Quinta-feira, 30.04.09

NÍVEL 5

Gostava muito de me manter optimista acerca da nova gripalhada com chili, mas admito que os sinais já foram mais tranquilizadores...

publicado por shark às 10:31 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)
Quarta-feira, 29.04.09

VAMOS FALAR DO TEMPO? (2)

a destempo

Foto: Shark

publicado por shark às 15:29 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

VAMOS FALAR DO TEMPO?

 

Caprichos do tempo.

Sempre gostei desta frase e nunca me interessou saber porquê. Ou melhor, nunca me debrucei sobre a verdade imensa que pode englobar uma frase assim. É uma definição perfeita para tudo aquilo que o tempo pode mudar, pelo simples facto de passar e fazer questão de deixar a sua marca.

Rugas da expressão que fazemos sempre que analisamos tudo quanto o tempo transforma, inclusive dentro de nós que arrojamos medi-lo, como se fossemos os donos do tempo que afinal exerce a sua vingança passando mais depressa quando estamos a gostar e avançando insuportavelmente devagar quando encaixamos um frete num segmento dessa recta que percorremos em ziguezagues que o acaso ou um deus predestina para cada um de nós.

 

Caprichos que se fazem sentir sempre que tentamos planear a nossa vida ou adiamos algo para depois. Como peças de um gigantesco e permanente dominó cujas peças podem a qualquer momento aterrar-nos nas cabeças ou nas de quem dependemos e assim, sem aviso prévio, acabar-se o tempo que o relógio de pulso insiste medir mesmo depois de definitivamente parado o coração do utilizador. Um jogo, afinal, que tentamos jogar a sério, com regras definidas que tentamos respeitar no sentido de orientar algo que jamais fará sentido algum. Regras que o tempo se encarregará de redefinir de acordo com a sua disposição, umas vezes até sim e na maioria é certo que não.

Imprevisível nos humores como a sua natureza caprichosa denuncia.

 

O tempo nunca adia um passo a dar, tiquetaque, o tempo sempre a contar, decrescente, enquanto se extingue aos poucos a existência que desdenhamos como se nos acreditássemos imortais em tudo menos no medo que o tempo deixe de contar para nós. Ou para quem nos faça falta para o partilhar e às vezes ignoramos na sua condição imprescindível e de que um dia os caprichos do tempo nos podem privar.

É como subir a todo o tempo umas escadas que a qualquer momento podem ejectar os próprios degraus, as bicadas do tempo sentidas como ferrões de lacraus a que chamamos nostalgia, saudade, agonia, tristeza ou ainda pior, sempre que nos foge o chão sob os pés.

 

Caprichos de tempo, aquele que a todo o momento nos verga às suas consequências, nem que se manifestem de forma passiva sob a forma de um castigo que jamais iremos ignorar.

A consciência de que desperdiçamos tanto tempo que quase não damos por ele a passar.

 

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publicado por shark às 14:35 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Terça-feira, 28.04.09

O GAJO VEIO DO MÉXICO HÁ DIAS...

E eu vou ter que reunir com ele no meu escritório.

Se ele espirrar, que me aconselham?

 

a) Saltar pela janela, já que é só um primeiro andar;

b) Mandá-lo pela janela, já que o pressuposto anterior se mantém?

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publicado por shark às 17:25 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (26)

UM DADO ADQUIRIDO

Insinuou-se, cortando-lhe o caminho com um beijo que ela retribuiu.

Exibiu-lhe o desejo, possante, encostando aquela amante a uma parede, pressionada para o sentir e para se saber tão desejada como ele pretendia demonstrar.

Percorreu-lhe o pescoço com lábios quentes, o colosso, buscando o arrepio da rendição. Perdeu o controlo a cada mão que a percorria enquanto mostrava que se sentia preparado para a satisfazer, empenhado, limpo de todo e qualquer pecado, confiante, exercendo uma pressão constante sobre a mulher que presumia que o queria e foi nesse contexto, de resto, que sem pedir licença avançou.

 
Mas foi nesse preciso instante que ela, indiferente, deixou cair os braços e o recusou.

publicado por shark às 10:39 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Segunda-feira, 27.04.09

O DIABO EMPEDERNIDO

o diabo no céu

Foto: Shark

publicado por shark às 20:36 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)
Domingo, 26.04.09

MENINA BRASUCA NO BERÇO

Entrou hoje mais uma menina não-portuga no Berço de Ouro.

publicado por shark às 20:36 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

ponte planta

Foto: Shark 

publicado por shark às 18:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

CADA UM TEM...

...Os heróis que merece.

 

salgueiro maia

Salgueiro Maia (1944-1992)

 

publicado por shark às 13:30 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)
Quinta-feira, 23.04.09

EU GOSTO DA LUA

equilíbrio precário

Foto: Shark 

publicado por shark às 18:23 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (22)

AMOR DE ABRIL

Podem lê-lo aqui.

publicado por shark às 14:32 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Quarta-feira, 22.04.09

BANGUE!

