Sexta-feira, 31.07.09

CHAMA-SE FÁTIMA

E se calhar por isso, fugir à Justiça não foi um pecado.

publicado por shark às 10:29 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Quinta-feira, 30.07.09

A MENINA NOVA DO BERÇO É CABRA OU PEIXA?

Deu hoje entrada na creche virtual mais uma menina.

publicado por shark às 17:07 | linque da posta | sou todo ouvidos

EU GOSTO DE PESSOAS

olhar gelado

Foto: Shark 

publicado por shark às 15:22 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

GLACIARES

O calor insuportável na pele de quem passeia diante da fachada em obras de restauração, pretos e eslavos nos andaimes sem tempo nem vontade de mandarem piropos às gajas giras que passam na rua afogueadas com as suas peles bem cuidadas, o calor insuportável que tresanda no interior do transporte público apinhado de gente sem vontade de olhar a rua escaldante por onde se passeiam pessoas aquecidas e outras que andam perdidas, vagueiam, dentro de si próprias, e não sentem na pele os raios quentes do sol que ilumina nunca a morte mas sempre a vida, melhor ou pior, dos que as gozam sob o calor insuportável da roupa que a sociedade obriga, fardada de pudor, as que escorrem o suor da labuta e dizem que a vida é uma puta nascida para os consumir, talhada para os afogar na água salgada que se verte a trabalhar enquanto outros a saboreiam no mar, injustiça, sortes ou azares.

 

Vida ardente na rua espreitada por detrás da vidraça arrefecida na maioria dos olhares.

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publicado por shark às 14:22 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

DEIXE LÁ O RICO COMPRAR O IATE!

Realmente, a quem lembraria não deixar o rico comprar o iate? Cambada de invejosos, o país mergulhado numa crise e querem aumentar os impostos aos mais abastados. Parece que querem que seja toda a gente pobre, ou assim...

 

Manuela Ferreira Leite, e leite neste caso não é juventude, voltou às tiradas de luxo. E daquela mente brilhante com boca de megafone brotam estas pérolas para que o povo saiba que tipo de preocupações ocupam o pensamento profundo (das águas das Caraíbas ou do Mónaco) desta candidata a Primeira-Ministra de um país que se afundará sem apelo sob tal timoneira.

E se juntarmos o facto de Pedro Santana Lopes ter colocado o pobre, infeliz e miserável Martinho da Arcada no mapa das coisas que nos fazem perder o sono, temos bem desenhado o namoro à direita que pautará a onda laranja quando finalmente tiver um programa eleitoral para divulgar.

publicado por shark às 11:09 | linque da posta | sou todo ouvidos
Quarta-feira, 29.07.09

OUTRO MAR

mar triste

Foto: Shark 

publicado por shark às 12:05 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Terça-feira, 28.07.09

TRANSTORNOS

Nem sempre amamos da forma que melhor se adequa.

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publicado por shark às 13:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (16)
Segunda-feira, 27.07.09

SERIA FISH...

Se existisse um mar de palavras eu quereria mergulhar na rebentação das ondas.

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publicado por shark às 19:18 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

FILHA DE PEIXE

sharkinha na onda

Foto: Shark 

publicado por shark às 16:30 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

E NÃO QUERENDO SER DESMANCHA-PRAZERES...

...Aproveitando a amena cavaqueira acerca do tempo e das alterações climatéricas que bem tentam ocultar por detrás de uma estatística inflacionada aos últimos cem anos, ocorreu-me que nas contas da OMS acerca da propagação da Gripe A não estarão decerto incluídos os efeitos das catástrofes naturais na criação de condições extremas para o contágio.

É que na sequência de qualquer cenário de devastação as pessoas são obrigadas ao contacto próximo umas com as outras e em condições de salubridade precárias, exponenciando todo o tipo de doença contagiosa.

 

Em plena pandemia, custa-me a crer que as contas não ficassem irremediavelmente baralhadas...

publicado por shark às 10:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

DIZIA EU QUE...

Chove muito lá fora. Nomeadamente na terra do Gengis Khan, onde enfrentam as maiores inundações dos últimos quarenta anos.

Por outro lado, na bacia do Mediterrâneo e sobretudo na Grécia (48 graus em Atenas! Para quem conhece Atenas, o inferno desenha-se com facilidade e entende-se a debandada para as ilhas...), o calor ultrapassa os limites do razoável e países como a Espanha ou a Itália ardem a bom arder.

 

E assim se começa uma semana a falar do tempo, que em tempo de férias chega e sobra para nos entretermos na palheta.

