Sábado, 30.05.09

MERA ASSOCIAÇÃO DE IDEIAS (2)

Afinal não preciso de falar no Quique. Tava a esquecer-me do cromo do Eurojust...

(E do Paulo Bento, caso ganhe o candidato que anuncia o treinador com nome de telemóvel para conduzir os lagartos às glórias que conquistou na Inglaterra e no México. E do Jesualdo, enfim...)

publicado por shark às 11:22 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Quinta-feira, 28.05.09

MERA ASSOCIAÇÃO DE IDEIAS

Bolas, já toda a gente falou da demora na demissão do Dias Loureiro.

Agora vou mesmo ter que falar no Quique Flores...

publicado por shark às 23:05 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

(L)UCAL ERRADO

Ao longo de anos na minha infância e adolescência bebi hectolitros da que era a melhor bebida do mundo até descobrir a cerveja.

Por isso não papo grupos: o leite com chocolate Parmalat com a marca Ucal não tem nada a ver com o antigo e extinto leite com chocolate da UCAL de que vos falo. Nada!

 

Assim sendo, recomendo-vos o novo Vigor com chocolate que entretanto descobri e que bebido bem fresco é uma maravilha.

 

Quem é amigo, quem é?

publicado por shark às 21:29 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (14)

HORIZONTES

perfis Foto: Shark

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publicado por shark às 18:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Quarta-feira, 27.05.09

CASA DE ALTERNE

Também lá dou uns toques.

publicado por shark às 14:34 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

MAS AFINAL PORQUE CARGA D'ÁGUA BLOGAMOS?

No fundo, para que é que um gajo bloga? A cena é feita completamente à borla, tem custos óbvios (tempo é dinheiro e quando canalizado para aqui é certamente roubado a algo ou alguém) e acarreta algumas chatices escusadas.

Ainda assim são às dezenas de milhar, só em Portugal, aquelas e aqueles que decidem levar a cabo esta missão virtual impossível porque absolutamente disparatada à luz de qualquer luz analógica.

E eu sou uma dessas pessoas cuja sede de comunicar é tanta que facilmente incorrem em exageros na atenção prestada a este(s) trabalho(s) pró boneco (como o sentimos na maioria das vezes em que damos mesmo o litro), traduzida em algo tão absurdo como um blogue.

No meu caso são três individuais mais um colectivo, o que ainda acentua o cariz estapafúrdio da aposta…

 

Ando nisto há cerca de cinco anos. Perdi a conta aos blogues individuais e colectivos em que já participei, mas foram ao todo quase vinte. E confesso que já dediquei muito tempo, muito tempo mesmo a tudo quanto envolve a blogosfera. Desde as pessoas (nicks?) até à questão estatística que nos revela a verdade do interesse que somos capazes de despertar.

Nesta fase da minha “carreira blogueira” represento cerca de 1500 visitas diárias, a soma do conjunto de blogues onde interfiro de alguma forma e sem contar os valores residuais das visitas aos blogues que entretanto acabaram mas continuam disponíveis para os motores de busca.

Soa imenso para quem tem blogues com meia dúzia de visitas diárias e é peanuts para quem mantém espaços que registam o triplo ou mais. E isso mostra o quanto é tudo muito relativo nisto dos contadores, até porque ninguém vive da blogosfera sem recorrer aos artifícios xpto concebidos para o efeito mais óbvio: a caça de cliques.

Estou fora dessa guerra e por isso só me valho do que sei fazer para agradar quem me visita e justificar uma repetição desse momento ansiado por qualquer pessoa que invista de si nesta treta. Sim, reparo nos contadores tanto quanto o fazem os hipócritas que o negam meses a fio para depois algures se gabarem, cheios de dor, que repararam sem querer no número “sensacional” que o contador que tanto desprezam lhes forneceu.