É preciso ter cuidado com as palavras. Sobretudo quando estão carregadas.

publicado por shark às 21:03 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)
Terça-feira, 21.04.09

EU GOSTO DE PESSOAS

dona outona

Foto: Shark 

publicado por shark às 21:04 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

SINAIS DOS TEMPOS

É deprimente escutar discussões entre benfiquistas e sportinguistas.

Dantes discutia-se quem ganhou mais troféus.

 

Agora discute-se quem deu mais barraca...

publicado por shark às 14:28 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Segunda-feira, 20.04.09

25 DE ABRIL

Ainda o celebro. E sinto indispensável esse culto. Mais do que nunca, perante a realidade a tomar forma neste país.

publicado por shark às 14:38 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (29)

OLHA AGORA E SORRI

 

Olha como o mar persiste no fustigar das rochas que lhe travam o caminho para a terra prometida que pretende reclamar como sua.

Olha como a terra resiste às bofetadas das ondas que lhe beliscam a pele endurecida pelo mar agitado que sabes influenciado pela lua.

Concentra a tua atenção nesse amor (que por vezes parece de perdição) como o destino o oferecer e não permitas que te faça doer no coração a saudade ou outra coisa qualquer que sintas como má, oferece-lhe em troca daquilo que sabes ser capaz, resistência de mulher, tenaz, enquanto tiveres a consciência da força que um amor assim te dá.

Abraça a certeza de um amanhã apaixonado e reprime essa tristeza vã que abre brechas na tua solidez, cada lágrima como um grão de areia da rocha que se desfez, vulnerável.

Reúne toda a tua confiança e abraça a esperança de dias melhores quando a maré baixar sob a luz de um luar que testemunha os amores inesquecíveis desde o tempo em que o amor foi inventado.

Acredita que é este o momento de viveres o teu tempo com mais alegria até, aproveitando a subida da maré para conquistares o teu espaço, para acolheres no teu regaço os cabelos que precisas percorrer com os teus dedos sensíveis.

Agarra as oportunidades que são realidades tangíveis deste presente que o destino te ofereceu e deixa-te subir ao céu sem medo de caíres depois desse sonho vivido a dois que te arrasta no turbilhão da mais intensa emoção que consegues experimentar.

Permite-te amar como jamais no passado porque este sonho acordado não dá sinais de fraqueza e isso legitima toda a certeza de que a aposta no futuro não será um tiro no escuro.

Entrega-te ao instinto, a tudo aquilo que o coração te diz, e luta por todos os meios por algo que te faça feliz sem cederes, resistente, às agressões como as sintas do ambiente que te rodeia.

Percorre o teu tempo com a alma descalça sobre a areia que apenas realça a tua vontade de persistir nessa verdade do que queres sentir e reclamas como teu direito.

 

Abre sem medo o peito aos lábios sôfregos do teu amor e esquece então qualquer dor que te possa minar a determinação, recebe os seus beijos tão perto do coração e olha para o mar na sua insistência em conquistar o impossível como lhe deve parecer.

 
Olha também para a terra que não se deixa vencer.

E confia que és capaz de encontrar em ti toda a paz necessária para conseguires viver esta história como um romance interminável, melhor ainda em cada dia a seguir.

 

Como um tempo agradável para viveres a sorrir.

 

publicado por shark às 11:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

A SEGUNDA METIDA

E agora é só soprar os ponteiros para chegar a Terça...

publicado por shark às 09:51 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Domingo, 19.04.09

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

borrasca a chegar Foto: Shark

publicado por shark às 20:19 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sábado, 18.04.09

RATATUI DA GAMA

Sempre estranhei ser proibido tirar fotografias no interior do Centro Comercial Vasco da Gama. Até hoje.

Calhou a marafilha querer ir ao McShit (McDonald's, para os frequentadores menos assíduos deste blogue) e embicámos para o mais próximo, precisamente o do mega-consumário acima.

Ficámos numa mesa junto à Loja das Sopas, perto da janela (como qualquer claustrofóbico prefere) e mesmo junto à respectiva esplanada.

 

E que vimos nós, mais um grupo atónito de testemunhas? Precisamente. Não um mas dois belos ratos a passearem na esplanada vazia (chovia, como tem sido hábito nestes dias) em busca de uma bucha para o almoço.

Claro que o tubarão teria cuidado de registar o momento para a posteridade, mas custa-me violar uma proibição apenas com o intuito de enojar a malta mais impressionável com estas coisas...

 

É que um gajo já nem quer pensar na hipótese de não reinar o asseio nas cozinhas do CC Vasco da Gama, mas com a visão que hoje me proporcionou o acaso confesso que não consegui.

E sinceramente não sei mesmo se volto ali...

publicado por shark às 19:17 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)
Sexta-feira, 17.04.09

BLACK & WHITE

regresso da faina

Foto: Shark 

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publicado por shark às 23:07 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA SEM VACILAR

Sofrer por amor é uma agonia. Quanto maior a intensidade da emoção, maior a angústia. Se das restantes dores a memória retém apenas vagas lembranças, excepção feita às que associamos a momentos determinantes pela positiva ou pela negativa como um parto ou a convalescença de um acidente grave, dos desgostos amorosos fica sempre um rasto indelével que não esquecemos como acaba por condicionar em boa medida as nossas experiências futuras.

