Segunda-feira, 31.12.07

A POSTA NOS FATOS CONFUMADOS

Antes de o ano terminar ainda aproveito para vos desejar que tenham um ano muito cumpridor em matéria legislativa (se falharem uma já podem ser considerados hipócritas) e de convenções (as que seguirem apoiam por inerência).
Ou seja, espero que seja um ano bom para as vítimas de acidente de viação passivas (pessoas que sofrem as consequências dos abusos dos outros, apesar de ilegais, como o excesso de velocidade e outros). E estendo este voto a todos os cidadãos portugueses que passarão a ser vítimas de adulteração da língua passivas (todos quantos de fato optarem pela boa ação de escreverem oje aquilo que podiam deixar para os iletrados de amanhã).

Ainda estendo a minha solidariedade às vítimas da incúria generalizada passivas (as que sentem na pele as repercussões do desmazelo dos outros, mesmo quando esses outros são políticos daqueles que apoiam legislações radicais noutros domínios da protecção de direitos e da saúde dos cidadãos) e, de um modo geral, a todas as vítimas passivas do incumprimento da legislação que visa protegê-las, nomeadamente as vítimas accionistas passivas do regabofe político-financeiro-pessoal que reina na alta finança do país e as vítimas passivas de todos os hábitos, vícios ou simples falta de cuidado que agora passarão a viver numa nação despoluída e ortograficamente reconvertida.

Naturalmente, deixo um abraço sincero às vítimas passivas da leitura deste blogue e que consolidem a esperança de que também a blogosfera seja incluída a curto prazo no extenso rol de coisas que dão prazer em demasia à malta e por isso devem ser proibidas, bastando para isso poderem fazer mal a alguém sem querer.

Tenham um bom ano, respirem fundo e que a escrita vos traga o gostinho tropical acordado. Aqui só podem contar com um ambiente que fala fumarento, sem fato e, de facto, sem gravata também.

E em português arcaico, como agora não lhes convém.

(Ah, e já me esquecia: estou solidário com as vítimas passivas do brinde do bolo-rei desse passado tenebroso e nada europeu.)
publicado por shark às 21:30 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

TENHAM UM BOM ANO

A gente depois lê-se por aí.
publicado por shark às 10:24 | linque da posta | sou todo ouvidos

LETS PLAY

party time.jpg
Foto/Imagem: Shark
publicado por shark às 10:20 | linque da posta | sou todo ouvidos

E A BANDEIRA QUE ISTO DÁ?

bandeira esfarrapada na torre.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 01:01 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Domingo, 30.12.07

PASSAGEM DE ANO (3)

A ambição inerente a olhar para os desafios herdados do ano anterior e nem por isso inibir o planeamento de outros tantos para lhes juntar.
publicado por shark às 23:37 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

PASSAGEM DE ANO (2)

A agradável sensação de olhar para o ano que acaba e dar conta do facto de que apesar de nada de grave ou trágico ter acontecido ao longo desse período, dificilmente o ano seguinte não será, em vários domínios, mesmo muito melhor.
publicado por shark às 23:30 | linque da posta | sou todo ouvidos

PASSAGEM DE ANO

air cargo.jpg
Foto: Shark

Arquivar ou, pelo menos, "deslocar" os assuntos pendentes do período que finda (para acolher e distinguir os do ciclo que começa).
publicado por shark às 23:16 | linque da posta | sou todo ouvidos

A DIFERENÇA NA PLATAFORMA (Ou Do Comer por Tabela)

Um dos escassos indicadores que permitem a quem bloga e liga às "audiências" perceber as tendências de subida e descida na visitação do seu espaço, eu já assumi que dou atenção a esses pormenores, é o Blogómetro.
Trata-se de uma tabela na qual podem inscrever-se de forma voluntária todos quantos tenham instalado no seu blogue um contador Sitemeter.

