Quarta-feira, 31.10.07

THE UNPREDICTABLE

the shark.jpg
publicado por shark às 21:56 | linque da posta | sou todo ouvidos

THE UNTOUCHABLE

killerfrost.jpg
publicado por shark às 21:36 | linque da posta | sou todo ouvidos

THE END

total silence.gif
publicado por shark às 21:35 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)

ARMADO EM BUFO

Nem há cinco minutos atrás, passou diante do meu nariz em plena avenida de Moscavide o autocarro da Carris nº 4039 carregado de passageiros e com o respectivo motorista todo entretido a conduzir e a falar em simultâneo ao telemóvel.

Não é por mim, que nem utilizo transportes públicos, mas pelos que confiam a sua pele a estes irresponsáveis "profissionais" da treta.
publicado por shark às 13:57 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

EU GOSTO DE PESSOAS

lonely at the top.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 10:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

SENTIDO ÚNICO

lonely pride.jpg
(Imagem recebida pela net, sem autor identificado. Processem-me...)


Encosta-te aos flancos que te exponham e procura o seu calor, como quem recorre a um cobertor que se esquece depois numa qualquer prateleira quando chega o Verão.
Disfarça a solidão com consolos de emergência e desliga a consciência como se calafeta uma janela para impedir o frio de se esgueirar por entre as frinchas que não consegues tapar com os corpos temporários forjados na imaginação ou seduzidos pela ilusão da imagem que crias, holograma.

Finge-te amante enquanto recebes, distante, os beijos mascarados com promessas de paixão que retribuis por obrigação sem esconderes a repugnância quando te compete decidir o comportamento a assumir perante a evidência de outro prazer que não o teu.
Executa o programa instalado na memória, o que inventa cada história que precisas de contar. As atenções para desviar da tua gritante insensatez, a mentira ponderada de uma forma descuidada que convertes numa omissão que te garante um estranho perdão interior.

Finge que conheces o amor, recitando-o pelas palavras de outras pessoas. Cultiva uma aparência apaixonada que te torne desejada pelos mais inspirados trovadores, os mais incautos sonhadores que se deixam prender pela tua fé, ateia, desmascarada pela lucidez de quem lhe testa a robustez e descobre na palma da mão os restos da borracha de um balão rebentado, demasiado insuflado pelo sopro sibilino das palavras de vento que te inflacionam a cotação.

Encosta-te à sensação agradável de te sentires desejável aos olhos das braseiras secundárias que te amornam as relações imaginárias com soluções de recurso ao longo do percurso para a velhice que um dia te surpreenderá como um amargo de boca.
Será indisfarçável então a desconsolada solidão, a manta retalhada por cada história mal contada que no fundo a compõe e a vida a deixar-se de merdas confrontando-te com o reflexo num espelho de uma ampulheta quase tão vazia como a alma que entendeste abastardar.

O reflexo de um olhar fatigado pelo esforço redobrado que se exige a quem entende o coração como objecto de manipulação, o amor como um dejecto que descartas, insensível, num momento vulnerável de cada tocha que te alumia a espaços ao longo da caverna tão escura onde sopra sibilina a brisa gelada de cada palavra camuflada com o duplo sentido que tu sabes proibido nesse caminho leviano, seco e cru, onde afinal só existe espaço para um.

E esse serás sempre tu.
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publicado por shark às 10:28 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Terça-feira, 30.10.07

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

luz lisboeta.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 18:07 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

HÁ DIAS EM QUE SEJA AQUI SEJA "LÁ FORA"...

...Só tenho coisas que me apoquentem, fónix!
publicado por shark às 17:51 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

A POSTA NO JORNALISMO DE EXCELÊNCIA

Confesso que me desagradam ambos os protagonistas, tanto em termos pessoais como políticos. E isso, aliado ao facto de em tempos ter vestido a pele de jornalista, cria-me o dilema típico de qualquer advogado do diabo e torna este assunto num mote desconfortável para a escrita.
O presidente francês, Sarkozy, abandonou a meio uma entrevista ao programa 60 Minutos da CBS, que a SIC Notícias anuncia como “jornalismo de excelência”, num gesto com inegável paralelo ao de Santana Lopes aquando da interrupção absurda de uma entrevista sua a propósito da chegada de Mourinho ao aeroporto em viagem de férias.

