Sexta-feira, 29.10.10

DA PALAVRA AMANTE

Penso-te com cuidado, para não te desvirtuar, tão perfeita, nesse ou noutro lugar que não a minha cabeça que te pensa como uma peça frágil, de porcelana, para não te quebrar, tão intacta.

Toco-te de raspão, apenas com os dedos sensíveis da imaginação que te alberga, tão perfeita, nesse ou noutro tempo que não este sagrado momento em que me ocupas por completo, me cegas a tudo o resto, tão importante, a tua presença constante em mim que te penso com cuidado para jamais desperdiçar no meio de raciocínios levianos o milagre de te amar há tantos anos como os que tenho de percepção do que sou.

 

Mimo-te como posso, o pouco que dou em troca, nunca o bastante para merecer cada instante em que te ofereces ao pensamento e corres como o vento, veloz, da nascente até à foz onde desaguas, tão certa do caminho que te cumpre percorrer, em mim ou noutra cabeça que te acolha e se renda ao poder que cresce em ti, que jorra sobre os olhares interiores daqueles que tentam ser melhores quando te pensam com a delicadeza de quem afirma sem medos a certeza,a convicção, de que igualmente te mereceu, capaz de te amar tanto como eu.

Digo que sim ou digo que talvez, aquilo que se faz, aquilo que se fez, não conta no momento em que és minha, aí, nesse ou noutro lugar, na cabeça que tenta imaginar a forma que acredita melhor para te servir, que igualmente te dás a sentir, tão indefesa, por detrás dessa natureza indomável que escondes até ao momento de partir, tão volúvel, para o mundo que te descubra, com cuidado, para não te negligenciar com a ignorância que combates, tão feroz, desde a nascente até à foz onde te transformas numa imensidão que preenche por completo a imaginação que te receba, que te decifre e te perceba como tento, sem sucesso, quiçá, neste momento em que disponho da tua presença para o lograr.

 

Acredita que me esforço por te pensar tão perfeita como uma deusa, senhora da agonia e da tristeza, dona da alegria e da beleza, rainha do céu na boca que beijas ao sair quando por fim te deixo partir para o mundo, que não és minha, que te descubra o sentido que não quero, de todo, perdido ao longo do caminho que te cumpre, neste ou noutro tempo, percorrer.

 

Desde que te penso até ao momento sagrado de te escrever.

publicado por shark às 21:57 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

FLOWER POWER

rosa sépia
Foto: Shark

publicado por shark às 16:21 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

OS MENTIROLÓGICOS DO COSTUME

Ah, e tal, alerta amarelo para as zonas costeiras a norte e assim.

E um lisboeta sai para a rua confiante e desguarnecido e de repente abate-se um dilúvio puxado a vento que é para aprender...

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publicado por shark às 10:39 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Quinta-feira, 28.10.10

IRÃO, THE FINAL FRONTIER

Estava eu entretido a escrever a posta de hoje para o Oitavo Dia quando, numa associação de ideias típica de uma mente alucinada, me ocorreu que ao longo da História da Humanidade sempre existiram grandes nações, impérios, civilizações poderosas que acabaram por sucumbir às mãos de outros gigantes adormecidos que entretanto despontaram para lhes fazer a folha.

 

Este saber de experiência feito acabou sempre por incutir naqueles que algures no tempo dominaram o mundo um medo visceral do papão potencial capaz de destruir o seu poderio e virar mais uma página do livro nesta imensa sucessão de ciclos de ascensão e queda. Foi assim que depois de eliminado do mapa o III Reich os norte-americanos e seus aliados ocidentais centraram a sua atenção na ameaça soviética, dando origem a uma psicose colectiva que nos anos sessenta quase despoletou o derradeiro sururu, quando os vilões da maioria dos filmes do 007 se viram bloqueados na intenção de instalarem uns mísseis pela surra em território cubano.

Estaline e seus sucessores ocuparam durante décadas o imaginário de milhões na pele de maus da fita até finalmente cair um muro em Berlim que lhes denunciou a decadência enquanto potenciais invasores, enquanto eventuais destruidores dos que se instalaram no trono de maiores do nosso grande bairro.

 

A maior potência mundial, sem concorrência à altura, começou então a centrar a preocupação na emergente ameaça amarela que, pelo menos em quantidade, se desenhava a oriente como um candidato à sucessão (até estava a jeito, pois herdava o estigma soviético do regime comunista que, para um ocidental comum, constituía um perigo latente por inerência).

