Terça-feira, 31.10.06

UNDER CONSTRUCTION

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Fotos: Shark
publicado por shark às 17:57 | linque da posta | sou todo ouvidos

CINEMA MUDO

A minha boca clama pelo teu sabor e chama ao amor estouvado pelo seu apelo desvairado a que o teu corpo nunca rejeita corresponder.
Os meus olhos exigem ver aquilo que as imagens fingem no reino de fantasia minha onde te assumes rainha e protagonizas o papel fulcral.
Um verdadeiro festival de cinema interior, este que vejo. O amor a atiçar o desejo e a película a passar na tela onde se pintam as cores garridas de emoções sentidas e de sensações que admito celestiais.
Os sons primordiais que os meus ouvidos solicitam, quando as folhas se agitam com o vento que parece sussurrar o timbre da tua voz que me delicia. Uma forma de magia que inspira os dedos de prestidigitador com que percorro a ilusão, recriada pela imaginação, da tua pele forrada a cetim.

Tão perto de mim, cá dentro, essa ideia avassaladora de um momento iluminado pelos raios de uma luz que brilha, lá fora, no sol que o teu sorriso traduz.

Tão perto de nós, esse amor vagabundo que nos toca tão fundo nos intermináveis intervalos de cada sessão, minutos talvez, mas uma eternidade na minha ideia.

E eu encafuo, onde não escasseia, mais uma bobina da longa metragem rodada na vertigem dos nossos corpos em ebulição.
publicado por shark às 15:53 | linque da posta | sou todo ouvidos

URBANIAS

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publicado por shark às 10:31 | linque da posta | sou todo ouvidos

NADA A TEMER

De acordo com a Imprensa de hoje, Portugal será um dos países mais afectados pelas alterações climatéricas.

Contudo, somos também das nações mais bem preparadas para enfrentar a consequente desertificação (se tivermos em conta o facto de sermos dos maiores camelos em matéria de política ambiental...).

Por outro lado, estudos indicam no pior cenário concebível serão quatro milhões os portugueses afectados por uma eventual pandemia da gripe da aves.

Também aqui não vale a pena preocuparmo-nos em demasia, pois o rosto que o Governo escolheu para anunciar esta macabra previsão é o mesmo que exibiu a propósito da barraca em matéria de escassez de vacinas para a gripe comum...
publicado por shark às 10:01 | linque da posta | sou todo ouvidos
Segunda-feira, 30.10.06

A POSTA NA FOTOGRAFIA

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Foto: Shark
publicado por shark às 20:21 | linque da posta | sou todo ouvidos

UM GAJO DEVE PREOCUPAR-SE...

...Quando lhe falam em lubrificantes e a primeira coisa que lhe ocorre é marcar a revisão do carro.
publicado por shark às 11:46 | linque da posta | sou todo ouvidos

UMA SEMANA SERENA

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Foto: Shark

É o que vos desejo.
publicado por shark às 11:43 | linque da posta | sou todo ouvidos

EUROTROVÕES

Com a guerra de audiências ao rubro, as televisões portuguesas aproveitam a onda apostadora gerada pela sucessão de jackpotes no Euromilhões e empenham os seus meteorologistas numa guerra fratricida de adivinhas.
Assim, enquanto a SIC anunciava aos portugueses um dia de céu limpo em todo o território do continente, excepção feita ao Algarve, a RTP metia a cruzinha num dia de céu muito nublado com hipótese de ocorrência de aguaceiros e trovoada, excepção feita... ao Algarve.