 

Reparar nos contadores é o primeiro passo para nos tornarmos autênticos escravos desta cena. Acabamos por funcionar, os que somos assim, em função das oscilações que determinada abordagem suscita, juntando-lhe a animação das caixas como indicador de “popularidade” que, obtida na blogosfera, vale tanto em termos nacionais como ser o presidente da mesa da assembleia geral de um clube de bairro.

A blogosfera é constituída por meia dúzia de figuras mais ou menos públicas e uma multidão de cidadãos anónimos que reúne professores catedráticos que escrevem com os pés umas postas soníferas para impressionarem a academia com o seu brilhantismo e com a irreverência tão modernaça de se poderem afirmar gente que bloga e agentes de seguros armados ao pingarelho que até dão uns toques na escrita e por algum motivo, eu às vezes não sei bem qual, escolhem isto como hobby até ao dia em que lhe percebem as fragilidades ou constatam a indiferença generalizada para com as suas postagens.

Por isso vos digo que nem sempre me sinto capaz de insistir nisto e apetece-me dedicar-me à pesca ou assim. É cíclica, esta reacção de quem bloga quase todos os dias ao longo de dias a mais. Chega a um ponto em que olhamos para o trabalho produzido e nos confrontamos com a evidência dos números e surge a pergunta natural no horizonte.

 

Precisamente a que titula esta posta. 

publicado por shark às 14:25 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (53)

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

vegetação urbana

Foto: Shark 

publicado por shark às 10:29 | linque da posta | sou todo ouvidos

CHARQUINHO LIGHT

Tal e qual na dimensão analógica, ninguém tem pachorra para a profundidade da converseta dos meus lençóis (como o contador e as caixas de comentários berram de cada vez que enveredo pela escrita mais densa e/ou pelas postas acerca de temas menos divertidos ou com fundo desagradável).

 

E eu não posto para mim, ou não me faltariam gavetas.

 

Assim sendo, o Charquinho entra hoje no tempo certo: o dos prazeres sem calorias e de fácil digestão.

publicado por shark às 10:21 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (14)
Terça-feira, 26.05.09

SAUDADES DO REI SALOMÃO

Em Barcelos garantiram que seria melhor ficar em Portugal com a família afectiva e consideraram a mãe da Alexandra inapta para a cuidar. E em Guimarães não existiu qualquer Relação com a primeira decisão e a menina foi entregue à alegada inapta que a levou de imediato para o país de origem.

Agora passam nas televisões dos dois países as imagens da forma bruta como a mãe que o Tribunal de Guimarães considerou capaz trata a filha mesmo diante de câmaras de televisão e ficamos todos perplexos com aquilo que alguns juízes entendem por superior interesse da criança, algo que de resto outras imagens (as da passagem do “testemunho”, com a menina aos berros e em choro convulsivo) já haviam deixado antever não ser o mesmo que o entendido pelo sistema jurídico que afinal a sentenciou.

 

Poucas vezes uma decisão de um tribunal português divulgada por via do mediatismo de alguns casos trouxe a alguém o sentimento de que foi feita justiça.

Ou tudo acaba em águas de bacalhau, com absolvições incompreensíveis, ou as penas ficam muito aquém daquilo que seria de prever em função dos factos provados, ou, como este exemplo ilustra, a sentença acaba por ser aplicada à vítima e as vidas das pessoas são efectivamente arruinadas pela falta de bom senso dos nossos tribunais.

Eu acredito na Justiça mas não confio de todo no sistema que em Portugal se criou para a promover. É lento, é arcaico, é atabalhoado e é, acima de tudo, incapaz de cumprir a sua missão perante a sociedade como tudo o que acima refiro exemplifica.

O cidadão comum não gosta de recorrer à Justiça porque o sistema jurídico (o Código Penal é um livro de anedotas) é manco e foge dela a sete pés. A confiança na capacidade decisória dos tribunais só tem paralelo com a que se deposita nalguns hospitais e somam-se os desacertos entre a percepção popular de justiça e aquela que efectivamente acontece, sob o manto do palavreado técnico e do critério patético de quem ainda defende o sistema tal como está.