Porém, em vez de invadirem a Formosa (Taiwan, para a malta amiga), os chineses surpreenderam os americanos com um boom económico que os apanhou na pior altura, em plena crise, mas de imediato os tornou menos maus aos olhos dos de cá porque afinal até gostam de pilim e não desdenham um McMenu ou outras mordomias de gente endinheirada.

E ficaram de novo as potências ocidentais sem um adversário a quem pudessem confiar o estatuto de glutão malvado capaz de atacar sem aviso e por isso excelente enquanto pretexto para justificar colossais investimentos de índole militar que uns malucos capazes de se mandarem contra edifícios a bordo de aeronaves acabaram por assumir.

 

Contudo, e isto na perspectiva de quem precisa de alimentar o receio colectivo por uma data de razões, nomeadamente para inspirar a indústria cinematográfica, a ameaça terrorista pecava por escassa na percepção de quem historicamente se habituou a grandes e sangrentas batalhas contra poderosos (e por norma numerosos) exércitos. O terror islâmico acabaria por perder parte do glamour quando o estraga prazeres do politicamente correcto cingiu as hordas bárbaras de bombistas a uma ínfima parte do mundo muçulmano e a superprodução do choque de civilizações ficou reduzida a cenário dantesco fantasioso em guiões para películas de segunda categoria.

Hollywood, o sítio onde habitualmente se ilustram os medos ocidentais (a par com Washington), viu-se sem um inimigo em condições e redescobriu então a ameaça extraterrestre. Para além de vampiros, de cyborgs e de computadores maléficos que ganhavam vida própria, medonhas criaturas alienígenas com nomes impronunciáveis como Qtar Prokop ou similar passaram a corporizar os invasores capazes de darem a volta aos derradeiros bastiões de protecção do que também (ainda) é o nosso confortável e abastado modo de vida.

 

E foi nesse contexto que surgiu em cena um tal de Ahmadinejad.

publicado por shark às 10:33 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Quarta-feira, 27.10.10

EU GOSTO DE PESSOAS

num plano inclinado
Foto: Shark

publicado por shark às 14:44 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

E AGORA?

As negociações falharam, o Orçamento vai ser chumbado.

É agora que todas as sumidades que se pronunciam contra as medidas preconizadas, total ou parcialmente, têm que apresentar os seus orçamentos alternativos com os quais irão salvar a Nação de todas as crises e impedir que o FMI tome conta disto tudo outra vez.

 

Sou todo ouvidos.

publicado por shark às 14:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (16)
Terça-feira, 26.10.10

QUASE DÁ VONTADE DE VOTAR NELE...

Claro que estou a exagerar, mas tenho que vos confessar que não consigo esconder a minha alegria por uma parte específica do anúncio de recandidatura do senhor Presidente: a campanha de Sua Excelência não vai ter cartazes de rua, poupando uns trocos aos financiadores do costume e, acima de tudo, poupando-nos a todos à exposição forçada ao seu rosto em cada esquina.

 

Agora digam lá se isto não é um grandioso serviço prestado à Nação, hã?

 

(Olhando bem para os outros candidatos, não sei se este bom, louvável e nobre gesto não tem mesmo pernas para andar...)

publicado por shark às 22:07 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

DISTRACÇÕES

Agarrou-se com tamanho desespero às rotinas e ao discurso que usava no tempo em que ainda sabia o que era o amor que nem se apercebeu do dia em que perdeu a capacidade de o sentir.

publicado por shark às 11:11 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)
Segunda-feira, 25.10.10

BLOGOSFERA SUPERIOR

No meu modesto entender ISTO é sublime.

publicado por shark às 21:37 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

ENTARDECER

degrade
Foto: Shark

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publicado por shark às 20:12 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Sábado, 23.10.10

A PROPÓSITO DA POSTA ABAIXO...

Pronto, não acertei...

Mas o Zandinga também não acertou sempre e não foi por isso que deixou de ter uma excelente carreira no ramo da adivinhação...

publicado por shark às 17:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

CDS-PP VAI ABSTER-SE E APROVAR O ORÇAMENTO

Hoje ao meio-dia o CDS-PP vai anunciar a sua posição oficial acerca do Orçamento.

E este vosso zandinga com barbatana, que de política não percebe mesmo nada, entendeu apostar num cenário que ninguém parece ter considerado como hipótese:

Paulo Portas, essa raposa da política, vai tirar o tapete a Passos Coelho recebendo em troca a satisfação da sua única exigência premente, a revisão dos números relativos à sua querida lavoura.

