Quarta-feira, 15.04.09

PARA BOM ENTENDEDOR...

Bom, há que tirar as devidas conclusões...

publicado por shark às 22:05 | linque da posta

A POSTA QUE ESTAMOS ENTREGUES AOS BICHOS

 

Desagrada-me a ideia de aterrarem no meio da crise financeira (e económica?) tantos compromissos eleitorais como os calendarizados para 2009. Claro que não dá para adiar estas coisas e que pouco ou nada há a fazer para lhes evitar as consequências por aterrarem num período menos conveniente, mas não consigo deixar de ter em conta os efeitos que a gestão da imagem pode ter sobre a outra, mais séria, a do embrulho em que o mundo inteiro está metido e que ao nosso país está agora a chegar com a força que as previsões do Banco de Portugal prenunciam e os sinais que se multiplicam não permitem negar.

 

É incontornável. Em ano de eleições qualquer governo (de qualquer país) faz incidir todas as benesses em carteira que possam de alguma forma impressionar os papalvos que se deixam ir atrás do barulho das luzes. É da praxe. É absurdo, mas parece fazer parte da organização do trabalho de quem precisa de salvaguardar a manutenção do seu poder.

O problema é que isso implica diversos tipos de risco que ainda se vêem enfatizados pelo problemão que enfrentamos à escala global. Ou seja, num período em que tocar a reunir deveria ser o apelo e o instinto natural temos diversas contendas eleitorais cujo efeito é precisamente o contrário. Cada força partidária a puxar pelo seu lado da corda, a oposição a dizer cobras e lagartos de tudo quanto pode e o partido do poder a sacar os tais trunfos na manga que distraem a malta do que verdadeiramente interessa nesta altura.

 

Numa crise desta dimensão cada dia de adiamento na tomada de medidas para a enfrentar pode ser o tal dia a mais. De resto, todos os dias tombam mais empresas sob o peso da retracção do mercado e mais pessoas perdem os empregos e assim se cria um imparável efeito dominó.

Neste contexto, qualquer distracção como a que implica a atenção a sondagens e outros instrumentos de medida do pulso do eleitorado pode ser fatal. Isso mais a despesa que uma campanha eleitoral provoca…

É que não estamos a falar de cenários de fantasia, de pessimismos injustificados. Estamos em face de exemplos como o da Islândia, na falsa ilusão de segurança que a integração na Europa dos ricos nos dá e o cada vez mais óbvio salve-se quem puder ao nível das decisões tomadas por cada Estado membro confirma na fragilidade da sustentação.

Se der mesmo para o torto estaremos entregues a nós próprios e surgirá então a factura dos desperdícios de tempo e de energia em disputas inócuas tão típicas do folclore democrático em tempos de luta pelo poder.

 

E é por isso que não consigo fazer de conta que estas coincidências foleiras no calendário de um país me passam ao lado, sentindo na pele os efeitos terríveis dos disparates cometidos nas barbas dos mesmos poderes a quem confiamos agora a gestão do caos que se avizinha.

 

publicado por shark às 11:59 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Terça-feira, 14.04.09

FERNÃO CAPELO

rumo à foz 

Foto: Shark

publicado por shark às 22:20 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

A DOIS TEMPOS

Enfrenta corajosa o frio dos lençóis e aguenta o primeiro arrepio com que podes contar.

Abre os olhos para me veres entrar e abre os braços dessa pele que me reclama, ouve a voz com que ela me chama, sereia, tão perto do ouvido a boca que incendeia tudo aquilo que nos faz nessa altura.

Sente o calor que contraria a madrugada que lá fora está gelada mas o Inverno aqui acabou quando o inferno se instalou entre as pernas com que me envolves agora e o teu corpo já desespera pelo contacto total, a nossa pele em aquecimento global e os lábios arrastados pelo corpo já semeiam beijos como acendalhas numa lareira que vejo reflectida no teu olhar.

