Quarta-feira, 31.12.08

A POSTA NO MEU BALANÇO PARA 2009

O meu balanço para o ano que se avizinha será, se possível, o frequente balancear das ancas.

publicado por shark às 14:12 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (18)
Terça-feira, 30.12.08

NAS ENTRELINHAS

entrelinhas

Foto: Shark

 

publicado por shark às 12:36 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

SABEM-ME A VIDA

Gosto de palavras e gosto de pessoas.

 

publicado por shark às 12:31 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (13)
Segunda-feira, 29.12.08

LIBERDADE TERMINAL

Há muito a jovem foca aguardava uma desatenção dos progenitores que a contrariavam com a proibição de ir nadar sem a sua presença.

Quando finalmente a oportunidade surgiu, de imediato mergulhou.

 

E minutos depois, vindo do nada, apareceu à tona da água a barbatana do tubarão que a abocanhou.

Tags:
publicado por shark às 18:57 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

LIBERDADE CONDICIONAL

O pássaro na gaiola fixou o olhar na portinhola aberta por onde poderia escapar quando estivesse a dar.

Mas acabou por morrer em cativeiro, atraiçoado pelo medo de um dia tentar e fracassar, aterrorizado pela perspectiva de poder não encontrar o caminho de volta.

Tags:
publicado por shark às 18:49 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

LIBERDADE NATURAL

Correm pela pradaria os cavalos à solta, fugidos por um buraco na cerca que um empurrão do vento lhes ofereceu.

 

 

Tags:
publicado por shark às 18:24 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

ACABOU A PONTE. TOCA A VERGAR A MOLA...

tejo em construção

Foto: Shark

Tags:
publicado por shark às 00:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (17)
Domingo, 28.12.08

A POSTA NO FADO BLOGUEIRO

 

Às vezes é como uma corda que se lança, alimentando uma secreta esperança de que alguém se predisponha a agarrá-la por conseguir percebê-la nessa condição.
Uma espécie de tábua de salvação para não nos afogarmos nas águas revoltas das nossas incertezas, de algum estranho remoinho interior que um gajo não consegue sozinho combater.
Coisas que não podemos partilhar senão com quem não as sinta como uma ameaça, que não desminta aquilo que verdadeiramente se passa sob o medo ou a fúria tão susceptíveis de conduzir a más interpretações.
 
Outras vezes é como um momento de descontracção à mesa de uma esplanada virtual, um tema de conversa que se arrisca nessa constante busca de atenção que nos destaque da multidão que prefere assistir em silêncio, discreta, àquilo que os outros tenham para dizer.
Coisas que possam interessar a quem se vista destinatário com o clique aleatório numa espécie de campainha do portão de quem se assuma anfitrião de um espaço vocacionado para oferecer um tempo de qualidade, uma porção de realidade pintada em html.
 
Palavras que saibam a mel ou ideias disparatadas que despertem o sentido de humor.
Palavras que falem de amor, ou de tristeza, ou apenas reflictam a ligeireza com que encaramos algum fait divers.
Palavras acerca de alguém que se quer ou antes pelo contrário, a disputa inócua com um adversário de circunstância que nos tomou de ponta ou apenas serviu de alvo para a mira técnica da nossa embirração por se revelar hostil.
 
Às vezes é como um grito para marcar a nossa presença, para vincar a nossa insistência em garantir um lugar que sempre alguém insiste em contestar no merecimento.
A teimosia de quem se acredita com algum talento para cumprir determinada função.
Coisas que até podem nem passar de uma ilusão publicada, uma tentativa frustrada de provar a nós próprios e aos outros que no mínimo conseguimos manter, doa a quem doer, um ritmo acelerado, aqui e além mais conseguido e capaz de nos angariar o reconhecimento mais o prazer da comunicação com gente especial.
 
Outras vezes é como um pontapé no vazio, um acto falhado que se vê divulgado pela nossa própria falta de lucidez, sempre que embarcamos na insensatez de avançar sem primeiro avaliar com prudência, sem termos a paciência de vestirmos a pele de quem nos escolhe para preencher uma parte do tempo a investir nos outros e que só por isso nos merece o melhor.
Coisas que nos saem sem pensar, como as calinadas na vida “lá fora”, coisas que mandam embora as pessoas sem paciência nem motivação para nos aturar.
 
