Sexta-feira, 30.07.10

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

vermelho postal
Foto: Shark

publicado por shark às 16:19 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Quarta-feira, 28.07.10

A POSTA QUE NEM O PORTAS IRIA TÃO LONGE

Sempre que desleixo a minha costela esquerdalha e começo a resvalar para o discurso do fim das ideologias, das diferenças entre Esquerda e Direita, aparece um facto que me desperta para a realidade da coisa.

 

A ideia peregrina de eliminar da Constituição a expressão justa causa, substituindo-a por uma outra mais ambígua para facilitar a vida ao patronato quando entende despedir pessoas constitui, para além de um insulto a quem lutou por coisas tão garantidas hoje como o direito a férias e outros do género que dantes não existiam como dados adquiridos, uma clara marcação de território por parte do novo menino de ouro do PSD e, provavelmente, o prenúncio de mais uma desilusão laranja em matéria de liderança.

Aliás, basta ter em conta o milagre de Passos Coelho ser o primeiro líder social-democrata a conseguir a proeza de fazer Alberto João Jardim soar comuna nas suas intervenções a propósito deste assunto tão melindroso quanto esclarecedor.

 

No fundo, o PSD acaba de assumir o que espera os portugueses se alinharem na sanha persecutória à única opção de poder que, boa ou má, nos resta. Não há como escamotear essa verdade incómoda: se nas próximas eleições vier a confirmar-se a substituição da praxe nesta alternância democrática à americana os menos abastados têm uma vida dura pela frente. Basta antevermos o que resultaria de uma maioria absoluta laranja, sobretudo se a soma dos deputados do PSD com os do CDS/PP permitisse os dois terços necessários para as revisões constitucionais.

Não há forma de dourar a pílula: a Direita quer aproveitar a boleia da crise para retroceder umas décadas no tempo e legalizar os excessos que o papão do desemprego suscita, sob o falso pretexto de atrair o investimento estrangeiro com a flexibilidade dos despedimentos associada aos salários made in China.

E isto, boa gente, é a Direita em todo o seu esplendor.

 

Assim sendo, mesmo no meu confortável estatuto de quem não depende de patrões, nada mais me resta do que regressar à minha posição canhota (também) nisto da política e radicalizar o discurso na proporção da ameaça que este novo PSD traduz para os valores que me são gratos e intocáveis.

 

Ou a malta acorda para a dura realidade ou não tarda temos de volta os dias em que ser trabalhador por conta de outrem quase equivale a ser refém de quem possui o dinheiro e o poder para decidir quem tem direito a um salário digno e a condições de trabalho decentes.

E sabemos bem, os que não perderam a memória, ao que essa força sem mecanismos de controlo ou travões legislativos equivale em matéria de abusos por parte de quem a possua.

publicado por shark às 11:45 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

O FORAGIDO DO COSTUME

Nunca mais conseguem prender aquele bandido do Sócrates, por mais crimes de que o acusem.

E uma pessoa fica sem saber se a culpa é da brandura dos juízes que labutam nos tribunais ou dos que trabalham nas redacções dos jornais.

publicado por shark às 11:22 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)
Segunda-feira, 26.07.10

...ACONTECER

Grita a tua dor, grita o teu amor, agita o teu interior numa imparável revolução que alastre ao teu coração e o liberte da tensão e o desperte para uma emoção genuína, grita a vontade libertina agachada numa cela criada pelo teu temor de sentires a rejeição dos que atinam com a supressão daquilo que lhes pertence e amocham sob o domínio de tudo e todos em seu redor, a gigantesca multidão como um rolo compressor que esmaga a ambição e destrói aos poucos a capacidade de decisão que sabes possuir e por isso deves gritar para que te ouçam e fiquem a conhecer aquilo que estão a perder na sua letargia de seguidores de um modelo comprovadamente infeliz.

 

Ignora aquilo que se diz por aí, o eco da voz do dono, abafa com os teus gritos de revolta o som do sono que tenta adormecer a tua vontade de lutar contra tudo o que te pode privar da felicidade impossível sem a liberdade de gritar o que a alma te sussurra durante os sonhos que aceitas impossíveis de concretizar até ao dia em que decides transformar a voz numa arma e gritar à beira de uma falésia a tua verdade sem grilhões e libertar as emoções do jugo fascista que a maioria impõe.

 

Grita até doer. E depois trata de fazer...

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publicado por shark às 18:02 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

a partir
Foto: Shark

publicado por shark às 00:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Domingo, 25.07.10

TRAGÉDIA ALEMÃ NO LOVE PARADE

Afinal estas coisas não acontecem só em países do Terceiro Mundo...

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publicado por shark às 18:15 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA QUE ATÉ PERCEBO UM NADINHA DA COISA

No fundo, o que distingue as pessoas que amamos e supostamente nos amam (ou simplesmente gostam de nós) das restantes?

