Domingo, 08.03.09

COM DUPLO SENTIDO

menage a trois

 

Tremeu quando lhe reconheceu no olhar a determinação que sempre o levava a avançar com as ideias mais ousadas.

Ele olhava o outro, observava-o com atenção e tentava perceber como lidar com o desejo que não conseguia esconder quando a olhava, aquele homem presente no seu serão.

A conversa não tardou a ser arrastada para o assunto principal, com o anfitrião a impor o tom. E ela, que o conhecia bem, adivinhou-lhe a intenção quando o viu concentrar a atenção do parceiro de mesa na sua companheira, quase como se estivesse a propô-la.

E estava, não tardou a ser óbvio para os três.
 

As garrafas vazias sobre a mesa serviam de atenuante, de argumento fácil para cada um dos convivas justificar o desejo proibido que se desenhava até no ondular do fumo dos cigarros diante dos olhares cada vez mais reveladores.

Ela tremia por dentro, enquanto ouvia os dois homens em sintonia, cada vez mais indiscretos nas suas afirmações, cada vez mais preparados para o passo decisivo no qual a última palavra seria a sua.

E ela queria cada vez mais dizer sim, aturdida com a vontade expressa de ambos de lhe proporcionarem uma experiência inesquecível. Incapaz de encontrar argumentos para dissuadir o corpo daquela reacção feroz, ouvia e desejava cada vez mais a concretização do que se esboçava agora com clareza e não tardaria a chegar ao ponto limite de uma decisão teoricamente difícil de tomar.

 

Mas bastou o seu homem decidir levantar-se num momento crucial. Ela não se reprimiu quando a mão se dirigiu para o chumaço nas calças de ganga, perante o olhar sedento do amigo que entendeu levantar-se também para se expor às suas carícias.

Deixou-se estar sentada, olhos fechados, concentrada em ambas as mãos. Sentia-se possuída por uma emoção que julgava impossível, enquanto tomava consciência do que estava de facto a acontecer ali.

E absorvia-lhes o calor com a pele dos dedos que percorriam as calças dos dois machos que a queriam e não o podiam esconder.

 

Quase em simultâneo, decidiram ambos começar a tocá-la também. No cabelo, no rosto, no pescoço, um de cada lado, e no peito os dois, encantados na partilha do seu corpo, motivados para disputarem entre si os orgasmos melhores que cada um conseguiria produzir naquela magnífica mulher que entretanto já cuidava de desapertar o fecho das calças a cada um, ansiosa pela visão simultânea dos dois homens erectos à sua disposição.

Abocanhou-os à vez, enquanto com as mãos os tocava nos pontos que sabia mais sensíveis daquela anatomia que tanto lhe agradava e cada vez mais a excitava a ideia de se sentir comida pelos dois.

 

Estiveram um bocado assim, com ela a estudar a química do corpo estranho naquela noite em que a loucura acabara de se instalar. Depois foi a hora de se confiar aos dois para que a mimassem, deixou que a despissem e acabou deitada no tapete do chão, entregue ao prazer que ambos se esforçavam por obter para a deixarem rendida.

Sentia-se aturdida pela multiplicação das sensações que eles lhe provocavam em pontos distintos, cada vez mais prontos os três para a esperada consumação.

O exemplo veio do anfitrião, quando entrou nela devagar e indicou ao parceiro o caminho a seguir, a boca bem desenhada que não hesitou em receber aquele visitante agora transformado num amante surpresa.

 

Depois decidiram trocar, enquanto ela lhes lia no olhar tesão ainda maior do que lhe ofereciam, cada um agora no espaço deixado vago pelo outro, empenhados em usufruir do privilégio que ela representava.

E ela já perdera a conta a quantos e a qual deles os devia, aconteciam de surpresa a propósito de qualquer sensação nova e mais intensa, perdida que se sentia no meio dos dois homens que a faziam parecer ainda mais pequena com o seu porte apreciável.

 

Quando um deles se deitou e o outro a colocou em cima dele percebeu de imediato o que a esperava e surpreendeu-se com a forma como o seu corpo já gozava por antecipação. Não tardou a sentir a pressão nos ombros que a inclinava sobre o peito do amigo que a comia e logo a seguir a dupla penetração que a fez julgar-se no céu com o orgasmo que lhe explodiu no corpo e na alma, como o sentiu, quando começou a ser comida ao mesmo tempo pelos dois.

