Terça-feira, 30.11.10

EU GOSTO DE CANDEEIROS

 

farol apagado

Foto: Shark

 

publicado por shark às 19:54 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

NUNCA JAMAIS

Nunca te deixes influenciar por aquilo que te possa demonstrar num momento de desnorte, acredita que foi pouca sorte teres a desdita de te confrontares com o outro lado de amores que se querem secretos, que nem sempre se revelam discretos e podem explodir numa simples exibição de uma mera irritação com o rumo que a vida por vezes toma, a que se pode juntar a soma de pequenos focos de incêndio, aqui e além, na mente de quem possa não estar assim tão bem quanto seja seu desejo provar.

Nunca te permitas ignorar tudo o resto que se esboça quando não meto a pata na poça, leviano, e te induzo naquilo que é um engano, a descrença, quando não te privo de argumentos para a esperança, sempre que exibo outra face livre de tudo o que nas horas más me entorpece a consciência do quanto vales para mim.

 

Nunca aceites chegado o fim da resistência, o esgotar da paciência que talvez não faça por merecer a todo o tempo, enfatiza o encanto de que sou capaz no todo que se faz de partes tão distintas, o monstro que me pintas quando te desiludo mas também o que mostro quando tudo não me basta para ti e tento ir mais além, as coisas que faço bem e te rendem à evidência de que a tua tolerância não é investida em vão.

Nunca rejeites a voz do coração quando te verga a uma verdade talvez para ti incómoda, quando a realidade te faz sentir estúpida por cultivares tamanha paixão por um homem que por vezes se revela tão distante da forma como o consegues sentir e por vezes não consegues entender o porquê.

 

Nunca esqueças que para lá do que se vê existem razões inexplicáveis para as coisas aparentemente impossíveis de aceitar.

Nunca inferiorizes o amor ou a paixão perante uma simples reacção impulsiva, deixa que o instinto sobreviva ao duelo com o vilão em que se transforma a razão quando ameaça a felicidade com base numa lógica sem capacidade de entender as emoções, que se baseia em equações sem que nada se prove porque afinal a prova dos nove bate certa no teu peito acelerado que se prefere enganado nas conclusões do que privado das sensações que lhe ofereço quando aceitas as desculpas que te peço, por vezes sem emitir um som, e fechas os olhos, enfeitiçada, ao meu lado menos bom.

publicado por shark às 15:15 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

SOLIDARIEDADE QUINTUPLICADA

Não é só pelo Zé Mourinho ou pelo Cristiano Ronaldo, coitados, que devem ter levado a maior tareia das suas carreiras no mesmo dia, o do desaire do Real Madrid ao levar cinco a zero do seu rival Barcelona.

 

É mesmo porque nós benfiquistas estamos particularmente sensibilizados para o trauma das chapas cinco nos clássicos...

publicado por shark às 11:10 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

FLOWER POWER

 

do nada

Foto: Shark

 

publicado por shark às 00:33 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Segunda-feira, 29.11.10

A POSTA QUE ARRANJO IMENSOS AMIGOS COM ESTE FEITIO

Então vá, vamos lá dissecar a coisa que a mim faz imensa confusão. Sim, sou alérgico à moderação (de comentários nos blogues) e não consigo encaixar o conceito em nenhuma versão aceitável de blogue como os entendo.

 

Ora se a memória não me falha existem as seguintes opções: a) caixa de comentários aberta e sem filtros, aceitando tudo e deixando ficar tudo o que a malta lá põe; b) caixa de comentários aberta e sem filtros automáticos mas com o/a responsável munido/a da tesoura imaginária para eliminar tudo aquilo que lhe pareça desadequado; c) caixa de comentários aberta apenas a determinado grupo de pessoas; d) caixa de comentários moderada, na qual o comentário só aparece publicado depois de passar pelo crivo do censor; e e) nenhuma caixa de comentários, fim de discussão.

Se me escapa alguma, paciência. É sobre estas que o meu esforço mental assentará.

 

Começo pelas opções b) e c) porque sou eu quem manda e mesmo a ordem natural do Universo nunca foi a menina dos olhos das ciências exactas.

