Quinta-feira, 31.05.07

BLACK & WHITE

dark flight.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 16:18 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (13)

PRÉ-AVISO

Uma das perguntas da praxe na blogosfera, daquelas que são colocadas mais cedo ou mais tarde em qualquer blogue é: para que serve esta treta afinal?
E depois cada um/a arranja uma saída airosa para justificar a sua entrega (à borla) a um serviço que, regra geral, não presta serviço algum.

Cada vez mais pessoas que blogam (eu chamo-lhes blogueiros/as e gosto cada vez mais do termo) acusam a blogosfera de andar maçadora, quezilenta e inútil.
Pois muito bem, a partir do próximo sábado o Charquinho entra na guerra contra este estado de coisas e pegará pelo último item que enunciei acima: o da inutilidade.

Como é notória a predominância das flores de asfalto nesta nossa comunidade, entendi dedicar uma parte do tempo/espaço que ocupamos (vocês que lêem e eu que faço) aqui à publicação daquilo que se possa chamar informação útil e a abrir é o grupo mais numeroso o alvo da injecção de sapiência.
Desde a manutenção mais adequada para um vibrador a pilhas à melhor abordagem para evitar o bicho da madeira, os visitantes do charco vão finalmente poder dizer que aprenderam algo na sua visita ao tasco do esqualo.

Para abrir, e só no sentido de levantar a ponta do véu, vamos (eu, anfitrião, mais a autora do trabalho em causa) falar da lavoura.

Porque o saber não ocupa lugar e a gente tem mesmo que ligar mais aos aspectos práticos essenciais da vida.
publicado por shark às 15:10 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (19)

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

urban glamour.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 11:27 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)

SÍNDROMA DO TÁXI

No primeiro congresso da Nova Democracia, Manuel Monteiro afirmou a intenção do partido de eleger um grupo parlamentar em 2009.
publicado por shark às 11:06 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Quarta-feira, 30.05.07

PLEASE

redundancia.jpg
Foto/imagem: Shark
publicado por shark às 00:00 | linque da posta | sou todo ouvidos
Terça-feira, 29.05.07

EU GOSTO DE PESSOAS

por um fio.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 18:52 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (42)

TUBARÃO NO PORTAL

Hoje foi publicada no AEIOU a minha crónica "De olho nos (verdadeiros) maus da fita", a propósito da fragilidade individual perante a associação cada vez mais eficaz dos malfeitores que cobiçam crianças como se de uma qualquer mercadoria se trate.
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publicado por shark às 10:47 | linque da posta | sou todo ouvidos

HAVE A NICE DAY

nascituro.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 09:17 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Segunda-feira, 28.05.07

SEJA DE ESQUERDA OU DE DIREITA

Um governo que encerra um Órgão de Comunicação Social (neste caso uma televisão, a RCTV) por motivos políticos, apenas para silenciar vozes incómodas, é uma ditadura fascista.

Por muito que se ache piada a ouvir um fulano chamar nomes feios ao George Bush.
publicado por shark às 20:59 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

A LÓGICA DA BATATA - Uma Abordagem Bilingue

cbs-shark.jpg
Um "shark" portuga seria muito mais malandro...

O Google tem vindo aos poucos a transformar-se n’A Ferramenta de quem dá os seus passeios virtuais. Não param de surgir novas utilidades associadas a esta vaca sagrada da Internet e a principal, sem concorrência, é o seu papel de “guia michelin” para a navegação na net.
Por outro lado, este colosso virtual reúne uma tamanha carga de informação (que a malta, nós todos, vamos acrescentando à borla que nem uns totós) que já existem autênticos “doutores” formados na academia googliana e que até dão pala de catedráticos na nossa blogosfera.

Assim sendo, rendido ao fenómeno e à sapiência que lhe está associada, resolvi colmatar as minhas lacunas de inspiração com base nessa fonte inesgotável.
Contudo, não é desta que enveredo pela colagem a uma intelectualidade que não me caracteriza.
Embico antes pelo tratamento estatístico e inerentes conclusões elementares (caro watson) que mesmo um camelo (da margem norte) como eu consegue extrair a partir de um punhado de números cortesia do tal Google.
Este estudo (nem nos tempos da escola, quanto mais agora...) permite comprovar uma realidade chocante (na óptica electricista e pouco mais, mas chocante é uma palavra que causa sempre uma impressão do caraças):
Os cibernautas da língua portuguesa são uns devassos por comparação com os seus congéneres anglo-saxónicos.

