Sexta-feira, 25.09.09

OLHEM PARA O CALENDÁRIO

Sim, é verdade.

Hoje é mesmo SEXTA-FEIRA!!!

publicado por shark às 09:43 | linque da posta | sou todo ouvidos
Quinta-feira, 24.09.09

NO ROSTO DE UMA PAIXÃO

da luz que me dás

 

Procura sem cessar nesse mundo que é o teu, nesse espaço secreto escondido no breu, a tua vontade indómita de encontrar (quem sabe no reflexo do luar) um amor que na certa te conduz a um outro espaço, aberto, onde podes banhar-te de luz.

publicado por shark às 22:33 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

HABEMUS PAPA

O Papa mais desastrado (desbocado) dos últimos 200 anos (ou mais) vai finalmente visitar Portugal, curiosamente a convite do Presidente português mais desastrado (embora quase mudo ou pelo menos muitas vezes calado) desde a implantação da República.

Fátima, como é hábito, será o destino papal na ocasião e antevê-se mais uma enchente em Maio por aquelas bandas, para gáudio do comércio local (e dos cofres do santuário) e da população católica mais fervorosa.

 

Ratzinger, ou Bento XVI, tem sido um Sumo Pontífice polémico pelas suas tiradas espontâneas, embora seja notório nos últimos tempos um esforço de contenção que poderá, assim o esperamos, servir de exemplo ao seu anfitrião presidencial.

 

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publicado por shark às 17:17 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)
Quarta-feira, 23.09.09

NORTE INTERIOR

norte interior

Foto: Shark 

publicado por shark às 22:15 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (14)

PURE CHESS

- Desculpa perguntar, Torre das Pretas, mas porque é que aquele vosso Peão se foi pôr à frente do nosso Rei com um funil em cada orelha?

- Olha, Cavalo das Brancas, eu certezas não tenho. Mas li no Diário do Tabuleiro aqui há tempos que suspeitam que o Rei das Brancas anda sob escuta...

publicado por shark às 16:51 | linque da posta | sou todo ouvidos

PURE CHESS

- Ó Bispo das Brancas adorava dar um xeque-mate ao teu Rei.

- Atão porquê, Peão das Pretas?

- Porque nunca mais me saiu da cabeça a imagem nojenta do gajo com a boca cheia de bolo-presidente...

publicado por shark às 16:47 | linque da posta | sou todo ouvidos

CURA EFICAZ PARA AS INSÓNIAS

Olhando com atenção para o Presidente da República e respectiva equipa consigo descobrir um e apenas um motivo para alguém querer instalar escutas nos espaços frequentados por aquela malta.

publicado por shark às 12:36 | linque da posta | sou todo ouvidos
Terça-feira, 22.09.09

MAIS VOLÚPIA

Podem ler a minha prosa mais recente no Volúpia AQUI.

publicado por shark às 23:56 | linque da posta | sou todo ouvidos

EU GOSTO DE PESSOAS

pernas de molho Foto: Shark

publicado por shark às 22:43 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

A JOANA AMARAL DIAS

Está cada vez mais gira.

E o Ricardo acusou o toque...

publicado por shark às 22:04 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

SIM, VOU VOTAR SÓCRATES. E ATÃO?

Há muito abdiquei de uma opção partidária "fixa", depois de abandonada a militância de onze anos num partido de esquerda, em prol de uma escolha à boca das urnas em função daquilo que me parecem ser os superiores interesses do país e do que mais se coaduna com o meu modelo de sociedade.

Claro que como a maioria de nós sinto-me sem grandes opções nesta altura e não me revejo de todo na classe política que temos, nem deposito esperança por aí além na fiabilidade do pendor ideológico seja de que partido for (ok, o PC é uma excepção nesse particular, embora uma teoria valha o que vale) quando e se esse partido chegar ao poder que, na prática, é extremamente condicionado pelas regras da União a que (ainda) pertencemos.

 

Assim sendo, resta-me investir a minha atenção nas pessoas. Nomeadamente nos líderes partidários, pois é um facto que o problema português só pode resolver-se com uma liderança forte e determinada, de preferência capaz de mobilizar um conjunto de pessoas de bem capazes de gerirem os vários pelouros de que um Governo se compõe.