Palavras que podem defraudar as expectativas ou ideias que são causas perdidas lançadas a público sem medir as consequências e as repercussões de algumas das nossas reacções mal ponderadas.
Palavras que se sentem como chicotadas e talvez até pudessem não conhecer a luz do dia recriada por um monitor onde acabamos por expor bem mais do que tencionamos, de cada vez que enfrentamos o momento de o animar com algo que nos desenhe com maior definição. O esboço de uma emoção proibida ou a caricatura de um aspecto da vida que nos desagrada, retalhos capazes de facultarem pistas para a essência que nos queiram absorver.
 
Nas palavras que precisamos dizer para que a liberdade expressão aconteça, para que cada um de nós a mereça e aprendamos uns com os outros, sem pressas, aos poucos, a usufrui-la de forma criativa na vertente proactiva que um blogue representa quando o alimentamos da verdade como a entendemos ou simplesmente com a beleza que sejamos capazes de reproduzir.  
publicado por shark às 17:32 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

ESTRANHA LUZ

estranha luz

Foto: Shark

publicado por shark às 11:59 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)
Sábado, 27.12.08

A POSTA NA FIGURA DE MALUQUINHO

Às vezes dou comigo a olhar o céu e a primeira coisa que me vem à ideia é perceber se esse céu está bonito o bastante para o fotografar. Não porque passe o tempo livre a ver as fotos que tiro ou as imprima sequer, mas apenas porque quando vejo algo que me pareça susceptível de vos agradar tento captar a imagem para a partilhar convosco aqui.

Com os textos que escrevo passa-se o mesmo. É-me difícil por vezes escrever noutro formato que não o de uma posta e até pensar os temas sem os avaliar nesse prisma.
 
Neste tique que vos confesso, bem capaz de me expor como um bloguista viciado, resume-se aquilo que me move neste espaço que vos ofereço sem mais pedir em troca do que o vosso agrado, ou qualquer outra reacção, eventualmente registado na caixa de comentários que mantenho aberta.
É óbvio que a minha forma de blogar tem os dias contados e a crueza dos números confirma-o, não deixando margem de manobra para que o talento (que alguns me imputam mas os factos não me permitem assumir) constitua tábua de salvação para este Charquinho que, já o disse, deixará de existir logo que eu perceba que estou a monologar num espaço público (o que, como todos sabemos, é fazer figura de maluquinho).
 
Contudo, apesar de eu conseguir adivinhar ou pelo menos palpitar um futuro que não inclui os blogues de “amadores”, pessoais, intimistas, e que não acompanham as imposições do progresso tecnológico, das tendências de “consumo”, os feeds, os you tubes, os acrescentos e acertos que transformam aos poucos os blogues em sites comuns (só falta desaparecerem as caixas), apesar de eu antever um futuro que me exclui nestes moldes e que até a realidade dos contadores confirma não consigo encontrar motivação para a necessária mudança.
 
Em teoria deveriam prevalecer os blogues melhores, os mais bem escritos, os mais dinâmicos, os mais interessantes, os mais bonitos e tudo mais. Mas também em teoria as novelas e os reality shows não deveriam ser os programas televisivos com maiores audiências (a mesma medição do nosso “sucesso”), nem havia tanta procura para o Correio da Manhã ou o Eu Carolina por comparação com outras publicações reconhecidamente melhores.
E aqui não enveredem pelo caminho fácil de me presumirem convicto da “traição” que esta constatação me possa soar, tão bom que eu sou. Tenho olhos na cara e reconheço em imensos/as uma capacidade que se expressa em obra muito superior à que consigo produzir.
 
Porém, muitos desses estão abandonados ou perto. Parados no tempo por falta de interesse de quem os fazia para ninguém querer saber. E outros, sem ponta por onde se pegue, pululam alegremente na sua popularidade legitimada pela respectiva frequência.
As coisas são mesmo assim e permitem aos blogueiros como eu, assumidamente atentos à evolução dos números e por isso sem tapete para as suas oscilações negativas, chutar para canto a decadência (palavra terrível, bem sei) com base no encaixe forçado numa das pretensas injustiças que acima citei.
Não o são.
 