Ter uma caixa de comentários aberta implica que tudo quanto comentem aparece, nem que por dois segundos, visível a quem por lá passar. Ou seja, arriscamos a ver do que não gostamos publicado num espaço pelo qual teremos sempre que responder. E aqui entra o caminho em thin ice, pois o critério é subjectivo e aquilo que eu possa considerar inapropriado pode fazer coceguinhas ao dono do blogue do lado.

Ainda assim, por muito que louve a estaleca de quem aceita tudo o que lhe deixam, parece-me razoável que a pessoa que investe de si e que arrisca por si mesma desagradar a alguém ou mesmo a dizer o que não devia possa decidir se assume esse risco por outras pessoas, pois legalmente é sempre o dono do espaço que responde pelas respectivas repercussões.

É essa a minha escolha, boa ou má, porque é a que veste melhor a minha forma de ser e de estar, corto tudo quanto seja insulto, publicidade encapotada ou calúnia sem fundamento nas minhas caixas.

A hipótese c) nada me afronta, excepto no facto de uma pessoa se sentir como o menino que fica de fora da brincadeira e ter que aprender a viver com isso na boa.

 

Na opção a), muito liberal, encontro os perigos inerentes à confiança desmedida na tolerância e no bom senso dos outros. Algo de que nunca seria capaz. Não confio sequer na minha...

 

Depois temos a opção e) – sem caixa – e para mim essa não oferece polémica: blogue sem caixa não é um blogue, é outra coisa qualquer. Um blogue não se compadece da comunicação unilateral e o facto de se disponibilizar um email não atenua essa realidade dos factos. É uma opção que respeito, como me compete, mas que é quase um sinal de proibido parar ou estacionar para a minha deambulação blogueira.

 

E finalmente temos a opção d), a tal que cada pessoa justifica à sua maneira mas acabamos sempre por ir parar à mesma explicação básica: só aparece o que o dono deixa e aí podemos perfeitamente partir do princípio de que só aparece o que lhe agrada de alguma forma ou não afecta qualquer dos seus interesses.

É uma escolha legítima se considerarmos a questão da propriedade e da responsabilidade associada, mas um nadinha cobarde porque poupa a pessoa a ter que mostrar o que vale quando confrontada com melindres ou com verdades (ou pessoas) incómodas (e ninguém tente dar-me lições nesse particular). Ou seja, tresanda a lápis azul e isso é logo susceptível de despoletar uma reacção alérgica a quem entende blogues como manifestações superiores da liberdade de expressão. Se a caixa é moderada, essa liberdade fica confinada ao espaço onde se posta e o resto é uma espécie de Guantanamo virtual onde se enclausuram (ou se riscam do mapa) as palavras proscritas, terroristas, que podem abalar o status quo do autor ou autora.

A moderação elimina em boa medida um direito essencial que é o de resposta, para além de ser um instrumento muito útil a quem queira pintar-se sem arriscar os borrões vindos do exterior.

Claro que cada pessoa cuidará de dourar a sua pílula por forma a ilibar a sua opção de quaisquer suspeitas, de a adornar com as coisas horríveis que alguém comentou no passado, ou uma insistência irritante e anónima por parte de quem não tem (ou não sabe) mais o que fazer.

E ainda mais claro: cada um/a sabe de si e nos blogues manda quem os faz (de borla). Aí pouco mais há a acrescentar, o argumento pode quer e manda.

 

Contudo, a liberdade de opinar tem este condão de abrir de par em par as janelas da crítica (que pode ser tida ou não por construtiva) e só dela usufrui quem a usa.

Depois, claro, quem enfia a carapuça pode aproveitar a caixa aberta dos outros para dizer o que não permitiria que outros dissessem na sua.

Mas se alguém arrisca na porta sem fechadura é porque abdica do poder de filtrar as reacções e opiniões alheias.

