Sábado, 31.03.07

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

torre expo.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 22:22 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Sexta-feira, 30.03.07

PRECIOSISMOS

em ouro esculpidos.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 21:09 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

A POSTOS PARA AS POSTAS

É incrível como um gajo consegue sempre encaixar uma ou mais postas num dia tão preenchido. No fundo, com vontade e com gosto arranjamos sempre o tempo e a inspiração necessárias para ir rodando a primeira página destes nossos diários de bordo.

Outro aspecto importante é o do pretexto. Um bom pretexto, por exemplo reagirmos a um desgosto ou uma arrelia que alguém nos dá, faz maravilhas pela nossa disponibilidade para blogar. E todos sabemos que isto do tempo é uma coisa muito relativa. Para um sms rápido, um email de bons dias ou uma posta de resposta arranja-se sempre um buraquinho na agenda. Basta querer.

Faz parte dos encantos da blogosfera, essa capacidade de encontrar em nós aquela réstia de energia que damos por perdida quando nos convém preguiçar ou apenas justificar a falta de pachorra. Renascemos num instante, recuperamos as cores, soltamos o verbo que parecia tão perro quando nada nos suscitava um entusiasmo digno desse nome.

As melhores postas até podem sair assim, de repente, num acesso de fúria ou apenas numa displicente exibição de que as nossas desculpas para não fazer algo valem o que valem. O que conta é acima de tudo o motor de arranque certo, o tiro de partida para acordar a lebre sob a pele de tartaruga e num instante termos tudo o que faz falta para o acto de comunicar.

Nem que seja para desatinar com alguma embirração das nossas (nem todas, pois podemos cruzar os braços relativamente às mais sérias e dar-nos para exibir a nossa estaleca apenas em relação às menos indicadas), entre o fax que se envia e as compras de final do dia lá encaixamos a tal posta que estava mesmo a pedi-las.
Provamo-nos capazes de dar mais de nós, mesmo num contexto alegadamente impossível de contornar.

No fundo, a blogosfera pode funcionar como um composto vitamínico, uma máquina do tempo (das que o inventam) ou apenas um ginásio ou um ringue virtual onde treinamos com os nossos sacos de pancada indispensáveis a porrada verbal que depois acabamos por não dar a quem dela mais precisa…
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publicado por shark às 20:56 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

SAI UM CAFÉ?

empty places.JPG
Foto:Shark
publicado por shark às 15:52 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

A POSTA NOS SITES DE ACTUALIZAÇÃO RÁPIDA

Blogues sem actualização ao longo de dias a fio, por vezes semanas. Desabafos constantes contra a falta de pachorra para os espaços dos outros, no ar a queixa de que já não prendem a atenção, andam murchos…
E não faltam nos recantos da blogosfera menos dinâmica os prenúncios do fim. Uma sangria que se denuncia na partilha de tempo com o Second Life, as redes em embrião, a Internet em revolução interior e a blogosfera a preparar a pancada.

Domínios próprios, o passo a seguir, RSS e outras siglas de formas novas de estar nesta cena. Cada vez menos espaço para os blogues tradicionais, cada mais parecidos no visual e na filosofia com sites de actualização rápida.
E cada vez menos interacção. Nas caixas de comentários como na ausência óbvia de motivação para os encontros blogueiros que tanto aconteciam.

Está a acontecer um processo de mudança que até podemos chamar de maturação, nesta nossa comunidade virtual. É fácil perceber as alterações, curiosamente mais vincadas nos blogues veteranos do que nos da nova fornada. Até na atitude, dando a ideia de que são os mais rodados nisto quem está a fazer acontecer algo que se veja. Os mais recentes, como os mais preguiçosos, arrastam-se pelo éter em queixumes de dores várias que são afinal a falta de pedalada para manter o ritmo “ideal”.

Isto não é tão fácil quanto isso quando queremos provar todos os dias que vale a pena clicarem no nosso linque. “Todos os dias” é a primeira expressão que intimida a maioria e poucos aceitam tal imposição. Mas os factos comprovam que nenhum blogue de publicação irregular consegue manter um número razoável de visitas. “Provar” é o outro lado do desafio, ainda mais exigente pelo escrutínio imediato aos olhos de quem vê com olhos de ver como de quem apenas filtra os pontos fracos para os utilizar como arma de arremesso a quem, bem ou mal, arrisca tal exposição.
E “clicarem no nosso linque” é afinal o objectivo derradeiro, pois os que “escrevem para si próprios”, insisto, não precisam de um blogue e não vejo porque não se limitam a conservar esse produto para consumo próprio no domínio das folhas de Word arquivadas nos seus computadores.