Esta afirmação carece de fundamento e eu estou cá para isso mesmo. Senão vejamos:

Quadro 1 (não é quadro nenhum, mas dá sempre boa imagem nestes espichos)

Resultados da busca (exaustiva) com o termo “puta” – 1.530.000
Resultados da busca (extenuante) com o termo “santa” – 2.230.000

Resultados da busca (tou aqui que nem posso) com o termo “hore” – 7.470.000
Resultados da busca (já devem ter apanhado a ideia) com o termo “saint” – 273.000.000.

Em termos simples e percentuais, enquanto em português a diferença se cifra nos 40/60 em inglês a coisa passa para os 3/97. Os números falam por si.


Quadro 2

Resultados da busca por “diabo” – 1.700.000
Resultados da busca por “deus” – 2.110.000

Resultados da busca por “devil” – 88.100.000
Resultados da busca por “god” – 359.000.000

Bem, aqui o cenário não desmente o primeiro comparativo. Se em língua portuguesa a diferença entre Deus e o diabo se fica pelos 45% para este último contra os 55% do Todo-Poderoso, em inglês temos uma relação um “nadinha” mais desnivelada: 20/80...


Quadro 3 (vamos ser ainda mais específicos para tirar as teimas)

Resultados da busca por “mal” – 1.880.000
Resultados da busca por “bem” – 6.850.000

E aqui até dá a ideia, pelo desequilíbrio entre os 21% do mal contra os 79% do bem, que somos uns beatos. Mas…

Resultados da busca por “evil” – 168.000.000
Resultados da busca por “good” – 1.240.000.000

O que dá 12% contra 88…


Estes dados podem ser avaliados sob uma data de prismas, permitindo as mais rocambolescas conclusões (como bem o sabe qualquer político, advogado ou gestor).
Porém, é nítida a diferença entre os dois grupos em causa e poderei (noutra altura, noutra altura…) avançar com elaboradas teorias para prover uma explicação.
Mas hoje fico-me com estes factos, deixando-vos com um último quadro que não se baseia no mesmo raciocínio maniqueísta mas que me deixa optimista quanto ao crescente pragmatismo dos buscadores na nossa língua, por contraponto aos líricos dos bifes:

Quadro 4

Resultados da busca por “sexo” – 4.150.000
Resultados da busca por “amor” – 4.320.000

(Empate técnico!)

Resultados da busca por “sex” – 416.000.000
Resultados da busca por “love” – 893.000.000

I rest my case…
(Que é como quem diz: agora fecho a matraca que o lençol tá a perder de vista).
publicado por shark às 17:18 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

A SINCERIDADE

É uma coisa muito bonita. A sério.
Mesmo que entale terceiros/as. Que o mereçam.
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publicado por shark às 15:13 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

UNITED COLORS

grafite 1.jpg
Foto/Imagem: Shark
publicado por shark às 14:37 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

A POSTA NO KETCHUP

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Blog com Tomates parece-me uma designação que não encaixa mal, aplicada ao charco. Isto se tivermos em conta a definição de quem engendrou o conceito, a Brit Com, da seguinte forma:
Considero um blog com tomates aquele que luta pelos direitos fundamentais do ser humano.

E a Emiéle achou que o Charquinho enfiava bem a carapuça e agora, dentro do espírito da coisa, compete-me nomear os cinco espaços que considero enquadrarem-se melhor nesta definição.
E a tarefa é mais fácil desta vez, pois a nomeação depreende um critério que não depende da ligação afectiva a quem bloga mas sim à análise das características do seu trabalho.
Isto soa-me muito mais razoável e oportuno do que os costumeiros pretextos para lincar a malta amiga, mesmo que seja fácil adivinhar esse pendor na maioria das nomeações.

Seja como for, e porque a iniciativa me merece o reconhecimento da diferença acima (a isto somando o facto de a nomeação do charco ter origem na que considero um dos símbolos mais representativos da blogosfera portuguesa, nomeadamente no sector feminino da coisa), vou alterar o meu hábito neste domínio e dar sequência à corrente que tem crescido de forma exponencial.
Nomeio e explico porquê, como segue:

Bitaites – Quando decidem falar contra o que está mal fazem-no de forma acutilante, inteligente e sem meias-tintas. E esse estilo soa-me eficaz na defesa de quaisquer direitos.

Troll Urbano – Basta a presença da minha ex-colega afixadeira Isabel Faria (parabéns pelo 32º aniversário!) para garantir que os direitos, liberdades e garantias constituem uma prioridade de qualquer blogue. Mas o resto da equipa também possui tradição nessa matéria.

