte e cerras as pálpebras para distinguires nesse ponto distante, no céu, o transporte para o paraíso no futuro que preparas para ti, no amanhã que é logo ali, tão perto que já é hoje e quando chegas a essa conclusão percebes que de um ontem se tratava, olhado sob a perspectiva de quem não percebe a passagem do tempo que arrisca tentar medir.

Olhas e aceitas-te a fugir em frente, neste passado já presente que te é dado ponderar na ilusão de que conseguirás mudar tudo até amanhã que afinal já passou, já é tarde, o teu futuro que arde diante dos olhos que te revelam finalmente a realidade daquele ponto cada vez mais distante no horizonte da tua imaginação.

 

E percebes que não se trata de um avião para um destino alternativo, outra vida, contigo a bordo nessa viagem, mas apenas uma miragem da reviravolta voada, do milagre que anseias mas tarda a acontecer.

Percebes-te então estatelado no chão de um deserto, mais os sonhos moribundos e a fé a perecer.

Porque até o anjo da guarda na linha do horizonte, nesse teu céu, num ponto distante da consciência que sentes prestes a desaparecer, perdeu a paciência e deixou-te cair.

publicado por shark às 15:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)

BLACK & WHITE

da gama suave

Foto: Shark

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publicado por shark às 14:00 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)

A POSTA QUE FICA AQUI REGISTADO

António Costa acaba de anunciar, perdão, prenunciar a sua candidatura à Presidência da República.

publicado por shark às 00:27 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Terça-feira, 07.06.11

DE VEZ EM QUANDO VAREIO

E por isso fui postar acerca da questão do anonimato enquanto pedra de arremesso AQUI.

publicado por shark às 18:59 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

auto palace

Foto: Shark

publicado por shark às 01:04 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Segunda-feira, 06.06.11

O RESULTADO ELEITORAL NÃO FOI MAU DE TODO

Eu estava à rasca era que ganhasse o PAN.

Detesto a ideia de um dia ter que comer os meus cozidos à portuguesa na clandestinidade...

publicado por shark às 23:47 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

COMO SE NÃO BASTASSE O SUPER MARCO

Agora o Bitaites também tem um super Rui.

publicado por shark às 23:00 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

QUEM COM FERROS MATA?

Por intermédio de uma comentadora do Aspirina descobri isto.

Não confirmo nem desminto, mas fez-me lembrar um passado recente. Com outro interveniente.

publicado por shark às 22:03 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (16)

ACHO QUE NEM O JERÓNIMO CONSEGUIA TAL PROEZA

Como é que um gajo que é líder de um partido político tem o desplante, a cara de pau, a lata de a seguir à perda de metade da sua bancada parlamentar não apresentar a sua demissão ao vivo, em directo, e de forma imediata e inequívoca?

 

(Tá bem, eu sei que quando o Benfica levou cinco no Dragão o Jorge Jesus também disse que assumia toda a responsabilidade e lá vai andando...)

publicado por shark às 00:46 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)

EU GOSTO DE PESSOAS

todos meus

Foto: Shark

publicado por shark às 00:26 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)
Domingo, 05.06.11

PRONTO, LÁ CORRERAM COM O GRANDE SATÃ...

E agora, afastados os maus e incompetentes e aquilo que lhes quiserem chamar, é receber de braços abertos o milagre da multiplicação dos euros e o fim da crise que, de acordo com o resultado eleitoral, só o Partido Socialista e (lá se fazem...) o Bloco de Esquerda parece terem criado.

publicado por shark às 20:31 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

A POSTA NOS PORTÁTEIS PARA ESQUIMÓS

A minha relação com os veículos automóvel foi sempre pautada pela influência nefasta do calor.

Foram muitas as ocasiões nas quais abri o capot para, sem grande surpresa aí a partir da terceira vez, constatar o fumo branco do vapor que me anunciava o sobreaquecimento e consequente despesa no mecânico. E essa nem era um mal em si, pois foram vários os casos em que a sucata seria o destino final das máquinas a quem o meu pé pesado derreteu os interiores.

 

Nem posso apontar o dedo a esta ou aquela marca e/ou modelo em concreto. Desde o meu velho Vauxhall Viva a quem guisei duas juntas da cabeça até ao mais recente, um Opel Astra que também por duas vezes encostou à box, vi ceder ao calor humano que emana da minha condução um Rover e perdi a conta aos Citroën (julgo terem sido três) que viram os seus dias terminarem com o ponteiro da temperatura no vermelho que lhes denunciava o fim.