Talvez a blogosfera esteja mesmo a estratificar-se, a segmentar os “mercados” em função dos objectivos de quem bloga e do grau de exigência de quem nos quer visitar.
E embora isso seja o que gostamos de chamar progresso, uma onda na qual surfamos ou mais vale enfiarmos a tola debaixo de água num mergulho que nos poupe à chapada, ainda estou a tentar perceber se encaixo nos novos moldes que vejo desenharem-se para esta actividade que, confesso, ainda me cativa.
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publicado por shark às 11:27 | linque da posta | sou todo ouvidos

TONS SADINOS

trojan ferry.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 08:53 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

A POSTA NÃO PLANEADA

planos para o futuro.jpg


Fazer planos é algo que só conceberia na óptica dos assaltos a bancos. E mesmo aí, tenho a nítida impressão que me acharia estúpido por dedicar (boa) parte dos meus dias a estudar meticulosamente um passo a dar, no mínimo, uns dois anos depois.
Parte de vós que me lêem poderão agora interrogar-se como posso eu saber quanto tempo é o razoável para planear tal coisa e eu lamento deixá-los na expectativa.

O cerne da questão é mesmo a onda dos planos, assim tipo aqueles contos de fadas do “o que vou ser quando for grande?” e do “se me saísse o totoloto fazia isto e aquilo”. Porque o são, quase todos. Por inerência, na arrogância de nos presumirmos vivos e cheios de saúde daqui a não sei quantos dias ou semanas até. E por ingenuidade, pois nunca incluímos nos planos os factores variáveis, os imprevistos que nos apoquentam nos momentos menos adequados e nos alteram o esquema por muito bem pensado.

Claro que é importante como factor de orientação, pelo menos julgo que o será para os mais atinados de entre vós, mas não passa de um tiro no escuro. Tanto mais fora do alvo quanto maior for a complexidade da previsão. E a distância no tempo dos factos planeados.

Fazer um plano equivale a uma leitura míope da bola de cristal. Sem óculos. Uma pessoa senta-se diante de um bloco de apontamentos e diz para si própria: “vejo no futuro um fim-de-semana sensacional com uma gaja interessante e boazona”. Ou vice-versa, tanto faz.
E uma pessoa desata a verificar o saldo do crédito nos cartões, as reservas disponíveis num hotel (ou em alternativa as limpezas de última hora no apartamento do caos), a limpeza a seco do casaco mais baril, onde deixar o cão, meter gasolina no carro, encontrar um miminho quebra-gelo para encantar a dita gaja boazona (ou vice-versa outra vez, que os factos assentam na mesma).

Isso mais uma série de previsões, conjecturas e outras bruxarias bué optimistas mas condenadas ao fracasso potencial por causa dos tais filhos da mãe de contratempos que nos apanham mesmo com as calças pelos joelhos e sem hipótese de refazer o esboço tão em cima da hora. Cada plano uma bem possível desilusão, mesmo os de curto prazo.
É tão realista expor as debilidades de uma vida “planeada” em função de calendários fantasma, os tais dias encaixados numa lógica vidente e falível, como aceitar o planeamento pessoal enquanto indispensável para a tal orientação a que muitas pessoas se obrigam.

Eu confesso a minha inépcia como planeador. Prefiro ir fazendo a coisa em doses pequenas, o que farei daqui a uma horita ou duas. Adoro surpresas, situações espontâneas e acima de tudo coisas que de facto acontecem tal como (e quando) as queria e não porque é “naquele dia” que tem de ser. Estava marcado. Com antecedência. Logo para o dia em que não adivinhei a entorse marada, a enorme gripalhada ou a simples falta de tempo (€) que não planeia a hora de se esgotar.

Plano sim acima da esmagadora maioria das horas investidas em planeamento seja do que for.

Mesmo que às vezes dê com a cabeça no vidro do planador, quando aterro no solo firme das surpresas desagradáveis que uma vida sem planos nos pode oferecer.
publicado por shark às 00:34 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Quinta-feira, 29.03.07

PAIXÃO NO WC

wc porta.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 18:37 | linque da posta | sou todo ouvidos

TUDO OU NADA (King of Hearts)

nada na manga.gif

Olha, dou uma…
E eu dou duas.
Prefiro.
Uma para baixo.
Tenho que dar quantas? Tá bem, dou três para cima.
Duas para negativos.
Passo.
Então, tenho que dar sete???

(Momento de silêncio.)