Faz de Conta – A Jotapê já foi nomeada por alguém, mas eu insisto nessa tecla. Porque não tem papas na língua no momento de arriar a giga e o seu espaço reflecte uma preocupação com os temas enquadráveis no âmbito da definição que justifica este prémio.

Ponto sem Nó – É fácil desmentir quem pense que esta nomeação se fundamenta apenas na minha ligação próxima à Mar. Basta convidar esse alguém a dar uma vista de olhos ao Ponto e não será difícil encontrar as palavras (e os “tomates”) que justificam as ideias que a nomeação em causa representa. E este gesto, por inerência.

Pópulo – Não sei se isto viola as regras da coisa e se sim, paciência. Mas nunca hesitaria em apontar o blogue da Emiéle como um dos exemplos indispensáveis do que considero um verdadeiro Blog com Tomates.
Mais do que um exemplo constitui para mim uma referência.

E ficam assim entregues as "estatuetas" (talvez uma réplica dourada dos caixotes de madeira onde expõem a mercadoria nas mercearias), esperando o je que o Charquinho continue a simbolizar os elevados valores que esta distinção premeia, blá blá blá, e agradeço ao realizador, ao produtor, à vizinha de cima, blá blá blá...
publicado por shark às 10:50 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (15)
Domingo, 27.05.07

SIMPLY RED

simply red.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 19:20 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (14)

OLHOS FECHADOS

Sentiu-o pela primeira vez numa festa e perdeu de todo a vontade de festejar.
Decidiu ignorar esse sinal, relegando-o para o dormitório dos sobressaltos sem explicação onde repousam essas preocupações fugazes e por isso mesmo encaradas como secundárias.
Viveu uma vida normal, apesar da sua sensibilidade anómala, exagerada, até ao dia em que o voltou a sentir.
Na sala de espera de um hospital onde deixaria internada em definitivo a sua capacidade de estar próximo de outras pessoas.
Era um indivíduo discreto, embora de trato agradável e sem problemas de integração. A única excepção ocorria quando se manifestava a sua natureza susceptível, sobretudo quando se via exposto a cargas emocionais mais intensas.
Lidava mal com o excesso de emoções e por isso refugiava as suas numa postura de aparência distante e reservada que o poupavam à partilha das emoções dos outros e às partidas que a sua pudesse pregar-lhe.

Receava sentir por julgar que isso poderia levá-lo à loucura um dia, tamanha a repercussão dos sentimentos dos outros, apenas os piores, na estrutura frágil que albergava os seus que o pressionavam sem cessar.
Como vozes interiores, mas caladas. Mais como olhares expressivos demais que lhe diziam tudo o que jamais quereria saber e o agrediam de cada vez que se abriam como janelas sobre a alma de alguém.

E ele fugia aos poucos dos muitos que o perturbavam nessa perspectiva, buscava os indiferentes, os ausentes ou os mais frios que conseguia encontrar.
Foi conseguindo viver assim, numa luta contra o tempo que restava no pensamento que sentia fraquejar. Um sacrifício pensar, os seus olhos teimosos que enchiam de imagens a mente que as convertia depois em dolorosas sensações que o dilaceravam, emoções que ultrapassavam o limite da resistência à dor que tanto nascia de um grande amor como de uma tragédia passada.

A sua ou as de outras pessoas que o feriam com a tristeza reflectida num olhar. Cada vez pior, à medida que o tempo passava e o mundo se transformava num viveiro de infelicidades adubadas pelas mais absurdas motivações.
Envelhecia prematuro perante o horizonte tão escuro nos corações da maioria, a multidão que nesse dia o apanhou sem alternativa de fuga.
À espera da tão adiada consulta de urgência que aguardava na lista de espera de uma especialidade cada vez mais sobrecarregada pelos desequilíbrios em constante mutação nos sintomas como na bizarria das suas manifestações.

A ele tocava-lhe aquela, a sensibilidade às mensagens transmitidas pelos olhares das outras pessoas. Ensandecia, enquanto a sua visão percorria um a um os sentires dos pacientes que o rodeavam.
O rapaz que se revoltava por algo que não conseguira ainda obter, o velho zangado por algo que tinha obtido mas perdera depois.
E ao lado dos dois uma mulher desesperada com a morte traçada num diagnóstico confirmado pela segunda opinião. Um homem calado, na outra ponta da sala, de olhar perdido no vazio da solidão interior que o emudecia enquanto se evadia de uma culpa penitenciária para uma loucura que equivalia ao perdão divino, eterno, que apenas no céu poderia encontrar e já não conseguia esperar pelo momento de lhe encostar, a esse céu mesmo à mão, a arma de caça carregada com uma anestesia final.