Acredito, neste sofá de analista amador, que o PP (de Paulo Portas ou de Partido Popular, vai dar ao mesmo) já percebeu que votar contra o Orçamento esvaziará a iniciativa do partido na matéria, colando-o às posições já definidas pelos partidos mais à esquerda e, pior ainda, roubando-lhe uma oportunidade de ouro para assumir o protagonismo mediático e ao mesmo tempo abrindo caminho para um governo de coligação quando chegar a hora de o eleitorado ter hipótese de ajustar contas.

 

Eu sei que estou a apostar no cavalo errado, ou pelo menos naquele que menos apostas reúne, e por isso ficará aqui publicado mais um embaraço meu que só ajuda a consolidar a humildade de que tanto necessito para me tornar numa pessoa melhor. Porém, se percebo alguma coisa de pessoas acredito que Portas já terá equacionado as opções que lhe restam e avaliado os prós e os contras de cada uma delas. E se o PP anunciar hoje que viabilizará o Orçamento (depois da chamada proverbial para Teixeira dos Santos garantindo-lhe o papel de Messias da lavoura em troca dessa rasteira capaz de deixar Passos Coelho a falar sozinho e sem capacidade negocial para qualquer tipo de exigência).

A coisa ainda piora se tivermos em conta a noção de que numa primeira fase, mais espontânea, ficou no ar a ideia de que Passos Coelho preferiria a ruptura inerente ao voto contra o Orçamento que mais parece o anúncio do Juízo Final.

 

Assim sendo, vejo na minha bola de cristal uma surpresa. E se acertar, não terei muitos consagrados a partilhar essa pequena glória...

(E se falhar deixo claro o quanto nem o Paulo Portas consegue ter a visão requerida a um líder de oposição para merecer um cargo governativo).

publicado por shark às 10:45 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

MADRUGADA

A luz distante, suave, de um candeeiro lá fora deste mundo criado a dois, tu perdida num paraíso e eu vou ter contigo depois, como um farol a luz que te faz brilhar mesmo no centro desse olhar que me dedicas, lá fora, uma luz, tão perto agora que me beijas com a paixão divina, e eu sou teu e tu és minha, os teus olhos fechados para que nada possa distrair-te a emoção, perdida num paraíso sem a orientação da luz que persigo porque te desenha na penumbra o contorno que me deslumbra, a sonhar acordado o momento partilhado que ninguém mais poderá reclamar, só tu e só eu, perdido no céu, na tua boca, a beijar, orientado apenas pela luz no teu olhar por entre pálpebras semicerradas, as persianas quase fechadas mas a luz distante consegue entrar, reflectida no teu olhar brilhante e na pele que me entregas aos lábios e às mãos, ao corpo inteiro que sou, tudo aquilo que tiro, tudo aquilo que dou, e a luz lá fora a apagar para finalmente dar lugar ao sol que já está a nascer enquanto te encostas ao meu peito e te sinto adormecer.

publicado por shark às 00:27 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Sexta-feira, 22.10.10

O RATO QUE PERDEU A CORRIDA

o rato que perdeu a corrida
Foto: Shark

publicado por shark às 20:53 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

OITAVO DIA

Hoje fui lá dar mais um tirinho. Ou dois.

publicado por shark às 20:48 | linque da posta | sou todo ouvidos
Quinta-feira, 21.10.10

E PRONTO...

Depois de uma época cheia de glórias e conquistas (ok, foi só uma mas nós lampiões não somos ingratos, nem pobres a pedir, enfim...), as coisas voltaram à normalidade: todas as equipas portuguesas presentes nas competições europeias ganharam menos a minha.

E com o FCP (outra vez) a jogar noutro campeonato, com o Braga titubeante mas capaz de dar a volta mesmo a tempo de nos lixar mais três pontitos na segunda e com o Sporting a dar chapa cinco, revelando estofo para recuperar do mau início de época, voltam os dias da tremideira de cada vez que jogamos com o Paços de Ferreira. Ou equivalente.

 

É muito difícil ser português nos tempos que correm, com a crise a acentuar-se e a careca dos números a vermelho a destapar-se com inegáveis reflexos na nossa capacidade de honrar compromissos no final de cada mês.

Mas é muito mais difícil acumular a actual desdita de ser portuga com a de ser benfiquista.