Oito ou nulos.
publicado por shark às 15:44 | linque da posta | sou todo ouvidos

MUTAÇÕES DE FLANCO

a caminho da cidade.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 10:36 | linque da posta | sou todo ouvidos

ALVORECER(ES)

leave at dawn.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 10:25 | linque da posta | sou todo ouvidos

ZONA DESMILITARIZADA

Vestir uma couraça que a dor não trespassa, impermeável à água e ao sal que a podem corromper. Lágrimas a verter da nascente que secou, imaginárias. Lágrimas das memórias de dias em que faria todo o sentido chorar.

Colete à prova de balas que podem ser palavras apontadas ao coração. Palavras como fechas, na ponta um espigão. Invulnerável à carta armadilhada em cada resposta desleixada, em cada repetição do atentado que deixa estropiado o pressuposto da confiança que oferece a segurança na qual deixamos de acreditar.

A resistência de uma armadura, o desconforto que perdura para lá da inevitável reconciliação. A benesse de um perdão que funciona como lenitivo, adiamento do sofrimento que cedo ou tarde acabará por sobrevir.
E tentamos reagir, fortificados na razão que nos assista, um bastião que resista ao colapso em câmara lenta da ponte levadiça que antes estendíamos sobre o fosso que pessoa alguma consegue transpor.

A força do amor (próprio), aliada ao instinto de sobrevivência emocional. A protecção total da sensibilidade atacada em cada resposta desleixada ou na evidência da nossa irrelevância nos contextos alheios.
A trincheira da salvação, escavada por cada batalha travada quantas vezes em vão. A última linha de defesa contra o assalto da incerteza, a linha que mantém a ligação pendurada por um fio, do outro lado o silêncio ou a reacção hostil.

A derrota necessária da utopia que se reergue mais tarde, reforçada pela lição estudada dos pontos mais frágeis da sua construção.
E adicionamos um canhão no veículo blindado, avançamos para qualquer lado com espírito ganhador.

As palavras de amor, munições devastadoras, palavras demolidoras que penetram as defesas mais sólidas e as melhores intenções.

Avançamos para a conquista da praça forte, desafiamos a sorte quando insistimos: “és tu!”
E depois confiamos a vitória à fragilidade de um corpo nu…
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publicado por shark às 10:15 | linque da posta | sou todo ouvidos
Quarta-feira, 28.03.07

TRICOLOR

beijo das ondas.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 21:39 | linque da posta | sou todo ouvidos

ASSIM NÃO PINTO!

Gostava de ver no episódio apenas o lado “tia” da coisa e relegar o assunto para o domínio do humor, “ah, porque nos tempos do PREC a malta do PC e do MRPP fartava-se de andar à porrada e ninguém morria nem desistia da militância” (o que, à época, era quase a mesma coisa).

Gostava, até porque aconteceu no seio de um partido que não aprecio de todo. Mas não posso.

Não posso, porque o abandono da militância e também do mandato de Vereadora na Câmara de Lisboa indicia uma reacção de absoluta descrença por parte de alguém que se deparou na política com algo que é mais vulgar acontecer no futebol.
Maria José Nogueira Pinto é uma das poucas mulheres que logram chegar a lugares cimeiros na hierarquia partidária. É uma das poucas pessoas capazes, à direita como à esquerda, de virar as costas a uma vida pacata (que a sua condição financeira e prestígio acumulado certamente permitiriam) e enveredar pela (agora literalmente) luta corpo a corpo com a tradicional falange masculina sempre tão hermética na sua composição, para participar de forma activa no processo democrático.

E agora fartou-se, como se fartariam outras/os no seu lugar perante os tristes factos que são do domínio público. E deixa um péssimo rasto em matéria de motivação para que outras pessoas capazes se queiram meter na mixórdia.

E deixa-me a estranha sensação de desconforto por de alguma forma temer que deste tipo de situações a Democracia saia sempre a perder.

Em mais do que um aspecto.
publicado por shark às 21:10 | linque da posta | sou todo ouvidos

FERNÃO CAPELO

urban seagull.jpg
Foto: Shark
publicado por shark às 11:41 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

A POSTA NAS COISAS PEQUENAS

O respeito e a consideração costumam andar de mãos dadas no seu passeio pelas nossas interacções. O facto de respeitarmos alguém acarreta sempre alguma consideração por essa pessoa. E não é possível alegar consideração alguma quando o respeito está ausente deste binómio.