A moeda de troca é o direito de postar sem reservas (excepto as que o bom senso recomenda) e com a autoridade moral acrescida para jamais permitir que, pelo menos nesse plano, tentem moderar a sua.

publicado por shark às 20:11 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)

BLACK & WHITE

 

meia assoalhada

Foto: Shark

 

 

publicado por shark às 18:32 | linque da posta | sou todo ouvidos
Domingo, 28.11.10

A POSTA MORNA E MONTES DE DOMINICAL

Só por uma vez (e foi há tanto tempo que poderia começar esta posta com "era uma vez") caí na asneira de me apaixonar por uma daquelas moças que se declaram completamente desvinculadas da sua paixão anterior mas um gajo até consegue ler nas entrelinhas da insistente negação o despeito ou o desgosto por a dita relação não ter resultado.

Bom, se calhar até aconteceu por mais do que uma vez. Mas todos/as sabemos o quanto a maioria das pessoas sem pila são hábeis em fazer como as bisnagas vira-bicos (sim, também já há muito não existem nos carnavais adolescentes), apontando a boca para o lado do desprezo enquanto o olhar, virado para o lado oposto, se delicia com tudo o que podem absorver acerca dos alegados ex com enorme, porquanto bem disfarçada, sofreguidão.

Isto a propósito de hoje em dia eu me desviar mais depressa desse tipo de pessoa sem pila do que se pira da água fria um gato acabadinho de escaldar.

 

Nada de bom se pode encontrar no futuro de uma relação cujo presente (toma e embrulha) se constrói nesta óptica da picardia para (re)estimular o alvo que ainda não está assim tão passado e nos transforma por inerência numa espécie híbrida de prémio de consolação com genes de isco para possessivos e gananciosos.

Aprendi essa lição, e acho que até já falei nisso por estas bandas, quando me deixei embalar na canção da coitadinha que o meu ex até me batia e eu odeio-o e agora preciso imenso de colo e de amor para compensar e investi tempo e emoção à toa numa rapariga que acabaria, para meu espanto - era muito novinho na altura, por me trocar precisamente pelo tal bruto que a agredia e me deixou com um desgosto tão grande que levei algumas quarenta e oito horas a apaixonar-me outra vez.

Bom, não foram bem quarenta e oito horas porque logo nesse dia dramático uma amiga próxima foi generosa ao ponto de me acolher no seu regaço para evitar algum trauma que pudesse dar-me cabo do vigor, mas dá para perceberem que uma pessoa fica mesmo abalada com este tipo de experiência tão chocante quanto instrutiva acerca do modus operandi da maioria (enfatizo esta quantificação para não tomarem a coisa por uma generalização) das moças incapazes de deixarem cair o homem da sua vida enquanto não surge em cena o mais adequado para lhe tomar a posição.

 

Claro que a moral da história não implica que não tenha já incorrido na mesma asneira e não possa vir um dia a tropeçar de novo em cenário similar. Contudo, vestirei nesse caso a pele da vítima de um logro por parte de uma qualquer artista de variedades (por norma variam imenso também nos humores e nos namorados de substituição - uma espécie de assistência em viagem da paixão - que as rebocam emocionalmente até ao dia em que se sentem capazes de nadar de novo nas águas passadas onde supostamente quase estiveram para se afogar).

Nem todas as boas actrizes (e igualmente muita boas, às vezes) pisam um palco a sério e não faltam as que reservam esse talento para se travestirem em sessões privadas para o único imbecil disponível na platéia, sempre sob o olhar de esguelha do tal ex postiço que sempre arranja forma de espreitar a actuação às escondidas no camarote ou no ponto menos iluminado do balcão.

 

Sim, um gajo também acaba sempre por encontrar refúgio por entre os escombros de uma relação mal sucedida quando percebe que participou afinal de uma competição inquinada pela batota das negações por conveniência. Aliás, é essa a maior das portas pequenas por onde se sai de um filme assim.

 

Mas fiquem com a certeza de que nessas películas de segunda mais vale abandonar a sala antes mesmo de surgir na tela a palavra fim.

publicado por shark às 18:15 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Sábado, 27.11.10

OITAVO DIA

Hoje fui lá fazer uma perninha com mais uma das minhas visões catastrofistas.

publicado por shark às 13:43 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Sexta-feira, 26.11.10

GRAFITI LOVER

 

amote

Foto: Shark

 

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publicado por shark às 20:29 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)

O FALCÃO FERIDO

Gostava de saber como é que a ave magoada se iria sentir se eu fizesse copy/paste de um dos seus poemas e me servisse dele como legenda para uma foto sem identificar o respectivo autor...