Senão reparem: uma das dificuldades de ser português é olharmos para o estado actual da Nação e tentarmos rever nisto o mesmo país que, noutra vida, noutro planeta, noutra dimensão, avançou para os Descobrimentos. Mas isso das caravelas já foi há bué, enquanto que a glória do ésseélebê durou imaculada até há pouco mais de duas décadas (mais ou menos até aparecer o Messias nortenho que tem conseguido dar mais porrada no Benfica do que El-Rei D. Sebastião levou em Alcácer-Quibir).

Quer isto dizer que lampiões como eu, que ainda viram jogar o Eusébio e o Chalana e o Zé Henrique, caíram do céu para verem jogar o Kleber e o Gaitan e o Roberto. E piores ainda, se recuarmos uns anitos ao tempo em que um escocês chamado Souness recrutava tudo quanto era velha glória britânica de segunda categoria para nos fazer humilhar em goleadas impensáveis perante adversários mixurucos.

 

A dor, esta dor na alma lampiona que nos dilacera perante jogos como o último, reside no facto de o tempo do Glorioso nos soar como tendo sido ontem. Não foi. Passei metade da minha vida a gozar os adeptos leoninos e portistas e a esfregar-lhes estatísticas demolidoras nos cachecóis e bandeiras. E tenho vivido a segunda metade a engolir enxovalhos, atenuada aqui e além com um troféu qualquer de segunda categoria ou um título arrancado a ferros para no ano seguinte ter início mais uma hecatombe benfiquista, um hecatombo nas legítimas expectativas de qualquer adepto encarnado que é um adepto mal habituado, a vencer quase tudo quanto pisava o Inferno da Luz que em má hora demoliram e só deu para o torto a sério quando a mulher de um dos Presidentes do clube decidiu lá instalar uma capela...

 

E eu tenho, eu preciso de desabafar este duplo desgosto de ver desabar em simultâneo a Pátria que descobriu o Brasil (e por isso é a verdadeira responsável pelo talento que os nossos irmãos brasucas têm para jogar a bola, se quisermos ir ao âmago da questão) e o Benfica que é (cada vez mais) uma nação demasiado parecida com a nossa.

É injusto, terem-nos incutido na escola (antes do 25 de Abril, ainda as galinhas eram quase dinossauros) uma Pátria feita de nomes como D. Nuno Álvares Pereira, Infante D. Henrique, Vasco da Gama e até, para esticar a coisa até ser quase contemporânea do Regime, Gago Coutinho, e cantado as proezas futebolísticas do Águas (o Zé, não o Rui), do Coluna, do Zé Torres e outros assim para nos tornarem arrogantes ao ponto de deixarmos de encarar um segundo lugar em qualquer classificação como algo de aceitável.

É quase cruel, nesta sofrida pele que vestimos, nós os seis milhões e picos de benfiquistas que ontem pudemos assistir a mais uma prestação medíocre por parte do nosso plantel de segundas escolhas (com um ou dois virtuosos agarrados pelos cabelos, a um custo incomportável, para disfarçar a pobreza franciscana).

 

Estou, como qualquer lampião, desanimado com esta montanha russa esquisita onde as subidas ao céu são fugazes, mal tocam as nuvens (sim, só nos basta o título de campeões do mundo e arredores) e raramente acontecem e depois as descidas são a pique e levam-nos em pânico ao inferno das derrotas, das desilusões, dos pró ano é que é à sportinguista.

O problema é que não tivemos décadas a fio para nos adaptarmos aos novos tempos, como os lagartos cujas glórias a sério remontam ao tempo dos cinco violinos, quando ainda mal a música tinha sido inventada, e por isso puderam descobrir a paciência do chinês que os manteve numa suave resignação até começarem as bancadas quase vazias e as cenas de porrada nos balneários e nas assembleias gerais que lhes denunciam a crescente falta de pachorra para serem os bo(m)bos da festa.

E o outro problema é existir um Pinto da Costa que conduziu o seu clube a um patamar invejável (sim, estou roído disso) e que de pouco consolo nos vale enquanto figura sinistra que manipula as marionetas da arbitragem.