 

Esse brilho que faz prenunciar a entrega do sol nas minhas mãos, esse corpo feitiço que me envolve num abraço que magia alguma consegue reproduzir.

Tudo aquilo que nos fazemos sentir enquanto te toco aqui e além, enquanto me puxas para ti e me dizes vem por entre o som ofegante da tua respiração e eu possuo o teu coração em simultâneo com o resto desse corpo dedicado em exclusivo ao prazer que te dou. Desse rosto iluminado pelo sorriso que me encantou quando me aceitaste, anfitriã, madrugada quase manhã, onde mais me apeteceu porque me disseste sou toda tua.

A verdade toda nua, estampada no grito que ecoou na madrugada quando ambos zarpámos para uma terra distante onde a luz explode em mil cores e o silêncio se pinta de outros tons que são a loucura dos nossos sons misturados na paleta que coloriu os lençóis que agora ensopamos com o amor que transpiramos a dois.

 

Enfrenta corajosa o calor que agora emana deste forno, desta cama, e aguenta o desafio que te quero lançar.

Abre o peito para me sentires entrar, outra vez, neste leito de um rio que desfez (com a enxurrada pelos nossos corpos libertada) as margens de manobra para quaisquer hesitações e transbordou para os corações e afogou mesmo à beira da foz o medo de enfrentar a tormenta de um mar sem fim, dentro de nós, incontrolável, que é a imagem do futuro de um amor assim, interminável, que requer tanta coragem e um querer muito forte, abraçado ao longo desta viagem à sorte e sem destino traçado, aleatória, predominantemente emocional.

 

E constrói comigo uma história de amor imensa, tão resistente, tão intensa, que a acreditemos (nos sonhos secretos que alimentamos) necessariamente imortal.

publicado por shark às 15:07 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

O BENFICA PERDEU OUTRA VEZ

E os figurões do Sporting andam a fazer figuras tristes, a lavarem roupa suja em debates sem nexo nem propósito.

E o tempo está uma caca.

 

Mas para o ano há mais campeonato.

E por cima das nuvens há um céu azul iluminado pelo sol primaveril que quando lhe der na gana até se estrelam ovos nos capôs dos automóveis.

 

Tenham um dia bom.

 

publicado por shark às 11:54 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Segunda-feira, 13.04.09

BACK IN BUSINESS

Será que aos blogues também faz bem usufruirem de uma folga?

publicado por shark às 19:03 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)
Sábado, 11.04.09

TÁ QUASE NA MESA!

ambiente rural

Foto: Shark 

publicado por shark às 15:29 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)
Quinta-feira, 09.04.09

MEDICINA ALTERNATIVA

Se por acaso eu não passar por aqui e não tiverem assim nenhuma ideia para onde clicar a seguir, podem sempre encontrar coisas novas como esta aqui ou aquelas além.

 

publicado por shark às 17:47 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

A POSTA NUM TERRAMOTO NAS MENTALIDADES

 

A tentação mediática de associar eventos catastróficos como o recente sismo na Itália à realidade nacional, especulando acerca de qual seria o impacto de tal cenário no nosso país, é das poucas que entendo como normais na ressaca de uma tragédia assim.

Para mim, as tragédias são uma das principais unidades de medição do calibre de uma população e do país que foram capazes de construir.

E neste raciocínio incluem-se elementos tão esclarecedores como a capacidade de coordenação (e a existência) dos meios por parte da protecção civil, a generosidade da ajuda espontânea por parte dos populares, em que medida o grau de destruição é influenciado pela qualidade da construção dos edifícios (a fiscalização é uma competência inerente à autoridade, ao poder) e, last but not least, pela inteligência demonstrada na prevenção destes fenómenos.

Ou pelo menos na necessária para se extraírem algumas conclusões com base nas tristes lições que a natureza nos dá e a História cuida de registar.

 

É de facto aterrador imaginar um sismo de grandes proporções na Grande Lisboa dos nossos dias.