O paralelo, confrangedor quando envolve uma cadeia de televisão com a responsabilidade que a CBS deve assumir, reside no facto de os dois entrevistados se sentirem no direito de desrespeitar os jornalistas cuja conduta profissional se pautou pela futilidade inerente à cegueira provocada pelas guerras de audiências.
É de respeito que se trata. Useiros no enxovalho da classe política com base nos casos pontuais que o proporcionam, os jornalistas começam agora a sentir na pele o mesmo veneno que destilavam com alguma razão. A mesma razão que coloca a classe no seu todo sob um manto de suspeições variadas, as que derivam por um lado da óbvia subserviência aos grandes grupos financeiros que lhes garantem os postos de trabalho (o fenómeno não é exclusivamente português, como se constata) e que os leva a enveredarem pelo jornalismo pimba e, por outro lado, as que estão ligadas ao incumprimento das regras deontológicas do ofício ou, no mínimo, ao mais elementar conjunto de pressupostos éticos e/ou morais que antes prevaleciam enquanto imperativos teóricos a abraçar sem excepção.
Falo de dignidade, de elevação e de bom senso. Falo de um conjunto de requisitos que aliados ao rigor e ao amor pela verdade sem névoa garantem a credibilidade da informação mas também o delicado equilíbrio onde assenta o critério da pertinência.
O mais evidente paralelo entre as duas situações a que aludo reside precisamente no desprezo negligente das redacções em causa pelos requisitos que enumerei.
É tão absurdo interromper uma entrevista a um ex Primeiro-Ministro em vésperas de um congresso do maior partido da oposição para emitir um directo da chegada para férias de um treinador de futebol como o é, ainda pior pelas proporções, desperdiçar o tempo concedido para uma entrevista ao Presidente de uma das mais poderosas nações europeias com perguntas de índole pessoal, numa onda talk show.

Os jornalistas estão a transformar-se em moços de recados, em arautos ao dispor de quem entende, por exemplo, convocar “conferências de Imprensa” impondo à priori a condição de não responder a quaisquer perguntas. E aqui ilustro a minha opinião com outra imagem da falta de respeito a que os profissionais da Informação se prestam, aceitando todo o tipo de ordens e de pressões em prol do cumprimento de funções que cada vez menos se adequam ao que temos por razoável.

Os jornalistas estão cada vez mais vulneráveis, na proporção directa ao impacto das atitudes teatrais de figurões com sentido de oportunidade ou simples falta de pachorra, ao sensacionalismo tentador que ainda ontem abriu noticiários com uma “morte por espancamento” que hoje se converteu numa brincadeira alarve com péssimo desfecho mas sem marcas de violência e à progressiva exposição de profissionais credenciados ao dedo acusador da opinião pública perante factos embaraçosos que protagonizam e mancham a classe (como acontece com qualquer outra às mãos dos próprios jornalistas) no seu todo, arrastando o Jornalismo para um lodaçal que já poucos contrariam de forma visível.

Assisti, ainda numa época em que os jornalistas possuíam a força e os tomates necessários para lançarem publicações a partir de cooperativas, ao emergir da arrogância do poder financeiro perante a proliferação excessiva de títulos nas bancas que condenava muitos projectos a uma inevitável falência. E refiro sem hesitar os três vértices dessa realidade que decidia o futuro das revistas e dos jornais de âmbito nacional, quando a Imprensa regional já vergava à influência das autarquias: as distribuidoras, que muitos acusavam de verdadeiros boicotes às publicações que não lhes interessava manter ou serviam de peões para as guerras entre rivais do ramo; as agências de publicidade, que determinavam como realezas quais as publicações elegíveis para o beneplácito das suas indispensáveis campanhas (e nem sempre em função dos interesses imediatos dos anunciantes, mas por critérios de simpatia pessoal); e finalmente os abastados proprietários de títulos isolados ou de grupos que começavam a surgir com cada vez mais interferência nas decisões dos chefes de redacção dessa altura.

As primeiras verdades silenciadas foram as susceptíveis de incomodarem os anunciantes cruciais para a sobrevivência de publicações que jamais poderiam garanti-la a partir das vendas, num mercado sem espaço para as acolher em número tão elevado.
A partir desse precedente seria inevitável o colapso da independência como resultado de uma cedência que, como em tantos outros domínios, corrói princípios e abastarda o papel isento que compete a quem possui o dever de informar sem mordaças ou limitações.

Aquilo a que hoje assistimos não passa do resultado previsível de uma evolução às avessas, de uma erva daninha que manipula consciências e deturpa o espírito de missão que outrora orgulhava quem abraçava a carreira.
Os jornalistas estão a dar os flancos e a perder o norte a um dos pilares da sua influência, o respeito de que não podem jamais abdicar.
Essa triste imagem protagonizada por alguns, deixados na cadeira a falarem sozinhos ou remetidos para o tal papel de porta-voz dos vários poderes e interesses que os manietam, ameaça destruir por contágio a essência de um dos mais importantes instrumentos de salvaguarda da Democracia.