Quando involuntariamente magoamos ou insultamos alguém com as nossas intervenções, o respeito e a consideração recomendam-nos ambos um pedido de desculpa sincero e sem “contudos” (empurrando uma qualquer carga pejorativa para cima da pessoa em causa, para atenuar a nossa culpa “partilhando-a”).
Se a quota-parte do respeito é fácil de identificar, demonstramos que respeitamos pelo não renegar a nossa responsabilidade no sucedido como pela humildade (renegada pelos tais “contudos”) que tal gesto implica, já a consideração é mais difícil de ter em conta quando não existe ou é apenas teórica.
É que o alheamento à sensibilidade de alguém, devidamente manifestada ou mesmo apenas por nós interpretada a partir de alguns sinais, demonstra uma de duas coisas: a frieza necessária para ignorar o “problema dos outros”, o “estar-se nas tintas”; ou a futilidade da consideração de treta que se expõe nestas alturas (que vai dar exactamente ao mesmo).

Se a estes aspectos somarmos a arrogância implícita na recusa a darmos o braço a torcer de uma das duas formas possíveis (reconhecendo o erro sem o minimizar e/ou acrescentar à outra parte mais um ónus qualquer ou, em alternativa, “dando-se às boas” para tentar reparar/compensar o mal feito), temos em mãos um problema quando fazemos parte de qualquer um dos ângulos desta embrulhada.

São pequenos nadas, estas coisas que podem passar-nos ao lado sem mossa mas podem igualmente originar uma interminável reacção (de choque) em cadeia que, em última instância, pode destruir qualquer tipo de relação.

Mas são os únicos indicadores fiáveis das realidades que sempre nos sentimos tentados a escamotear.
publicado por shark às 10:56 | linque da posta | sou todo ouvidos

(LIS)BOA TODOS OS DIAS

lisboa nova.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 09:50 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

LIFECRAZE

Nesta altura, o Lifecraze vive o que será provavelmente o pior momento da sua história enquanto blogue colectivo. A perda trágica de um dos seus elementos (Youandme) constitui um golpe difícil de superar, pois nada tem de virtual.
Contudo, e precisamente porque entendo que a melhor forma de homenagear um blogueiro silenciado é dar-lhe as nossas melhores palavras, decorar o espaço da sua ausência com a nossa mais forte presença e continuar a vida tal como a deixou, entendi não adiar (antecipei) esta recomendação para que conheçam mais um espaço que linca o charco e conquistou a minha visita habitual.

Espero que no Lifecraze sintam esta posta como um abraço caloroso, tanto como um empurrão daqueles que se dão para embalar o inadiável regresso ao caminho que nos compete traçar.

Em especial nestas alturas.
publicado por shark às 09:02 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)
Terça-feira, 27.03.07

FIM DE TARDE

dia findo.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 18:47 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (11)

A POSTA AO ALMOÇO

um tasco muito baril.JPG
Foto: Shark

Almoço quase todos os dias num daqueles sítios que o progresso quase exterminou. Um espaço cheio de cromos, gente a sério que (alguns há vinte anos) abanca por ali.
É uma sorte poder almoçar num espaço assim. Sem truques, sem tretas, sem outra coisa para oferecer que não o prazer de comer tão bem ou melhor do que em casa.

Queres mais batatas?
E um gajo diz que sim se lhe faltam ou recusa na boa, tal como aceita sem protesto aquilo que o “patrão” entenda servir-lhe nesse dia.
Hoje há dieta!
E lá aterra na mesa uma travessa king size com um generoso cozido à portuguesa.
Isto tá fraco. Levas com os nitrofuranos.
E o frango na grelha é prato do dia porque na lota a Maria não tinha peixe como deve ser.

O bacalhau à segunda, pela praça fechada. E os vinhos escolhidos a dedo pelo anfitrião que gosta de impressionar. Os queijos de fabrico caseiro, a fruta de encher o olho, a arte na grelha com décadas de refinação.
O respeito quase septuagenário pela tradição, contra todos e contra tudo o que ameaça fechar-lhe a porta. As normas que lhe estrangulam o escasso futuro que ele se esmifra todo para prolongar.
Milho aos pombos é que não!

Um tasco clandestino, na verdade uma cantina. Sempre os mesmos de ontem nas poucas mesas ocupadas amanhã. Sempre o futebol, clientela masculina, mais os escândalos do dia que a televisão anuncia nos poucos momentos em que alguém lhe presta atenção.
Os miminhos do patrão e mais ainda de quem o ajuda, de borla.
Os dramas do dia-a-dia de pessoas como qualquer um de nós. Sem papas na língua que as zangas resolvem-se com dois dedos de conversação. Não há segredos na comunhão de um ritual que é confissão por inerência, no corte da casaca cheio de boas intenções aproveitando uma ausência pontual.