A tradicional balda lusitana, a que gostamos de chamar carinhosamente capacidade para desenrascar, quando aplicada ao planeamento e construção de grandes urbes suscita de imediato uma interrogação: quantos edifícios desta região foram construídos (e fiscalizados) com base numa preocupação séria com uma eventualidade que a estatística quase empurra para o inevitável “só acontece aos outros”?

É que 1755 foi há muito tempo, 1969 foi uma amostra de sismo por comparação e os portugueses confundem facilmente optimismo com negligência…

 

Poucas dúvidas me restam acerca da fragilidade do sistema de comunicações, por exemplo, como o recente simulacro desmascarou de forma grotesca.

Também não alimento ilusões acerca da possibilidade concreta de muitos edifícios com solidez aparente (só fachada) e até de construção recente poderem desabar como castelos de cartas à conta de um desleixo ou de uma redução de custos obtida à conta da vista grossa nas questões da segurança. E a isto soma-se a incúria dos proprietários de milhares de imóveis que aguardam apenas um derradeiro abanão.

E esse pode provir precisamente de um terramoto (que nem seria de todo surpreendente nestas paragens assentes em placas incapazes de ficarem quietas ao ponto de podermos todos dormir descansados) daqueles que não queremos acontecidos durante o nosso tempo de vida.

 

Um país revela-se na sua verdadeira dimensão colectiva quando em face destas ocorrências imprevisíveis (mas garantidas) percebemos para que serve o modelo de organização que aceitamos para a sociedade que nos integra. Precisamente aquela que o Estado representa e materializa em aspectos tão sensíveis como este, o da prontidão e eficácia da resposta das autoridades a um desastre natural ou não que possa afectar parte da população que compõe qualquer Estado soberano e decente para viver.

 

E sem dúvida o da fiscalização e do castigo exemplar para todos quantos sejam apanhados a aldrabar em questões tão sensíveis como a segurança dos edifícios que frequentamos. Ou apenas do cumprimento das regras mais elementares que o bom senso aconselha.

 

publicado por shark às 16:24 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

A POSTA NOS PRAZERES ALARGADOS

Se há coisa capaz de me arrancar um sorriso de satisfação é a perspectiva de um fim-de-semana alargado.

Claro que tresanda a preguiça, esta minha costela de trabalhador por conta de outrem que tanto atrapalha as hipóteses de sucesso na qualidade de empreendedor, mas não é.

Sou capaz de vergar a mola que nem um doido, bastando sentir-me em forma e estar em causa um trabalho que me dê prazer. Contudo, nunca consegui equiparar o prazer de enfiar o nariz numa pilha de papéis para lhes dar a devida sequência com o de enfiar o mesmo apêndice nas amêijoas à bulhão pato que aprecio particularmente em esplanadas à beira-mar.

 

É essa a questão que tenho que enfrentar, o dilema entre o apelo da crise que me diz para aproveitar cada segundo para esmifrar o que resta no mercado que me compete explorar e o chamamento irresistível da vida como se gosta, entretido a desbundar um dia suplementar de prazeres a sério e de toda a ordem.

Este último, admito, é uma perdição desde miúdo. Descobri a diferença entre os dias normais de expediente e os ditos de festa em tenra idade, pouco mais ou menos quando a Igreja deixou de conseguir impingir-me a ideia do seu Deus.

Prematuro nessa revelação, nunca mais consegui ultrapassar a noção de que trabalho porque a isso sou obrigado e bom seria trabalhar quando me desse na gana, numa espécie de férias das ditas cujas (que às vezes a pessoa pode, sei lá, enjoar…), um intervalo na curtição para lhe redescobrir o devido valor.

 

Apesar da posição politicamente correcta dentro dos cânones hipócritas destes dias, a que a maioria assume exibindo a falsa contrariedade de um ano cheio de pontes, que mau para o país e mais não sei o quê, eu não posso deixar de os olhar com a piedade de quem topa logo que são bacanos/as que se preparam na prática para substituir a hora de ponta por muitas horas sem ponta num dormitório qualquer.

