Terça-feira, 31.03.09

"NÃO CORTO A BARBA ENQUANTO A SELECÇÃO NÃO MARCAR DOIS GOLOS NUM JOGO"

carlos queirós barbudo

(Imagem tirada da net e adaptada pelo Shark, com o patrocínio da Gillette)

 

Fico a torcer para que durante 10 anos a selecção ganhe todos os jogos por um a zero.

E vou mais longe: não corto a pila enquanto a selecção não marcar dois mil golos num jogo.

publicado por shark às 17:03 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (14)

BLACK & WHITE

a corda no rio 

Foto: Shark

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publicado por shark às 16:17 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Segunda-feira, 30.03.09

A POSTA QUE UM ANJO JÁ LEU

O posicionamento de um agnóstico em matéria religiosa é do mais confortável que existe quando está em causa uma fé. É quase the best of both worlds, podendo resvalar de vez em quando para o herético para logo depois inclinar a perspectiva para o lado mais espiritual das respostas que tanta gente tenta obter ou tem por garantidas sem provas factuais capazes de impressionarem um indeciso como eu.

Ou seja, o meu género de agnóstico jamais poderia afirmar um deus, qualquer deus, da mesma forma que não pode renegar, de todo, o pressuposto de uma hipotética existência divina.

 

Eu sou um agnóstico que chama energia à alma e chama a deus amor. Não vou alongar-me neste tema fascinante porque não o pensei o bastante e porque não me julgo com arcaboiço para tal mergulho.

Ainda assim, posso afirmar que sou um agnóstico mais difícil de converter à causa ateísta do que à crença de que existe algo que nos transcende e que se movimenta numa outra dimensão. Ou melhor, embora não compre as versões correntes, institucionais, de deus como milhões o acreditam sou muito céptico quanto à inexistência de vida para lá da morte.

Tenho uma porta aberta na minha fé para a existência de uma forma de energia em que nos transformamos e que conserva as nossas memórias e a nossa essência, espíritos – podemos chamar-lhes assim, sendo que alguns de nós se elevam a um patamar superior (como acontece por cá, aliás).

Chamemos-lhes anjos.
 

Eu gosto de acreditar em anjos, sobretudo os da guarda, as melhores pessoas que nos amaram aqui e conseguem perpetuar esse amor e convertê-lo na força com que nos amparam enquanto cá andamos.

Essa imagem bonita, luminosa e alada serve-me tão bem como qualquer outra e bate aos pontos uma alma enfiada num lençol com uns absurdos buraquinhos na zona dos olhos, sempre que tento imaginar os anjos da guarda em que gosto de acreditar (mesmo não os subordinando a outro deus que não uma energia imensa e intensa a que chamamos Amor).

 
E porque me deu para aqui hoje?

É que hoje faz anos que nasceu um desses anjos a que me refiro e o seu legado terreno constitui para mim um forte motivo para querer expressar-lhe a minha gratidão sob esta forma.  

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publicado por shark às 22:00 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)

E A PRIMAVERA QUE ESTÁ LÁ FORA?

Isto a uma segunda-feira pode assumir proporções quase cruéis, não é?

publicado por shark às 13:05 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

A CORDA QUE PODE PARTIR

A questão das cedências que todos temos que fazer para que resultem todo o tipo de relações é das mais melindrosas, precisamente porque não existe uma unidade de medida ou um instrumento de medição que permita avaliar a cada momento o equilíbrio nas proporções.

Acabamos, cedo ou tarde, por descobrir que cedemos a menos ou, pelo contrário, a mais.

 

E essa constatação acaba muitas vezes por constituir o embrião de uma revolta surda cujo desfecho, na maioria dos casos, é o fim das próprias relações que as cedências visavam viabilizar.

publicado por shark às 11:17 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)
Domingo, 29.03.09

EU GOSTO DE AVIÕES (E DE ANJOS TAMBÉM)

anjo aviador 

Foto: Shark

publicado por shark às 18:13 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

ENTRADA DUPLA NO BERÇO DE OURO

Hoje, excepcionalmente, deram entrada dois bebés no Berço de Ouro. Para fomentar o equilíbrio entre géneros (são muitas mais meninas), entram uma menina e um menino.

publicado por shark às 17:33 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sábado, 28.03.09

TRANSCENDAM-SE!