Desejo-vos uma semana agradável.

publicado por shark às 10:29 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Sábado, 25.07.09

MUDANDO DE ASSUNTO

E o que chove lá fora?

publicado por shark às 23:53 | linque da posta

OCASO PESSEGUEIRO

ocaso pessegueiro

Foto: Shark 

publicado por shark às 00:48 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

A POSTA NUM LIVRO ABERTO

Sou um dado tão adquirido como aqueles de jogar. Tanto me pode dar para a calma e a para a boa disposição como ficar virada para cima a face mais inesperada em dada altura. A mais pequena coisinha pode fazer toda a diferença e há detalhes insignificantes para os outros que têm em mim o impacto de uma descomunal desconsideração.

E não existe qualquer excepção a esta face da minha natureza imprevisível, sou mesmo um gajo impossível de prever nas reacções quando chego às piores conclusões ou algo me cai na fraqueza.

 

Ninguém me afirme certo, garantido, na mão. Basta sentir-me esquecido, ignorado, de alguma forma menosprezado e fica de imediato sem cavilha a granada que poderá estilhaçar as certezas seja a quem for. Sou assim na amizade como no amor e não faço a festa por essa constatação que, se me garante de forma teórica o cuidado por parte de quem me aceite como sou é igualmente eficaz do ponto de vista da minha solidão futura quase garantida por quebra da paciência de quem a dedique a essa tarefa espinhosa de me suportar.

O fenómeno não se faz sentir apenas nas minhas relações em curso mas também nas que nem chegam a começar, precisamente por constatar o excesso de confiança, que entendo como um sinal futuro de desleixo na manutenção do nível de emoção e de presença.

 

É uma tarefa digna de titãs, manter controlada a minha irrequietude, a embirração e a picardia, o mau feitio, a inegável propensão para fugir de quem possa sentir como indiferente à necessidade absoluta de me mimar, de me estimar, de me amar de forma quase incondicional a todo o tempo, se me quiser.

É insuportável, visto assim. Bem o sei. E por isso dou de mim em troca, tudo quanto me ocorra, tudo quanto saiba e consiga oferecer para no fundo combater a saturação que pessoas como eu conseguem inspirar nos outros com a facilidade com que se jogam sobre a mesa os tais dados de jogar que afinal só possuem seis faces possíveis de calhar.

 

A parada é muito elevada quando a jogo estão as que eu sou capaz de exibir, tão versátil me revelo na tendência para disparatar.

publicado por shark às 00:21 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Sexta-feira, 24.07.09

SAUDADES DO MEU CÃO

Sempre acreditei na amizade como algo de superior, uma derivação do amor capaz de beber muito do que o caracteriza. A intensidade, a confiança, a verdade, a força, quase toda a essência de uma paixão perfeita. Um amigo a sério seria sempre um irmão para mim, algo que jamais funcionará no vice-versa, e por isso constituiria uma referência em aspectos de suma importância para um gajo de extremos como eu.

A um amigo desses, impossíveis, confiaria uma amada nua sem hesitar e jamais me passaria pela cabeça suspeitar algum tipo de cobiça pois a vida ensinou-me que sou homem para oferecer o mesmo tipo de garantia e sei por experiência própria que não é demagogia. Nunca cedi a tentações (nem as toleraria) que envolvessem a companheira de qualquer amigo meu, mesmo apenas um conhecido mais próximo, pois tive sempre em mente que existem cerca de três biliões de mulheres no planeta e não seria certamente aquela a fazer-me imensa falta.

E porque prezo e cultivo o pouco que consigo defender do homem de bem que sonhei um dia tornar-me.

 

Naturalmente, uma pessoa cresce e aprende. Aprende a lição que destroça o coração quando percebemos esse arquétipo como uma utopia, pois se é verdade que nem sempre conseguimos ultrapassar um desgosto de amor é ainda mais verdade que uma desilusão profunda na amizade tem impacto no futuro da nossa permeabilidade ao mesmo tipo de emoção.

A confiança, um bem precioso, constitui um pilar de qualquer relação digna desse nome e qualquer pessoa descobre ou intui o efeito corrosivo da sua perda. À dor subsequente sucedem-se o medo de arriscar, o isolamento inerente e por fim algo parecido com uma desistência.