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publicado por shark às 15:01 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Quinta-feira, 25.11.10

UM TRISTE NATAL LAMPIÃO...

...E um Jesus nas palhinhas chicoteado.

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publicado por shark às 01:07 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Quarta-feira, 24.11.10

HORIZONTES

 

paraiso dos cavalos

Foto: Shark

 

 

publicado por shark às 12:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Terça-feira, 23.11.10

OITAVO DIA

Hoje também ando por .

publicado por shark às 15:08 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

A POSTA QUE NÃO DURA

Uma das confusões mais frequentes que constato é a equiparação entre popularidade e capacidade. As pessoas julgam que uma coisa e outra estão inevitavelmente ligadas e associam-nas de forma leviana, o que se traduz, na essência, em reconhecimento imerecido para com quem apenas revela talento na arte da promoção de um só artigo que é o próprio.

 

A popularidade pode obter-se de diversas formas, sendo a menos frequente a do mérito e a mais popular (esta não foi sem querer) a do logro. Pode nascer a partir de uma simples coincidência (estar no sítio certo à hora adequada ou cruzar caminhos com o amigo certo a qualquer hora) ou de um investimento pessoal ou mesmo institucional (políticos, empresários...) na promoção de alguém que dá jeito catapultar para a ribalta, a versão oportunista que está também na base do método dos que não possuindo o mérito, o talento ou qualquer outro argumento são argutos e/ou vivaços o bastante para aproveitarem a tal confusão que acima citei e empoleirarem-se numa onda por si criada (a sós ou com o empurrão amigo de terceiros).

 

Não raras vezes a popularidade revela-se efémera, talvez pelos pés de barro da maioria mas seguramente também porque até aos candidatos à sucessão (os lugares de destaque não abundam) interessa desmascar embustes de ocasião logo que sentem chegada a sua hora.

É cruel, visto desta forma? Nem por isso, se considerarmos que existe uma forma de popularidade que perdura, que deixa o rasto do mérito que assiste a quem se provou acima da média em algum aspecto, em alguma área do interesse comum, e que muitas vezes quem mereceria não possui a sorte ou a perspicácia dos que se apoderam indevidamente desse estatuto que pode, nos aspectos corriqueiros da uma vida normal, fazer toda a diferença.

 

Por isso se esmeram, os penetras da moda, não por se transcenderem naquilo que têm para mostrar mas apenas por se conseguirem maquilhar à medida do que entendem ser do agrado generalizado e por rentabilizarem todos os meios ao seu alcance (mesmo os menos legítimos) no sentido de sustentarem essa condição.

 

Mas esquecem sempre que a popularidade pode ser forjada mas a capacidade não.

publicado por shark às 12:11 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Segunda-feira, 22.11.10

O CLIENTE QUE SE SEGUE

 

diferente

 

 

Agora que a Irlanda cedeu, é Portugal quem vai tornar-se no centro das atenções da rapinagem.

E serão nossos os calcanhares que o rolo compressor ameaçará pisar a seguir.

 

 

publicado por shark às 21:47 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Domingo, 21.11.10

OLHAR MARAFILHOSO

 

umolhar da marafilha

Foto: Shark

 

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publicado por shark às 19:19 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

O LÁPIS AZUL COM CHEIRO A ROSAS

Sempre que fecho os olhos a um princípio e faço algo que não gosto nada de fazer arrependo-me.

Comentar em blogues com caixas de comentários filtradas pela moderação é uma dessas excepções à regra que se revelam cada vez mais dispensáveis enquanto fonte de pequena perturbação interior.

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publicado por shark às 19:13 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

AQUI NÃO FAZEM FARINHA

Mais uma vez o Governo do Sócrates contribuiu para fomentar a crise, pelo menos num sector específico da economia nacional.