Aos portugueses resta assim abordarem este início de semana com uma perspectiva abrangente, t-shirt e gabardina, a menos que se queiram fiar nas aparências que indicam ter sido a equipa manda-chuva do serviço público a falhar o alvo com os dardos...
publicado por shark às 09:22 | linque da posta | sou todo ouvidos
Domingo, 29.10.06

BLACK & WHITE

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Foto: Shark
publicado por shark às 20:57 | linque da posta | sou todo ouvidos

MIGUEL PINTO CORREIA

O gajo ser adepto do FCP já me causava alguma apreensão. Mas eu atinava com ele, até porque de vez em quando dizia umas verdades que os outros silenciavam para não agitarem as águas e estava ligado a uma revista sensacional (a saudosa GR).
Mas agora borrou completamente a pintura, armado em virgem ofendida porque alguém levantou suspeitas sobre a originalidade da sua obra-prima. Não bastando ameaçar com tribunais e com porrada (o que não abona muito da sua total inocência no episódio), apeteceu-lhe desdenhar de quem o apontou como plagiador.

E não foi de modas. Comeu a blogosfera no seu todo, essa ralé anónima de uma net que o gajo nem frequenta (com a honrosa excepção dos sites "informativos", diz ele, embora ninguém tenha ficado a saber que tipo de informação lá procura).
Esta ira generalizada a cada um de nós, os inferiores que blogam em vez de copiarem os livros dos outros, deriva do facto de, segundo ele, escondermos a nossa identidade.

Pois olha, rapazinho, eu não escondo a minha quando te digo (embora tu não leias estas tretas) que da fama não te livras. Até tens a minha foto para não haver dúvidas (secção "Todo Aberto"), caso queiras dar-me tau-tau ou punir-me com as ferramentas jurídicas ao teu dispor.
É que, como tu, eu não aprecio que me desconsiderem ou atribuam más famas de que não me sinto merecedor.

E se quiseres mesmo dar largas a esse feitiozinho rabino, podemos dispensar a cena dos tribunais e dizes-me cara a cara essas coisas todas que pensas acerca de quem bloga.

Até podemos fazer de conta que fui eu o bacano que produziu esta pequena maravilha que agora foi transformada num panfleto publicitário...
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publicado por shark às 19:09 | linque da posta | sou todo ouvidos

DETALHES ALENTEJANOS

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Fotos: Shark
publicado por shark às 18:11 | linque da posta | sou todo ouvidos

CHOVER NO MOLHADO

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Em todo o mundo, a cada minuto que passa morre um ser humano em consequência de acidentes de viação. E mais de 50 sofrem ferimentos graves, muitas vezes com sequelas irreversíveis. Quase uma pessoa por segundo.
No nosso país, onde os números até revelam uma tendência favorável, continuamos a perder gente no asfalto e isso é dramático. Mais ainda quando começa a ser notória a perda de gente muito jovem, menores, envolvidos em sinistros provocados pelo excesso de velocidade. Sem carta de condução.

Este foi um fim-de-semana aziago para diversos pais portugueses. Um veículo cheio de miúdos ignorou uma operação stop e acabou por se despistar. Um outro ignorou uma passagem de nível e acabou esmagado por um comboio. E um terceiro, em Beja, com seis menores a bordo, arrastou para a morte um adolescente com quinze anos de idade e deixou os restantes em péssimo estado.
Se a isto somarmos a frequência com que as autoridades caçam jovens sem carta ao volante de automóveis, podemos concluir que está a nascer um fenómeno nada tranquilizador para quem tem filhos na faixa etária de risco.
Quem mora num raio de cinco quilómetros da ponte Vasco da Gama, pior do que residir ao lado do autódromo do Estoril, já se habituou ao roncar dos motores que parecem não incomodar as meia dúzia de esquadras da PSP e de postos da GNR da zona.
É do conhecimento geral que a partir da meia-noite das quintas-feiras torna-se uma aventura circular nos acessos à ponte e no seu tabuleiro, onde duzentos quilómetros por hora são velocidade de tartaruga…
Ninguém mexe uma palha. Mesmo tendo consciência do facto de os street racers serem pessoas muito jovens e trazerem à pendura as gaiatas e os aprendizes que pretendem impressionar. Carne tenra para o canhão macabro das estradas deste país, à mercê de factores tão aleatórios como o rebentamento de um pneu ou uma manobra imprevista por parte de outro condutor.