E em última análise, sentimentalismos à parte, é ela que mais me preocupa.
publicado por shark às 11:23 | linque da posta | sou todo ouvidos
Segunda-feira, 29.10.07

FLOWER POWER

à espreita.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 23:55 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)

GOSTEI MUITO

Do teu email.
publicado por shark às 23:41 | linque da posta | sou todo ouvidos

HÁ COISAS

Que me caem mesmo mal.
Já tive digestões mais fáceis...
publicado por shark às 23:40 | linque da posta | sou todo ouvidos

ACORDO ECTORGRÁFICO

grafiti do ector.JPG
Foto: Shark

Uma posta Literaturista.
publicado por shark às 11:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

FIND GIBEL

Encontrei a referência (mais uma vez, certamente que sim!) no blogue do Paulo e estou muito vaidoso (isto é em tom irónico, nada de más interpretações) porque fiquei a saber em simultâneo que o Afixe passou a ser uma multinacional e que o meu ex-colega Gibel é agora uma estrela de primeiro plano na Internet worldwide!

Fico a saber que o Gibel está na DealTime, que deu nome ao Shopping.com, que existem referências enciclopédicas a seu respeito (fez-se justiça), que foi feita uma colectânea dos melhores sites acerca do Gibel e, finalmente, que andam à procura do Gibel por esse mundo virtual fora!

Para quem não conheceu o Afixe, um blogue colectivo que hoje seria o melhor blogue português se não tivesse acabado à bruta e porque entretanto livraram-se da minha influência perniciosa, o nick Gibel pouco dirá mas digo-vos eu que por detrás deste nome agora famoso por portas e travessas que o Paulo explicará melhor está um gajo muito porreiro e que de vez em quando se saía com grandes malhas de prosa.

Continuem a deixar os vossos blogues à mercê dos abutres e depois não estranhem um dia darem com ele na figurinha do Afixe ou, sei lá, da minha primeira Casa de Alterne…

(Já me esquecia: na Casa de Alterne, a verdadeira, tenho andado a publicar umas imagens que não repetirei aqui. Para quem ainda não sabia fica a indicação.)
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publicado por shark às 10:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

O EXTERMINADOR ADIÁVEL

Esteve quase, quase...
Mas afinal não vai dar, para grande desgosto dos apreciadores de bíceps descomunais em final de carreira e de governadores implacáveis no recurso às barbaridades na pronúncia do inglês. E é pena, pois seria uma oportunidade de ouro para Sócrates e Barroso não fazerem má figura com a sua dicção cámóne (com o nosso homónimo de filósofo a poder constatar in loco o resultado prático de adicionar uns pesos e halteres ao jogging e às meias-maratonas mediáticas).

Arnold Schwarzenegger, o protótipo do american dream para milhões de pobretanas invejosos, ficou retido (de acordo com a Lusa) pelo que poderá ser uma consequência daquilo que vinha a Lisboa tentar combater (não na óptica do extermínio implacável, pois os bólides de Los Angeles consomem combustíveis fósseis à brava, mas apenas para que o fóssil propriamente dito pudesse desmarcar-se da estupidez ateada pelo seu líder quando este em Quioto se consagrou nessa matéria a nível mundial).
A Califórnia arde sem controlo e o robot mais famoso da história do cinema, agora com o esqueleto metálico revestido pelo tecido humano de um governador, sopra sem sucesso palavras de alento aos bombeiros que lutam contra os ventos e as chamas que consomem mansões.

Curiosamente, os organizadores do evento que justificaria a presença do Arnoldo ainda não sabem da sua ausência e continuam a anunciar a participação do célebre ex-europeu na “ceremónia”.
Podem constatar essa desatenção no site da Presidência da União Europeia onde, pelos vistos, lavra o incêndio da calinada numa língua portuguesa sem Estrelas (Edites) de Hollywood (ou de Carnaxide) que lhe valham…

ADENDA: Entretanto já alguém reparou na calinada e corrigiu a dita, contudo mantiveram sem "ceremónias" a confirmação da presença do homem-máquina...
publicado por shark às 09:46 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

DESALENTO OU PREGUIÇA?

Detesto constatar que cada vez mais colegas da "minha" geração blogueira entram na onda banzai e esventram de visitas os seus blogues com intermitências constantes e/ou demasiado prolongadas.
Sou do tempo (o tempo é um conceito diferente neste mundo) em que a blogosfera se fazia de entusiastas, de um blogger-boom recheado com gente capaz de mudar o mundo em ambiente blogspot e agora assisto a uma desmotivação quase tão deprimente como a que aconteceu aos protagonistas do movimento hippie.