Gostava muito que hoje fosse um daqueles dias em que a nossa Selecção fizesse história com uma exibição de luxo.

publicado por shark às 20:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

EU ATÉ POSTAVA, MAS...

E a preguiça que isto do fim-de-semana dá?

publicado por shark às 19:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Sexta-feira, 27.03.09

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

novos rumos

Foto: Shark 

publicado por shark às 15:51 | linque da posta | sou todo ouvidos

HÁ DIAS ASSIM

Hoje toda a gente parece querer falar-me com frieza, com distância ou com duas pedras na mão.

E quando isso acontece, a minha consciência pouco tranquila quanto ao feitio de treta e ao discurso trapalhão agita-se sempre numa reacção de medo, de insegurança ou de simples troco na proporção (mais ou menos).

 

Por isso não posso, de todo, afirmar que o dia está a correr bem.

publicado por shark às 15:07 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (35)
Quinta-feira, 26.03.09

OK TELA NO MURO

alguém ama a marta leite

Foto: shark

 

Eu sei que se fosse o dono de alguma parede mesmo a pedi-las até podia ver a coisa de outra forma, sobretudo quando me acabasse o fiado na casa das tintas ou a força no pincel.

Porém não consigo olhar para uma coisa assim e ficar-lhe indiferente, até porque entendo estes gestos como actos de coragem e explico-vos porquê.

 

É que qualquer macho da espécie sabe (ensinam-lhe) que quem escreve (ou diz) coisas como “amo-te” é com toda a certeza maricas. E essa é uma carga tremenda para carregar nas costas, passe o exagero, intimidando a maioria ao ponto de acabarem a falar sozinhos enquanto as suas martas buscam refúgio no carinho de que são capazes os Homens sem medo de assumirem o descontrolo da sua paixão.

 

Claro que nem sabemos se a Marta Leite (ou o pai, ou o marido) achou piada a ver a coisa escarrapachada num ponto movimentado da sua zona, mas esse é apenas mais um aspecto que enfatiza a tal coragem de que vos falo quando me deparo com estes gritos que afinal são escritos por um qualquer zé com as emoções a turvarem-lhe a vista.

Um Homem capaz de arriscar ser apanhado pela polícia, pelo dono do muro ou edifício, pelos amigos que o rotulam imediatamente de panasca ou apenas pela própria Marta de braço dado com o seu novo namorado é digno do maior respeito e consideração por parte deste tubarão lamechas.

 

Em causa está um impulso daqueles que só o amor inspira em alguém, não o de um qualquer “morte aos skins” ou um “buraka dude” que até garantem que o artista faz boa figura perante o resto da malta.

 

Em causa está a assinatura romântica de um herói dos nossos dias, incapaz de calar o aperto no coração de cada vez que lhe ocorre à ideia o Leite de Marta.

Só um Homem apaixonado recorre a qualquer meio, sem medos nem preconceitos, para lutar pela donzela que tanto queira chamar sua no fim.

 

E só um mamífero muito encantado seria capaz de o pintar assim. 

publicado por shark às 21:31 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

FLOWER POWER

fora da jarra Foto: Shark

publicado por shark às 19:43 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

DIGO EU

Quero que encontres aqui palavras de amor, sempre que me procuras neste lugar onde também estou sem que consigas tocar mais do que a alma que me faz. Ser assim, como gostas de mim. Positivo e negativo. Preto no branco mas nunca cinzento aos teus olhos que me devassam os segredos porque perdeste todos os medos que suscito nas pessoas sem vontade de me conhecerem para além do que se veja à vista desarmada. Da vontade de ir mais além, de perceberem que cada pessoa tem muito mais do que deixa transparecer numa simples imagem, essa enorme desvantagem para quem não consegue ler nas entrelinhas algo que nas palavras minhas nunca fica por dizer.