 

A gaita é que também jogamos lá fora e aí já só com uma boa dose de teoria da conspiração conseguimos descobrir o dedo do Grande Satã tripeiro por detrás das roubalheiras de que, afinal, quem nos dá festivais de bola como o de ontem até nem precisa...

publicado por shark às 22:43 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)

IMPLOSÕES

Como um barril de pólvora, num canto escuro de um armazém qualquer, parado a observar o seu próprio rastilho a queimar a um ritmo incerto, sem conseguir avançar com uma estimativa para o momento de explodir, sozinho naquele depósito de munições à espera de respostas, de soluções, para os problemas que o consumiam naquele rastilho em sentido figurado a queimar e quem aparecia fingindo soprar apenas ateava a chama e assim antecipava a conclusão do processo inexorável, a explosão inevitável que haveria, talvez hoje, talvez num outro dia, de oferecer todas as respostas por omissão das perguntas que aquele barril de pólvora, isolado num canto do paiol, se colocava, pouco iluminado através das frinchas pelo sol poente, parado a observar o seu próprio rastilho a queimar, conformado, desistente.

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publicado por shark às 11:50 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

ESTADOS DE ESPÍRITO

defesa costeira
Foto: Shark

publicado por shark às 01:29 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Quarta-feira, 20.10.10

A POSTA QUE NÃO SOU O ÚNICO A PENSAR ASSIM

Dizia-me o fulano, e presumo que com muita razão, que há mais gente interessada nos resultados do Benfica do que no desfecho do Orçamento que o tabu laranja arrastou nas primeiras páginas dos jornais até à exaustão.

 

E eu, perante a situação complicada que todos estamos a enfrentar e porque sei definir as minhas prioridades, devo dizer o que custa ouvir mas as pessoas têm que aprender a centrar a atenção no que interessa para que certas coisas não se repitam e consigamos ultrapassar a fase delicada e abrandar a preocupação no futuro:

Fiquei muito indignado por termos vendido o Di Maria ao Real Madrid.

 

publicado por shark às 11:06 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)
Domingo, 17.10.10

BLACK & WHITE

como sombras
Foto: Shark

publicado por shark às 22:19 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

POR MUITO QUE ME DOA...

O Governo bem tentou adiar tanto quanto possível a divulgação do orçamento em versão completa mais para perto do fim-de-semana, a ver se a malta não ligava muito à cena.

O galo é que acabou a operação de salvamento dos mineiros chilenos antes do previsto e não acontece uma calamidade qualquer (do tipo o Benfica ser eliminado da Taça de Portugal ou assim uma tragédia dessas) para desviar as atenções do que agora os peritos dissecam: o cadáver do Portugal próspero na aparência comprada em ALD ou Leasing...

publicado por shark às 17:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)
Sábado, 16.10.10

EU GOSTO DE PESSOAS

família marroquina
Foto: Shark

publicado por shark às 14:28 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sexta-feira, 15.10.10

E QUASE SEM A PESSOA DAR POR ISSO...

...A sexta-feira chegou!

publicado por shark às 11:55 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Quinta-feira, 14.10.10

SÃO MOITAS, SENHOR, SÃO MOITAS

Via Bitaites tomei conhecimento de um importante acto de contrição por parte de um dos mais radicais e alucinados comentadores televisivos em matéria de blogosfera. O Moita Flores que via na blogosfera um meio de comunicação de terroristas e assumiu perante câmaras de televisão as suas visões paranóicas deste fenómeno que visto de fora pode intimidar (sobretudo políticos em início de carreira), esse mesmo, acaba de acertar na testa da coerência com um Projéctil todo modernaço e tudo (sem cê).

 

 

E para homenagear este nosso novo colega, esta ovelha tresmalhada que ou encontrou o caminho para a luz ou está a trabalhar undercover para o SIS na investigação de alguma célula da Al-Qaeda, este arrependido virtual, nada melhor do que lincar com insistência aquele que poderá tornar-se no Pacheco Pereira for dummies da blogosfera (até tem caixa de comentários aberta para não nos obrigar a postar para podermos dizer mal dele).

É caso para citar o povo quando diz que só os burros não mudam de opinião. E mesmo entre eles consegue-se sempre encontrar uma honrosa excepção, acrescento eu.

 

Podem então apontar para AQUI e descobrirem como a blogosfera tem o imenso poder de os converter à causa (daí ao fabrico artesanal de engenhos explosivos que se possam enviar por email é um passinho...). Só é preciso um nadinha de paciência e não, não é paciência para os converter.

É mesmo para os conseguirmos aturar depois.

publicado por shark às 14:04 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)

EU GOSTO DE AVIÕES

sob o olhar divino
Foto: Shark

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publicado por shark às 00:08 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (17)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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