 

A menina russa, triste protagonista dos filmes da sua vida passados nos telejornais, é no meu modesto e leigo entender apenas mais uma perdedora às mãos de alguém mandatado para tomar decisões em nome de qualquer um de nós e não apenas no seu. Ou seja, subentende-se que a Lei e respectiva interpretação e aplicação deve coadunar-se com aquilo que a população entende por justiça mas os acórdãos insistem em provar o contrário.

A menina russa, Alexandra, e em face do relatório que fundamentou a decisão de Barcelos e que dava conta de sinais de negligência e de maus tratos por parte da mãe biológica a quem a Justiça portuguesa a confiou e das imagens que agora nos mostram, pode correr até risco de vida.

 

Mas a nós, meros espectadores, resta aguardar que nos poupem a mais uma verdade das que desmentem e desacreditam pelo desfecho tantas vezes infeliz a capacidade dos tribunais para perceberem que a relação entre filhos e pais não se determina apenas pela observação imparcial dos elementos de prova, pela leitura desapaixonada da legislação e pelo rigor na sua avaliação.

É que nas questões da paternidade tanto a prova como a sentença devem partir muito do coração.

 
publicado por shark às 21:24 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

CARIL DE CABRITO

Nada mais, nada menos.

E não tarda.

publicado por shark às 12:21 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)
Segunda-feira, 25.05.09

DANCE WITH ME

dança com a luz Foto: Shark

publicado por shark às 17:05 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

A POSTA COERENTE (ou se trabalhar desse saúde os doentes não faziam outra coisa nos hospitais)

Eu não gosto da expressão “entrar na semana” porque não aprecio as semanas no seu início definido como regresso à labuta embora até goste do termo “entrar” de uma forma geral.

Isto a propósito precisamente do fenómeno de rejeição instintivo perante a iminência de uma qualquer segunda-feira com tudo o que elas implicam. Ou seja, o raciocínio profundo que me leva a debitar esta prosa conduziu-me à polémica questão do trabalho e da forma como ele condiciona até a imagem que (alguns) outros têm de nós. Basta verem a reacção de qualquer cidadão cumpridor do preceituado nessa matéria (arbeit macht frei e assim) quando assumimos o trabalho não como um gosto mas como uma obrigação.
 
Eu sou uma dessas pessoas chocantes para quem aprecia as segundas-feiras enquanto momento ansiado de regresso a um lugar que não seja a própria casa ou uma esplanada à beira-mar (que aparentemente soa despropositada nos dias ditos úteis).
Sim, admito: não gosto de trabalhar, faço-o porque tem que ser e estou convicto de que existem mil e uma maneiras mais agradáveis de passar o tempo de que dispomos enquanto temos saúde e vontade para o desbundar. Eu não desbundo vergar a mola mas sim libertar a tola de todas as cargas negativas que um dia de trabalho sempre produz.
E é nesta linha ténue entre um gajo que não gosta de trabalhar porque entende essa obrigação como um frete (não fazemos todos aquilo que gostamos, mas sim o que nos aterra na sopa na altura de tomar decisões) e um outro que seja apenas preguiçoso e/ou moinante natural. Eu não tenho preguiça para enfrentar dias de lazer, tal como enfrento com maior alegria uma tarefa laboral que me dê prazer. Ou seja, sou homem para bulir mais horas do que o previsto quando me dá pica mas nunca perco o norte ao que verdadeiramente interessa na vida e isso, lamento contrariar a malta, não passa por termos que condicionar o tempo a um ofício que calhe para podermos ganhar prá bucha.
 