publicado por shark às 19:35 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

PURE CHESS

Aquele jogo nunca mais foi o mesmo desde que os dois cavalos das brancas foram presos, acusados da falsificação dos resultados nas corridas em conluio com alguns apostadores seus amigos.

publicado por shark às 15:36 | linque da posta | sou todo ouvidos
Quarta-feira, 25.03.09

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

lisboa espelhada Foto: Shark

publicado por shark às 16:37 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (12)

AINDA NÃO FOI DESTA

Continua tudo no prato da balança por mais uns dias.

publicado por shark às 15:07 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

A POSTA NO PRATO DA BALANÇA

Sabem aqueles dias ou ocasiões em que percebemos estar a jogo nada menos do que o nosso futuro, o nosso destino?

 

Hoje vou viver algo assim. Wish me luck...

publicado por shark às 10:00 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (23)
Terça-feira, 24.03.09

UM MEDO SALGADO

 

Lembro-me da dimensão gigantesca daquela parede de metal, ancorada no cais onde a multidão imensa se entregava a uma emoção colectiva, intensa, mãos dadas, pessoas abraçadas, a esperança e o medo à mercê da maresia e dos salpicos salgados de lágrimas e de mar.
O Niassa, esmagador, carregado de jovens recrutas, fardado para cumprir a missão de os transportar para outro lado, para outra dimensão, onde a morte espreitava todos e cada um de quantos acenavam adeus perante os olhares angustiados de mulheres, de filhas ou de mães.
 
Lembro-me, bem miúdo, dos beijos intermináveis daqueles que não conseguiam resistir à pressão no momento de partir por um pedaço da Pátria reclamado por outros que não a sentiam como sua, casais separados com filhos de colo ou apenas com planos adiados para a sua concepção.
A bordo daquela embarcação, centenas de portugueses azarados porque nasceram nos dias errados que os arrastariam para uma guerra sem quartel, muito novos, com os nervos à flor da pele arrepiada agora pela estranha sensação que lhes acelerava o coração na medida exacta do seu sentir.
 
Alguns pareciam prestes a explodir, num pranto, enquanto viviam aquele momento com a dignidade possível perante a ameaça terrível, adeus e até ao meu regresso, a Deus confiados nas orações dos que permaneciam ancorados a uma fé que para alguns de pouco valeria quando das colónias chegavam as notícias piores.
 
Lembro-me bem das suas expressões ausentes quando já se imaginavam em terras distantes, à mercê da lotaria da vida, na roleta russa do acaso que a tantos estropiara e uns quantos até matara em emboscadas cuidadosamente preparadas para enfraquecer o colosso militar que era afinal um destroço das memórias de antigas e gastas glórias que o país tentava em vão, atordoado pela alucinação nacionalista, reviver num conflito imbecil porque impossível de vencer naquelas circunstâncias.
As vidas sacrificadas por um ideal ultrapassado, por um mote do passado que erradamente se incutiu e a alguns destruiu o futuro que poderiam vir a ter quando acabaram por morrer no solo africano que simbolizava o engano de quem o acreditava Portugal.
 
Lutavam (assim o julgavam) pelo Bem mas eram vistos como um mal desnecessário naquelas terras para onde os levavam tentando disfarçar o colapso iminente de uma forma de governar obsoleta. Temiam uma polícia secreta quando exprimiam as suas hesitações e depois abraçavam as deserções como única alternativa para escaparem ao inferno que os recrutou.
Partiam pouco convictos, a maioria, e depois era a sorte que decidia se voltavam pelo próprio pé.
 
Lembro-me de quanto o medo superava a fé nos olhares que desmentiam o discurso e se apoderava de todos por igual.
 
