Segunda-feira, 31.08.09

EU GOSTO DE ANIMAIS

bicho feio 

Foto: Shark

publicado por shark às 22:06 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

A POSTA QUE EU ATÉ NEM SOU PARTE INTERESSADA NO PROBLEMA

Abordei o problema no Cabra apenas para dar voz a um assunto que sei ser relevante para as pessoas com pila e também para fornecer uma oportunidade para que as apreciadoras de um XL pudessem sair do armário e desmentissem esta linha de raciocínio. Até deixaria ficar a coisa (neste caso o coiso) por ali, não fossem esta mais esta representantes do género insistirem numa perspectiva que dá imenso jeito à rapaziada menos “abastada” mas deixa os restantes (eu, como qualquer gajo, faço parte dos restantes) com uns centímetros de pila pró boneco...

 

Eu sei que devia estar aqui a falar de política, de sociedade ou de outros temas fascinantes do interesse da maioria das pessoas que blogam. Contudo, é inegável a relevância de um assunto com o qual lidamos literalmente todos os dias. É possível fugir do espelho e da sua sinceridade cruel mas não há maneira de fazer uma mijinha sem olhar para o que uma ilustre pensadora do nosso tempo apelida, com imenso rigor e sentido de oportunidade, de pingente.

E é aí que o problema se coloca, por exemplo, a quem possui uma pila de extremos.

 

Uma pila de extremos pauta-se pela divergência entre a sua dimensão em repouso e a outra. Ou seja, passa dos oito aos dezoito (e não estou a falar da aceleração, nem da idade, tal como as medidas apresentadas podem não corresponder ao modelo em apreço).

Mas esse não é o fulcro da questão nesta posta. O tamanho conta mas é preciso desmistificar alguma imprecisão que a posta publicada por mim no Cabra possa suscitar.

É que até eu, que sou muito homem, aprendi ao longo de anos de enorme perseverança e sacrifício pessoal a distinguir alhos e bugalhos (sim, eu sei que esta rima neste tema pode ser escorregadia), tendo a perfeita noção de que não basta um bom berbequim para furar em condições e é preciso saber usá-lo, nomeadamente em perfeita coordenação com um intelecto inteiramente sintonizado com os milhentos detalhes de que uma mulher em condições se compõe.

 

Sei que nada disto é novidade para os meus estimados leitores, mas temos que ter em conta os jovens que precisam de informação no início da sua caminhada por estes meandros e assim. A ilustração da pila de extremos mais acima tinha a ver com a reacção instintiva que (eu sei que sim) qualquer moça tem perante o extremo mais discreto. Sim, elas não ligam nada a isso do tamanho (em sendo grande, tanto faz) mas não reprimem a paródiazinha ou o esgar de preocupação quando confrontadas com uma pila dessas com maior amplitude térmica.

E acaba por ser esse o objectivo desta posta. Desmistificar o pressuposto de que nós machos a sério, lá por avaliarmos as coisas (os coisos) numa perspectiva métrica não deixamos de dar o devido valor ao empenho e à dedicação e a tudo mais de que sabemos as moças necessitadas quando nos concedem os seus favores, aproveitando de caminho para deixar no ar a noção de que elas não ligam nada a essas coisas mas é até se depararem com a dura (e às vezes nem isso) realidade de um pingente (gostei mesmo desta) que apenas cumpra os tais mínimos anatómicos.

 

O resto é faloclore...

publicado por shark às 15:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

PALMADINHAS NAS COSTAS

Em condições normais poderia tentar levantar o astral à malta fazendo alusão ao dia bonito que está lá fora e assim. Mas hoje, logo hoje, soa-me um nadinha cruel...