Não é essa a forma como perspectivo mais um dia capaz de fornecer o pretexto ideal para usufruirmos da existência no que ela tem de melhor.

E não consigo convencer esta minha mona teimosa a encaixar nos arquivos o registo de um dia de trabalho normal, a par com as memórias de uma sardinhada entre amigos, uma bebedeira ligeira daquelas que se instalam de mansinho ao fim de umas horas numa mesa de bons conversadores ou um qualquer momento de luxo partilhado com alguém especial.

 

Assim sendo, o bom do tubarão, empresário em nome individual, business man do tempo dos yuppies (renegado em matéria de indumentária), prepara-se para abraçar mais um período santo como o são todos os que implicam o tal dia ou dois a mais, mesmo que não celebrem ressurreições pois milagre é mesmo uma pessoa sentir-se em condições para poder celebrar, isso sim, os muitos e intensos prazeres que uma vida nos dá quando não estamos encafuados num ganha-pão qualquer.

 

E é isso que o vosso amigo esqualo quer, não desaproveitando o ensejo para estender a cada um/a de vós os votos sinceros de que consigam aproveitar estes próximos três dias no preenchimento das tais memórias que nos ajudam imenso a gostar desta maravilha que a vida pode e deve ser.

publicado por shark às 11:43 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)
Quarta-feira, 08.04.09

A POSTA QUE SUBIR A PÉ DÁ MAIS SAÚDE À PESSOA

Imaginem que um gajo vosso conhecido entra num elevador (algo de sempre complicado para um claustrofóbico), apesar de hesitar por estranhá-lo tão desnivelado com o piso.

O gajo vosso conhecido prime o botão com o número do seu piso, o ascensor cumpre a sua função e começa a ascender e de repente abranda. Precisamente no único troço sem portas, uns metros de parede, começa a subir cada vez mais devagar. Interminavelmente devagar, na percepção do gajo de que vos falo.
Até aí, à ansiedade soma-se a esperança de que a caixa com fios ainda consiga atingir a primeira porta para um gajo poder carregar no stop e acabar com o pesadelo de segundos que se transformam em minutos num ápice.
 
Contudo, os minutos passam a horas, quando o elevador decide parar precisamente a meio do tal troço só com uma parede tão próxima do nosso nariz que nos sentimos quase dentro de um túmulo.
Aí, o gajo vosso conhecido começa a carregar furiosamente no botão do alarme para pedir que o tirem rapidamente daquela desconfortável situação. A ansiedade aumenta em flecha, mas a esperança vai-se aguentando.
 
E eis que sem mais nem menos o ascensor que parou a meio da subida desata a descer e não pára na porta abaixo (onde o gajo entrou) e segue na pirisga descendente sem que o gajo, já completamente despassarado, se lembre que ainda falta passar pela porta de acesso à cave (e mesmo que lembrasse, sem quaisquer garantias de que o equipamento tão marado iria travar antes de se espatifar no chão), tentando de forma patética descobrir onde se agarrar para suportar o impacto da queda.
 
Claro que já perceberam que o gajo vosso conhecido, que saiu do elevador branco como a cal e acabou por optar pelas escadas, é precisamente o tubarão.
 
E isto que vos conto aconteceu nem há vinte minutos atrás.
publicado por shark às 20:29 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (19)

ANDA TUDO DOIDO

E eu, que só tenho coisas que me apoquentem, tive que meter mais uma vez alguém no olho da rua por causa da regra de ouro que instituí quando, em má hora, meti o meu dinheiro num escritório: ninguém fala mais alto do que o gajo que paga a renda.