Claro que depois de uma pessoa reparar na multiplicação de sobreaquecimentos acaba por somar dois mais dois e perceber que o problema não é mecânico mas psicossomático e a solução consiste em evitar o calçado de chumbo que nos empurra o pedal do acelerador para lá do limite razoável.

 

Porém, esta nostalgia volante serve apenas para vos enquadrar no contexto do meu problema calorífero que na verdade já alastrou a outro tipo de maquinaria e é dessa que esta posta visa tratar.

É que se no caso dos automóveis um gajo acha que até faz sentido a coisa ressentir-se do abuso da respectiva capacidade, noutro tipo de material menos... circulante não estamos preparados para enfrentar a mesma limitação.

 

O meu último portátil (de saudosa memória) foi um IBM. Prestou serviço ao longo de quatro anos de utilização intensiva e acabou por baquear mesmo às portas da obsolescência quando se finou o disco made in Taiwan que tanto me desiludiu quando finalmente conheci as entranhas do suprassumo da batata frita americana e descobri a fina flor asiática que não me passava pela mona poder rechear um equipamento topo de gama.

Quando concluí ser ideia tonta recuperar o dito tentei sondar junto de profissionais a melhor opção e todos, sem excepção, me recomendaram os Toshiba. Por causa da assistência técnica, diziam.

E assim acabei por investir mais três ou quatro anos da minha computação móvel num Satellite de gama média (cerca de 900 euros de material), sempre na esperança de que nunca precisaria de recorrer à tal assistência técnica xpto que tanto me gabaram.

 

O que tem isto a ver com os aquecimentos dos motores nos automóveis de que vos falava acima?

Tudo.

É que os Toshiba, descobri agora, têm como calcanhar de aquiles precisamente aquilo que constituiu o meu fantasma em matéria auto.

Por isso me sinto na obrigação de alertar quem evite as marcas mais baratas e pretenda optar por um Toshiba: é o equivalente a adquirir um carro novo com tiques de usado com imensa quilometragem. Basta um software mais pesado, um jogo de computador de 2004 sem mariquices 3D, por exemplo, e nem uma ventoinha suplementar vos poupa ao desligar sem aviso prévio do vosso portátil quase novo mas já sem garantia.

E depois é o equivalente a um gajo dar consigo de colete fluorescente vestido na berma da estrada à espera que o motor arrefeça para poder prosseguir a marcha.

 

Convenhamos que não é o que a pessoa tem em vista quando gasta mais cem ou duzentos euros para evitar maçadas e a Toshiba deveria ter vergonha por ser capaz de lançar no mercado estas chaleiras velhas disfarçadas de portáteis sem explicar à malta que os Toshiba são mais adequados para a Islândia.

Ou ainda mais acima...

publicado por shark às 19:39 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Sábado, 04.06.11

DANTES NÃO SE PHODIA AFFIXAR

dantes não se phodia affixar

Foto: Shark

publicado por shark às 15:07 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

FIM DE SEMANA DECISIVO PARA PORTUGAL

Num momento absolutamente decisivo para o país respira-se um ambiente de alguma tensão. Em causa está o futuro imediato da nação e os mais pessimistas recordam que nem sempre as previsões sairam confirmadas nas contas finais.

 

Com os protagonistas em relativo recolhimento, como é hábito nestas ocasiões, a população anseia um desfecho favorável e o assunto domina as conversas de café. É fácil constatar nas expressões dos transeuntes a preocupação com as possíveis consequências das decisões menos acertadas na escolha do elenco, nomeadamente pela aposta em figuras que no passado recente quase deitaram tudo a perder.

Por outro lado, é nítida a divisão entre os que defendem a esquerda como melhor opção e os que privilegiam a direita por sentirem que será a mais preparada para atingir os objectivos a que estão obrigados aqueles que forem escolhidos nesta altura.

 

Sendo notória a mobilização colectiva em torno de uma derrota daqueles que todos apontam, e os números comprovam, como os principais responsáveis pela posição que o país ocupa actualmente no contexto do desafio europeu, é igualmente clara a indecisão numa significativa camada da população relativamente às opções existentes e isso tem alimentado enorme polémica nas conversas de bastidores.

A ansiedade é enorme, sobretudo entre aqueles que mais sofrem as consequências de potenciais desaires, os cidadãos anónimos que não ganham salários de luxo ou mordomias inerentes às carreiras de topo nem podem interferir de forma directa na condução dos destinos do país mas sentem na pele os efeitos (que se temem catastróficos neste momento particular do percurso português) dos maus desempenhos e das derrotas sofridas por aqueles a quem compete guindar o país a uma integração em pleno no grupo da frente da ambição europeia que nos caracteriza.