É um facto que está a crescer o número de jovens entre o rol de vítimas desta carnificina e que ninguém parece atento a essa progressão assustadora e, considerando a natural inconsciência da idade das hormonas de quem ocupa esses mísseis descontrolados, tão arriscada como uma roleta russa sobre rodas. Para os próprios e para quem tenha a desdita de se cruzar no seu caminho na pior altura.
E as estradas já são temidas ao ponto de muitas pessoas preferirem não sair de casa para evitarem esse risco elevado.

O Estado, cada vez mais empenhado em descartar-se do seu papel na vida dos cidadãos, tem que assumir a responsabilidade política que isto implica. Se é um facto que não é possível policiar todos os locais a todo o tempo, existe um instrumento ao alcance do poder que parece ser de último recurso e só surge em cena quando o choque mediático o impõe: a legislação.
E se existe um problema que requer o endurecimento drástico das consequências legais é o da sinistralidade automóvel.

Custa-me a entender como é possível permitir a circulação nas estradas a veículos capazes de atingirem velocidades dignas da Fórmula Um, ao alcance de qualquer cidadão. Sim, porque não me venham com o discurso da liberdade de escolha neste campo específico: os automóveis podem sofrer “estrangulamentos” baratos no motor que limitem a velocidade que podem atingir. Se não os fazem, não há volta a dar, é por estarem reféns da indústria automóvel. A mesma que pode de forma impune publicitar os seus produtos com claras associações aos carros de corrida, à potência do motor, à virilidade estapafúrdia que cultivam em torno dos seus caixões motorizados e que influencia acima de tudo a camada mais jovem da população.

A mim não enganam com a instalação de radares xpto por toda a cidade e nos veículos da Brigada de Trânsito. A sinistralidade automóvel não pode ser confiada ao livre arbítrio dos condutores alcoolizados ou demasiado jovens ou demasiado estúpidos e gágás para entenderem que uma estrada pública não pode ser um circuito de velocidade onde se buscam recordes ou que não se deve circular nas auto-estradas em contramão.

Já não existem paninhos quentes que disfarcem o óbvio.
Enquanto não endurecer a actuação do Estado o problema não acaba.
E isso não passa pelo conveniente aumento das coimas.

Passa pelos tomates com que se legisla para salvar vidas humanas.
Talvez as dos próprios filhos ou jovens familiares de quem “deixa andar” à espera que o problema se resolva por si.

Talvez a vida dos próprios cobardes que têm a faca afiada na mão para inventar as receitas extraordinárias que lhes disfarçam a inépcia na gestão das contas públicas mas preferem na prática delegar os cortes à precisão dos bisturis.
publicado por shark às 10:49 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Sábado, 28.10.06

MARE NOSTRUM

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Fotos: SHARK
publicado por shark às 18:54 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)

HISTÓRIAS DE (DES)ENCANTAR

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Era uma vez.
Mas acabaram por ser três.

E eles, cansados, adormeceram felizes. Para sempre.
(Porque entretanto o marido dela regressou de surpresa do fim-de-semana na caça.)
publicado por shark às 13:13 | linque da posta | sou todo ouvidos

FLOWER POWER

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Fotos: Shark
publicado por shark às 01:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Sexta-feira, 27.10.06

JÁ PARA SEMPRE

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Faz amor comigo, agora!

Esquece o mundo lá fora. Vamos fechar-nos numa assoalhada do coração, isolados de qualquer razão perturbadora desse momento precioso.
Um pedaço de tempo harmonioso que nada nos garante poder repetir-se amanhã ou depois.
Vamos fazer amor os dois, antes que o mundo acabe de repente.

E cada vez é mais urgente, neste estado de emergência, o apelo que incrementa a falta de paciência para aguardar a próxima vez.
O amor que se fez é um dado adquirido e eu sinto-me possuído por uma vontade descontrolada que o tempo não definha na sua passagem serena.

A tua pele colada à minha como uma tatuagem.