Existe uma confusão diabólica nas cabeças de quem aprendeu em pequenino a louvar o “bom trabalhador”, esse exemplo acabado de um cidadão válido que na prática consiste naquele tipo de pessoa que não se importa de mergulhar todos os dias numa tarefa desagradável e aceita esse facto como uma benesse que muitos nem depois de reformados conseguem largar.
Sim, existe quem goste imenso de trabalhar porque não tem outros interesses na vida, porque gosta do que faz (não é tão frequente como se julga) ou apenas porque foi o que absorveu do banho de educação, cultura, tradição ou pobreza que recebeu na infância. E a mim não custa aceitar e mesmo louvar essas pessoas por conseguirem enfrentar os chamados dias úteis com maior agrado do que eu (pelo menos em horário laboral).
Contudo, e reside aí a tal confusão, não gostar de trabalhar pode implicar nada mais do que possuir a lucidez necessária para discorrer da inevitável goleada em matéria de argumentação do dolce fare niente quando do outro lado existe uma realidade com relógio de ponto, colegas, chefes e patrões mais o fardo terrível da coisa como uma inevitabilidade ou, ainda pior, uma obrigação.
A mim, que assumo essa pele de aberração como soam todos os calões a quem só entende assim os que integram essa alternativa à sua dedicação e empenho na perseguição infrutífera de uma cenoura chamada salário que será sempre absurda relativamente ao de quem verdadeiramente aufere, o lazer está para o trabalho como uma noite bem passada com uma mulheraça está para uma madrugada a agonizar com dores de dentes.
 
Claro que arrisco enfrentar a ira e o escárnio dos que lerem esta posta inútil na perspectiva de quem despreza “os que nada fazem”. Mas cada vez que chega ao fim o prazo de entrega da declaração de IRS e percebo a fatia que me cortam para sustentar hospitais que não frequento, estradas que também pago sob a forma de portagens e de impostos de circulação e o direito (a esperança?) a uma reforma incapaz de me sustentar quando finalmente puder gozar a vida como gosto agora deixo-me de escrúpulos e arrojo este desabafo que considero muito coerente com a minha disposição transtornada por esta invenção demoníaca chamada segunda-feira.
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publicado por shark às 15:30 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (14)

ENTRETANTO JÁ PERCEBI QUE AMANHECEU...

...Mas as minhas segundas-feiras estão assim, obrigam-me a arrancar em quinta...

Tenham uma semana porreira, cheia de dias montes de úteis e mais tudo isso que temos que acreditar que é para nosso bem e tem que ser e assim.

 

Logo que possa posto como deve ser. Porque vocês merecem.

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publicado por shark às 12:30 | linque da posta
Domingo, 24.05.09

ENTARDECER

reflexo perfeito 

Foto: Shark

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publicado por shark às 19:54 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

PALMA DE OURO PARA ARENA DE SALAVIZA

Era o único filme português a concurso.

E arrebatou nada menos do que a Palma de Ouro em Cannes.

 

É obra.

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publicado por shark às 19:37 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)

MANUELA MOURA FEDES

Sei que já chego atrasado quanto à actualidade desta minha posta, mas nunca quanto à sua pertinência no contexto de tudo quanto sempre defendi aqui como na vida lá fora.

O badalado acto inquisitório que a TVI gosta de chamar entrevista e que foi protagonizado pela torquemada de serviço na estação do marido patrão, a inefável Manuela, constituiu um brilhante momento televisivo (algo de insólito naquele canal pimba) por via da performance notável do Senhor Bastonário da Ordem dos Advogados, o doutor Marinho Pinto.

 

É indescritível, de tão repugnante, a abordagem da TVI em termos jornalísticos. Dúvidas houvesse, a MMG deixou-as esclarecidas nesta ocasião e Marinho Pinto deixou exposta com a sua reacção frontal e sem paninhos quentes a f(r)actura que há muito o “Jornal Nacional” fazia por merecer.