 

Uma das conclusões que inevitavelmente tiramos quando perdemos a fé nos outros é a de que o problema estará em nós. Demasiado exigentes, demasiado arrogantes, demasiado qualquer coisa que nos ofereça uma explicação para o que dificilmente conseguimos entender quando nos confundem as certezas, acabamos por acrescentar à falta de vontade de tentar aquilo que definimos como as nossas imperfeições. E depois dessa etapa pouco há a fazer e nem nos permitimos a esperança, preferimos abdicar e deixamos cair todas as veleidades nessa vertente que sempre julguei determinante para uma felicidade em condições.

Não se trata de decisões, mas apenas de uma reacção defensiva para que em nós sobreviva pelo menos a crença nesse padrão do que consideramos a perfeição quando a palavra amigo nos enche a boca.

 

Há muito a minha não alberga tal expressão, tamanha a dimensão das evidências, tamanhas as discrepâncias entre o delírio das convicções exageradas e a realidade das relações possíveis.

Nenhum homem que conheço possui esse estatuto superior que, valendo o que vale (e a medida dessa valia está naquilo de que eu próprio sou capaz na pele do amigo verdadeiro), no meu caso concreto equivale provavelmente ao estatuto que atribuo a um grande amor. Não me permito esse tipo de devaneio, tanto pela falta de fé nos outros como em mim próprio no que concerne à capacidade, à dedicação e mesmo à generosidade que a um amigo se exige ou devia. Tudo o que tenho para oferecer nesta altura é o pressuposto da confiança e de lealdade que as minhas fantasias de (pseudo) cavalheiro garantem.

Já ficaria grato ao destino se alguém, outro gajo, por qualquer motivo, me transmitisse um dia apenas essa garantia que fosse sem qualquer espécie de hesitação.

 

E sei que seria quanto bastasse para me merecer uma desmesurada gratidão .

publicado por shark às 22:54 | linque da posta

ACABADO DE ZARPAR

acabado de zarpar

Foto: Shark (em destaque no portal SAPO)

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publicado por shark às 15:12 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

A POSTA QUE COINCIDÊNCIAS HÁ MUITAS

Comparar as alternativas existentes em matéria de banda larga neste país onde o feudalismo não desapareceu, apenas se travestiu, é quase o mesmo que olhar para as placas indicadoras dos preços do combustível que alguma alma bem intencionada fez espalhar por cada auto-estrada de Portugal. É quase tudo igual, tirando um ou outro cêntimo só para não parecer mal.

E uma pessoa interroga-se se querem mesmo fazer de todos nós burros, tentando vender o busto de que não existe cartelização e que o mercado funciona de forma clara e transparente e sem jogadas de bastidores.

 

As petrolíferas já foram "investigadas" por uma alta autoridade qualquer e a conclusão foi a que se previa: apesar de todos percebermos que as diferenças de cêntimos entre os postos abastecedores eram apenas da treta e a sintonia nas oscilações dos preços era descarada, estava tudo em conformidade com a Lei e por isso tudo continua na paz do Senhor.

Contudo, voltando à vaca fria do parágrafo inicial, eu olho para as tarifas e para as propostas das operadoras de telecomunicações e depois olho para os tais placards que nos fazem entrar pelos olhos a realidade nua e crua dos barretes que nos enfiam e sinto o apelo de, no mínimo, estrebuchar para que não me assumam imbecil por omissão.

 

Já deixei claro que não tenho formação académica ou outra em Economia para sustentar melhor as minhas conclusões. Todavia, uma coisa que aprendi em matéria de marketing mix foi a multiplicidade de factores que podem influenciar o componente que me interessa no âmbito desta posta: o preço.

E é aqui que a porca torce o rabo, pois gostava de desafiar os decisores das empresas de telecomunicações e petrolíferas a explicarem-me com toda a paciência e rigor como é possível duas empresas concorrentes chegarem a um preço exactamente igual para um produto análogo.

Eu coloco as coisas de uma forma que não implique o recurso ao economês: alguém acredita que mesmo adquirindo os produtos ao mesmo preço, as empresas tenham por exemplo os mesmos custos de distribuição? Ou seja, a frota de camiões-cisterna da Galp tem exactamente o mesmo custo da que serve a Repsol? Os vencimentos dos funcionários das duas empresas são exactamente iguais? Os custos fixos e variáveis são tal e qual?

A resposta negativa a qualquer das perguntas anteriores implica de imediato o abraçar da coincidência como um dado adquirido no mundo dos negócios...

 

E claro que ninguém acredita que no domínio das telecomunicações as coisas se processem da mesma forma, com a TMN e a Vodafone, como irmãs siamesas, a chegarem precisamente ao mesmo valor de €10 para o mesmo tempo de utilização (10 horas) para a sua banda larga móvel recarregável.