 

Trocaram pouco depois, com ela agora sentada sobre um deles e virada de pernas abertas para o outro que entrou onde podia e ela já não gemia mas antes gritava aquele prazer inédito, animal, toda a fêmea em si ali concentrada enquanto se sentia mais comida do que antes concebera possível.

Era um prazer diferente, uma sensação cada vez mais emocionante enquanto os percebia prestes a deixarem-se vir por a saberem satisfeita. E foi isso que estimulou, com palavras ordinárias que os enlouqueceram em simultâneo para sua alegria.

 

Acabaram os três deitados na mesma cama, qualquer deles com a certeza daquilo que os esperava nesse insólito despertar.

  

publicado por shark às 02:19 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (13)
Sábado, 07.03.09

EU GOSTO DE ANIMAIS

congresso bambi

Foto: Shark

publicado por shark às 16:59 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Sexta-feira, 06.03.09

A POSTA NO CONFLITO INTERNO

Uma das sensações mais desconcertantes que enfrento enquanto pessoa é a que deriva do conflito de interesses entre a cabeça e o coração.

De resto, não é segredo para quem me acompanha na vida aqui ou lá fora que sou facilmente acossado por essa terrível escaramuça interior. Parecem gatos assanhados dentro de um saco e o saco sou eu, quando a cabeça decide impor ordem e disciplina nos meus comportamentos e o coração (que a conhece meio tonta) levanta a crista para a contrariar.

 

É uma fonte de preocupações, este conflito latente entre a razão e a emoção. Se nenhuma emoção prima pela racionalidade, não é menos certo que há muita razão na maioria das opções de índole emocional. Contudo, nem assim conseguem manter a concórdia. Basta um simples dilema para se esgatanharem e raramente consigo uma solução consensual.

Eu não sei se vocês são assim, mas garanto aos que o não sejam que esta aparente tolice (como o soam quase todas as questões ligadas ao coração tirando enfartes e afins) reflecte-se numa angústia quase dilacerante.

E isto porquê?
 

É que se um gajo se puser a pensar nos factos a coisa até parece confinar-se à carola e presumimos logo que é tiro e queda. Mas não. Se a dita coisa é um assunto que possa interessar ao coração, nem que seja a antiga paixoneta pela vizinha do terceiro bê, lá vem o ventrículo esquerdo botar faladura e baralhar as contas todas. Ou seja, enquanto a cabeça se limita a fornecer a imagem (tudo ficção, claro) da vizinha desnuda sem esquecer de evocar a figura grande e entroncada do respectivo consorte, o coração começa logo aos berros “vai-te à gaja, vai-te à gaja” e conta de imediato com um precioso aliado que, mais abaixo, se põe logo em sentido a aguardar instruções.

Isto, claro, se estivermos a falar de um gajo. Sendo a maioria de nós muito simples e práticos nessas coisas (o coração e companhia até podem ganhar a disputa mas a cabeça não deixa de avaliar a melhor forma de saltar para a varanda do lado não vá o diabo tecê-las), nem sempre um gajo encaixa na generalização.

 

Basta permitir o equilíbrio de forças entre a mente e o músculo desgovernado que alguém entendeu transformar no ícone do dia dos namorados e temos a receita garantida para o desastre. Acontece com frequência, quando somos impulsivos e temos a mania que sabemos pensar. Cedo ou tarde acabamos a flipar com as consequências da brilhante ideia, iniciativa ou tirada que se revela um disparate colossal.

O problema é que os outros (e as outras) são uma realidade exterior ao forro da nossa mona, ainda que os sintamos plantados no coração e sempre a bombar o sangue quente que às vezes nos corre nas veias e até irriga o cérebro com a sua propensão para a maluqueira.

 

É difícil passar uma vida inteira em busca do armistício entre as duas forças em cada ponta da corda que nos compete gerir com o mínimo de nóias, sempre a assapar(*).

 

E com o máximo de felicidade que um gajo seja capaz de (dar a) experimentar.