De resto, o Bastonário que a MMG tentou encurralar por todos os meios fez algo que nesta terra de alimárias é pouco usual: foi sincero na sua reacção ao que qualquer pessoa consegue identificar como um julgamento sumário e viciado (a sentença foi lida em simultâneo com as alegações). E para isso, os hipócritas e os arrogantes nunca estão devidamente preparados, precisamente por não ser habitual.

 

Marinho Pinto, de quem podem discordar muitos advogados (o que não admira…), é para mim um símbolo do tipo de pessoa de que este país precisa para pôr ordem nesta barraca onde os medíocres se instalaram nos vários poderes (a Informação é um deles) e ameaçam corroer Portugal com o ácido das suas antipatias e com o veneno das suas actuações.

O Bastonário representa não apenas os profissionais decentes que a sua Ordem tutela como toda uma classe de portuguesas e de portugueses que definham à mercê das vergonhas silenciadas por quem é cúmplice activo ou por omissão do estado de coisas que só homens como Marinho Pinto podem combater. Foi disso que tratou a tal “entrevista”, de um braço de forças público entre os interesses obscuros de uma camada perniciosa e minoritária da população (como certamente acontece na Ordem dos Advogados) e um indivíduo que dá jeito entender como isolado para enfraquecer a sua causa que, por muito que doa a alguns, deveria ser a nossa.

E é a minha, deixo-o bem claro aqui.

 

Apesar de ser fácil animar o fenómeno de rejeição para com quem faz voz grossa em detrimento da falinha mansa politicamente correcta mas ineficaz (e cobarde), só mesmo quem queira deixar andar o regabofe pode insurgir-se contra outro alvo que não tudo aquilo que a MMG e a sua televisão de treta representam e tão bem deixaram transparecer nesta patética tentativa de conduzir à fogueira mais um obstáculo a amigalhaços poderosos ou simplesmente um circunstancial ódio de estimação. E a “vítima” não se deixou imolar pelo peso desse poder em mãos indevidas, esperneou, e acabou por atear o incêndio na pele arrogante de quem pretendeu a sua condenação.

Foi tão brilhante o desempenho de Marinho Pinto enquanto advogado e enquanto homem quanto desprezível se revelou o da Manuela na condição de jornalista e de pessoa.

 

E por isso vos digo que lamento não ser advogado para poder apresentar-me a Marinho Pinto como voluntário para o apoiar na sua guerra de forma incondicional.

Mas faço-o sem qualquer dúvida ou hesitação na qualidade de seu compatriota e de cidadão. 

publicado por shark às 14:19 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)
Sexta-feira, 22.05.09

SAUDADE DO VERÃO

rumo ao sol Foto: Shark

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publicado por shark às 01:06 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)
Quinta-feira, 21.05.09

É MUITA PALAVRA!

4621 posts | 35174 comentários

 

(Até à data...)

publicado por shark às 20:33 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (14)
Quarta-feira, 20.05.09

CAMIÃO DESPISTA-SE EM MOSCAVIDE

acidente moscavide

Foto: Shark

 

O fotógrafo estava lá e ainda ontem passou a pé no local.

Um pesado de mercadorias despistou-se esta tarde e saltou de um dos viadutos de acesso à ponte Vasco da Gama, acabando por tombar no passeio que ladeia a estrada que liga Moscavide e Sacavém, muito próximo da REN.

Trata-se de uma estrada com grande movimento de veículos e de peões, pelo que as consequências deste acidente de viação poderiam ser bem piores.

Desconheço, até à hora de publicação desta posta, se houve vítimas a lamentar embora tudo indique que apenas o condutor da viatura possa ter estado envolvido no acidente.

publicado por shark às 21:09 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)

AS PUPILAS DA SENHORA DOUTORA

Ao longo do meu tempo de escola tive o prazer de lidar com professores que eram mestres do seu ofício, pessoas capazes de abraçarem a complexa e exigente tarefa de em boa medida substituírem (ou pelo menos complementarem) os pais na educação dos alunos, muito para lá do âmbito da estrutura curricular de cada disciplina.