Se tudo correr normalmente, e dado que o critério de medição é uniforme, podemos em simultâneo tomar nota da média diária das visitas (saber se sobe ou desce em determinado período) e do posicionamento relativo por comparação com outros espaços da referida listagem.
Ou seja, a tal média diária transporta-nos para determinada posição na tabela e aí podemos perceber se estamos a conquistar ou a perder assistência da nossa produção nesta cena.

Faz parte da forma de blogar que quem não liga nada a essas coisas despreza, isto de um gajo se ralar com o facto de o seu trabalho cativar ou não as outras pessoas. Mas colocando de lado o nojo natural de quem de facto não liga a essas coisas ou prefere nem saber, os que sobram (os que reparam na estatística) gostam de estar dependentes apenas da sua capacidade de seduzir quem visita e não do funcionamento do sistema.

É que se o nosso sistema é manco e produz falhas cíclicas pode provocar fenómenos de adulteração da tal média diária das visitas, obrigando todos os blogues alojados no dito a fazerem má figura perante os que tiveram nos seus blogues um dia normal.

Assim se explica que na tabela que vos linco acima existam em 100 apenas quatro blogues activos do Weblog.
E um desses quatro está quase a sair da tabela e, por coincidência, hoje teve o seu dia mais fraco desde que foi instalado o respectivo contador...
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publicado por shark às 23:01 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

É SÓ PARA DAR DESCANSO AO PÁSSARO ABAIXO

E para me certificar que 24 horas depois já posso postar outra vez.
A caixa de comentários também já funciona.

Porque deixou de funcionar não vos posso dizer. A mim também não chegou qualquer explicação...
publicado por shark às 22:37 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Sábado, 29.12.07

FERNÃO CAPELO

a molhar o bico.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 11:09 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Sexta-feira, 28.12.07

ATÉ CUSTA A ACREDITAR

Só volto a trabalhar no ano que vem.
publicado por shark às 22:37 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

TALIBANZAI

É o título do post que acabo de publicar no Registo Provisório.
A sala de leitura fica AQUI.
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publicado por shark às 11:49 | linque da posta | sou todo ouvidos
Quinta-feira, 27.12.07

EYE CATCH

womanizer.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 22:48 | linque da posta | sou todo ouvidos

O MAL CONTINUA A MARCAR PONTOS

Conseguiram finalmente calar Benazir Bhutto.
publicado por shark às 15:08 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

JUSTIÇA POSTIÇA

Num país de inocentes onde os processos mais mediáticos acabam sempre por parir um rato, a absolvição dos acusados nunca tem honras de primeira página. E o mesmo não se aplica quando os dedos são apontados em caixa alta aos (poucos) suspeitos que a Justiça consegue sequer levar aos tribunais.

Existem duas consequências possíveis para esta prática da moda.
A primeira é o progressivo descrédito do sistema jurídico junto de uma população farta de muita parra para pouca (ou nenhuma) uva e que se reflecte na discrição das notícias que, para todos os efeitos, ilibam os tais suspeitos que quantas vezes parecem pouco mais do que testas de ferro para animar a malta ao longo do caminho até à prescrição.

A segunda, mais hedionda, pode ilustrar-se com as mazelas sofridas ao longo de anos por duas figuras públicas acabadas de inocentar pela Justiça mas de forma alguma pela Imprensa que, na prática, os condenou.
Torres Couto e Carlos Melancia não foram considerados culpados dos crimes (alegados) que lhes interromperam os percursos anos atrás enquanto os seus nomes faziam vender jornais.

Who gives a shit?
publicado por shark às 11:44 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (13)
Quarta-feira, 26.12.07

BLACK & WHITE

minas sem armadilhas.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 18:11 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

SÃO MESMO DOIS...