De repente dá a ideia de que a coisa se esvaziou de sentido por algum motivo que me escapa e todos os argumentos que nos fizeram embarcar nisto sumiram dos discursos da maioria. E eu não consigo entender porquê, mesmo na pele de um desastrado social que tanta reacção hostil e deserção absoluta e definitiva suscitou à maioria da malta (nessa altura) mais próxima.
Vejo-os rumarem para os desenhos animados, uma parte, para os híbridos dotecom, uma minoria, ou apenas para o silêncio desistente de putos para quem o brinquedo deixou de ter piada, a maioria.

Entristece-me esta tendência que prenuncia, pelo menos, o fim de um sub-género da blogosfera portuga a que o charco pertence e cujas estatísticas denunciam na queda. Vejo a blogosfera entregue aos blogues temáticos e nem os mais bem humorados sobrevivem à sangria que tem afectado sobretudo a vaga que entrou em 2004 e parecia constituir o novo motor da comunidade virtual. Os blogues pessoais, intimistas, parece terem os dias contados e são os seus autores os responsáveis por esta realidade incontornável à qual nem os projectos colectivos parecem escapar.
Falta vontade aos que já cá andam há uns tempos e escasseia bom senso e interesse à maioria dos que entram nesta altura, em plena recta descendente da popularidade do fenómeno.

Estas constatações lixam-me como o caraças porque começo a olhar em volta e às vezes sinto-me na pele do José Cid.

Ou, para ser mais fiel à minha realidade blogueira, do saudoso Victor Espadinha...
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publicado por shark às 00:03 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Domingo, 28.10.07

BEM VINDOS À FESTA

Hoje é domingo e por isso trata-se de um dia porreiro para postas ligeiras.
Por isso, de seguida (mais abaixo, na sequência real e não com a inversão inerente à sequência de postagem) vou tentar transmitir-vos a noção do que em casa do Shark se entende por festão.
Neste caso, na versão junior...
publicado por shark às 18:58 | linque da posta | sou todo ouvidos

UM CONCEITO MUITO INSUFLÁVEL

entrada panda.jpg
Entrava-se por aqui...

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saida panda.jpg
...e depois logo se via como sair...

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calor estival.jpg
O calor era absolutamente invulgar para esta altura do ano.

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sapatos da malta.jpg
O problema é que a malta tinha que entrar descalça...

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dedos de fora.jpg
E depressa se esgotou o estoque disponível de meias...
publicado por shark às 18:57 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

UMA FESTA DE GAJA...

uma pequena sereia no prato.jpg
...Topa-se por estes pormenores...

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quem não tem cão caça com gato.jpg
Mas quando as bolas existentes acabam todas no terraço dos vizinhos ausentes, os gajos dão logo um ar indelével da sua presença (reparem no pormenor enganador acima, à esquerda)...

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gaja no cesto.jpg
...exibindo a capacidade típica do macho lusitano para o desenrasque em situações desesperadas...

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o toque do shark.jpg
...ou mesmo nas que podem desenrascar-se nas calmas...

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bolo de anos de gaja.jpg
...mas claro que na prática domina o eterno feminino... :-)
publicado por shark às 18:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (14)

TOU CUMA DOR DE CAROLA...

dança azul.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 10:59 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)
Sábado, 27.10.07

AINDA NÃO ACABOU A FESTA

E o tubarão até já tem a barbatana dorsal ao pendurão, toda de ladecos...
Mas enquanto houver convidados, o pai da anfitriã verga mas não parte!

(Estou de rastos, admito. Não há pedal para esta ninhada de final de milénio.)
publicado por shark às 22:29 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

são jorge.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 00:46 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (16)
Sexta-feira, 26.10.07

A POSTA RETROEXPECTATIVA

Dantes, nas redacções, não bastava possuir uma Carteira Profissional para alguém se arvorar de Jornalista. E mais: à maioria dos profissionais desse (meu) tempo bastava conhecer as técnicas essenciais do ofício, possuir alguma inteligência, cultura geral e arte para o desenrascanço e, acima de tudo, saber escrever bem e sem gralhas para merecer (e só nesse caso) o reconhecimento associado à função e poder exercê-la.