E vejo as coisas de forma simples, como passo a explicar.

 

Jerónimo de Sousa, como qualquer líder comunista, é certamente um líder com pulso de ferro e não faltam as deserções/afastamentos que o comprovam.

Ou seja, não duvido que daria um Primeiro-Ministro capaz de impor a ordem entre os seus. O problema é que também imporia essa ordem entre os outros e o seu formato não me serve de todo e acredito que ao país também não serviriam (pelo menos nesta fase da História) alguns dos pressupostos que norteiam a teoria e mesmo a prática comunista (como os exemplos sobreviventes a nível mundial comprovam).

Neste candidato não votaria.

 

Francisco Louçã não me convence enquanto pessoa, tanto quanto o Bloco me inspira sérias dúvidas em termos de consistência. E não acredito, até ver, no BE como solução de poder porque lhe encontro demasiados paralelos com os aspectos negativos do PC que me afastam dessa solução.

 

Paulo Portas é o Francisco Louçã da direita, tal como o SEU partido acaba por ser igualmente uma organização que oscila no discurso em função das circunstâncias.

Hábil enquanto político e determinado quanto baste para se credibilizar enquanto líder, só soa opção quando comparado com a líder do outro partido à direita do espectro político-partidário. Mal por mal, antes ele.

 

Manuela Ferreira Leite é inenarrável enquanto potencial PM de Portugal. Representa tudo quanto de mau recordo do cavaquismo no seu pior, a começar pela falta de formação e até de educação como ainda ontem constataram os jovens de Bragança.

Por outro lado, o PSD é o partido que alberga gente tão disparatada como o Alberto João, tão desastrada como Santana Lopes, tão pouco patriota como Durão Barroso (não esqueci a sua deserção) e tão pouco firme como os vários cromos que depois de ferrarem o dente na sua líder aparecem agora a dar ao rabinho para se perfilarem como potenciais sucessores em caso de trambolhão eleitoral.

Não consigo conceber Portugal nas mãos de tal gente, sobretudo com a conivência de um Presidente que só agora começa a revelar-se na sua verdadeira essência e constitui o maior erro de casting colectivo desde o 25 de Abril.

 

Resta José Sócrates e o seu partido cada vez mais parecido no comportamento dos seus ilustres com o principal opositor.

Mas o "arrogante", como o tentam pintar, é mesmo o mal menor de entre as escolhas possíveis. Basta-me comparar a actuação da sua maioria absoluta com a anterior, a cavaquista, e perceber que mesmo em tempo de crise profunda ainda não vi a polícia de choque à bastonada nas ruas. Não me esqueço como ficou resolvido o problema criado pelos camionistas tempos atrás e sim, orgulho-me do Magalhães enquanto realização nacional.

Não sendo um menino de coro, bate aos pontos aquela que é efectivamente a alternativa para uma vitória eleitoral no sufrágio que aí vem, a MFL.

E sim, prefiro um homem do nosso tempo, convicto e determinado, do que um obsoleto, um oportunista, um falso sonso ou uma criatura execrável que fala mais do que manda, como se constata na gestão do seu próprio partido. Basta transportar essa realidade para a do país e é fácil antever o que nos espera se tal viesse a verificar-se, a vitória eleitoral laranja.

 

Sim, existem ainda os pequenos partidos e de entre eles existirá porventura o embrião de uma futura opção de poder. Mas não é agora, como tudo indica, e os votos aí depositados mais não farão do que abrir caminho para um maior fraccionamento de um Parlamento que já se adivinha bem menos hegemónico do que o actual.

 

Por isto tudo, deixo aqui a minha declaração de voto em José Sócrates, mais do que no seu partido, nas próximas legislativas. Algo que não repetirei nas autárquicas, onde a questão não se coloca nos mesmos termos e deve ser vista em função das realidades locais e nunca por critérios de simpatia clubística, perdão, partidária.

A margem de manobra é escassa e acredito que uma maioria relativa bastará para evitar alguns abusos que derivam do excesso de poder.