...Os hemisférios.
publicado por shark às 15:31 | linque da posta | sou todo ouvidos

THE SKY IS BLUE

céu azul.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 14:09 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

QUERIDO PAI NATAL

Se não fosse agnóstico tavas lixado que trocava-te mais o teu saco cheio de inutilidades consumistas, maçadas e correrias desnecessárias pelo menino nas palhinhas deitado que era um descanso...
publicado por shark às 12:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

SUPERTRAMP

Goodbye stranger.
publicado por shark às 12:35 | linque da posta | sou todo ouvidos
Terça-feira, 25.12.07

H2O

sede de luz.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 12:59 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

AMOR IMPOSSÍVEL

Na Única, a revista do Expresso, encontrei uma história de amor daquelas dignas de filme. Uma história à americana, intensa e trágica, como os génios de Hollywood sempre dominaram e souberam espalhar pelo mundo como se vê.
Um dos protagonistas da história é precisamente um Tenente-Coronel do exército dos EUA, destacado no Iraque como tantos outros arrastados para um conflito com contornos ainda mais aterradores dos que desenham os veteranos da Coreia ou do Vietname.

Mas mesmo na guerra o amor consegue, como aquelas plantas que brotam por entre uma simples frincha no cimento ou no alcatrão, singrar. E calhou apaixonar o garboso oficial por uma médica iraquiana, uma mulher encantadora mas inevitavelmente suspeita numa zona do planeta onde até as sombras provocam temor.
Venceram esse medo com a ajuda da paixão e enfrentaram também a barreira colossal da religião que os colocava nos antípodas um do outro, naquela terra de cruzadas onde germina em lume brando um novo choque de civilizações.
O Tenente-Coronel ocidental aprendeu a amar o Islão, converteu-se sem abdicar de um outro amor, à pátria que serviu enquanto militar até ao dia do final da sua comissão.
Regressou à América casado com uma vida nova, bem diferente da que se esperaria em condições normais.

Nos primeiros dois parágrafos tento reflectir a conjugação que prendeu a minha atenção aquela história em particular. Por um lado, a dimensão grandiosa de qualquer amor tido por impossível mas que insiste em prevalecer. Pelo outro, os bizarros desígnios com que o destino molda os caminhos que cada um de nós percorre numa existência.
É impressionante constatar a escassez, a quase irrelevância da nossa capacidade de intervenção naquilo que o acaso produz.
E entro agora no terceiro elemento que me conduziu a leitura daquele texto desapaixonado, pragmático, até ao fim como espero ter conseguido fazer contigo que me lês nesta altura.

Depois de alguns anos de vida a dois, com as inerentes dificuldades que uma relação nascida daquela forma pressupõe e implica com toda a certeza, concluíram que o Iraque, berço daquele amor complicado, precisava cada vez mais de ajuda na sua recuperação como país.
Os relatos que lhes chegavam eram como gritos que incomodavam ao ponto de entenderem que a nova fé do militar de carreira, a sua posição privilegiada enquanto intérprete dos dois mundos em conflito tornava-o fundamental, precioso, para fazer a ponte por onde se pudesse sonhar com a paz que tarda a acontecer.
E ele acabou por regressar, sem ela para a poupar aos perigos de uma hostilidade inevitável por parte dos seus, e abraçou essa missão que o amor lhe dizia indispensável.
E a lógica também.

Embora ela própria se desminta, mais à que atribuam a qualquer guerra, no epílogo da tragédia que esta posta partilha à luz da minha percepção.
Ele morreu numa explosão concebida pelos conterrâneos da sua amada, quando de uma parte de si próprio abdicava para conseguir oferecer-lhes a esperança que afinal o perdeu.
publicado por shark às 12:55 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

FLOWER POWER

flower hug.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 12:54 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA QUE NÃO É CONVOSCO

Recuso-me a aceitar a vossa postura careta, a vossa conversa da treta acerca dos prazeres dos outros que rejeitam apenas porque nunca os conseguiram provar.
Rejeito eu, a hipótese de acatar alguma espécie de subserviência aos objectores de consciência dos amores proibidos, os que amam escondidos como se fosse vergonha uma pessoa sentir-se feliz.