 

Tenham uma semana suportável.

publicado por shark às 10:54 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Domingo, 30.08.09

A POSTA PSICAdélica

A vida não pode ser uma realidade cinzentona.

publicado por shark às 01:06 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

NAS ESTRADAS DA VIDA

Adoro cruzamentos.

publicado por shark às 00:19 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Sábado, 29.08.09

ÀS VOLTAS

carrocel equídeo 

Foto: Shark

publicado por shark às 17:34 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

PASSA TEMPO

De repente aquilo que somos é tão diferente daquilo que fomos que ficamos receosos por nem fazermos ideia daquilo que iremos ser.

publicado por shark às 17:18 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)
Sexta-feira, 28.08.09

A POSTA NA GRAVIDEZ AUDITIVA

Sendo óbvio que em vários aspectos deixo muito a desejar enquanto ser humano, algo que me torna um entre iguais, ainda não encontrei em mim algo repulsivo o bastante para justificar que as pessoas que me detestam (são várias, admito) tentem impedir outras de me conhecerem ao ponto de poderem rejeitar-me da mesma forma mas com justa causa.

 

Acho foleiro, privarem os outros de poderem constatar por si próprios as minhas múltiplas falhas e os meus variados defeitos e assim alimentarem contra mim (ou seja contra quem for) um justificado rancor que até aprecio quando desgosto de alguém. É que dá muito mais gozo dessa forma e por isso acho egoísta da parte de quem possui razões de sobra para me detestar não permitir ao resto da malta poder encontrá-los por si. E ainda há a questão da incoerência implícita, pois se me desprezam ao ponto de me riscarem do mapa não deveriam assinalar-me “sem querer” no dito cujo só para deixarem os seus (justificadíssimos) avisos à navegação.

Acaba por ser uma contradição e fica mal, até por confirmar o acerto da minha postura relativamente a essas pessoas (que para mim são, naturalmente, uma trampa igual à que lhes inspiro).

No fundo, considero que todos temos o direito a sondarmos uma aventesma (neste caso eu próprio aos olhos de quem não me grama) até conseguirmos reunir os argumentos mais do que suficientes para lhe virarmos as costas e engrossarmos as fileiras dos que o caluniam, depreciam ou apenas tentam isolar como se faz aos meninos que não sabem (ou não querem) brincar connosco às relações humanas.

Dá muito mais pica feito dessa forma, acreditem os que emprenham pelos ouvidos de gente despeitada, desiludida ou apenas com uma embirração qualquer a propósito de uma ou mais das minhas características.

 

Assim sendo, reitero a minha incompatibilidade com essa malta que gosta de apregoar o seu mau feitio e de o provar com estas cenas a que faço alusão mas não possuem o cabedal necessário para aguentarem os dos outros, embora desminta categoricamente (como esta posta comprova) qualquer tipo de desprezo. Antes pelo contrário. Dá-me gozo perceber que no fundo, no fundo, podem gritar ao vento que me odeiam, que me detestam, que nem querem ouvir falar de mim. É que não perco uma goela para constatar que podem falar montes de mal e apresentarem as provas concludentes dos meus inúmeros pecados e da minha personalidade desprezível, mas lá está...

 

Porque é assim que me envaideço por ser tão óbvio que não gostam (fiz por isso, em casos pontuais) mas nunca lhes sou indiferente.

publicado por shark às 22:50 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (15)

HÁ MAIS UMA MENINA NO BERÇO

É esta a menina que deu hoje entrada na creche virtual.

publicado por shark às 17:48 | linque da posta | sou todo ouvidos

EU GOSTO DE PESSOAS

knifeman

Foto: Shark 

publicado por shark às 15:50 | linque da posta | sou todo ouvidos

ELDORADO

O som da rebentação das ondas na areia e da azáfama das gaivotas no regresso ao pouso no qual descansam.

 

A luz do sol no mar, reflectindo um ocaso daqueles que nos enfeitiçam.

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publicado por shark às 09:57 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Quinta-feira, 27.08.09

SINAIS CONTRADITÓRIOS

São o pão meu de cada dia.