 

É nisso que quero acreditar e não me restam, de facto, alternativas.

Pelo menos até surgir algures num sacana dum planeta que produziu tantos pensadores brilhantes no passado algum iluminado capaz de produzir uma ideologia que consiga fundir o que de melhor se aproveita das existentes e lhe adicione aquilo de que todos damos pela falta quando percebemos o desajustamento que gera um indeciso em cada cinco e afasta por saturação ou desistência mais de metade dos eleitores das urnas.

 

Isso e um bom lote de pessoas corajosas, patriotas e absolutamente incorruptíveis que também davam um jeitão nesta altura...

publicado por shark às 15:21 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (25)

ASSIM TÁ BEM!

Um Outono que começa com cara de Verão é o que eu chamo de bom princípio.

Auspicioso, direi mesmo.

publicado por shark às 10:19 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (15)
Segunda-feira, 21.09.09

ENTARDECER

luta inglória

Foto: Shark 

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publicado por shark às 16:30 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

O CASO DAS ESCUTAS

Dá ideia de que tudo não passou de um diálogo de surdos.

publicado por shark às 14:58 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

A POSTA QUE EM MIM MANDO EU

O tema é sério e mereceria outro tipo de abordagem e de disposição da minha parte.

Mas nem sempre consigo reunir a pachorra necessária para me preocupar com as sensibilidades alheias acerca de assuntos nos quais, bem vistas as coisas, ninguém devia meter o bedelho senão os interessados.

E parece-me que a eutanásia se encaixa nessa categoria.

 

Nunca consegui entender porque existem pessoas que se sentem no direito de interferir de forma tão descarada e grosseira na vida dos outros como as que se insurgem contra a eutanásia. A questão é tão simples que nem dá para lhe perceber a polémica associada. Se alguém chega à conclusão que a sua passagem pela existência é de tal forma triste e dolorosa, tão isenta de esperança que prefere pôr-lhe um fim mas não consegue concretizar essa intenção por falta de condições físicas, como é possível que lhe seja negada tal opção?

 

Claro que não faltam argumentos da treta aos defensores da vida do costume, sempre tão lestos a interferirem nos direitos dos outros e na sua liberdade individual no que concerne a este tipo de questões. Contudo, neste caso concreto não podem invocar sequer o papão da matança de bebés que sempre agitaram quando o aborto esteve em causa. Aqui estão em causa as decisões tomadas de forma consciente por alguém que apela a que lhe acabem com um sofrimento que sente como insuportável, com todas as consequências assumidas por essa pessoa a quem não pode ser negado um direito a tomar decisões só porque não possui os meios para as pôr em prática. Tudo o resto são considerandos demagógicos de quem está fora e deveria rachar lenha em vez de tentar apropriar-se do livre arbítrio de outrem.

 

Só aos médicos pode caber uma palavra a dizer na intervenção em actos que contrariem os seus princípios, a nível profissional ou pessoal.

Os que não querem, tal como na questão do aborto que me serve de paralelo, não façam. E os restantes que possam fazê-lo sem julgamentos morais ou legais que não fazem sentido neste tipo de questão que diz respeito ao foro íntimo e pessoal de cada um/a.

 

De resto, nem o Estado deveria inibir cada cidadão de ser dono da sua vida mesmo na decisão de lhe colocar um fim. Legislar num domínio como este é como proibir o suicídio a quem o queira cometer.

 

Ou melhor, é igualmente absurdo mas infinitamente mais cruel.

publicado por shark às 11:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)

QUE BOM! QUE BOM!

Hoje é segunda-feira.

E apeteceu-me ser hipócrita.

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publicado por shark às 09:30 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Sábado, 19.09.09

A VIDA A CORES

a cores e branco

Foto: Shark 

publicado por shark às 21:48 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Sexta-feira, 18.09.09

SE NÃO PERCEBEREM A DIFERENÇA EU FAÇO UM DESENHO

O fenómeno da alergia à diferença, um dos preconceitos mais populares entre as ovelhas em que se deixam tornar a maioria das pessoas, nasce bem cedo e parece hereditário.