Renego a posição dos que entendem o sexo como uma coisa pequena que reduzem à versão mais obscena para poderem mais facilmente pactuar com a respectiva ausência.
Oponho-me à sua abstinência quando aplicada à força a todos quantos possam servir de mau exemplo para uma conduta irrepreensível, a que no seu entender é uma coisa impossível de tolerar nos dias em que não conseguem desabafar a sua infelicidade intrínseca que tentam passar aos outros como uma doença contagiosa ou mesmo como uma maldição.
Contrario essa vossa versão mal fodida quando apenas empata a vida a todos quantos a queiram vencer e a vitória está afinal no prazer que dela se extrai. Cada um à sua maneira, percebam como é foleira essa vossa aversão a tudo quanto evoque a tesão perdida algures num beco sem saída dos que se lamentam mas nem por isso nos sustentam a paciência infinita requerida para vos aturar os queixumes sob a forma de repreensões aos outros, os que incomodam pela diferença, ou mesmo com uma atitude mais hostil.

A agressividade latente nessa reacção urticária, beatas e beatos palermas, é coisa que reflecte apenas o desconforto que vos invade sob a influência nefasta da frustração. E deviam canalizá-la para a força na luta contra tudo aquilo que vos azeda por dentro em vez de a dirigirem para os rostos sorridentes que contrapõem as vossas carrancas cinzentas que nos infestam com castrações medievais.

Porque no fundo é a liberdade que vos incomoda, a de quem não se priva de uma boa estrada em vez de estagnar num cruzamento a hesitar, sem saber por onde seguir durante tanto tempo que se desenvolvem raízes que os agarram ao chão no ponto de intersecção entre a vontade que reprimem e a cobardia que camuflam com falsos pruridos de merda.
Com maledicência e desdém sobre o melhor que a vida tem e eles não agarram, pudibundos, enquanto definham, moribundos, à mercê das suas opções desastradas que repetem sem cessar até nenhuma outra restar que não a dos fenómenos de rejeição contra cada puta das que mostram o peito e não se dão ao respeito, vão para a cama com qualquer um mesmo que não seja nenhum porque andam assim pela rua e eles, porcalhões, perseguem-nas como cães e tudo isto faz muita confusão na cabeça da pessoa que ouviu falar do orgasmo como um pecado capital e nunca ousaria experimentar.

E eu desprezo-os e a elas também sempre que o discurso recai naquilo que as outras e os outros são capazes de fazer na tal demanda pelo prazer que só se pode considerar vergonhosa, sendo essa a única saída airosa para disfarçar a inveja recalcada.
E eu não mantenho a boca calada perante esse dedo apontado, esse dedo quantas vezes utilizado para libertar um pouco da tensão acumulada, à socapa de quem ressona a seu lado na cama, dessa postura falsa puritana que esconde muitas vezes o deboche descontrolado e por norma enviesado pelos medos e pelas distorções que só as mentes enclausuradas conseguem produzir.

Não consigo esconder a minha aversão a essa estúpida tentação para a crítica feroz aos que se libertam de alguma forma desses grilhões inibidores das paixões como dos amores e avançam pela existência sem ligarem pevas às pessoas tão parvas que nem reconhecem o absurdo inato à sua mesquinhez, à sua mania de imporem aos de fora os limites que sonham em segredo violar um dia mas esse dia tarda sempre a chegar e chega, na maioria dos casos, tarde demais para compensar a alegria que morreu numa qualquer noite fria e solitária na companhia de alguém que os ignora.

E vou seguir pela minha estrada fora sem admitir interferências ou qualquer tipo de ingerências no que concerne ao meu direito individual de me assumir irracional quando as emoções prevalecem, ou de preferir o recato prudente que sinta mais conveniente em determinada altura sem que isso sirva de pretexto para os considerandos seja de quem for.

Porque acredito que o amor, sob qualquer das suas manifestações, sejam elas para toda a vida ou fugazes paixões, não se presta ao juízo de quem pela forma de intervir, com tiradas anedóticas, prova não o possuir.

E porque estou farto de hipócritas.
publicado por shark às 12:50 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)
Segunda-feira, 24.12.07

FACHADA DE NATAL

natalices.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 17:49 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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