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publicado por shark às 11:34 | linque da posta
Quarta-feira, 26.08.09

SANTO GRAAL

santo graal

Foto: Shark 

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publicado por shark às 17:43 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

VALE TUDO

Na guerra como no amor, perseguir um desertor com um exército de arqueiros alados, anjinhos fardados que conquistam territórios no interior de pessoas, as almas rendidas, num campo de batalha estendidas com amor a valer, beijos feitos granadas na explosão dos corpos a foder como se estivessem a combater a morte com a sua mais evidente negação.

O outro, o inimigo, que se esconde no mato crescido de um púbis do qual alguém se apropriou no momento em que se apaixonou, alta traição ao estipulado na tradição e na cultura proibicionista que odeia o amor contrabandista e a liberdade excessiva que para eles representa, conservadores, cheios de recalcamentos e de pudores, os seus tormentos, que incutem à força de uma espada imaginária uma versão correcta da História de cada um como a querem ver escrita, sem amantes secretos na penumbra, sem gritos constantes de um prazer que quase conseguem eliminar nos que derrotam, gozo em demasia, a bomba que explodia nas suas mentes castradoras lançada para o meio dos pecadores que desbundam os seus amores para lá da fronteira aceitável, marginal, censurável, o lado de lá, de fora das suas directrizes principais, as meretrizes divinais pela socapa, o nojo que lhes provoca essa tentação avassaladora que se revela tão destruidora do amor próprio como aquele, o dos outros, que tanto repugna pela sua intensidade incompreensível para os generais do poder sacrossanto que bombardeiam a todo o tempo o temido invasor, o tesão de um amor espontâneo ou de um desejo instantâneo entre pessoas normais que não abraçam os ideais moribundos mas sim os corpos deitados para os receber.

 

Metralhadoras de palavras disparadas a partir de escrituras adulteradas na interpretação, balas de canhão, forjadas no mesmo ferro em brasa com que gravam na carne nua os ditâmes de uma monogamia forçada, imposta, pela força de uma espada imaginária que rasga de alto a baixo a liberdade de escolha de quem a queira defender, o pecado que não podem tolerar sob pena de se perder a guerra contra essa força que não se agarra quando deixada à solta, essa loucura que tanta dor provoca nos mais sossegados, os que vêem os seus valores invertidos em tamanha bizarria como o horror da sodomia e o terrorismo oral na zona genital, insanidade nojenta na sua concepção bafienta de um amor como ele deve ser, um homem que procria com uma mulher assexuada, a sua primeira e única namorada oficial e ninguém pode levar a mal que se divirta com outras, garanhão, para libertar sem medos o tesão que lhe resta depois de filtrado por uma cabeça em estado quase vegetal. Esse impulso animal descabido que se apodera de um homem tentado pelas forças demoníacas que urge derrotar, bandidagem, os que se dedicam à libertinagem chocante e à busca de qualquer amor diferente na prática do que programaram na sua estrutura robótica de seguidores da virtude apregoada mas cingida ao que se conta e ao que se diz.

 

As armas de uma tropa recrutada de entre os escombros de uma humanidade castrada, (des)necessariamente infeliz.

 

publicado por shark às 15:28 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

UMA AMÉRICA MAIS CERTEIRA

O último dos irmãos Kennedy não morreu vítima de homicídio, como tudo indica ter acontecido ao Michael Jackson.

publicado por shark às 12:05 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)

PURE CHESS

- Cavalo das brancas, podes explicar-me porque é que o teu Rei tem ao lado dele aquele cubo com pontinhos?

- Eu não tenho bem a certeza, Bispo das pretas, mas ouvi dizer que Sua Alteza o comprou porque gosta de acreditar na vitória como um dado adquirido...

publicado por shark às 11:26 | linque da posta | sou todo ouvidos
Terça-feira, 25.08.09

(RE)PENSAR A DEMOCRACIA

Tenho andado a debruçar-me acerca das alternativas aos partidos com representação parlamentar e apenas uma prendeu a minha atenção: o MMS, Movimento Mérito e Sociedade.

 

Embora seja cedo para fazer a apologia das várias "comunhões" entre coisas que aqui tenho defendido e as que ornamentam o discurso institucional e (assim o espero) a prática do MMS, não posso deixar de vos recomendar uma vista de olhos no material existente no linque que forneço acima.