Agora, contra todas as minhas expectativas, já não é assim.


retroescavadora.JPG
(Isto NÃO É uma retroscavadora)
publicado por shark às 18:04 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

VIRGENS PROMETIDAS E ANJOS ASSEXUADOS

Nunca entendi a panca por virgens dos fundamentalistas islâmicos. Mais ainda, como é possível que um gajo se faça explodir a si próprio e aos outros em bocadinhos com base na promessa de um paraíso onde o que mais se destaca é um grupo de dezenas de virgens ao seu dispor? Só mesmo se o gajo for virgem também e não fizer a mínima ideia do que está em causa ou nunca tiver experimentado uma sessão de sexo em condições, tenham paciência.

Uma virgem só o é pelas seguintes razões: ou é demasiado jovem, ou demasiado desinteressante, ou lésbica, ou santa, ou parva ou muito, mas mesmo muito, azarada. Em qualquer dos casos estamos perante uma estucha (ou mesmo uma impossibilidade real, se a idade for o factor em causa) seja pelos naturais e justificados receios e hesitações, seja pela inocência excessiva que só atrapalha na hora da verdade, seja apenas pela inexperiência e o que isso implica de inibidor para uma queca decente.
Tudo isto bastaria para a malta fugir a sete pés de uma, quanto mais de umas dúzias e para toda a eternidade.
Claro que com um bocado de paciência e de persistência elas fazem-se, com o tempo. Mas se um gajo vai para o paraíso, qual é a lógica de lhe tocarem virgens como prémio em vez de amantes empenhadas, desenvoltas e tecnicamente aptas a levarem o parceiro ao céu (no caso em apreço tem que ser ainda mais acima, como é óbvio)?

Porém, os machos católicos não são diferentes dos seus congéneres muçulmanos nesse particular. Pior ainda, para além de sobrevalorizarem o estatuto de forma idiota, idolatram uma (alegada) virgem mas deixam bem claro com os seus tabus em terra que não vale a pena um gajo embicar para o Céu cristão se está à espera de grandes farras nas nuvens. Até espalharam o boato de que os anjos, sempre gandas louraças ao bom estilo escandinavo (mas com asas, sabe-se lá o potencial…), não têm sexo. Não têm? Então um gajo vai para o paraíso e tem que se entreter durante toda a eternidade com a irmã da canhota?
Só podem estar a brincar…

Ou então isso de os anjos (e as anjas) não terem sexo é apenas uma estratégia de dissuasão para a malta não se afogar em barbitúricos para antecipar o momento de desfrutar dos prazeres merecidos por quem se portou bem ao ponto de nem lhe passar pela cabeça explodir em pedacinhos quando pode, naturalmente, alinhar na Guerra Santa que tantos pretendem inventar limitando-lhes (aos ditos inimigos) o contingente de virgens até não poderem honrar a promessa associada ao martírio dos seus fiéis.
Cada qual luta como pode…
Mas mesmo assim, por Deus e pela Gloriosa Civilização Ocidental, seria uma estucha e continuaria a não fazer sentido nenhum o sacrifício que implicaria o desperdício de tempo com estreias que fazem sentido na adolescência de um gajo e mesmo aí, depois de experimentar com quem saiba, já nem a falta de oportunidades justifica tal escolha…

Nada tenho contra as virgens, mesmo as alegadas, não me interpretem mal. Eu também já fui (enquanto não consegui acabar com essa tortura) e tinha que sonhar as coisas boas da vida de que hoje posso usufruir bem acordado. Mas de preferência com quem já possua a “licenciatura” ou no mínimo conheça o bê-á-bá da coisa e avance sem medos para o eventual limar das arestas que só a prática proporciona.

Por isso vos digo que nenhuma das religiões citadas me convence com base nas suas obsessões virginais a planear o “seu” paraíso como destino final da minha aventura terrena.
E essa razão bastaria para me consolidar pecador, sem vocação para terrorista e desprovido de qualquer interesse nas promessas religiosas (que mais soam como ameaças) dos dois lados em causa no que concerne ao Além.

Se continuam por esse caminho convertem-me no mais fervoroso ateu.
publicado por shark às 17:36 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

I REST MY CASE

Eis os elementos de prova, extraídos ao acaso de entre as decisões mais mediáticas da Justiça portuguesa:

Uma mulher que matou a filha de 2 anos a pontapé foi condenada a 7 anos de prisão. Talvez cumpra mais de metade da pena.
Um homem que violou uma criança deficiente com 11 anos de idade e que ainda hoje continua dependente de apoio psicológico foi condenado a 4 anos de pena suspensa(!) e a pagar à família da vítima a astronómica quantia de €10.000.

Ajuize quem quiser. Eu sou apenas um leigo. Boquiaberto.
E cada cabeça sua sentença...
publicado por shark às 00:47 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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