Quarta-feira, 30.06.10

O ALJUBARRETE

Imaginemos que ao D. Nuno Álvares Pereira tinha dado para em vez de rezar e depois fazer ele próprio o milagre com uma estratégia brilhante lhe dava para retirar do campo de batalha os seus mais briosos atacantes e alterado o plano ganhador, desmoralizando as suas tropas ao ponto de serem esmagadas como seria de prever.

Ou então, e para não elevarmos a fasquia a um ponto tão radical (proporcional ao desgosto que nos dão), imaginemos antes uma empresa na qual o chefe decide mandar para o desemprego precisamente o funcionário que mais rendimento e empenho exibe ao ponto de arrastar os colegas de trabalho nessa dinâmica ganhadora.

No futebol, um exemplo similar deu ontem o seleccionador nacional.

 

Perdemos e estamos todos com uma grande telha. Não apenas porque perdemos o jogo que podíamos ganhar nas calmas com o mesmo onze e a mesma disposição com que esmagámos os norte-coreanos, mas porque é nosso o maior fiasco do Mundial da África do Sul. Dá pelo nome de Cristiano Ronaldo e da sua participação no mesmo palco onde Messi, Villa e outros brilham fica a memória de bolas ao poste e de talvez o golo mais caricato e trapalhão do importante evento desportivo.

 

E fica também a ideia de que as vitórias (e as derrotas) constroem-se mais no balneário do que no relvado.

publicado por shark às 11:18 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (17)
Sábado, 26.06.10

NÃO GANHAMOS AO BRASIL...

...E quem se flixou foram os espanhóis.

Tags:
publicado por shark às 10:10 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (22)
Segunda-feira, 21.06.10

E O QUE DIZER...

...Do Presidente da República de um país que se balda ao funeral do único Prémio Nobel da sua História?

(Não vale chamar nomes muito feios porque o cargo merece respeito e este blogue é comedido na linguagem. Mas podem pensar nos piores que vos ocorram...)

publicado por shark às 21:00 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (55)
Sexta-feira, 18.06.10

TUDO NUMA NET, PERTO DE SI

Os que procuram o conforto da integração num grupo qualquer.

Os que exibem a ingenuidade infantil dos sonhadores.

Os que abraçam a missão como algo de determinante e outros antes pelo contrário.

Os que actuam com a frieza e o pragmatismo dos distantes.

Os que se refugiam no silêncio.

Os que buscam desesperadamente comunicação.

Os que mandam.

Os que deixam.

Os que pensam pequeno.

Os que alardeiam enorme.

Os que desenvolvem afectos a partir do nada.

Os que em nada encontram emoção.

Os que desbaratam.

Os que aforram.

Os que treinam a ganância.

Os que fogem ao confronto.

Os que o promovem.

Os que sim.

Os que não.

 

Muitos talvez.

publicado por shark às 12:12 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (13)
Quinta-feira, 17.06.10

EU GOSTO DE PESSOAS

de molho
Foto: Shark

publicado por shark às 19:28 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)
Quarta-feira, 16.06.10

O PROGRAMA SEGUE DENTRO DE MOMENTOS (2)

Continuo sem vontade ou inspiração.

Nada a fazer...

 

Obrigado a quem ainda por aqui passa para ver se há novidades.

publicado por shark às 22:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (15)
Domingo, 13.06.10

O PROGRAMA SEGUE DENTRO DE MOMENTOS

Sim, ando um nadinha arredio.

Mas quem me acompanha há uns tempos sabe que quando tenho menos visitas por dia do que gente que mora no mesmo edifício que eu inclino-me logo para o jornal de parede do condomínio...

 

(ah, e está a acontecer um Mundial de Futebol)

publicado por shark às 19:21 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (26)
Quinta-feira, 10.06.10

LOOK UP!

tom diferente
Foto: Shark

Tags:
publicado por shark às 18:28 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

CONTAS COMPLICADAS

Se fizermos as contas nunca são muitas as pessoas que ao longo de uma vida nos amam ou são amadas por nós. Claro que depende de muitos factores, alguns tão aleatórios como o simples acaso de cruzarmos caminhos com este alguém e não com outra pessoa qualquer.