As escolhas das pessoas são influenciadas por imensos factores e resta pouco espaço de manobra para que o “jeito prá coisa” constitua um factor determinante no resultado final, esse é um facto indesmentível. Mas também o é a verdade implícita na desistência dos frequentadores habituais seja do que for, a perda de interesse naquilo que antes lhes prendia a atenção. E aí só pode restar uma explicação, das duas possíveis: ou os gostos variaram (algo de perfeitamente normal) ou o interesse de quem se expõe diminuiu (algo de absolutamente corriqueiro em boa parte da blogosfera que acompanho e que aqui também reconheço).
Em ambos os casos a tal “injustiça” só existe na cabeça dos medíocres emproados ou dos mais ingénuos sonhadores.
 

E eu, porquanto viciado nesta cena, sonho habitualmente com coisas muito melhores…

publicado por shark às 23:57 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (25)

EU GOSTO DE ANIMAIS

família bicuda

Foto: Shark

publicado por shark às 13:51 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)

O GOLIAS ZANGOU-SE...

Como se previa, começou a retaliação israelita na Faixa de Gaza e com a desproporção de meios costumeira.

Às fisgas barulhentas do Hamas, a aviação do seu poderoso vizinho respondeu com mísseis que arrasaram diversos alvos alegadamente ligados ao que o Governo israelita apelida de terrorismo e terão provocado cerca de duas centenas de mortos.
 
Ninguém no seu juízo perfeito pode aplaudir um acto bélico seja de quem for, mas da mesma forma é impensável esperar que uma nação atingida com dezenas de rockets cruze os braços e busque na diplomacia uma qualquer solução.
É esse o drama daquela zona do mundo e é essa a garantia de perpetuação deste conflito que o tempo acaba sempre por reavivar na sua dimensão mais perturbadora: a das mortes inocentes por tabela, de crianças e de civis cuja culpa é apenas estarem no local errado na pior hora.
 
Ainda assim fica sempre no ar a hesitação entre pender para o lado dos que se limitam a ripostar a uma agressão despropositada ou para o lado daqueles que representam o tipo minorca refilão que recebe em troca da sua crista levantada uma carga de pancada contra a qual não se pode defender.
É simplista, ver as coisas assim, mas é aquilo que nos resta perante a espiral de loucura com que o ódio recíproco daqueles vizinhos desavindos acaba sempre por tingir de vermelho os telejornais.
 
Confesso-me incapaz de tomar partido em causas cuja eventual justeza há muito se perdeu por entre carnificinas sucessivas e actos indignos, cobardes até.
Resta-me apenas a sensação de impotência perante o facto de só o mal poder reclamar a vitória nestas guerras onde a qualquer razão se sobrepõe sempre a perda desnecessária de vidas e de humanidade que resultam de uma ignomínia onde é impossível descortinar qualquer lado que se possa conotar com algo de bom. Ou de racional.
publicado por shark às 13:35 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Sexta-feira, 26.12.08

A POSTA NO CERCO DO ABSURDO

A propósito de mais um vídeo gravado com um telemóvel e colocado na internet regressou o folclore da violência nas escolas.

Em causa está um número artístico de gosto duvidoso, acontecido numa sala de aula da escola do bairro do Cerco, envolvendo uma professora de Psicologia (com um método de ensino “revolucionário”) e alguns dos seus promissores alunos.
E digo promissores no que concerne a uma carreira no cinema. Mais propriamente na comédia, considerando que a reacção a quente de todas as partes envolvidas foi a de conotar toda a situação como um alegre convívio de brincalhões.
 
O palco não seria o mais apropriado e o timing para a coisa vir a público não podia ser mais desastrado, considerando as ondas de choque do célebre putedo da garota que disputou com a professora minorca a custódia do seu telemóvel e deixou em pânico a faixa da sociedade do costume.
Ainda assim, e apesar de ser óbvio que ninguém pode entender aquilo como outra coisa senão como um comportamento bizarro (agravado nesse particular pela reacção leviana do próprio Conselho Directivo da escola, cheio de paninhos quentes), fico estupefacto com a sede que um episódio inconsequente desperta no bigodes mais popular dos liceus, logo disposto a botar faladura acerca de algo que nem lhe diz respeito – a professora visada, ao que se sabe, não se queixou, logo secundado pelo Procurador Geral da República, o Implacável Justiceiro que deixa safarem-se os bandidos a sério e depois vem dar a pala entregando este assunto ao Tribunal de Menores.
 