Era com esse que mais se identificava, o que mais acentuava a sua preocupação com a estranha evolução do seu problema ainda por identificar pela ciência rudimentar que estudava a cabeça das pessoas.
Conversa de treta e uns comprimidos indutores da estupidificação, cobaias voluntárias em experiências aleatórias de cientistas condenados a pouco mais do que uma bola de cristal para acertarem nas suas previsões.

E ele sozinho no meio de tanta gente incapaz de calar sob as pálpebras a agressão latente da sua perturbação específica. Numa câmara de tortura individual, construída em segredo pelo cancro do medo nas traseiras das células mais sedentas de crescer porque o tamanho confere poder e a morte de um cobarde não angaria nos outros a vontade de o chorar no momento do fim.
E ele sozinho a senti-lo germinar a cada impacto de um olhar revelador.

Acabaria por fugir antes do seu nome soar nos altifalantes fanhosos.
Preferiu a deserção para o degredo da solidão onde poderia escolher a melhor forma de sucumbir à demência.

Preferiu a inconsciência à sanidade cruel e optou por vestir a pele de um eremita.
Ainda hoje habita num monte isolado, esse homem derrotado pela força temível de uma dor impossível de ignorar.

O brilho ausente no reflexo descrente do seu próprio olhar.
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publicado por shark às 17:17 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

BORRÃO DE LUZ

luz espalhada.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 12:51 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)
Sábado, 26.05.07

BOAS ABERTAS

boas abertas.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 17:10 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

MINAS E ARMADILHAS

Se morrerem atropeladas meia dúzia de pessoas num dado ponto de qualquer estrada e num intervalo de tempo reduzido talvez nem seja necessária a pressão da opinião pública para que o poder intervenha, impondo as condições de segurança que o número anómalo de fatalidades prova não serem as ideais.
Quer isto dizer que as conclusões obtidas a partir de uma relação causa (falta de segurança)/efeito (estatística elementar) bastam para que toda a gente actue por ser evidente o nexo de causalidade para a excessiva fatalidade em comparação com a de outros locais.
Sem necessidade de estudos que o comprovem.

Já morreram cerca de noventa trabalhadores das explorações de urânio na zona de Nelas e entre os sobreviventes existem muitos que padecem de complicações do foro oncológico. É simples, trabalharam demasiado tempo em contacto com substâncias radioactivas e sofrem as terríveis consequências.
Não é preciso ser particularmente inteligente para somar dois e dois. A percentagem de pessoas afectadas por este tipo de problemas é tão mais reduzida noutros pontos do país e noutras actividades profissionais que é elementar a dedução acerca da origem desta mortalidade anómala na Urgeiriça.

Contudo, o Delegado de Saúde da zona dá a cara pelos “estudos” que não permitem provar a ligação entre o contacto com a radiação dos minérios e a proliferação de doenças cancerígenas na massa laboral das minas. E são esses estudos que negam às pessoas afectadas a natural compensação, o apoio que o assumir de responsabilidades implicaria para atenuar um castigo já de si injusto e quantas vezes fatal.

E onde quero eu chegar com isto tudo?

À manifestação da minha incapacidade para entender esta dualidade de critérios.
publicado por shark às 14:45 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sexta-feira, 25.05.07

VOLTOU A FEBRE DO CASULO...

bichos da seda.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 15:47 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (13)

MIRAGEM SUL

areia.JPG
Foto: Shark

Um Ministro muito brincalhão mas sem jeito nenhum para analogias disparou uma imbecilidade a propósito de uma zona do país, em mais um capítulo patético da defesa desesperada do aparentemente indefensável.
Alguma oposição, também afamada pela produção de humoristas no poder, exigiu de imediato a demissão do fulano.
Outra oposição pretende um “pedido de desculpa” pela ofensa de chamar deserto a uma região que o Presidente da Câmara do Seixal afirma ter sido “prejudicada no seu bom nome” (?).

É a baixa política que se faz neste palco árido de ideias e tão ressequido pela falta de elevação.

O deserto não está na margem sul, mas em ambos os lados deste leito seco de um rio onde nós todos, os camelos que sustentam estes nómadas do tacho, cada vez menos acreditamos possível encontrar algo de jeito para beber.
publicado por shark às 11:05 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (22)
Quinta-feira, 24.05.07

TONS ALENTEJANOS

recanto em évora.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 17:03 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

CEOLINO'S

Este espaço, que agora pode muito bem vir a chamar-se Caesar's (Palace), é daqueles onde não existe monotonia.
Seja História, seja Desporto, seja Política, o Caesar (aka Ceolino) amanha-se em qualquer tema e escreve limpinho e sem espinhas.