Acabou a cimeira da NATO, um evento tão propício ao negócio do ramo, e as autoridades não permitiram a comercialização de uma unica montra aos esperançados vidraceiros.

publicado por shark às 17:26 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Sábado, 20.11.10

BLACK & WHITE

 

a frota

Foto: Shark

 

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publicado por shark às 21:30 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

VÁ PARA O PÉNIS!

Dificilmente a frase que dá o título a esta posta provocaria o mesmo efeito que o Eduardo Pitta condensou aqui.

Claro que agora que tem força de lei, a expressão caralho sofreu um rude golpe no seu potencial ofensivo e terá perdido alguma da virilidade verbal que tanto a popularizou no nosso léxico.

Contudo, a decisão desempoeirada que um tribunal out of this world tomou acerca do desabafo do militar da GNR para com o (provavelmente) caralhinho da bélgica do seu superior constitui um precedente que quase nos faz renovar a esperança numa Justiça que tem tresandado a bafio.

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publicado por shark às 13:35 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

A POSTA VACINADA

É uma delícia para mim constatar que há males com remédio.

A doença, afinal, pode apenas fazer parte das possíveis sequelas de uma auto-medicação desastrada.

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publicado por shark às 01:47 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

CONFÚCIO DE BOLSO

Parece que custa a aprender que às vezes é mesmo preciso aprender à nossa custa.

publicado por shark às 01:41 | linque da posta | sou todo ouvidos

NÃO, NÃO ME FUI EMBORA

Mas quando as palavras me falham armo-me em cusco e dou uma vista de olhos pelo trabalho da "concorrência". É isso que tenho andado a fazer, quando calha.

 

Aprende-se imenso nos trabalhos da tal "concorrência". E é inteligente sabermos aproveitar as recomendações que nos fazem acerca dos melhores locais para exercitar a trollitada postal.

publicado por shark às 01:37 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)
Quarta-feira, 17.11.10

FIM DE FESTA

 

fim de festa

Foto: Shark

 

publicado por shark às 17:01 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA QUE NUNCA, OU MESMO DEPOIS

Palavras finais deixadas por dizer no caminho interrompido sem uma despedida sequer, agora sem sentido algum.

Quem de dois tira um com a certeza de que depois ainda sobra metade para completar um todo que restar viável entre as cinzas da desilusão.

A vida continua enquanto o coração não parar de bater, congelado, pela exposição ao frio que entra por todo o lado, pelas feridas abertas no interior (que a fachada está sempre um primor), apenas mais uma facada para encaixar com a dignidade possível, a aparência sofrível de um orgulho que se tenta preservar por detrás de uma história diferente para contar a quem afinal nem interessam os pormenores.

 

Palavras finais quando acabam os amores ou outro tipo de ligações daquelas que pressuponham emoções ainda que sejam fingidas, para que não fiquem defraudadas as ilusões criadas por quem arrisque apostar.

Quem de um tira dois com a ideia de que resolve com essa panaceia um problema que mal consegue identificar, mais fácil deixar cair tudo aquilo que não se compreenda, simplificar ao máximo uma vida que no mínimo é sobrevivida porque a realidade passa o tempo a fugir pelos atalhos da verdade que se quer encobrir e esse aspecto dificulta a secagem de um verniz que é quanto baste para se parecer feliz como um sorriso insistente, talvez, presumidamente, traduz.

 

Palavras finais no escuro, com falta de luz nos cantos onde jazem escondidos os tempos mal investidos ao longo de um caminho que termina de forma abrupta, arrumadas na prateleira das coisas esquecidas, a única maneira de as impedir de poderem um dia servir de peso na consciência, o preço da arrogância de quem se acredita capaz de moldar alguma espécie de paz que possa viabilizar uma nova tentativa frustrada à partida pela falta de vontade de mudar tudo aquilo que se possa revelar prejudicial no futuro que se impõe tal e qual o padrão pré-definido, com o final planeado por inerência na mais do que provável ausência de qualquer tipo de esforço ou de fé.

 

Palavras finais, deixadas por dizer até ao dia em que passou tempo demais para serem ditas com o efeito desejado, o preço a pagar ignorado porque a factura só chegará amanhã ou depois.

 

Quando apenas restar a palavra jamais.

publicado por shark às 14:50 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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