Entre muitas outras coisas distingue-as o facto de se preocuparem connosco, de sentirem a nossa falta, de nunca descuidarem as atenções que sabem importantes, mesmo quando isso nem encaixa de todo na sua forma de lidarem com outras pessoas que amam (ou simplesmente gostam).

Parece pouco relevante, eu sei, mas como se manifesta um amor ou uma amizade senão nas coisas, nos detalhes, que distinguem essas emoções de outras menos importantes?

 

Sou provavelmente das pessoas menos habilitadas a ensinarem seja o que for a alguém em matéria de relações humanas. O meu currículo social fala por si e não me deixa margem para devaneios.

Todavia, e como qualquer calhordas em qualquer área, aprendi uma ou duas coisitas acerca de mim e dos outros ao longo do tempo em que os meus cabelos entenderam mudar de cor.

Essa é a autoridade que me confiro quando discurso acerca do que respeita à interacção entre pessoas. Tal como sabemos que até escrevo bem e nem por isso sou flor que se cheire para a maioria, é legítimo presumir que mesmo sendo um tipo sem jeito para, por exemplo, relações amorosas, posso ter umas luzes acerca de um aspecto ou outro.

 

A luz que me guia pelo amor é a que ilumina alguns dogmas a que me agarro para perceber o mínimo acerca do assunto. E desses dogmas fazem parte os que obrigam as poucas (raras) pessoas a quem me entrego a respeitarem essas regrazinhas mixurucas que imponho apenas a quem achar que vale a pena tolerá-las no balanço final da relação.

Dessas regras destaco nesta ocasião a necessidade de exibir nas pequenas coisas essa enorme felicidade que é o amor que se sente ou se dá. Como enfatizo a superior capacidade de perdoar momentos infelizes ou de saber dar o braço a torcer quando metemos os pés pelas mãos.

Pequenos luxos a que não podemos dar-nos quando os outros não nos são próximos e se estão nas tintas para as mariquices e peculiaridades da nossa personalidade mais ou menos conturbada.

 

Quando numa relação alguém entende ignorar pressupostos cujo desrespeito sabe colidir de forma frontal com quem os abraça, esse alguém não pode de todo afirmar-se interessado em preservar a ligação em causa. É mais do que evidente que os focos de tensão acabam por proliferar ao ponto de a relação deixar de ser saudável e de as emoções acabarem por constituir um presente envenenado que de pouco ou nada serve, excepto para tornar ainda mais dolorosos os momentos de conflito.

É nessa altura que uma relação de qualquer tipo deixa de fazer sentido para quem nela participe, precisamente por tornar-se mais e mais distante e menos, cada vez menos, harmoniosa.

 

Ao longo de uma vida tive a sorte de conhecer muitos amores e a desdita de sofrer a sua perda. Sobrevivi, mais ou menos disponível, mais ou menos confiante, mais ou menos qualquer coisa que um amor sempre acaba por somar ou subtrair. E nunca, milagre, passei um dia sem alguém afirmar por mim a sua amizade, o seu desejo ou a sua paixão, e o milagre reside no facto de isso acontecer com um gajo maioritariamente tido (se quisermos ser rigorosos nisto das estatísticas) como difícil de aturar e incapaz de merecer grandes sacrifícios pessoais para preservar na qualidade de amigo ou de amante.

 

A vida é assim, injusta para algumas e alguns que se acham superiores a mim nessas artes da amizade e do amor mas não têm a sorte de poderem afirmar o que acima afirmei, com a arrogância justificada de quem se assume igualmente confrontado com a tal estatística que não esconde os fracassos como não oculta os méritos quando comparamos os resultados práticos de cada uma das abordagens que, afinal, não são boas nem más e apenas variam de pessoa para pessoa.

 

O problema consiste apenas naquela história das metades da maçã. E algumas não encaixam por mais que se tentem limar as arestas...

publicado por shark às 17:10 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Sábado, 24.07.10

O SHARK REGRESSOU, O SHARK REGRESSOU!

o shark voltou
Foto: Shark

publicado por shark às 17:58 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)

CSI TORRES VEDRAS

A confirmarem-se as piores perspectivas, só nas melhores séries policiais norte-americanas encontramos aberrações assim.

publicado por shark às 14:27 | linque da posta | sou todo ouvidos

ESTADOS DE ESPÍRITO

ao luar
Foto/Imagem: Shark

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publicado por shark às 13:42 | linque da posta | sou todo ouvidos

AOS POUCOS...

...Vão regressando as saudades de botar aqui umas larachas e outros raciocínios profundos dos meus.

É curioso como quanto mais este blogue se afunda nos contadores mais eu sinto aquele apelo blogueiro dos primeiros dias.

 

Sim, acho que preciso de um fresh start aqui também.