Ou seja, o rato vai parir uma montanha e os noticiários televisivos já andam com os micro-ondas num badanau a repescarem as peças dos capítulos anteriores desta saga para renderem o peixe numa altura em que parece escassear nas redacções.
E eu percebo nestas reacções de virgens (aparentemente) ofendidas, ou escandalizadas, o oportunismo clássico de quem apanha a jeito uns bodes expiatórios porreiros para darem o exemplo à populaça temerosa que já vê marginais em tudo quanto é escola.
Excelente para poderem chutar para canto, para esquecimento por distracção, os sucessivos desaires da Justiça ou o arrefecimento do protagonismo do paladino mais visível da luta dos professores.
Péssimo, no entanto, para a imposição de algum bom senso que, no caso em apreço, parece passar mais pela repreensão das partes envolvidas e menos pela punição severa dos palermas que terão idade para terem juízo mas, no fundo, só fazem aquilo que os deixam e parece ter sido isso mesmo o que se passou (considerando, mais uma vez, as declarações já divulgadas).
 
Acabou o Natal e surge em cena um carnaval antecipado, mais um, para agitar as águas mornas próprias da Quadra e municiar os medos generalizados tão propícios ao endurecimento (de fachada) das posições.
 
Porém, custa-me a crer que a maioria leve a sério os cromos por detrás das máscaras de consternação ou de preocupação que se justificam, sem dúvida, quanto ao estado de saúde mental de todos os intervenientes nesta cena caricata.
 
Mas não servem de todo os interesses oportunistas dos abutres que aguardam com indisfarçável avidez o óbito da lucidez às mãos de uma espécie de psicose, de histeria colectiva induzida.
publicado por shark às 20:48 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Quinta-feira, 25.12.08

EU GOSTO DE PESSOAS

luta desigual

Foto: Shark

publicado por shark às 20:43 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

A POSTA SÓ PRA CHATEAR

 

Percebo na vida lá fora o esquema das coisas, aquele que é montado por nós pessoas, os outros, claro, que montam o esquema que raramente nos serve, aos outros, a quem fica de fora, cá dentro também, e se vê na contingência de fazer opções.
Percebo na blogosfera um esquema muito parecido, senão igual. Uma decalcomania virtual desse esquema das coisas copiado da organização social dos chimpanzés. O fim da macacada para os que resistem à tentação da banana colectiva ou apenas se excluem do processo e são deixados de fora dos mecanismos de protecção, de promoção, de apoio interesseiro porque motivado apenas pela proximidade que um grupo, como uma seita, proporciona.
Fulano de tal é amigo de sicrana e por isso justifica a distinção, aquele discreto empurrão como quem não quer a coisa mas fica a aguardar a retribuição pouco tempo depois.
 
A reciprocidade obrigatória no topo de uma cadeia alimentar forjada, empoleirada de forma grotesca nos méritos alegados que o presente desmente e o futuro sem brilho acaba por confirmar. Mas ninguém é deixado para trás desde que insista em cumprir o seu papel até ao fim de qualquer realidade, virtual ou analógica, e logo surgirão em cena os amigos, os conhecidos, os fiéis associados de um trampolim imaginário que se constitui de forma espontânea em redor de dois ou três mais talentosos na sua arte que arrastam consigo uma pequena legião de medíocres e de bajuladores, sedentos pela pertença a um núcleo ganhador.
As aparências que contam, e muito, no discurso, na postura, nos indicadores de um qualquer pedigree que sustente mesmo de forma precária a mais valia potencial que o resto acontece por si.
 
Sempre as mesmas e os mesmos a protagonizar “aquilo que interessa”, nunca se afundam nos fracassos por poderem contar com o permanente colete de salvação que se constituem os seus iguais cuja utilidade melhor se evidencia quando se revelam superiores.
 