E também não esquecerei o olhar de uma namorada cujo sorriso escondia a alma de viúva antecipada e exibia a determinação para resistir à tentação de desistir daquele amor embarcado que só quando o barco desapareceu no horizonte finalmente chorou.
publicado por shark às 15:22 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Segunda-feira, 23.03.09

O MEU RIO CHAMA-SE TEJO

para cacilhas e em força

Foto: Shark 

publicado por shark às 21:44 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

A POSTA NO DOGGING

Nos primórdios da minha actividade blogueira uma das pedras basilares (isto soa bem, hã?) da minha postagem era a partilha das novidades que sempre vou encontrando nas minhas deambulações pelo mundo fascinante do sexo que a net disponibiliza, para consulta, a quem o quiser encontrar.

Sempre gostei de partilhar, sobretudo as novas técnicas e as principais tendências neste domínio tão vasto que às vezes torna-se difícil de lhe acompanhar a pedalada evolutiva, o conhecimento que adquiro nestas coisas porque entendo que a malta pode não ter tempo para investir nestas demandas.

 

Lembrei-me desses dias em que temas como o sexo anal, o sexo em grupo, a poliamoria e outros ligados à diversidade na interacção que esta nossa espécie tão versátil e imaginativa produz eram por mim abordados quando descobri o novo conceito em voga: o dogging.

Dogging, em termos resumidos, consiste numa iniciativa feminina que implica a selecção de um local público com um leque apreciável de opções com pila para atender. Ou seja, a moça aterra num parque de estacionamento a fervilhar de camionistas ou num balneário do Arrentela FC e disponibiliza-se à rapaziada que nem conhece de lado algum. Aliás, a ideia é mesmo essa (presumo que para eliminar os riscos do falatório).

 

O conceito é arrojado e diz bem do quanto o papel feminino nestas coisas tem conhecido uma evolução sem precedentes na história do mundo. É que eu sou do tempo em que seria tão natural um homem manifestar a sua apetência pela distribuição de fruta por um magote de miúdas como rejeitar em absoluto a proporção contrária. E isso abre-me os olhos para a revolução que está a acontecer e atinge já os terrenos mais inóspitos daquilo a que muitos apelidam como a verdadeira emancipação.

Pois ela aí está, personificada na mulher destemida que opta por concentrar o seu apetite pela variedade num só momento em vez de repartir a coisa por dias alternados.

O dogging implica uma inversão de papéis curiosa de analisar, depois de despidos os preconceitos (e os riscos imensos) que uma atitude tão radical acarreta.

 

Ao que vi, movido apenas pela curiosidade… digamos… científica, a protagonista é quem controla de facto a situação. É ela quem escolhe os eleitos de entre a multidão de voluntários que parece sempre formar-se com imensa espontaneidade nestas ocasiões.

É ela também quem decide como e quando e, por incrível que possa parecer a quem cresceu numa sociedade machista da Europa do sul, os próprios convivas garantem o controlo da situação por forma a que ninguém abuse do acordo tácito que o dogging parece implicar.

Tudo acontece num espaço de tempo relativamente curto, possivelmente para limitar as hipóteses de algo poder correr mal ao nível da intervenção das autoridades que nos preservam destes abomináveis atentados ao pudor (uma pessoa até cora perante a hipótese de se deparar com um cenário assim, não é? Pois, tá bem…), ou apenas devido a algum excesso de entusiasmo da malta deixada de fora. A situação começa e acaba em cerca de meia-hora, o que implica não haver margem de manobra para monopólios ou demoras…

 

Bom, embora a coisa desse pano para mangas em termos de pormenores deixo-vos aqui apenas o essencial para apanharem a ideia. Com a promessa de que, de uma forma ou de outra, o assunto ainda vai render pelo menos outra posta…. 

publicado por shark às 14:52 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)
Domingo, 22.03.09

FLOWER POWER

um olhar primaveril Foto: Shark

publicado por shark às 19:18 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

EUCARISTIA DOMINICAL II

À tarde também fui pregar para outra paróquia.

publicado por shark às 18:16 | linque da posta | sou todo ouvidos

EUCARISTIA DOMINICAL

Hoje escolhi outro templo para orar. 

publicado por shark às 14:31 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Sábado, 21.03.09

DE NOVO UMA MENINA

Deu entrada hoje mais uma menina no Berço de Ouro.

publicado por shark às 21:09 | linque da posta | sou todo ouvidos

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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