Vamos então amadurecer (mais) esta ideia tão luminosa.

publicado por shark às 11:27 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)
Domingo, 18.07.10

TÁ A ANDAR DE MOTA

É impressão minha ou a concentração de motards em Faro já conquistou o mesmo estatuto das comemorações do ano novo em Sidney para os noticiários das televisões?

publicado por shark às 20:38 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Segunda-feira, 12.07.10

EU GOSTO DE ANIMAIS

outro gato por detrás
Foto: Shark

publicado por shark às 21:17 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (15)
Sexta-feira, 09.07.10

ECLIPSE TOTAL

É raro, mas de vez em quando a marafilha lá me consegue arrastar para uma sala de cinema (mais de um conto e duzentos por pessoa, mais pipocas e cola, toma lá para abrires a pestana).

E assim, somando-lhe a fase dvd da questão, lá venho tomando contacto com pérolas como o À Procura de Nemo, a saga Rei Leão, o Kenai e Koda e afins.

Claro que o tempo não abranda e de repente dei comigo a comprar bilhetes (mais de um conto e duzentos, pá, seis euros e picos, é puxado...) para um filme do tempo dela que já deixou de ser o do Mogli, da Pocahontas e similares.

Regressei, pois, a uma sala do Vasco da Gama para assistir ao derradeiro componente de uma trilogia (sempre um risco elevado).

Eclipse, nem mais.

 

Ultrapassado o choque de perceber a marafilha mais interessada nos contornos depilados dos esculturais lobisomens da história (o tempo dos monstros peludos já lá vai e os lobos maus deram em lobinhos bons) do que nas florinhas e nos passarinhos, lá me prestei a ver a coisa e assim livrar a vizinhança de um ronco tipo casa das máquinas.

Claro que não vos vou contar o enredo (embora talvez até fosse um favor que vos fazia), mas posso adiantar que a coisa até mete os tais lobos que afinal (ouvi dizer) nem são maus de todo e os capuchinhos são vampiros capazes de expandirem a depilação da matilha de mutantes até ao osso.

Também há humanos na história, mas na maioria servem de figurantes na refeição da vampiragem. E há uma moça, protagonista e tudo, que é humana mas com apetência latente por uns leucócitos e umas plaquetas aqui e além.

A moça, coitada, de representação não percebe nada. Mas é girita, politicamente correcta (virgem apesar de já ter carta de condução, coisa de filmes...) e anda ali na película toda dividida entre um lobisomem com pouco pelo e um vampiro com pouco agasalho.

 

Aliás, a cena mais intensa (chamemos-lhe assim, prá pala Lauro António ou Mário Augusto) acontece precisamente no pico da disputa entre o tipo desalmado e o rival tosquiado que lhe cobiça a piquena.

A sério, depois de os ver rosnarem um ao outro (literalmente, no caso do lobito) com a moça a fazer de bola de pingue-pongue (mas com menor intensidade dramática) ao longo de boa parte do filme é quase pungente um momento em que o trio se reúne numa tenda, a moça tirita de frio, o lobisomem em tronco nú pretende valer-lhe com a sua dimensão vulcânica e o outro, coitado, tem que ceder ao superior interesse da garina e deixa o outro enroscá-la em si dentro do saco cama por não poder cumprir ele próprio a função (parece que são frescos, os vampiros, apesar de no caso em apreço serem mais peludos no peito do que os lobisomens).

O diálogo entre ambos, do outro mundo, enquanto a jovem dorme no peito do menino lobão, quase, mas quase nos dá vontade de ver interrompida a palestra com um prolongado beijo na boca entre os dois machos alfa tão ternos um para o outro ao ponto de quase ignorarem a presença da virgem pseudo assanhada mas tão capaz de partir a mão com um murro para punir um beijo como de insistir com o totó do chupador de sangue para lhe tratar do assunto mesmo antes de consumado o matrimónio que ele(!) tenta impor como condição essencial para se alambazar com a fruta.

 

Bom, e pouco mais vos posso dizer acerca deste eclipse (só pode ser, e dos prolongados, dada a facilidade com que os vampiros andavam à trolha em plena luz do dia) cheio de dentadas e de louça partida (só vendo o filme percebem esta...).

Se precisarem de um entretenimento familiar sem esforço intelectual estão ali tão bem como em qualquer outro lugar.

 

Ah, mas tentem apanhar lugares nas filas mais distantes da tela.

A barulheira lá à frente não nos permite... meditar acerca das profundas (caninos compridos é no que dá) questões levantadas nesta jovem película.

publicado por shark às 01:27 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (17)
Quarta-feira, 07.07.10

É UMA LIMPEZA

Por mais tempo que se deixem as palavras abandonadas numa folha de papel ou num computador elas nunca ganham pó.

publicado por shark às 12:19 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (14)
Terça-feira, 06.07.10

FLOWER POWER

flor estas
Foto: Shark

publicado por shark às 23:41 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Segunda-feira, 05.07.10

A POSTA NO HOUDINI

Sempre que percebo (ou me dizem frontalmente) que não têm paciência para mim a reacção é simples e instintiva.

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publicado por shark às 18:32 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (19)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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