Quarta-feira, 31.05.06

A POSTA NA ALEGADA BOCA NA BOTIJA

alegado piromano.gif
Alegado pirómano

Notícia do Jornal da TVI: alegado incendiário detido pela GNR em flagrante delito.

A ver se eu entendi a questão.
Um bacano foi caçado pela GNR a deitar fogo ao mato. Flagrante delito quer dizer "ser apanhado em pleno acto". Alegado quer dizer "não há ainda a certeza de ser mesmo o que se presume". Atão um gajo é apanhado a incendiar, na hora, e é um alegado incendiário?

A ver se eu entendo com as coisas sob outro prisma.
Se um gajo for caçado em cima de uma vizinha com a sua pilinha introduzida no pipi dela, o marido da vizinha chama-lhe o quê? Alegado amante? Ou seja, o facto de ele ter efectivamente a pilinha no pipi da senhora não basta para lhe certificar o estatuto, mesmo que a Judite ou outra polícia qualquer o detenha nesses propósitos?

Sempre me fez confusão, esta mariquice do Estado de Direito que leva as coisas a extremos palermas só para honrar o sagrado princípio da presunção de inocência.
Presunção é só podermos chamar incendiário a um cabrão que ateia as nossas florestas depois de suas altezas os Grandes Juristas proferirem a sua sentença, mesmo que ele tenha sido apanhado por agentes da autoridade no preciso instante em que encostava o fósforo ao combustível.
Mas alegado o quê? Se o tivessem apanhado duas horas depois, mesmo acusado por testemunhas, a tresandar a querosene e com os bolsos atafulhados de fósforos, aí ainda entendia (e defendia) essa história do alegado.

Mas num flagra, senhores? Porquê, pela questão de princípio? Não estaremos a ser um nadinha preciosistas e ciosos do poder que a sociedade nos confere?

Bom, como não possuo formação jurídica até posso estar a ser um grande estúpido a falar de coisas de que não percebo. E como fica escrito nesta posta, podemos afirmar que sou apanhado nessa qualidade em flagrante delito.

Mas se um canalha incendiário apanhado no acto merece estas delicadezas, não me assumo estúpido.
Serei talvez um presumível ignorante.

Alegado.
publicado por shark às 23:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

BIS, BIS...

A rapaziada que por aqui passou hoje no turno do final da tarde deve ter reparado que a posta abaixo saiu repetida. Ou seja, eu afirmo ter sido insultado duas vezes e a nossa soluçante plataforma de publicação achou que quatro vezes era uma conta mais redonda...

Isto para vos pedir desculpa por não ter dado pela "clonagem" da posta durante um bom bocado e, claro, para vos oferecer uma explicação para esse problema (sobretudo aos que blogam noutros suportes ou não blogam sequer).
De vez em quando o Weblog sofre uma filoxera. Tanto quanto entendi, e a avaliar pelos trackbacks marados e pelos comentários não autorizados que lincam para sites que publicitam teen porno e outras bodegas do género, a coisa é bombardeada por spam às toneladas e entope.

O resultado é o que viram (posts que dizem que não entram e aparecem depois) mais o funcionamento irregular das caixas de comentários (nestas fases recomendo que quando escreverem um comentário-lençol façam um "copy" do mesmo antes de clicarem no botão), mais a dificuldade de acesso aos bastidores desta cena e o tempão que tudo demora a acontecer nestas alturas.
Um gajo flipa com a soma de gaitas, mas a malta do AEIOU parece estar empenhada em resolver o problema e por mim ainda merecem por mais algum tempo o direito ao benefício da dúvida.

E assim apelo à vossa paciência relativamente às malapatas do sistema que nos alberga e que vos possam afectar o pleno usufruto desta casa que vos dou.
publicado por shark às 20:43 | linque da posta | sou todo ouvidos

E ESTA POSTA É PROVA DISSO MESMO

Hoje fui duplamente insultado.

Por alguém que me acusou de algo que já defini neste espaço como pouco menos do que execrável. E pela sinceridade lenta da minha inteligência, que insiste em demonstrar-me o cariz precário da sua condição sempre, mas sempre, apenas depois de esta já ter produzido os seus péssimos reflexos na minha actuação.