Eterna…
publicado por shark às 13:02 | linque da posta | sou todo ouvidos

BLACK & WHITE

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Foto: Shark
publicado por shark às 10:18 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

AMOR PERFEITO 2

Ela morreu hoje.
publicado por shark às 10:02 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

BOM FIM DE SEMANA E...

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Foto: Shark
publicado por shark às 09:23 | linque da posta | sou todo ouvidos
Quinta-feira, 26.10.06

DOIS LADOS

Tem o coração desta blogueira.

(Mas há uns minutos que não consigo entrar nos blogues do blogspot, por isso vão lá mais daqui a bocadinho.)
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publicado por shark às 22:29 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)

ORA VEJAM SÓ...

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Foto: Shark
publicado por shark às 22:18 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)

RETALHOS DE DOR

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Foto: Shark

A poça no chão crescia e ela não sabia se era da chuva ou das lágrimas que escorriam copiosas no rosto sulcado de sal pela espera, na falésia, do amor que demorava a regressar.
Vultos vestidos de negro em seu redor, as outras, trajadas pelas perdas sofridas noutros temporais sem perdão. As ondas malditas a fustigarem rochedos e a alimentarem os medos de uma maré de solidão.

E os homens na faina, surpreendidos pela tempestade traiçoeira que sem aviso tombou sobre as cascas de noz. Frágeis como bóias das crianças na praia em dias de Verão, famílias de turistas alheias às fileiras de catraios de olhar triste alinhados no pontão. Os órfãos da ira do mar que lhes fazia naufragar a esperança a cada tragédia vivida e por todos sentida quando na falésia ecoavam os gritos das mulheres traídas pelo destino, privadas para sempre de um pai, de um filho ou de um irmão.

O som de um trovão distante que abafou por um instante o soluçar angustiado. O olhar concentrado no horizonte sem luz, coração a galope no peito de cada mulher. O parto adiado de um dia cruel. O sol por nascer, escondido por detrás da expressão furiosa do céu que se apoderava de todo o espaço que a vista conseguia alcançar.
Reflectido no mar inquieto pela raiva no tecto do mundo igual ao das casas vazias de gente no povoado em aflição.

Nomes gritados dos homens condenados no final da oração, a fé fustigada pelo castigo divino na terra marcada pelo triste destino gravado em lápides da cor do giz. Como uma cicatriz no solo firme que outra leva de pescadores não voltaria a pisar.
E a família a adivinhar o final da história, outra dor na memória, outro dia malvado que ninguém poderia esquecer. O dia de morrer para entes queridos com nome nos instantes finais, anunciados como números nas páginas dos jornais nas mãos dos turistas invejados pelos putos tresmalhados por entre as toalhas de praia no areal. Órfãos que nasciam no intervalo das tragédias e cresciam nas falésias até chegar a sua vez, o momento de sofrer.
O dia de morrer ou de assistir à desdita da frota maldita arrastada para o fundo em dolorosas prestações. A dívida saldada na água tingida de preto pelo céu, outra mulher de mãos na cabeça coberta pelo luto de um véu.

O sol a despontar e a esperança a desertar a cada minuto escoado sem o regresso anunciado pela silhueta distante de uma embarcação. Em cada miragem uma nova desilusão, pontos imaginários vislumbrados pela vontade de acreditar no milagre a acontecer.

E às vezes acontecia.

Mas não naquele dia devolvido em pedaços pequenos, destroços de vidas perdidas na voragem de um oceano possesso pelo mal.

Vidas engolidas por um destino marginal.
publicado por shark às 12:32 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)
Quarta-feira, 25.10.06

FIM DE TARDE

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Foto: Shark
publicado por shark às 17:27 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

NOVO DICIOSHARK: A ERECÇÃO DA URINA

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De cada vez que encalho na escolha do tema para uma posta acabo por dar comigo a estudar as tendências do momento nos outros blogues, precisamente para as evitar e assim reduzir o leque das minhas opções.
Porém, com a proliferação de espaços, de pessoas e de interesses, torna-se cada vez mais difícil produzir algo de novo e/ou de útil para distinguir o charco pelo ineditismo da sua abordagem versátil e desbocada.