Tem o senão de confirmar a minha apetência para me fazer rodear de sportinguistas.
Mas compensa largamente com a sua linhagem charquinhense...
publicado por shark às 15:27 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)

BLACK & WHITE

praia dantes.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 13:58 | linque da posta | sou todo ouvidos

DO PENSAR COM A PILA

afrodisiacos naturais.jpg

Eu tive um cão, um rafeiro meia leca, cuja reputação no Bairro do Charquinho assentava em duas características mais destacadas: era estupidamente guloso e comia três ou quatro queques por dia no café do Bairro, pensava com o estômago; e era o macho canídeo com maior taxa de sucesso na finta aos donos incautos de cadelas, também pensava com a pila.
E é nesta última expressão que me debruço, pois tudo aquilo que verdadeiramente interessa já está a ser minuciosamente dissecado por uma chusma de especialistas e de pensadores e ninguém liga aos pequenos nadas que também fazem a realidade terra a terra do nosso quotidiano.
Pensar com a pila é uma expressão idiomática que aplicamos aos gajos que, como o meu cão acima citado, concentram o raciocínio numa prioridade específica (determinada pela pila) e deixam dominar o comportamento em função do objectivo primordial. Ou seja, tomam as suas decisões de acordo com a premissa de que mais vale uma passarinha na mão do que duas a esvoaçar fora do alcance do predador.

Tentando perceber a origem deste popular conceito, chama a atenção o facto de existir uma associação de ideias entre aquilo que definimos como a cabeça da pila (onde na verdade quase tudo acontece em matéria sensorial e isso para o povo só pode ser prova da existência de uma inteligência superior) e a capacidade de pensar.
Faz sentido. Se existe uma cabeça, não a vamos presumir acéfala. E considerando o imediatismo da reacção da pila a certos estímulos, é natural que a entendamos como um órgão autónomo e dotado de vontade própria. Às vezes até dá essa impressão...

Claro que a evolução do estudo anatómico já permite afiançar a inexistência de um cérebro (no sentido convencional) na mais polémica extremidade humana, mas à sabedoria popular pouco interessam os avanços científicos nesse particular (excepção feita ao domínio da investigação de fármacos e de utensílios capazes de melhorar o desempenho e/ou o tamanho do objecto de estudo – viagra, enlarge your penis e afins).
Daí à constatação empírica de que existem indivíduos cujo discurso e atitude parecem absolutamente condicionados pela vontade suprema do falo é um passo, na forma simples e prática que o povo encontra para distinguir os traços mais marcantes das partes que o compõem.

E é nas partes que incide a reflexão espontânea do pensador de rua quando analisamos a génese da associação pila/pensamento, mais do que no encéfalo dos visados (onde sabemos afinal produzir-se o toldar do raciocínio perante um ombro desnudo ou um olhar mais sensual).
Se por um lado isso implica um estudo ao nível da observação comportamental (de esguelha), também revela o cuidado com o eventual processo cognitivo de uma porção particularmente reactiva da anatomia masculina.

O povo é quem mais ordena também no sentido da vida e isso comprova-se com a fertilidade do terreno de onde brotam as conclusões que permitem explicar de forma lógica e elementar os mais intrigantes mistérios que esta Humanidade tão profunda consegue produzir para posterior decifração.
E assim conseguimos identificar peculiaridades e traduzir as suas repercussões num condensado de palavras que fornecem todas as respostas necessárias para uma existência sem dúvidas naquilo com que lidamos de perto em cada dia.

O meu cão actual só pensa com o estômago. E por isso é virgem.
Essa relação causa/efeito denuncia o preconceito que me leva de forma instintiva a considerar o bicho estúpido como uma porta.

E esta conclusão basta-se a si própria para fundamentar o pressuposto de que na sabedoria popular existe sempre uma verdade intrínseca que não se compadece das certezas relativas de uma abordagem mais científica.


Bibliografia

A Mitologia Embrionária do Homem das Tabernas (Edições Reguengos Tintos), por Zé Móinas
Do que Falo (Edições Pi'), por Zé Bastos
Neulocilulgia da Glande, Vol II (Edições Chao Chao), por Dr. Zé Pili Lau
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publicado por shark às 11:58 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Quarta-feira, 23.05.07

FIM DE TARDE

fim de tarde na portela.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 21:28 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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