Os putos começam a discriminar-se uns aos outros ainda antes de deixarem de acreditar no pai natal e acabam por assimilar esse comportamento de trampa que os acompanha ao longo da vida e que está na origem de coisas tão graves como o racismo e tão imbecis como a embirração com determinada peça de vestuário.

 

Custa-me a entender, sempre custou, essa aversão generalizada à diferença. Qualquer idiota consegue, espero eu, entender dois pressupostos muito simples: as pessoas não se avaliam em função da aparência ou similar e se fôssemos todos exactamente iguais o mundo seria entediante e boçal.

Ora, se o idiota em causa consegue lá chegar com maior ou menor esforço porque existem tantos de nós incapazes de aceitarem que os outros podem ter gostos sexuais diferentes, conceitos estéticos distintos (únicos até) ou hábitos de vida peculiares?

Essa propensão para o apontar do dedo a alguém porque usa um brinco, tem a pele mais escura ou leva onde gosta está na origem de uma conflitualidade tão absurda quanto desnecessária e, em última análise, não tem ponta por onde se pegue em matéria de justificação. A única diferença passível de rejeição é a que pressuponha um mau carácter ou uma atitude hostil.

Tudo o resto não passa de um requinte de crueldade que deriva de uma forma clara de estupidez.

 

Isso parece tão óbvio que se torna chocante perceber a reacção instintiva do imenso bando de chimpazés em que nos deixamos tornar sempre que nos permitimos aceitar a discriminação da diferença como um must colectivo, como um requisito fundamental para a integração num grupo qualquer. Os outros acham, eu tenho que achar. Os outros fazem, eu tenho que fazer. Os outros não gostam, eu tenho que detestar. Mééé...

 

E é nesta clonagem massiva de determinados estereótipos do que e do como deve ser que reside boa parte da infelicidade a que se condenam seres humanos, num fraco pretexto para marginalizar alguém. Mesmo sendo tão estupidamente evidente que existem maçãs podres em qualquer cesto no qual desejemos a (aparentemente) indispensável integração, mesmo que seja plausível que as pessoas diferentes possam ser gente de bem, pessoas melhores.

 

É como se toda a gente estivesse disposta a abdicar de uma vontade própria para poderem votar ao ostracismo (sob as suas diversas manifestações) as que a manifestem de forma visível ou apenas sofram de uma doença ou de uma deficiência qualquer que as torne, lá está, diferentes do resto do rebanho (que para mim é uma manada).

 

É como se o planeta estivesse sob uma pandemia permanente e silenciosa do vírus da estupidificação.

publicado por shark às 11:20 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Quinta-feira, 17.09.09

O BLOCO À MINHA PORTA EM MOSCAVIDE

 o sorriso da candidata

Foto: Shark

 

francisco louçã em campanha moscavide

Foto: Shark

 

comitiva do bloco em moscavide

Foto: Shark

publicado por shark às 17:46 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)

RELAÇÕES LIGHT OU RALAÇÕES SEM AÇÚCAR...

Existe nos nossos dias uma leviandade notória que se faz notar na diferença gritante entre o que se diz e o que se faz. Ou o que é.

O primado do superficial, e não estou em condições de mandar pedras seja a quem for, assume foros de uma pandemia que certamente faria o bicho do H1N1 corar de vergonha.

Falamos com uma ligeireza incrível acerca de coisas sérias, de emoções também, damos uma pala que raramente corresponde ao que sentimos ou mesmo às nossas verdadeiras intenções. Contrariamos na prática qualquer teoria que defendemos e não achamos errado porque no presente isso não é tido por uma mentira mas apenas uma confusão.

 

Sim, confundimos quase tudo na ânsia de aligeirar, na pressa de aliviar qualquer tipo de pressão. As datas e o nomes, os factos e os compromissos, a vontade e a capacidade de ter ou de fazer. Acho que foi ou vai ser assim. E muitas vezes não é, mas ninguém perde o sono e continuamos para bingo fora da linha traçada, deitando para trás das costas as coisas e as pessoas apanhadas no caminho pelas passadas que nos impõe a vida mais a necessidade absoluta de se ser feliz, de evitar as chatices que nos atrapalham e nos consomem.