Sorte ou azar. É essa a primeira opção com que a existência nos confronta, sem nos dar muito a escolher.

A sorte de encontrarmos pessoas que nos amam e são amadas por nós.

Ou não.

 

São poucas, nem façam as contas para não desanimarem e para não chorarem os que ficaram por viver, os amores que nem chegaram a acontecer ou aqueles que deixamos extinguir de forma leviana, são mesmo poucas as pessoas que esbarram connosco e descobrem em nós algo de diferente, de especial.

É que a janela de oportunidade começa tarde e para a maioria acaba cedo demais ou nem chega a abrir-se de par em par. É assim que muita gente acaba por se instalar numa relação morna mas duradoura ou opta pela solidão. É o azar de aparecer sempre a pessoa errada ou nem chegar a surgir alguém digno de nos merecer o amor que queremos oferecer e receber em troca.

São poucas as pessoas capazes de nos acelerarem o coração, de nos prenderem a atenção como focos de luz no meio de uma madrugada sem luar.

 

Contudo, as pessoas, todos nós, acabam por não agarrar as oportunidades que surgem. Deixamo-las escapar por entre os dedos no meio do fino pó de um capricho ou de uma birra qualquer, como se não fizesse falta um amor quando é possível substituí-lo, em teoria, por imensas e excitantes presenças que só trazem o que uma relação oferece de melhor. Tudo menos o amor, claro, mas esse já o assumimos dispensável quando dele abdicamos por não querermos ou não sabermos como lutar.

Ou apenas porque desaprendemos de amar, também é capaz...

 

E nem quando fazemos as tais contas percebemos a dimensão da falta que essa emoção nos faz.

publicado por shark às 16:55 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)
Terça-feira, 08.06.10

ENDOCULTURAÇÃO FINANCEIRA

Os húngaros também já estão a ver-se gregos.

publicado por shark às 18:35 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Segunda-feira, 07.06.10

A POSTA QUE SEI MESMO

Eu sei o que é o amor.

Ou melhor, acredito nesse pressuposto com a mesma intensidade que outras pessoas dedicam à Fé.

 

Claro que não nasci ensinado e os pais nunca têm muito tempo ou jeito para nos explicar esse mistério da vida, pelo que lá fui percorrendo os caminhos ou os calvários que fazem parte do doloroso processo de aprendizagem que envolve tanta ruptura e subsequente desilusão.

É que os outros, no meu caso concreto as outras, também não nascem ensinados e nos primeiros tempos da paixão pode aplicar-se a velha máxima de que quando a pessoa não sabe dançar até parece que a pista está torta.

Esta fase, que julgamos sempre ultrapassada no final da tempestuosa adolescência, pode ser a responsável por tudo o que sabemos (ou não) acerca do amor. Mas também pode não fazer a mínima diferença.

E depois andamos, adultos, de volta das cábulas para não metermos o pé na argola outra vez.

 

Mas nem é o caso, o meu.

Eu sei o que é o amor.

Sei como o sinto, sei como o anseio, sei como o abraço como a única coisa digna de ser vivida ao longo do tempo que o acaso me oferecer.

Até acredito que sei como é isso do amor nos outros (nas outras, que eu sou muito cioso das minhas preferências), que o identifico no carinho de um gesto ou na luminosidade de um olhar.

São manias, bem sei, mas os outros acreditam no Divino e eu não me ralo nada com isso.

O amor não é visível, por ser um conceito abstracto, senão nas suas manifestações.

O que se faz e o que se deixa por fazer. O que se diz e o que se faz. O que se revela de empenho, de vontade, de necessidade, de resistência.

É esse o amor que se vê, que eu vejo com a clareza bastante para me arvorar da autoridade de dizer que sei o que é.

 

E depois há o amor que se faz na cama que não nos deixa mentir. O amor acaba por se exprimir no meio da voracidade carnal, é transparente, enquanto o sexo é amante mas acelera o coração por mera fadiga e a emoção é muito mais de arritmias.

 

E ainda há o amor incondicional, não é utopia, aquele que fala sempre mais alto do que os obstáculos e os sentimentos mesquinhos que lhe surjam pela frente, que o atrapalham, e nunca mente na hora de se provar genuíno, sem condições.