 

Mal não vos faz...

publicado por shark às 23:32 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

O MEU RIO CHAMA-SE TEJO

amanhecer no tejo

Foto: Shark 

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publicado por shark às 15:13 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

LARANJA LIMÃO

psd moscavide 

 

--------/ /--------

 

O panfleto acima, chamemos-lhe assim, foi o primeiro sinal da campanha autárquica na vila de Moscavide. Sim, está identificado como sendo da autoria do PSD local.

E permite antever a elevação do combate ideológico que nos aguarda aqui como, presumo, no resto do país...

 

Confesso que me custou a acreditar que o maior partido da oposição chegasse a este ponto. Por muito sensibilizado que fique com a poupança implícita no recurso a fotocópias enfiadas nas caixas de correio, essa bonomia esgota-se na confrontação com o conteúdo desta absurda forma de abordar o eleitorado potencial.

O PSD Moscavide, aparentemente convicto da acefalia dos eleitores desta vila, opta pela citação de declarações de um comerciante publicadas em Abril de 2008(!) para ilustrar a intenção laranja de, atrevo-me a presumir, agitar o papão da segurança como mote da sua campanha nesta localidade...

 

É paupérrimo, é indigno e é confrangedor receber algo assim como indicador do calibre das forças políticas que disputarão a gestão dos destinos de uma vila colada à capital do país.

 

E se diz bem do estado a que o PSD está a deixar chegar as suas estruturas locais, assusta-me no que isso pode implicar em maior escala se os laranjas conseguirem chegar ao poder nas próximas legislativas.

publicado por shark às 11:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

SO WHAT?

Nem sempre conseguimos discernir, por entre o nevoeiro das emoções, aquilo que é mais lógico e razoável em dadas circunstâncias.

Fazemos asneira, impulsivos (os que o são), e vivemos com as consequências.

 

O pior é que acabamos por arrastar aqueles de quem gostamos para o centro da confusão que fazemos enquanto andamos às apalpadelas em torno das imagens com contornos mal definidos dos excessos cometidos pelas formas mais intensas de sentir. Deixamos de saber pensar.

 

E isso é sempre uma porra.

publicado por shark às 11:25 | linque da posta | sou todo ouvidos
Segunda-feira, 24.08.09

UM AZAR, A FALTA DE BOM SENSO

O acidente de caça no qual um pai disparou quase à queima-roupa um tiro na cabeça do próprio filho, provocando-lhe morte imediata, suscitou-me a mesma reacção que tive aquando da situação do fulano que deixou morrer o filho bebé dentro do carro por esquecimento.

E tentei descobrir onde está o paralelo entre uma negligência grosseira e uma irresponsabilidade foleira que provocaram uma mesma reacção da minha parte, a condenação imediata dos dois progenitores pela suas falhas com consequências tão trágicas.

 

Perder um filho é o castigo mais cruel que consigo conceber para alguém, sobretudo quando a responsabilidade pela perda é directamente imputável a alguém a quem cumpra o papel de mãe ou de pai de um ser humano. Essa crueldade leva as pessoas mais sensíveis a perdoarem de imediato os protagonistas, coitados, vítimas de um enorme azar, daquelas coisas que acontecem. Mas eu, que até gosto de me achar um gajo porreiro e tal, não alinho nessa misericórdia, nessa solidariedade que desculpa os erros dos outros ao ponto de nem servirem de lição a outros como eles, capazes de levarem um filho para o meio de um número indeterminado de armas de fogo nas mãos de sabe-se lá quem ou de se esquecerem de uma criança de colo numa viatura fechada.

Sinto-me desconfortável com essa chocante incapacidade de enviar palmadinhas nas costas virtuais a quem falha de forma tão grotesca com uma missão de que até a maioria dos animais se mostra capaz: cuidar de uma cria.