Estão mesmo a fazer de nós parvos para poderem manter preços exagerados, concertando preços nas traseiras do folclore com que dão o ar de enorme agressividade comercial e montes de hostilidade recíproca.

Onde eu estudei ensinavam a malta que um dos efeitos da concorrência, daí o receio dos monopólios, é precisamente a baixa dos preços que deriva de uma melhor gestão dos custos por parte de cada empresa para poder estar no mercado de forma mais competitiva.

E nunca me deram a conhecer um cenário, tirando as tais coincidências que em Portugal são mato, de perfeição como a que se depreende do alinhamento dos preços que não acontece apenas nos negócios que referi apenas porque são os mais descarados nesse particular e porque movimentam somas astronómicas que fazem toda a diferença no bolso do cidadão comum.

 

Se nenhuma alta autoridade consegue ver isto, ou as regras do jogo mudaram imenso desde que as estudei ou a multiópticas tem ali um mercado com enorme potencial.

publicado por shark às 11:22 | linque da posta

ORGIAS DE ESTUPIDEZ

Imagine-se um grupo de pessoas que acham poderem vir um dia a andar de avião, nunca se sabe, e que decidem juntar-se a bordo de uma aeronave para a fazerem despenhar (de forma controlada e tal...) para garantirem a entrada na estatística que diz ser quase impossível um sobrevivente de um acidente de aviação vir a morrer na sequência de outro em que participe.

 

É assim que eu vejo as suine flu party, as festas imbecis que os próprios (sim, os imbecis) organizam para se contagiarem alegremente com o H1N1 e ficarem imunes a um vírus que por acaso até dá ares de ser mutante.

publicado por shark às 00:10 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Quinta-feira, 23.07.09

VELHAS GLÓRIAS

O concerto dos Eagles fez-me lembrar alguns jogos do meu Benfica nas últimas épocas.

publicado por shark às 21:26 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

A MONOTONIA NO SEXO - TODA A VERDADE

Só é monótono não o praticar.

publicado por shark às 12:20 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (18)
Quarta-feira, 22.07.09

SAUDADE DO VERÃO

baywatch Foto: Shark

publicado por shark às 21:33 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)

OS PAPAGAIOS DE SERVIÇO

Ouvi há pouco o Portas, esse bastião da demagogia, a defender a redução de impostos como solução para a crise que nos atrofia. Irrita-me, esta forma de fazer política que me faz lembrar a estratégia ruinosa do meu Glorioso na gestão da sua equipa de futebol. É que não há forma de entender estes discursos de treta, baseados apenas no que o povo quer ouvir e impraticáveis quando chega a hora de cumprir, senão como formas descaradas de aliciar os papalvos para que estes se deixem embalar pelo canto da sereia.

Ou, no caso concreto, pela música do flautista...

 

Na situação actual, nenhum governo pode utilizar a fiscalidade como instrumento ou mesmo como argumento (necessariamente falacioso) para combater a crise financeira generalizada. Não é necessária formação em Economia para perceber porquê.

Aumentar os impostos constituiria o golpe de misericórdia no tecido empresarial e mesmo no equilíbrio delicado da classe média de qualquer país e isso é fácil de adivinhar neste contexto de aflição.

Restaria então, se os impostos pudessem de facto constituir solução, baixar as taxas praticadas. Ora, é fácil de prever que nenhum Governo no seu juízo perfeito iria além da fasquia de um, talvez dois, por cento ou entraria inevitavelmente em colapso por não conseguir sustentar a pesada máquina que o Estado constitui.

E aí recordo a redução da taxa do IVA, com os efeitos extraordinários que todos acabámos por sentir...

 

Só a gestão de merceeiro, e um país não se gere assim, poderia dar corpo a contas feitas dessa forma, de percentagens pequenas, de verbas ridículas a nível individual mas cuja multiplicação resultaria numa forte redução da receita fiscal e inevitáveis consequências no saldo final das contas do país. E para pior já basta assim.

O líder centrista, desmascarado no seu namoro com a lavoura, investe agora no recado amoroso para as pequenas e médias empresas e para os papalvos da classe média que se revelem incapazes de perceberem a falácia na argumentação do homem das feiras.

 

Nunca sou meigo na crítica às sucessivas argoladas do Governo, qualquer Governo, deste país. E por isso me sinto sempre legitimado na isenção para efectuar uma colagem esporádica às medidas e tomadas de posição que considero mais favoráveis ao destino da Nação que lhes compete cuidar.