 

A sua sinceridade espontânea, coitado, até é o que o deixa, muitas vezes, em maus lençóis.

publicado por shark às 22:04 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (22)

UMA SECA DE POSTA

Como a maioria das pessoas, embora a maioria dessas negue a pés juntos as suas, tenho características que não posso contornar na sua condição de defeitos. E não, não é feitio. É defeito mesmo.

 

Sou desequilibrado em matéria de desconfiança. Por muitas atenuantes que consiga reunir enumerando vários episódios deploráveis da minha (co)existência com os outros, é impossível não reconhecer esse mecanismo descontrolado a quase todo o tempo na minha forma de analisar quem me rodeia.

Sim, embora não tenha medo de levar uma tareia de algum que não me ature armado em campeão receio imenso a traição da minha confiança por parte das (muito) poucas pessoas a quem confio esse último bastião da minha fé nos outros.

E isso, levado ao extremo do que quase me vejo obrigado a definir como mania da perseguição, paranóia, leva-me até a ser eu quem trai a confiança alheia, sob o automatismo do tal mecanismo de protecção que a minha mente cansada desenvolveu.

A única coisa que me resta para não perder a dignidade quando me vejo confrontado com as manifestações excessivas dessa característica é isto mesmo: assumi-la. Ou seja, tenho vergonha na cara o bastante para admitir seja perante quem for (este espaço é público e eu dou a cara) que tenho este problema. Sou desconfiado, demasiado, e aí reside boa parte da minha dificuldade em manter relações saudáveis com as pessoas. A outra parte consiste na merda que os outros também são capazes de fazer.

 

Quando incorro nos tais episódios de desconfiança excessiva existem sempre duas hipóteses quando me proponho apurar a verdade dos factos. Ou estou errado nas minhas suspeitas e as vítimas do meu comportamento têm motivos sérios para me virarem as costas, ou estou certo, apesar de o método de “investigação” não ser sempre o mais decente, e nesse caso existem outras duas opções. Ou a pessoa assume a sua falha como eu assumo a minha e a força dos laços na ligação encarrega-se de injectar a necessária dose de tolerância, ou a pessoa fica mais preocupada com o facto de se ver desmascarada e com a necessidade de apagar vestígios.

E nesse caso deixa de haver muito por onde pegar na mesma...

 

Só mesmo quem me ama consegue aturar-me, ao contrário do que se possa presumir por qualquer imagem involuntariamente distorcida de mim que eu tenha vendido aqui. Mesmo a um amigo pode aplicar-se a verdade acima e não me faltam dissidências para o comprovar.

Não sou o calimero nem o patinho feio. Podia ser um canalha, um parasita, um imbecil. Assumiria qualquer dessas características, se a identificasse como tal. Mas não, sou desconfiado e submeto quem se aproxima a um escrutínio extenuante. E depois exijo transparência total, oferecendo tolerância na proporção em troca. Isso mais o mesmo respeito pelo pressuposto em causa e o privilégio valioso da confiança recíproca.

 

É impressionante como nunca consegui ao longo de uma vida, salvo raríssimas excepções, encontrar quem sentisse que valia a pena, quem gostasse de mim o bastante para arriscar na luta por essa utopia.

publicado por shark às 21:12 | linque da posta
Domingo, 06.06.10

ATRACÇÃO

atracção
Foto: Shark

publicado por shark às 20:27 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Sábado, 05.06.10

A POSTA NO CAPÍTULO A SEGUIR

O olhar que me ofereces, esse amar que fortaleces contra todas as expectativas, essa vontade de manter (cada vez mais) vivas as certezas de um futuro promissor no qual consideras essencial a minha presença efectiva, não como uma figura decorativa para exibir numa qualquer condição ou para preencher temporariamente uma omissão num domínio qualquer.

O sorriso de uma mulher, transparente, uma sensação melhor, tão diferente da que nos depara todos os dias em rostos hipócritas que nos tentam impingir emoções quando apenas pretendem manter ligações oportunistas na fachada de ilusões contrabandistas que despertam a chama em si.

Um sorriso acolhedor, uma sensação sempre melhor que abraça o olhar que pouso nos lábios que beijo a seguir.