E havia os outros, gente desequilibrada ou apenas incompetente para a função, que podiam transformar a vida dos alunos num inferno sem apelo, dado que de pouco servia contestar um professor perante os pais desse tempo, ensinados de pequenos a jamais fazerem reparos à actuação de gente rica ou poderosa, de padres, de médicos e de professores.

Era o que nos calhava em sorte e tínhamos que suportar em silêncio quaisquer desmandos e viver sem queixas as respectivas consequências na personalidade que nos competia formar.

 

Embora nunca tenha sido meu apanágio a submissão por inerência a estas vacas sagradas das gerações anteriores retive a lição do respeito à função e tive sempre como bitola os mestres que tive a sorte de se cruzarem com o meu caminho e apesar dos episódios foleiros (que todos vivemos de uma forma ou de outra) só não concluí uma licenciatura porque não pude ou não quis. Ou seja, apesar de tudo o sistema acabava por funcionar bem para a maioria e os casos aberrantes eram tratados dentro do maior secretismo e, naturalmente, sob a asa protectora da inevitável manta corporativa que poupava a classe, qualquer classe, a enxovalhos.

Isso não invalida, contudo, que alguns excessos de que fui alvo me tenham convencido de que me competia garantir que filho meu jamais se sentiria impotente perante uma actuação imprópria de um professor. Essa garantia pressupõe que considere legítimo qualquer meio de que a minha filha se possa valer para desmascarar os impostores que se fazem passar por professores e afinal não passam de gente frustrada ou mesmo insana que dá aulas apenas porque o respectivo “canudo” não lhes abriu outras portas.

 

Do mais recente escândalo mediático ligado à Educação neste país, o inenarrável caso da (senhora doutora) professora de Espinho que só uma gravação e respectiva divulgação dos seus delírios esquizofrénicos terá permitido afastar (suspender) da docência, retive a possibilidade de a aluna que registou uma das intervenções da lunática vir a ser punida por alegadamente violar o regulamento interno da escola onde tudo se passou.

É impressionante como muitas pessoas que aplaudiram a divulgação das célebres imagens da disputa por um telemóvel entre uma miúda calmeirona e uma prof minorca, tão a jeito para enfatizar o drama vivido por alguns professores, venham agora insurgir-se contra uma evidência de que a coisa funciona (mal) para os dois lados da questão.

E se concordo que é inadmissível o uso de um telemóvel numa sala de aula para amena cavaqueira, não duvidem que considero legítimo esse aparelho (ou qualquer outro) como meio de prova deste tipo de aberração. Prefiro seja o que for a imaginar a minha filha submetida a este tipo de situação sem nada ao seu alcance para se poupar a uma cena tão triste.

 

É uma pena, assistir à degradação progressiva do estatuto da carreira docente cujo papel é (deveria ser) preponderante no conjunto dos aspectos mais relevantes para a construção de pessoas em condições e de um país à sua altura.

Mas sem dúvida que nas actuais circunstâncias e se quisermos cumprir os objectivos a que nos propomos relativamente à educação dos filhos que temos não posso deixar de rogar mil pragas a quem ousar levar a cabo qualquer espécie de castigo a quem neste caso só pode ter sido tida como vítima de uma acumulação de erros e de omissões e nunca como culpada de coisa alguma.

publicado por shark às 14:59 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (35)
Terça-feira, 19.05.09

SAUDADE

saudade 

Foto: Shark

publicado por shark às 10:04 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

LÁBIOS DE CETIM

O gigantesco retrato de uma pessoa austera do passado, talvez um bisavô, dominava o ambiente na entrada faustosa para a casa daquela mulher sem nada de conservador.

Percorreram em silêncio o imenso corredor que conduzia aos aposentos onde nada haveria mais a dizer, ele com os olhos em deambulação pelos sinais de abastança que o surpreendia por contrastar com a simplicidade elegante dela que, sorriso nos lábios, quase o arrastava na direcção do quarto a que chamava seu.