Definhamos por amor, enlouquecemos por amor, padecemos de uma autêntica doença como a sentimos quando o amor nos desaponta, nos magoa ou nos trai.

Pronto, esta é a perspectiva seca e crua da coisa. Como diziam os americanos no tempo do Bush, it can’t get any worse….

 

Contudo, e no amor como no resto dos factos da vida existem contudos e todavias, se há sentimento capaz de se impor a si próprio como argumento esse é precisamente o que descrevo acima na sua face mais dolorosa. O amor explica tudo no que lhe diz respeito, é ainda mais auto-suficiente do que Deus enquanto conceito por definir apesar de ser igualmente algo que apenas quando se sente ou sentiu é possível falar com pertinência.

Quem nunca amou jamais entenderá a estranha fé que nos move, apesar dos inevitáveis percalços e trambolhões, a perseguir essa emoção como algo de insubstituível, de indispensável para qualquer versão de felicidade digna desse nome. O paralelo religioso também aqui se verifica, como noutros aspectos, e serve apenas para separar os amadores (que não sabem amar e por isso não percebem patavina do que estou a dizer) dos veteranos destas lides (e esses já terão facilidade em decifrar a mensagem e sabem tão bem como eu que é uma coisa sem explicação).

 

Voamos num tapete mágico emocional quando amamos a sério. Levitamos em vez de caminhar. Sorrimos mais, brilha-nos o olhar e aumenta o ritmo da pulsação. A vida surge mais bela, mais apetecível, mais susceptível de valer a pena quando amamos.

Esta verdade, que só negam os pessimistas, os ressabiados ou os infelizes ignorantes no tema, contraria por si só a má onda que descrevo no parágrafo de abertura e constitui uma pequena parcela dos argumentos que nascem do tal argumento principal que é o amor que fala por si. E diz tudo o que queremos saber, sempre que a cabeça, a razão ou qualquer outro rótulo que atribuamos a qualquer disparate capaz de nos afastar do amor decidam complicar.

 

Complicada deve ser a vida dos que nunca tiveram ou perderam algures esse dom de amar e ser amado, de sentir-se abraçado por alguém a quem devemos sempre sentir-nos gratos por nos inspirar e/ou nos dedicar um amor intenso.

Quem sabe percebe porque não hesito em afirmar que nenhum sofrimento por amor, mesmo a saudade, pode algum dia ser pior do que a dor (por muito que dormente ou camuflada) que nos é provocada pela sua ausência num quotidiano vulgar.

Não acontece assim tantas vezes no tempo de uma vida, como acabamos por aprender ao longo do caminho. Sobretudo quando distinguimos a marca deixada pelos amores sérios por contraponto com os fogachos que a memória nos devolve das relações assim-assim, por muito que nos tenham entusiasmado na altura. Sucedâneos, afinal, desse ponto alto emocional que atingimos quando nos empoleiramos nessa extraordinária capacidade de entender o amor e de o agarrar quando essa sorte nos bafeja.

 

São mesmo poucas, as circunstâncias e as pessoas com quem conseguimos experimentar ao longo da vida esse amor que nos arrasta, que nos amarra, quando amamos imenso e temos a sorte de ver correspondida tal emoção.

 

E se as raridades são valiosas por inerência, um amor forte, recíproco e capaz de resistir às inúmeras provações que qualquer amor pode enfrentar constitui sempre algo worth fighting for, justificando sem dúvida os riscos implícitos. Porque nunca lhe faltam as compensações.

 
Nem precisa de explicações.

publicado por shark às 17:59 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Quinta-feira, 16.04.09

OLHA QUE DIFERENTE, UMA MENINA NO BERÇO

Sim, temos mais uma entrada na creche virtual e mantém-se o (quase) eterno feminino...

publicado por shark às 20:43 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Quarta-feira, 15.04.09

EU GOSTO DE PESSOAS

fresquissima

Foto: Shark 

publicado por shark às 23:04 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (18)

BLOGUES ANDARILHOS

Despem e vestem as suas fantasias de carnaval, a vida tal e qual como tão bem a reproduzem em qualquer plataforma a que consigam deitar a mão.

Acolhem e depois, quando não dá jeito, obliteram os rastos dos inevitáveis excessos cometidos na vida anterior (que vivem como personagens de jogos nintendo ou pior). Sem olharem a quem.

 

São inofensivos, estes andarilhos virtuais. Mas irritam. E claro, nunca se sabe até onde se podem perder na bebedeira de poder que lhes confere a sua máscara virtual.

Talvez mesmo à vida real.

 

E um gajo tem mesmo que se por a pau com estas/as transformers em plasticina... 

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publicado por shark às 22:11 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

ASSUNTOS VERDADEIRAMENTE IMPORTANTES

O Obama já tem o seu novo cão de raça portuguesa.

Isso deve ser bom para a Pátria. A nossa.

publicado por shark às 22:10 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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