O café de encerramento, um lote especial. Dois dedos de conversa, a notícia que interessa acerca dos dias que a vila viveu, actualizada a informação e complementada a conclusão que se depreende das expressões ou dos tons.

A conta e até amanhã, se a norma e a normalização não empurrarem o patrão para um final abrupto da carreira na qual toda a sua vida investiu.
publicado por shark às 16:41 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

TEXTURAS

verde rubro.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 09:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)
Segunda-feira, 26.03.07

Ò ZÉ, OS PEIXES-ESPADA TÊM BARBATANA DORSAL?

olha ali um tubarão.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 19:13 | linque da posta | sou todo ouvidos

DESPORTO RADICAL - FUTEBOL CARICA

Como vem sendo habitual às segundas, está disponível na nossa Vox o meu Desporto Radical desta semana: o famoso Futebol Carica.
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publicado por shark às 10:29 | linque da posta | sou todo ouvidos

BLACK & WHITE

sailing away in grey.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 09:25 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

PARA ANGOLA E EM FORÇA!

Deu gosto assistir aos momentos finais do Grande Programa dos Maiores Portugueses do Canal de Serviço Público tão deplorável ao ponto de ser capaz de “despachar” o Câmara Clara para o mesmo horário mas na RTP2, só para ouvir um fedelho com cara de intelectual atrevido dizer “não vamos tergiversar acerca de vaginas e quejandos” em directo, ao vivo e a cores.
Aliás, quase nem bocejei ao longo dos minutos em que pasmei com a entusiasmada argumentação de cada um(a) acerca do seu “candidato” favorito para a coroação televisiva até ao próximo Grande Programa dos Maiores Portugueses que se Deus quiser ainda vão surgir mais alguns para apimentar o tão lucrativo televoto.

Também apreciei o brilhantismo do (cada vez menos) jovem general rebelde centrista em defesa de D. João II, ao ponto de lhe adocicar a eliminação sumária de adversários (conspiravam contra ele com Castela, referiu, transformando o afastamento de oponentes à pancada numa lição da História que ele tão bem assimilou).

E a Odete, camarada, a combater o fascismo com o vigor revolucionário ou o rigor evolucionário da verdadeira comuna, chegando a contestar abertamente a medição do tempo de antena atribuído à sua bancada popular de defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores e da memória do seu Messias grisalho.

E os outros, todos muito empenhados em defender o seu figurão lusitano como uma causa própria. Só faltaram as tiradas sinceras, emotivas, do género sou pessoana desde miúda (Clara Ferreira Alves), já n’ A Bola sempre defendi os esquemas tácticos ofensivos (Leonor Pinhão, em abono de D. Afonso Henriques) ou o homem estava era mal acompanhado porque no fundo até era muito boa pessoa (Jaime Nogueira Pinto, por Salazar).

E a Ana Gomes, coitada, a defender a caravela derradeira das dez que o Grande Público seleccionou para esta navegação rasteira, perdão, costeira pela História de Portugal que se constrói na têvê, logo a seguir ao Rosado Fernandes sorrir enquanto afirmava que político virtuoso não conhecia algum e se alguém conhecer que lho apresente que ele (Rosado) ficaria contente. Da boca de um homem que os conhece muito bem, em directo.

Contagem decrescente. Dez. Vasco da Gama, caravela ao fundo. Nove. Marquês de Pombal, tinha que ter reconstruído o Estádio da Luz para ser glorioso a valer. Oito. Fernando Pessoa, eram muitos heterónimos e o eleitorado dividiu-se. Sétimo. Infante D. Henrique, hoje apanha-se um avião e chega-se lá muito mais depressa. Sexto. D João II, defendido pelo Portas só lá ia à porrada. Quinto, Luís Vaz de Camões, o preço a pagar pelas secas que todos levamos no liceu. Quarto. D. Afonso Henriques, isto de fundar países nem ao pódio leva um gajo. Ainda se tivesse marcado algum golo importante numa final do Europeu. Três. Aristides Sousa Mendes, derrotado pela concorrência desleal da democracia em directo. Dois. Álvaro Cunhal, sendo quem é obviamente não perdeu. Um. Salazar, a morte anunciada do bom senso tombado de milhares de cadeiras ou de sofás com utentes empanturrados de queijo e atafulhados de rancor.

É um péssimo sinal, dizia Clara Ferreira Alves, ver estes resultados e o que eles querem dizer, no final deste “Sporting-Benfica” entre tele-eleitores à esquerda e à direita.
Eu já nem lhe chamo sinal. Chamo-lhe premonição.

Pelo sim, pelo não, vou fazendo as malas...
publicado por shark às 00:29 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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