Custa-me cruzar os braços ao som da velha (do Restelo) máxima de que “já ninguém inventa nada”. Pois. Diz-se que já “ninguém dá nada a ninguém” e olhem para mim a esforçar-me por vos dar algo de meu inteiramente de borla (já vai sendo tempo de os Sapos e os Vodafones e afins começarem a “baldar-se” a quem tanto lhes estimula a navegação da clientela, mas enfim…).
Assim sendo, embico para os temas mais estapafúrdios, banais, (muitos deles directamente ligados ao meu insaciável umbigo, o que nem é o caso do tema em apreço) e tento abordá-los de uma forma original ou, no mínimo, que possa ser útil a quem aqui dispensa parte da sua atenção.

Um grupo cada vez mais representativo e que justifica o nosso empenho redobrado é o dos nossos irmãos (e irmãs, e irmãs…) do Brasil. A língua aproxima-nos (soa bem, dito assim) mas existem expressões que podem confundir o leitor (e a leitora, e a leitora…) brasuca.
Hoje decidi pegar numa dessas expressões para tentar clarificá-la, my way, por forma a evitar eventuais erros de interpretação que, de resto, podem igualmente acontecer a portugas menos esclarecidos.

Tesão do mijo não é uma expressão agradável e o seu uso é desaconselhável diante de gente sem poder de encaixe para o vernáculo. Contudo, trata-se de um recurso excelente para identificar uma actuação concreta (ou a sua ausência) por parte de alguém.
De acordo com a minha interpretação pessoal, a tesão do mijo (em sentido literal) é uma erecção involuntária associada à vontade de fazer uma mijinha. Ou seja, um tipo acorda de manhã à rasquinha para ir ao wc e em simultâneo descobre-se numa condição que, para muitos, raramente se verifica.
O problema dessa tesão em particular é que costuma terminar mal um tipo suspira de alívio, antes mesmo de fechar a tampa da sanita para evitar chatices com a “patroa”.

E é neste cariz temporário e associado a uma vontade que não a indicada pelo aumento da volumetria que reside a ideia da coisa. A tesão do mijo (em sentido lato) consiste num entusiasmo visível mas passageiro e manifestamente enganador (devido às expectativas frustradas).
Um exemplo deste conceito é o daqueles blogues que começam com uma grande fanfarra, cheios de pujança, e desaparecem de cena ou estagnam pouco tempo depois. O simbolismo da tesão aplica-se à fanfarra, naturalmente, e o fim do blogue corresponde ao “meter a viola no saco” que isto não é para todos e requer, no mínimo, entusiasmo para dar a segunda (a segunda reabertura do blogue ou a segunda versão do mesmo ou até o seu segundo ano de existência).

Assim sendo, a tesão do mijo costuma implicar uma conotação pejorativa para quem a exibe e pode até constituir um mote para a galhofa relativamente à pessoa visada. O humor da situação (que em determinadas circunstâncias pode não ter piada alguma) passa pelos contornos efémeros do tal entusiasmo e que o transformam num embuste para quem leve a sério o sinal transmitido por essa manifestação anatómica ou a sua versão idiomática.
Talvez derivado a esta expressão, costuma dizer-se por paródia que quando um tipo é jovem mija para o tecto e depois de velho já só molha as pantufas (um exagero, pois qualquer jovem atesoado sabe que nessas circunstâncias um gajo não tem outra hipótese senão substituir a posição vertical do corpo pela oblíqua, sobretudo se o alvo for uma sanita e não um urinol).

Não me ocorre neste momento uma expressão alternativa à que hoje abordo (convido a deixarem as vossas sugestões, se vos ocorrer alguma, na caixa de comentários), mas todas são preferíveis à que titula esta posta…
publicado por shark às 17:20 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

EU GOSTO DE PESSOAS

ondas de choque.JPG
Foto: Shark
publicado por shark às 14:33 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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