O cheiro que me faz sempre lembrar o motivo que me leva a insistir nessa miragem, nessa hipótese num milhão de ao longo da viagem não precisar da memória para reviver dentro de mim uma história que ambos provamos não ter pressa de conhecer o seu fim.

publicado por shark às 18:53 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

COMO UMA DISTRACÇÃO PUERIL

Como a leitura do oráculo gravado na parede de uma gruta onde o nosso destino se previu.

Como a iluminação súbita no túnel do cliché, dolorosa no primeiro impacto e saborosa depois, a luz intensa que purifica a escuridão, que a desvenda na solidão que a conduz sempre às mesmas rotinas de auto-destruição da mais inocente ilusão plantada num jardim secreto dos bastidores.

Como o culto de velhos amores em segredo desvendado pelo ar incomodado perante a evocação de alguns, o ritual sagrado de quem jamais admite esquecer e nunca aceita desistir e joga sempre em mais do que uma frente da batalha por uma felicidade qualquer.

 

O prazer da mentira e da omissão, nada mais se espere de entre os poucos que sobram quando se abdica da beleza em prol de uma esperteza sempre saloia porque corrói quem ludibria e fortalece quem se deixa embarcar na experiência de brincar com a alternância entre a dor do conhecimento em excesso e o sorriso da ingenuidade juvenil.

O céu sempre azul numa pequena porção da existência que se conserva ao abrigo da luz que a pode estragar, tirar-lhe as propriedades mais nutritivas, o apelo das coisas proibidas a que nos sentimos no direito para lá de qualquer tipo de respeito que possamos ter em consideração.

O apelo de um tipo de emoção impossível de obter no contexto de uma vida normal, da monotonia habitual dos dados adquiridos como algumas e alguns tendem a olhar quem distraído se deixa andar e não recorda a possibilidade da evolução de uma fragilidade para um caminho alternativo que implica sair e não permite prosseguir aquilo em que, na verdade, nunca se acreditou.

 

A dificuldade de quem um dia amou mas perdeu a lanterna ao longo do percurso pelo breu, caminhando às cegas até se viciar nessa forma de percorrer o caminho sempre a sós, companhia ocasional encontrada no decorrer de uma cabeçada, de um encontrão, firme na decisão de jamais largar o volante de qualquer meio de transporte que será sempre só seu e nunca lhe ocorre partilhar como é corrente definir entre quem confia sem reservas, ao ponto de deixar de fazer sentido o jogo escondido na batota das ligações.

 

E depois as decisões sempre influenciadas pelas características que permitimos reveladas a bem ou a mal quando aparentemente até insistimos em manter acesa a vela da esperança no meio do vendaval.

Tags:
publicado por shark às 17:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Quinta-feira, 03.06.10

O CANDIDATO BATRÁQUIO

Manuel Alegre é o candidato presidencial do PS. Isso acabará eventualmente por o tornar também no candidato apoiado pelo PCP em caso de segunda volta nas eleições.

 

(Será que se o beijarem ele transforma-se num príncipe e lá se vai a República?)

publicado por shark às 18:41 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)
Terça-feira, 01.06.10

GAMBAS AO NATURAL

Lá ganhamos um joguito e até demos ares de a coisa poder melhorar até África.

Os Camarões não são o marisco fino de outrora.

publicado por shark às 21:37 | linque da posta | sou todo ouvidos

FLOWER POWER

sozinha
Foto: Shark

publicado por shark às 00:19 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

Postas mais frescas

Para cuscar

2017:

 J F M A M J J A S O N D

2016:

 J F M A M J J A S O N D

2015:

 J F M A M J J A S O N D

2014:

 J F M A M J J A S O N D

2013:

 J F M A M J J A S O N D

2012:

 J F M A M J J A S O N D

2011:

 J F M A M J J A S O N D

2010:

 J F M A M J J A S O N D

2009:

 J F M A M J J A S O N D

2008:

 J F M A M J J A S O N D

2007:

 J F M A M J J A S O N D

2006:

 J F M A M J J A S O N D

2005:

 J F M A M J J A S O N D

2004:

 J F M A M J J A S O N D

Tags

A verdade inconveniente

Já lá estão?

Berço de Ouro

BERÇO DE OURO

blogs SAPO