Lá fora como cá dentro, o mundo a girar em torno dos umbigos da moda num ciclo que se renova à custa dessa força motriz que é a ambição. Tu ajudas-me e eu deito-te a mão sempre que te topem a falta de argumentos e te deixem cair. Eu ofereço-te um novo guião e tu ressuscitas para cumprires o teu papel, reciclado, no abrilhantar da minha carreira ao colo dos amigos de conveniência que afinal são pessoas exactamente como tu, quase iguais nos objectivos e nas fragilidades que compete a todos camuflar com os retoques que se dão, em troca de uma qualquer ligação estabelecida sem nada a ver com aquilo de que sejas capaz.
 
Paupérrimo, o resultado, lá fora como cá dentro, mas ninguém parece querer contestar pois o mundo insiste em girar em torno dessas estrelas de circunstância que se calhar nem fazem melhor porque se encostam, porque se sentem amparadas pelos calhaus que entretanto gravitam atraídos pela luz que apenas reflectem mas já lhes permite sonhar com um futuro lugar no firmamento, travestidos de sol.
Alienados pelo sucesso da receita, ébrios pela facilidade com que os cobrem de lantejoulas para os fazerem brilhar um bocadinho e assim conseguirem parecer na terra aquilo que jamais seriam num céu em condições, esgotam-se as ilusões a cada nova tentativa a partir da catapulta improvisada pela malta mais amiga quanto mais próxima dos que se comportam como os populares de um liceu.
 
Contudo, como a bonança após cada temporal, ressurgem das tumbas dos seus falhanços mal explicados e recuperam o fulgor necessário para poderem honrar o compromisso, imperativo moral, da reciprocidade que deriva do cariz obrigatório da gratidão.
 
E a pantomima perpetua-se para gáudio do contingente de papalvos que fazem número para sugerir a multidão que legitima a sensação de poder que se torna efectivo ao fim de algum tempo na berlinda artificial que se desmistifica por si.
 

Por isso, e como hoje até é Natal, eu posso ficar por aqui…

publicado por shark às 12:24 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Quarta-feira, 24.12.08

A TODOS/AS QUANTOS AQUI PASSAM OU PASSARAM

Envio votos sinceros de um Natal à maneira!

publicado por shark às 16:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (19)
Terça-feira, 23.12.08

BLACK & WHITE

metalica

Foto: Shark

publicado por shark às 23:24 | linque da posta | sou todo ouvidos

ESTÃO DISTRAÍDOS OU QUÊ?

Vocês não me lixem: quando eu der uma calinada como tinha na posta anterior e já corrigi não se inibam de me avisar, porra. Não só não levo a mal como até agradeço encarecidamente, pois é uma prova que os melhores comentadores do mundo (os do charco) são atentos e exigentes.

 

E a minha tola não anda a cem por cento, admito...

publicado por shark às 14:32 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

QUESTÕES FULCRAIS PARA A HUMANIDADE

Se alguém assalta uma estação dos CTT e rapta uma carteira, devemos apelidar o meliante de raptor ou de carteirista?

publicado por shark às 12:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

DELÍCIAS DE ENCARREGADO DE EDUCAÇÃO

As notas, como sempre, uma maravilha.

Mas acima de tudo o destaque para a melhor descrição do Natal, a mais entusiasmada e bonita e a menos centrada nas questões materiais, como temos tentado, mãe e pai, incutir-lhe desde que nasceu.

 

Um gajo fica com a certeza de que está a fazer algo de jeito na vida quando é pai de uma criança assim.

publicado por shark às 12:35 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

AMANHECER

amanhecer alaranjado

Foto: Shark

Tags:
publicado por shark às 00:26 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)

CHAMEM-LHE MAU FEITIO OU OUTRA COISA QUALQUER

A partir de hoje há mais dois blogues que não voltarei a comentar.

Faço ainda mais figura de maluco quando me deixam a falar sozinho...

publicado por shark às 00:12 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (32)
Segunda-feira, 22.12.08

A POSTA ESPONTÂNEA

É enorme a distância a percorrer entre o que queremos e o que podemos (ou conseguimos) ser.