 

Eu nem hesito em apoiar a estratégia da maioria absoluta, recusando acenar com o abaixamento dos impostos como forma de contrariar a argumentação palerma e desesperada de uma oposição que pouco ou nada tem para apresentar de bom ao longo da Legislatura que agora termina. É pouco simpático, não rende votos. Mas é das poucas provas de serenidade, rigor e bom senso que qualquer Governo nesta fase crítica para a economia a nível mundial pode fornecer, sobretudo quando entalado pela iminência de um teste eleitoral onde muito jeito lhe dariam os votos dos que se deixem de facto seduzir pelas promessas impossíveis de cumprir ou que postas em prática nos enterram as contas de vez.

 

 

publicado por shark às 14:05 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

ROUBAR AOS POBRES PARA NÃO DAR A NINGUÉM

É como ver no horizonte o temporal a avançar e não poder fugir-lhe por estarmos em alto mar, demasiado distantes da segurança de um porto de abrigo qualquer.

Quando a conjuntura ou a simples conjugação de erros e de omissões imbecis ou ambas começam a apresentar a factura, a vida de um gajo complica-se e tudo em seu redor parece desenhado para o esfolar em termos financeiros e, por inerência neste mundo que adulteramos, em termos sociais também.

 

Ninguém perdoa o fracasso em tempos de ostentação. Ainda que justificado por factores incontroláveis, que até podem ter relação com a estrutura e o momento psicológico de cada um quando não é apenas o acaso a determinar, um trambolhão financeiro constitui isso mesmo para qualquer cidadão de classe média entalado entre a ambição de manter ou mesmo trepar no estatuto (o que quer que isso seja) e a ameaça do patamar inferior que está ao virar da esquina num contexto de aflição global.

E é esse contexto a única tábua de salvação para quem sinta o chão a fugir sob os pés, a desculpa perfeita para o colapso que acaba por afectar os outros também e a pessoa encontra conforto na desdita que não enfrenta a sós...

 

Mesmo quando não (sobre)valorizamos os sinais exteriores ou até a felicidade que a "riqueza" alegadamente proporciona, intuimos na boa a dimensão do fenómeno que se abate sobre a vida de um cidadão quando o emprego deixa de ser um dado adquirido ou o negócio florescente se transforma num sorvedouro de capital e o sistema (público e privado) desencadeia os mecanismos eficazes de rapina dos despojos.

Para quem trabalha e vê muitos outros governarem-se à conta de golpadas e intrujices o primeiro sentimento perante penhoras e outras faces feias da complicação é o de uma flagrante injustiça. Porém, isso de pouco vale quando a gestão do caos se apodera do quotidiano das pessoas e mesmo as soluções de recurso capazes de hipotecarem vários anos do futuro surgem como opção. É um tempo de desorientação, marcado por decisões difíceis e constatações terríveis da fragilidade da nossa condição em termos sociais.

 

É por isso que filmes como a da "dona branca" de Almada, mais uma chica-esperta convincente o bastante para garantir a confiança de gente em desespero de causa, não me deixam indiferente. Revolta-me a facilidade com que estas burlonas e burlões, predadores em tempo de crise, instalam uma fachada de negócio legítimo em qualquer lugar e aproveitam-se do desnorte das pessoas para as enterrarem ainda mais no problema para o qual se pintam solução. Para além da perda financeira resultante, 300 euros ou mais (ao que sei), esta gente enganada por quem vendeu a alma ao diabo ainda se vê confrontada com o desânimo que na pele de vítimas deverão sentir.

 

E é também por isso que defendo que a sociedade deve reagir na devida proporção e enfiar direitinhos na prisão todos quantos sejam caçados pelos seus esquemas nojentos de aproveitamento das fragilidades alheias.

 

O oportunismo sabujo numa época em que só a solidariedade pode evitar males maiores justifica, necessita mesmo, das parangonas que como aconteceu no caso Madoff nos anunciem um castigo exemplar. 

 

 

publicado por shark às 10:34 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Terça-feira, 21.07.09

FOSGA-SE!

Somo azares, arrelias, desgostos, contrariedades, interrogações, sustos e aflições em doses industriais neste dia do Senhor. E essa soma está a criar as condições ideais para fazer das minhas, algo que a vida já me ensinou ser pouco recomendável mas por vezes necessário.

Não vou à bruxa por uma questão de coerência (sou agnóstico...), mas que sinto o apelo, lá isso...

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publicado por shark às 15:37 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)

SILHUETAS DE VERÃO

relaxante natural

Foto: Shark 

publicado por shark às 12:32 | linque da posta | sou todo ouvidos

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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