 

(*) A propósito, a mente diz-me que o destaque de hoje no Sapo é coisa da qual não me devo gabar porque parece mal. Mas o coração, lá está… 

publicado por shark às 19:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (22)

OUTRA MENINA

 Deu hoje entrada na creche virtual mais uma menina.

publicado por shark às 16:02 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

A VIDA É BELA

brilha para nósFoto: Shark

publicado por shark às 14:01 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

PARA SEMPRE TALVEZ BASTE

Percebemos a complexidade do amor quando constatamos o quanto depende do grau de intimidade, de cumplicidade e de conhecimento da pessoa a quem o dedicamos. É assim que o identificamos por entre os restantes sinais que nos transmitem as emoções arrebatadoras que lhe estão associadas, é assim que sabemos distingui-lo de outros planos emocionais para podermos fazer as nossas escolhas em matéria de pessoas com quem o partilhar e definirmos os contornos de qualquer relação.

E é também dessa forma que acabamos por ajustar, passo a passo, os diferentes ritmos a que cada um de nós funciona, as diferentes percepções da realidade que sentimos em função daquilo que somos e do conjunto de experiências que nos fazem assim.

 

Por isso acredito que o amor precisa de tempo. Talvez de um tempo sem fim. 

publicado por shark às 12:03 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

É PRECISO SORRIR

O tempo está uma caca, mas a vida é bela ou não é?

publicado por shark às 11:34 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)
Quinta-feira, 05.03.09

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

uma pessoa na ponta

Foto: Shark 

publicado por shark às 20:41 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

A MATURIDADE EM TODO O SEU ESPLENDOR

Já ultrapassei a fase em que acreditava que à minha volta andava tudo doido.

Agora tomei consciência de que doido andava eu por prestar tanta atenção ao fenómeno...

publicado por shark às 11:28 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

A POSTA QUE CÁ SE PAGAM

Há quem diga que só temos consciência do que valemos quando podemos contar com os olhos de outras pessoas nessa avaliação. E boa parte do que somos de facto só acontece no reflexo nos outros daquilo que fazemos acontecer.

Ou seja, se interagimos de forma próxima com alguém e acabamos no absoluto esquecimento não temos grande motivo para vangloriar proezas que, se calhar, não passam de puras invenções com que se afastam as frustrações mal encaixadas.

 

Como fantasmas, as pessoas que só deixam à sua passagem repulsa, indiferença e vontade de as esquecer não passam de assombrações irrelevantes, de gente incapaz de apreciar o melhor que a vida lhes dá e acabam por perder.

Algumas, coitadas, é porque não conseguem. Falta-lhes o carisma ou outra coisa qualquer.

Mas outras exibem igualmente nos actos como nas palavras a sua determinação egoísta, a sua tesão trocista que utilizam em substituição.

 

Da alma que não conseguem reflectir, cinzenta, nos fogachos de pólvora seca de que a sua vida íntima se faz.

Acabam esquecidos/as, claro está. Ou apenas recursos simbólicos, adornos de uma caricatura que desenham no rosto com os esgares do seu desdém pelas pessoas a quem desiludem a toda a hora com a sua prestação sofrível.

 

Existem, contudo, pessoas que conseguem prolongar-se no tempo dos outros pela forma como o ocupam, pelas emoções saudáveis (e duradouras) que suscitam e por aquilo que no fim acaba por definir a mais-valia que constituem para alguém.

Porque são esses outros que nos acarinham e aceitam para o melhor e o pior aqueles que entendemos como pessoas especiais.

 

Os outros são todos iguais, carne para canhão da tecla de delete embutida no nosso arquivo pessoal. Não ocupam espaço no disco tal como não lograram ocupá-lo noutro sítio qualquer, apesar da farronca subjectiva (ainda que corroborada aqui ou além por um ou outro palerminha yesman).

São por regra pessoas apáticas, por demais antipáticas no seu discurso boçal.

Não são de fiar, como algumas espécies de cão e outros animais capazes de morderem a mão que antes lambiam agradecidos pela benesse concedida, pelo privilégio de uma vida que jamais souberam valorizar com a sua intervenção na vida dos outros.

 

Os tais que são a bitola implacável para aquilo que valemos e para a falta que fazemos ou, antes pelo contrário, de quem a maioria decerto preferiria nunca sequer ouvir falar...

  

publicado por shark às 11:15 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)
Quarta-feira, 04.03.09

PEQUENAS SIM, MAS DE PREFERÊNCIA ROBUSTAS

A quem se movimente bem na língua inglesa, recomendo vivamente esta opinião acerca da delicada questão do tamanho das pilas.

publicado por shark às 14:30 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (13)

KEEP IT SIMPLE

A malta gosta mais.

publicado por shark às 12:20 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

LOOK UP!

a tela por cima

Foto: Shark

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publicado por shark às 09:21 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (1)
Terça-feira, 03.03.09

PALAVRAS DE FICÇÃO

O grupo de palavras proibidas esgueirou-se pelo beco enquanto olhos mal vendados as perseguiam com vontade de as ler. Na penumbra, disfarçadas com capas de bandas desenhadas, as palavras proibidas, clandestinas, guardavam segredos dos quais ninguém podia saber por ser possível fazer mal a alguém com o poder da sabedoria.