Claro que algumas e alguns conseguem no mínimo sustentar com maior ou menor razoabilidade a convicção oposta, no fundo conseguimos quase tudo o que quisermos no interior da moleirinha e até podemos ser hábeis a convencer os outros dessas certezas de fidelidade ao protótipo original. Fazem muito bem, pois a paz de espírito é fundamental.

Contudo, tal como a própria liberdade que nos inebria pode não passar de uma bebedeira global em muitos dos aspectos que compõem esse conceito tão lato, o paralelo entre aquilo que nos acreditamos ou esforçamos por acreditar e o que os condicionalismos internos ou externos permitem não é tão óbvio assim.

 

A irreverência é uma das maiores ratoeiras para essa percepção, sendo erradamente conotada com espontaneidade e/ou marca evidente dessa audácia de querermos impor um dado perfil. Mas afinal pode essa (quase sempre) espalhafatosa característica manifestar-se apenas em domínios que a favoreçam, acabando por a pessoa amochar em áreas com piso mais escorregadio e que possam impor preços demasiado altos a pagar pela atitude menos adequada.

De igual forma, a sinceridade absoluta de que algumas e alguns se arvoram como parte integrante do seu carácter acaba por sucumbir à primeira barreira que o bom senso lhe erga. Não, ninguém é absolutamente sincero ao ponto de dizer na cara à vizinha que é impossível olhar-lhe os lábios carnudos sem o sexo oral surgir no imaginário como fogo de artifício instantâneo. Ou de assumir perante o colega de trabalho que na noite sonhada se passaram umas horas de sexo tórrido a dois.

O direito à privacidade basta para justificar a sinceridade amordaçada.

 

De resto, os dados adquiridos acabam sempre por se revelarem um foco potencial de enormes desilusões para os próprios e sobretudo para aqueles que compram o pacote de boas intenções como se de um artigo da Constituição se tratasse. É fácil tombarmos do pedestal das ambições, das expectativas criadas com base nas convicções por testar na prática do emaranhado novelo que acaba por ser a nossa vida.

A tolerância afigura-se indispensável nas relações entre as pessoas e até nas que mantemos com a imagem no espelho, tolerância para com a inevitabilidade da incoerência.

É esse o segredo que distingue os mais felizardos, capazes de relativizarem (quase) tudo à medida da flexibilidade mais ou menos acentuada nos critérios.

 

Isto não implica da minha parte algum beneplácito para com o abastardamento das regras do jogo ou a absoluta ausência de definições de personalidade, pois temos que saber com o que contamos na essência (a nossa e a dos outros) com o mesmo rigor com que definimos os limites a tolerar ou a transpor.

 

Implica apenas a consciência de que não há heróis.

E de que a tal distância que refiro acima só encurta quando somos capazes, por exemplo, de nos rirmos de nós próprios e de reconhecermos com frontalidade os desvios que nos possam deslustrar a mais bem estruturada pala.

publicado por shark às 19:57 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

ESTRADAS MAIS VAZIAS, ESTACIONAMENTO MAIS ESCASSO

 Vê-se logo que os putos estão de férias...

publicado por shark às 10:26 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Domingo, 21.12.08

O MEU RIO CHAMA-SE TEJO

tejo nos subúrbios

Foto: Shark

Tags:
publicado por shark às 23:07 | linque da posta | sou todo ouvidos

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

Postas mais frescas

Para cuscar

2017:

 J F M A M J J A S O N D

2016:

 J F M A M J J A S O N D

2015:

 J F M A M J J A S O N D

2014:

 J F M A M J J A S O N D

2013:

 J F M A M J J A S O N D

2012:

 J F M A M J J A S O N D

2011:

 J F M A M J J A S O N D

2010:

 J F M A M J J A S O N D

2009:

 J F M A M J J A S O N D

2008:

 J F M A M J J A S O N D

2007:

 J F M A M J J A S O N D

2006:

 J F M A M J J A S O N D

2005:

 J F M A M J J A S O N D

2004:

 J F M A M J J A S O N D

Tags

A verdade inconveniente

Já lá estão?

Berço de Ouro

BERÇO DE OURO

blogs SAPO