 

Agora digam lá, eu tenho vida pra isto?

publicado por shark às 16:53 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (19)

MENINA NOVA NO BERÇO

Deu hoje entrada mais uma menina na nossa creche virtual.

publicado por shark às 00:15 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Terça-feira, 07.04.09

O MEU RIO CHAMA-SE TEJO

cruzamento virtual

Foto: Shark 

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publicado por shark às 14:06 | linque da posta | sou todo ouvidos

NA PORTA DO FRIGORÍFICO

A ver se me debruço mais sobre a realidade exterior a este meu umbigo que até já está dorido de tanto tempo de antena neste blogue...

publicado por shark às 12:30 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

...OU COMEM TODOS

Fui ensinado, ou melhor, fui geneticamente preparado para reclamar, refilar e estrebuchar.

É uma coisa que me está no âmago, onde quer que isso fique, e pode ter sido um trunfo importante no passado (quando o protesto era uma forma de usufruto da liberdade) mas agora vou descobrindo que neste tempo as pessoas não têm pachorra para aturar contestatários.

Até porque são claros os sinais da indiferença, mesmo da rejeição, com que a maioria de nós enfrenta qualquer esboço de protesto que acabamos sempre por entender como um transtorno, uma maçada, uma perturbação desnecessária no contexto da paz a qualquer preço que, aliás, só se verifica quando apenas nos revelamos na vertente bem disposta.

Ou conformista, bem vistas as coisas.
 

A malta quer é curtir, parodiar e sorrir e não se predispõe de forma alguma a assuntos sérios, incómodos ou apenas desconfortáveis. Qualquer laivo de queixa, de reclamação, é tido por inconveniente e obtém dos outros uma reacção cada vez mais hostil.

Claro que do lado oposto da barricada (a dos últimos melgas como eu) a coisa sente-se como um ataque pessoal à nossa estrutura de pensamento, às nossas razões, ao nosso feitio.

Cria-se desta forma um fosso quase intransponível entre as pessoas que preferem a versão pacata, divertida e descomprometida (no sentido da inexistência de compromissos de adaptação ou de cedência) e as que, pelo contrário, insistem em complicar.

Como eu.
 

Às tantas um gajo sente-se uma espécie de ave rara, de imbecil incapaz de perceber como a vida é simples quando a olhamos de soslaio no que respeita a incompatibilidades ou a exigências tão despropositadas como reclamarmos maior atenção de alguém a quem dediquemos maior estima ou consideração. Ou ainda pior, quando apontamos algo de errado na atitude inevitavelmente perfeita de toda a gente em nosso redor.

Só complicamos, nós os que vestimos a pele da formiga das relações no meio das cigarras sem saco para aturar miudezas.

E essa pele cola-se à imagem com o cariz definitivo de uma tatuagem, acabando os outros por reagirem por instinto sempre que interpretam o que dizemos como uma qualquer objecção.

 

A ideia, ao que vou aprendendo, é deixar correr e fechar os olhos a tudo quanto seja susceptível de incomodar as outras pessoas. Refilar faz parte desse lote de atitudes obsoletas num mundo talhado para a vida fácil que rejeita qualquer esforço de adaptação ou de simples aceitação das coisas menos boas dos outros, pois só aos capazes de viverem da mesma forma bem disposta e ligeira se concede sempre o perdão, mesmo quando a ofensa atinge níveis de violência, de falta de respeito ou de má educação que pessoas como eu jamais conseguirão tolerar.

E ainda fazemos, nós os melgas, má figura por comparação. Porque tocamos nos assuntos problemáticos, em vez de nos limitarmos a seguir em frente e divertirmos toda a gente porque é só isso que está a dar. Provocamos sono, urticária, irritação, enquanto os outros, as pessoas normais, representam toda a pica sem chatices que a vida pode conter.

 

Às tantas um gajo tem dias em que se sente mesmo deslocado, desenquadrado, incapaz de se compatibilizar seja com quem for.

Mas claro que depois caímos em nós e percebemos que existe lugar na vida para todo o tipo de gente e não faltam os exemplos das madurezas dos outros que cada um de nós suporta, inevitavelmente, se queremos que resulte qualquer tipo de relação.