Por isso ninguém as queria em liberdade, podiam ser palavras à vontade mas deveriam permanecer isoladas, esquecidas em bocas caladas de onde as deixariam, como sempre, escapar.

 

As palavras proibidas pareciam adivinhar o seu destino mas tentavam em vão contrariar a própria essência, não podiam agitar a consciência fosse a quem fosse ao ponto de lhe despertarem a lucidez. Uma lanterna apontada, a luz tão temida por cada uma das letras do corpo das palavras amordaçadas que sempre conseguiam encontrar uma forma de escapar ao silêncio carcereiro.

Tinham fugido o dia inteiro, mas haviam enriquecido o manancial de conhecimento, mais palavras associadas ao movimento espontâneo de libertação, tantas palavras esclarecedoras que puderam deixar pelo caminho vários pontos de interrogação, carga inútil quando cada frase exclama a sua ideia e reclama a validade de um ponto de vista sem reticências ou hesitações.

 

Eram palavras proibidas, palavras perdidas como as ilusões de quem as aguardava escritas na areia de uma praia ou pintadas nas nuvens do céu. Vagueavam agora pelas ruas de um livro qualquer, por entre as linhas de uma cidade imaginária nascida na cabeça de um autor, insidiosas, subversivas, perigosas pelo contágio da rebelião que alastrava entre os seus estarrecidos leitores.

Eram palavras proibidas que falavam de amores interditos, de romances proscritos por conterem em si a semente de mil revoluções plantadas no ventre da personagem principal numa história que aquelas palavras poderiam reescrever.

 

As palavras que podem doer quando a verdade chama a si o controlo da situação e brotam dos lábios as certezas incómodas e as ideias retrógradas sucumbem à lógica irredutível do progresso na sua inapelável evolução.

 

Olhos mal vendados, ouvidos quase destapados, negligência grosseira na vigilância interesseira dos bufos e guardas prisionais de regimes ditatoriais sem futuro.

Das bocas apenas um sussurro escapou, por entre um beijo à socapa, e foi assim que começou a liberdade a crescer enquanto toda a gente cuidava de ler as palavras proibidas que nesse dia abandonaram em definitivo qualquer tipo de grilhão. 

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publicado por shark às 19:22 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)

DESABAFO INÓCUO (2)

O desplante com que grandes empresas nacionais se descartam (ou adiam sine die) de compromissos assumidos que podem fazer toda a diferença na vida das pessoas e na viabilidade dos seus pequenos negócios é nojento.

publicado por shark às 10:17 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Segunda-feira, 02.03.09

DESABAFO INÓCUO

Está uma segunda-feira como não há memória na carola do tubarão.

Cinzenta, complicada, enervante, trabalhosa e tudo o mais que possa distinguir este famigerado dia da semana daquele que (ó saudade imensa) o precedeu.

 

Eu sei que vocês não têm nada a ver com isso, mas eu tenho um blogue e precisava de desabafar.

publicado por shark às 16:11 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (17)

SATÉLITE DOS TLEZENTOS

Despenhou-se ontem na lua o primeiro satélite lunar chinês.

A China tem como objectivo enviar uma nave tripulada à lua dentro dos próximos anos.

Boa sorte para a tripulação.

Bem precisam...

publicado por shark às 10:04 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Domingo, 01.03.09

BOLA E BRANDOS COSTUMES

Parece que o grande timoneiro da verdadeira esquerda democrática teve o seu momento de consagração e de glória. Outrossim me apraz saber que o Sporting e o Porto empataram entre si.

 

E de resto, nada de novo parece ter agitado a Pátria ao longo do fim-de-semana.

Dá gosto, viver num país onde um gajo pode alhear-se durante uns dias e apanha-se o enredo com tanta facilidade como quem perde dois ou três episódios de uma novela brasileira...

publicado por shark às 21:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

LUZ IMBICTA

fachada de luz imbicta 

publicado por shark às 14:06 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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