A porta, pesada, parecia destinada a isolá-los do mundo exterior naquele espaço que tanto destoava do resto que ele conseguira ver ao longo da caminhada para o leito onde ela não tardou a tombá-lo com o peso do corpo que o abraçou com vigor.

 

Estavam ali para fazer amor, como ele o definira num momento de encanto à luz dos castiçais e de uma lareira onde antes se assavam javalis.

Ela sorrira, enigmática, e depois sussurrara-lhe ao ouvido qualquer coisa que ele não percebera mas que acabava na palavra foder. Não tardariam a percorrer a distância que os separava da cama que ela ansiava e ele quase parecia querer adiar com tanto prurido e pudor.

 

Despiu-o, agarrou-lho e enfiou-o em si com a urgência de uma diabética em busca de insulina. Depois tombou-o sobre a cama e deixou-se escorregar por aquele ferro em brasa como o sentia e não parou de gritar porque se vinha de cada vez que descia e ele quase enlouquecia para aguentar um pouco mais e agarrava-se às mamas dela como tábuas para uma salvação que afinal o perdeu.

E ela não se aborreceu, satisfeita, e arrastou-o para a cama desfeita com ganas de o reanimar e logo lhe indicou com o olhar o rumo traçado para os seus lábios de cetim.

publicado por shark às 01:34 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (19)
Segunda-feira, 18.05.09

UMA POSTA COMO DEVE SER

É ISTO.

publicado por shark às 17:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Domingo, 17.05.09

TUDO AQUILO QUE NOS FAZ

Aquilo que somos enquanto vivemos, o rasto que afinal deixamos no caminho que outros passos darão. De passagem, numa curta viagem da qual nem podemos presumir uma duração.

Aquilo que damos enquanto amamos, a memória do que fazemos enquanto partilhamos o tempo que acontece em cada momento feliz. Alta voltagem, em cada mensagem inclusa num beijo que nos acelera o coração.

Aquilo que dizemos enquanto podemos, a diferença que podemos fazer entre sorrir ou sofrer no destino de quem se cruza no nosso caminho. Uma miragem, no mesmo horizonte onde nos aguarda a outra margem deste rio que desafiamos com a nossa loucura temerária ou com a passividade de uma alimária enquanto tentamos nadar contra a maré que nos puxa para águas mais fundas onde ficamos sem pé, ou nos empurra para a passividade indesculpável perante a contrariedade inevitável à espreita em cada esquina de uma missão impossível ou de um grande amor.

Aquilo que sabemos, melhor ou pior, e que acumulamos algures num espaço que afinal levamos connosco. A certeza do desgosto na surpresa com que enfrentamos o momento do fim porque sentimos a vida assim, interminável, como uma fonte inesgotável da qual podemos sempre matar a sede amanhã.

Aquilo em que afogamos as mágoas pelos outros, sem aprendermos (nem mesmo aí) a lição.

E um dia descobrimos em muito daquilo que fomos, descontando o que desperdiçamos e o que adiámos para depois, o rasto de tempo a mais investido num erro.

Ou numa enorme  (des)ilusão.  

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publicado por shark às 22:41 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

MENINO FINO

É impressionante a forma como nos habituamos a determinado objecto. Depois de quase cinco anos a escrever quase tudo no meu IBM não consigo gostar da sensação de teclar neste Fujitsu farsola que uso agora.

É uma mariquice, claro, mas ainda hoje utilizo apenas determinado tipo de esferográfica para seguir os passos que dava há uns anos atrás (quando ainda se usavam canetas...) e por isso sinto a diferença na "caligrafia" deste teclado de treta.

 

Claro que a vocês isto pouco ou nada diz, mas se vos disser que me tira boa parte da pica para escrever postas percebem até que ponto isto não constitui para mim uma questão menor...

publicado por shark às 21:08 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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