 
E com um bocado de calma e de auto-estima chegamos sempre à conclusão de que ou há moral…

publicado por shark às 10:47 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)
Segunda-feira, 06.04.09

GANZA FOR DUMMIES

Para quem não conhece as regras da etiqueta a fumar um charro encontrei este pequeno manual de instruções (em inglês).

 

O saber não ocupa lugar, certo?

publicado por shark às 22:33 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)

ESTADOS DE ESPÍRITO

abraçar a vida

Foto: Shark

publicado por shark às 10:05 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)
Domingo, 05.04.09

SIGO AS ESTRELAS NO CÉU (3)

 

Asas abertas à beira do precipício, naquele que pode ser o início de um voo ou de uma queda fatal.

Tudo pode correr bem como correr mal nesse momento que enfrentamos ao longo do tempo em que arriscamos depositar toda a esperança no amor e na confiança que antes de voar precisamos acautelar, garantias ilusórias. É sempre possível vivermos histórias contadas e não as reais, mesmo quando consideramos fundamentais as verificações de segurança.

Mantemos a perseverança, mesmo quando a dúvida subsiste, pois sabemos que existe um ponto onde a verdade (mesmo que chegue mais tarde) acabará por se impor. A verdade que exige o amor para mantermos a coragem ao longo dessa viagem que nos pode conduzir ao céu.

 

Asas abertas perante o sol que desponta no horizonte, essa luz incandescente que nos atrai e nos fascina. Sem sabermos aquilo que nos destina o voo que arriscamos arrojar, acreditamos que podemos planar sobre cada um dos obstáculos que possam surgir.

Decidimos então atrever um salto no vazio, acreditando na existência de um fio condutor até ao outro extremo de uma ligação, com base na profunda convicção que de que existe sempre uma rede que nos possa salvar se não voamos mas queremos saltar como o coração nos aconselhou.

A alma que entretanto voou, adiantada, pelo céu escuro da madrugada, incapaz de esperar mais pelo corpo com que descolas ou cais no preciso instante em que arriscas a decisão.

 

Asas abertas no coração, aquelas que libertas do jugo da cabeça quando lhe pedes que acima de tudo esqueça os receios que te inibam de flutuar. E decides então abraçar a jornada, sem sentires o frio da madrugada trazido pelo vento que o medo inventou para te passar ao lado o tempo mais acertado para viajar por entre as nuvens que esse vento arrastar por esse céu cada vez mais azul.

 

Apontas para norte ou para sul, consoante as coordenadas do ponto em que te encontras, e fazes com que seja a fé a prevalecer.

 

E acredita que levantas mesmo os pés do chão quando as asas do coração começarem a bater.

 

 

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publicado por shark às 22:03 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)

SIGO AS ESTRELAS NO CÉU (2)

O som das gaivotas no cais, para onde aponta a ré neste início de rota ao longo do qual reunimos a frota de experiências e de recordações.

Vela içada, uma vela enfunada pela brisa de suspiros que se dão quando ao leme se encontra o coração e o cesto da gávea viaja vazio pois a bordo deste navio a terra à vista será aquela que o destino oferecer.

Um barco prestes a zarpar, a proa apontada para onde o futuro poderá acontecer, como um cavalo de corrida à espera do sinal de partida para voltar a correr.

 

Navegar à bolina se necessário, contra ventos e marés. Sem terra debaixo dos pés, arriscando o naufrágio. Enfrentar o sufrágio que a vida nos impõe quando nos cruzamos com alguém no mesmo oceano em busca de um destino ou apenas coincidente na navegação.

Aquela perturbadora sensação do medo ao desconhecido, as borrascas que tenhamos vivido como um gigante adamastor no horizonte das preocupações reflectido no mar das emoções que insistimos enfrentar pela coragem ou pelo desespero. Ou apenas porque a viagem nos levou a um ponto certeiro, talvez mesmo um tesouro no final do arco-íris que entendemos perseguir.