 

Por tudo isto, Portugal vive um fim de semana que coloca (quase) tudo no prato da balança e torce para que ganhe o lado certo desta contenda.

E nas ruas, entre o povo que sofre por antecipação com o medo de um descalabro que o passado já provou possível, lê-se nos olhares a preocupação perante o que poderá derivar de uma escolha errada.

 

No entanto, é nítida a esperança de que a vitória sorria aos que apesar de alguns momentos menos bons possuem no seu currículo diversos momentos de glória que muito alegraram o país.

E nem a hipótese de serem escolhidos Eduardo e Helder Postiga em detrimento de Rui Patrício e Hugo Almeida arrefece a confiança que Portugal inteiro deposita num lugar cimeiro na luta pelo apuramento para o Europeu.

publicado por shark às 09:25 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)

SONDAGEM À BOCA DAS URNAS CONFIRMA TENDÊNCIA

Benfica, Carnide, Olivais, Prazeres e Alto de São João deverão manter níveis de abstenção dos últimos plebiscitos.

publicado por shark às 09:22 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sexta-feira, 03.06.11

SEM VENTO

sem vento

Foto: Shark

publicado por shark às 12:17 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Quinta-feira, 02.06.11

SENTIDO CONTRÁRIO

Vês o caminho cortado e de repente és o animal ferido, o animal encurralado que desvia toda a sua força, toda a sua energia, para a melhor defesa possível, o ataque imprevisível sem perder tempo a tentar distinguir a mão amiga da que possa desferir mais um golpe e seja esse o da misericórdia que acabaste de desacreditar.

Vês o beco sem saída a surgir, de repente, no rumo da tua vida e percebes que não podes avançar sem inverteres o sentido obrigatório, sem perderes tudo o que é necessário para ser possível retomares a passada no futuro que entretanto se alterou de forma radical. Não estavas bem e vais de mal a pior, sentes o cerco apertar e queres dar luta mas há um exército de filhos da puta preparado para te esmagar, o animal ferido que te sentes agora, que metes as unhas de fora e arreganhas a dentuça porque estás farto de lavar na fuça sem ripostar.

Nessa altura já nem tens medo de perder uma batalha, ou várias, nessa guerra suja que é feita de histórias onde a coragem e a honra não desempenham qualquer papel, assinaste folhas besuntadas de mel que afinal eram cartas armadilhadas, um somatório de causas perdidas no futuro que está a acontecer agora, numa sucessão de explosões que te despertam para o conflito iminente, surgido de repente no percurso que entendeste traçar, leviano, sem pensar, quando pactuaste com o falso amigo que a conjuntura mais a sua natureza desleal viraram contra ti.

Vês o horizonte logo ali, ao virar de uma esquina, imediato, o beco sem saída no rumo da tua vida, cinzento temporal, não estavas bem e agora só resta o mal menor, a fraca consolação de que há quem esteja pior, incapacitado, e tu afinal apenas encurralado, como um animal que renega toda a esperança por perder a confiança no ambiente que o rodeia e que sente, ferido de morte, como hostil.

 

Perdido por um, perdido por mil.

publicado por shark às 17:13 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

CAUTELAS E CALDAS DE GALINHA

Se um ex ministro de um governo socialista dá a cara para encher parangonas com o caso Freeport a menos de uma semana das eleições só podemos estar perante um de dois cenários:

- O homem tem tanta, mas tanta certeza de que Sócrates é culpado da coisa que entendeu denunciá-lo antes que se corresse o risco de ele ser reeleito e nesse caso está a prestar um serviço à Democracia;
- O homem não tem certeza alguma mas por algum motivo escolheu este momento específico para tentar influenciar o sentido de voto e nesse caso estamos perante a confirmação de que a guerra suja contra Sócrates é ainda mais comprometedora (e perigosa) do que julgamos nas respectivas motivações.
(Agora só falta ficarmos com a certeza de que Castro Caldas afirmou algo que permitisse à Comunicação Social arriscar influenciar directamente o resultado eleitoral. E nesse caso fica a faltar sabermos o porquê.)
publicado por shark às 00:19 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Quarta-feira, 01.06.11

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

sozinhos no topo

Foto: Shark

publicado por shark às 10:23 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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