Ficamos à tona, onde conseguimos ao menos respirar. Temos receio de nos afogar o excesso de profundidade das relações possíveis, a intensidade exagerada que nos obriga a desviar da corrida uma parte da passada que só faz sentido quando se consegue abrandar.

 

Dizemos o que for necessário para sobreviver a mais um dia, a mais uma noite para dormir. Só procuramos as coisas que nos fazem rir e acabamos por deixar de lado aquilo que é sério, negligenciamos. E afinal até contamos com a mesma reacção por parte de quem nos mostra a toda hora que só servimos quando não abafamos em demasia, que não exigimos demais.

Aligeiramos por instinto, mecanismo de defesa como o pintamos para não ser preciso chamar as coisas pelos nomes e termos que lidar depois com a sua relevância nos outros e em nós.

 

Acabamos por nos sentir sós, sempre que descuidamos essa forma moderna de encarar os outros e as situações, sempre que nos deixamos tentar pelo impulso de aprofundar aquilo que todos às nossa volta preferem que flutue num estranho limbo de sorrisos fáceis, sobre a jangada grosseira de relações essencialmente institucionais.

Tudo o que vá além disso parece demais e irrita e afasta e acaba por nos tornar impossíveis de aturar, porque passamos a representar um martírio para quem nos aceita apenas enquanto não falamos ou exigimos demais, sobretudo nas coisas do coração.

 

E o preço a pagar por quem contraria as regras do jogo passa cedo ou tarde, inevitavelmente, pela expulsão.

publicado por shark às 10:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)
Quarta-feira, 16.09.09

LOGO ALI

O braço estendido e no final uma mão. Vazia, com dedos como gritos que se contraem num punho fechado ou se estendem feitos braços à procura da substância na imagem que pretendem tocar.

Estende-se também o olhar e no final uma ilusão. Cheia de produtos de uma imaginação delirante, a imagem constante que a vista não alcança também, para lá do horizonte por detrás dos dedos que gritam em nome da boca silenciada pelo beijo por dar.

Acordado a sonhar, estendido no meio do chão a abraçar uma imagem que afinal não passa de uma miragem no meio do deserto em redor.

 

E essa imagem tão perto, esse amor, mesmo à mão do final de um braço estendido e cada dedo agitado num apelo gritado pelo movimento que dança no vazio.

publicado por shark às 23:07 | linque da posta | sou todo ouvidos

UM FURO A MENOS NO CINTO

um furo a menos no cinto Foto: Shark

publicado por shark às 17:50 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

OLHAR DE MATADOR

O seu olhar distinguiu os dois vultos no final do caminho e ele alterou de imediato a expressão. Dois homens jovens, pinta de chungas, claramente a aguardarem a passagem naquele local pouco frequentado de alguém a quem pudessem assaltar.

Fixou-os com o olhar e não abrandou a passada, congeminando a cada instante a forma mais violenta de reagir, seguramente a mais letal que conseguisse produzir para não deixar sem castigo qualquer tipo de ameaça proferida. Qualquer som, aliás, pois sabia bem do que seria capaz naquelas circunstâncias, com uma estranha forma de insanidade a dominar-lhe a actuação.

 

Os dois gabirus calaram-se e iniciaram o estudo da presa potencial, cara de malandros, enquanto diminuia a distância que os separava e a presa se preparava para os surpreender com a energia do desespero, da loucura que lhe parecia duplicar a força que já teria acaso tentassem algum tipo de provocação.

Entalou a chave mais pontiaguda entre os dedos de uma mão, na algibeira, e a outra deslizou matreira para a melhor posição para empurrar o mais calmeirão para uma queda apreciável.

A cada passo sentia-se mais decidido a aproveitar aquele momento favorável para ajustar as contas com a vida que insistia em agredir a sua convicção nos valores que sempre defendera. E agora abdicava por completo do mais adequado comportamento, sentia-se sedento de uma desforra qualquer e aquela dupla reguila surgia-lhe no horizonte como ideal para o ajuste de contas final com a sorte aziaga e a impotência como a sentia a cada novo dia perante a injustiça que aos poucos o enlouqueceu.