 

A pressa que temos de partir a cada dia que começa, sem nada que nos impeça de usufruir de tudo aquilo que muitas vezes o caminho só oferece uma vez. Conquistar quem a merece, porque arriscou, a terra prometida que se sonhou ao longo da vida ou apenas descobrimos quando há muito navegamos sem outro objectivo ou outra necessidade do que procurar a felicidade, talvez numa ilha deserta.

A resposta que sentimos como certa sempre que questionamos a rota traçada, no silêncio da madrugada que nos deixa a sós.

 

A memória dos nossos avós ousados que por mares nunca dantes navegados divulgaram o nosso valor.

E agora queremos descobrir o amor, desvendar-lhe os segredos por combatermos os nossos medos sem amarras artificiais.

Ouvimos o som das gaivotas no cais e recordamos um porto seguro que sabemos existir e acreditamos valer a pena partir ao seu encontro, guiados pelas estrelas (que somos feitos dos seus pós).

 

A bordo de caravelas imaginárias ou embarcados noutros cascos.

De nós.

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publicado por shark às 20:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

HARD WORK

ganhar a vida no tejo

Foto: Shark

publicado por shark às 18:25 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

SIGO AS ESTRELAS NO CÉU

A estrada que começa aqui. Um novo ponto de partida para um lado qualquer assinalado no mapa da vida que nos compete percorrer.

Uma estrada que nos pode levar a locais desconhecidos da nossa essência, o prazer da descoberta das coisas que mantemos numa gaveta secreta em sereno torpor. Talvez o caminho para um amor diferente, um que seja consciente das limitações que sempre envolvem as emoções na quais mergulhamos com uma estranha surpresa. Como se os sentimentos fossem algo de extraordinário e não a verdadeira dimensão de tudo aquilo que de bom podemos apreciar.

 

As emoções como paisagem ao longo de uma viagem durante a qual precisamos parar para sair para podermos sentir de perto o apelo que por vezes nos desvia da estrada que tomamos por principal, em igualdade de circunstâncias com as muitas desilusões, acidentes, que nos empurram para atalhos que só nos metem em trabalhos capazes de nos desviarem a atenção do essencial.

O papel da ilusão que precisamos afinal de alimentar e por isso nos empenhamos em lutar pela causa que abraçamos e nos acelera o coração.

A auto-estrada da emoção, mais rápida para transportar quem queira de facto viver sem passar ao lado das oportunidades perdidas, os pedaços desperdiçados das vidas que acabam por resultar em amargura e em remorso numa altura em que já pouco ou nada há a fazer.

 

A estrada que começa aqui. Sem que possamos saber para onde nos levará amanhã e ainda menos depois. Uma vida fácil a sós ou o amor vivido a dois, mesmo complicado. Um caminho que deve ser abraçado sem falsas expectativas ou demasiadas ambições, com cruzamentos que constituem opções a tomar. Um caminho sem rumo possível de traçar numa carta, tentamos apenas optar pela direcção mais certa e podemos entregar ao coração ou à cabeça a decisão que nos sirva melhor.

 

Eu escolho sempre o caminho do amor e é esse que me levará ao destino que sempre quis.

E na minha estrada que começa aqui, todos os dias, jamais existirão barreiras ou carris. 

publicado por shark às 17:45 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

ANOTHER GIRL

Há uma nova menina na creche virtual.

publicado por shark às 16:55 | linque da posta | sou todo ouvidos

FELIZMENTE VAI SER MAIS CURTA

Só existe uma coisa que não sou capaz de pensar ao longo das minhas meditações dominicais: o futuro imediato, a inevitável sequência destes dias porreiros de dolce fare niente.

publicado por shark às 16:20 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sábado, 04.04.09

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

pormenores das nações

Foto: Shark 

publicado por shark às 22:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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