 

Não estou livre de um dia uma má decisão, dizer sim quando deveria dizer não, se poder virar contra mim por fazer a diferença pela negativa na marafilha que tanto adoro. Mas estou, isso sim, descansado quanto ao meu discernimento do que é razoável, dos riscos a que posso expor ou não a minha cria, e não vejo razoabilidade em levar um filho para a caça, não consigo conceber essa possibilidade como normal na cabeça de um pai que ame um filho por ser tão forte o instinto protector.

O que me distingue então desses pais, ao ponto de o meu discurso, como a minha actuação, não deixar margem de manobra para paninhos quentes se algum dia errar assim?

Pouco, ao nível social, pois igualmente serei merecedor da complacência dos outros por ser efectivamente vítima de um azar, de uma consequência aziaga qualquer.

Mas muito, pois não consigo chamar azar a uma negligência ou a um risco impensável de correr com um filho. Se um alpinista decide arrastar um filho para a mesma paixão está por inerência a estender-lhe o mesmo risco que entendeu assumir.

 

E isso, para um bota de elástico como eu, deveria fazer toda a diferença na perspectiva de quem tem no mínimo que aprender alguma lição a partir destas tragédias que por nascerem de opções estapafúrdias podem mesmo ser evitadas.

publicado por shark às 17:05 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

TONS DE VERÃO

lagosta humana

Foto: Shark 

publicado por shark às 14:36 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

A LOUCURA DO WEEKEND EM PLENA SILLY SEASON

O céu caiu em cima da cabeça dos banhistas que em Albufeira, na praia Maria Luísa, ignoraram os sinais de aviso da possibilidade de derrocada, mas nem assim deixaram de se amontoar famílias inteiras junto às falésias da mesma praia no dia seguinte ao da tragédia que vitimou cinco optimistas.

Um pai que entendeu levar o filho com 16 anos para a caça matou-o sem querer.

O Alberto João chamou traidor ao Primeiro-Ministro de Portugal e ninguém o acusará de coisa alguma.

E o Benfica ganhou.

 

Um fim-de-semana maluco, não?

publicado por shark às 13:30 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (16)
Sexta-feira, 21.08.09

SERÁ DE MIM?

Sou constantemente surpreendido pelo desfasamento entre a imagem, o perfil que traço dos outros, e as suas reacções ou, acima de tudo, a ausência das mesmas.

Ou seja, depois de ultrapassada a fase em que não sei nada acerca de alguém e começo a saber o bastante para interagir com essa pessoa, sob qualquer pretexto, começo logo a lidar com o que, para todos efeitos, é uma enorme e generalizada cara de pau que se manifesta pela forma leviana como os outros se sentem desobrigados de oferecerem explicações acerca de assuntos que de alguma forma os melindrem ou possam levá-los/as a fazerem (assumirem) má figura.

 

Eu acho isto deselegante, nalguns casos cobarde. A interacção (saudável) entre as pessoas pressupõe que de vez em quando aconteçam episódios menos claros ou mesmo desagradáveis que até podem passar pelo menor grau de conhecimento do outro (algo de normal neste meio virtual, por exemplo) que conduz a uma calinada involuntária.

Tão simples como isso. E depois é ainda mais simples, basta agir como uma pessoa crescida e sensata e bem intencionada e esclarecer e/ou corrigir o malentendido ou o falso pressuposto.

Ou pelo menos encerrar o assunto de uma forma mais digna do que optar pelo desprezo que o silêncio pode assumir quando não é devido em determinadas circunstâncias.

 

São estas sucessivas provas de que algo de diferente, e não necessariamente para melhor, está a acontecer nas relações entre as pessoas que por vezes me desorientam.

 

E quase sempre me afastam mais um pedaço da vontade de interagir seja com quem for que não faça já parte do núcleo duro da malta amiga/conhecida por quem posso responder enquanto pessoa em condições. 

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publicado por shark às 10:18 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)
Quinta-feira, 20.08.09

LOVE IS EVERYWHERE

o amor da tita Foto: Shark

publicado por shark às 14:29 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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