 

Parecia um cidadão normal, indefeso, quando puderam distinguir-lhe bem as feições. Prepararam-se, os campeões, para a sua iniciativa, barrando-lhe o caminho o bastante para o obrigarem a parar e descobrirem, péssima altura, aquilo de que seria capaz.

 

Felizmente bastaria um olhar mais atento para ambos decidirem naquele momento o prudente passo atrás.

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publicado por shark às 16:55 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

A POSTA NA CAUSA PERDIDA DA ALIANÇA ANTI-BLOGUES

No início era o desdém da Imprensa, a ausência de linques ou mesmo de citação dos blogues como fonte de informação para os jornalistas fracotes e sem ideias próprias para atacarem uma peça.

Depois a Imprensa percebeu que não podia esconder por mais tempo a blogosfera no armário e começou uma espécie de namoro que o Público Online consubstanciou com a sua fórmula assente no Twingle, com o Sol a abrir a sua própria plataforma. Publicações como o Destak abriram os seus blogues para poderem entrar na onda e pareciam estar a criar-se as condições para uma coexistência pacífica entre os meios de comunicação, nomeadamente por via de uma clara definição de algumas regras elementares que o senso comum define sem custo.

 

Mas isso não impediu o surgimento das vozes discordantes e mesmo insultuosas quanto a tudo o que aconteça numa base virtual. Palermas como Miguel Sousa Tavares e Moita Flores fizeram até questão de esboçarem os seus estereótipos acerca de quem faz acontecer a realidade da blogosfera e constituíram-se opositores declarados dessa forma de comunicar entre as pessoas. E agora entrou em cena o grande democrata e defensor da liberdade de expressão, um prémio Nobel , escritor e comunista, José Saramago (ele próprio blogueiro) afirmando que se escreve mal nos blogues (imitando Pacheco Pereira, o tal da percentagem de lixo).

Ou seja, multiplicam-se as vozes de figurões que não conseguem reprimir as suas aversões a algo que ninguém percebe muito bem porque os incomoda.

 

Na blogosfera publicamos o que entendemos, quando queremos e sem outras restrições que não a que o bom senso nos deve impor. E fazêmo-lo de forma gratuita, acessível a quem disponha de acesso à internet. E nestas duas frases consigo encontrar motivos claros para justificar a aversão dos figurões, podendo esta justificar-se pelo incómodo da livre expressão de opiniões contrárias (e por vezes mais bem sustentadas) às vedetas que citei e a outras ou, em alternativa, podemos estar perante um fenómeno claro de rejeição da concorrência.

É que existem de facto pessoas com muito talento a publicarem de borla aquilo que os figurões só fazem a pagantes noutras plataformas, a blogosfera é responsável pela perda de audiência, de mercado, para quem ganha a vida com base na sua carola e na expressão do que ela é capaz.

 

Pode soar mal intencionada, esta minha interpretação. Mas se tivermos em conta a leviandade e a relativa agressividade dos figurões que citei é difícil encontrar outros pretextos para os levar a direccionar os seus desconfortos para com aquilo que, para todos os efeitos, não passa de uma forma livre de expressão (não condicionada pelos vários poderes que atormentam quem vive da sua escrita, por exemplo).

Custa-me a acreditar que estas posições manifestadas por quem tem um mundo para pensar e resolve embicar para o virtual (o Twitter e o Facebook também mereceram mimos do MST) para as suas embirrações tenham por detrás apenas reacções a episódios como o do boato de plágio no Equador do MST que nasceu na blogosfera.

 

E essa minha convicção fundamenta-se no facto de alguns destes oponentes não se cingirem aos males que as suas mentes brilhantes conseguem identificar na blogosfera e estenderem-se ao perfil de quem a produz, num ataque pessoal generalizado que nada tem a ver com outra realidade que não a de uma mentalidade tacanha.

 

Ou com a reacção espontânea de qualquer velho do restelo ao papão da mudança.

publicado por shark às 12:35 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

QUEM OS VIU E QUEM OS VÊ...

quem os viu...

Foto: Shark 

publicado por shark às 11:23 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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