Dantes eu chamava-lhe impulsividade.
Ingénuo…
publicado por shark às 18:23 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA LINCADA

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Foto: Shark

A blogosfera revela-se como uma comunidade virtual com características próprias em diversos aspectos que nos passam despercebidos no meio da correria diária. Ou seja, mesmo sem existir um manual de bom comportamento blogueiro a malta aprende uns com os outros as regras essenciais a cumprir para uma boa integração no colectivo que formamos.

Alguns desses aspectos saltam à vista e são do domínio comum. Como a “obrigação” de retribuir os comentários que os colegas nos fazem e que acaba por conduzir alguns novatos à tentação de deixarem comentários do género gostei muito do teu blog, visita o meu, logo seguidos do linque para o seu espaço embrionário e sedento de projecção.
Ainda mais óbvia é a resposta “exigida” aos comentários que se deixam. A ausência de retorno a um comentário é sentida como um insulto.
Pior, só a eliminação do comentário (já me aconteceu e num blogue onde tal nunca me passaria pela cabeça).

Outra das mais óbvias gentilezas que qualquer colega descobre serem do agrado geral é a cena dos linques. Lincas-me e eu linco-te. That simple. Trata-se de uma forma de definirmos o nosso “núcleo duro” no meio da confusão e de distinguirmos os espaços que mais prendem a nossa leitura em dada altura.
O charco não respeita essa tradição blogueira, por dois motivos fundamentais: a minha inépcia em lidar com os bastidores da coisa (os templates são mandarim para a minha inexistente costela de poliglota) e o facto de os meus linques (os meus hábitos de “consumo") variarem de tal forma que poucos dos originais ainda constariam na listagem destes dias (ou porque os blogues fecharam ou porque as pessoas deixaram de me interessar sob qualquer perspectiva). Não teria mãos a medir…

Claro que isto dos linques também serve de arma de arremesso em caso de conflito com algum colega. Zango-me com fulano e zás, oblitero a referência na minha coluna lateral. Um insulto também, como se sente essa exibição pública do corte de relações virtuais. Da mesma forma que se recebe como uma espécie de homenagem qualquer citação, na listagem de blogues ou no meio de uma posta.
São mariquices nossas que nos distinguem das restantes tribos que a net alberga.

Isto tudo a propósito de me ter dado um rebate de consciência quanto à minha postura no seio da comunidade onde já dei provas de merecer o meu espaço virtual. Comento pouco nos blogues alheios que visito (que são igualmente escassos) e não tenho a tal listagem pública dos linques que adornam os meus “favoritos”.
E isso torna-me menos simpático do que as dezenas de colegas que conferem ao charco essa forma de distinção, além de ser egoísta da minha parte guardar sigilo relativamente aos espaços que me impressionam e justificam o tempo investido a acompanhar a sua evolução.

Vou passar por isso a incluir na postagem muito mais linques do que outrora, ou mesmo postas inteiramente dedicadas a espaços que eu sinta merecedores da vossa atenção. Acabam por ficar a saber um pouco mais acerca do tubarão, avaliando as minhas preferências na matéria. E essas são determinadas pela qualidade e criatividade da escrita, pelo cuidado na selecção de temas, pelo sentido de humor, pela empatia gerada pelo/a comunicador/a e por mais uma série de aspectos que não adianta aqui referir.

No fundo, todos quantos fazemos acontecer esta realidade cada vez mais preponderante no conjunto do que a Internet engloba temos que assumir o nosso papel na divulgação do melhor (perspectiva descaradamente subjectiva) que encontramos na “concorrência”. É a única forma, para além do cuidado em servir bem quem nos visita, de cultivarmos a nossa ligação ao meio e, em simultâneo, de creditarmos o esforço (que existe de facto, pois a malta tem que bulir) e o talento dos que reconhecemos como válidos e/ou indispensáveis e/ou malta porreira que gostamos de mimar com esta ferramenta ao nosso alcance.
Sempre que possível, oferecerei um ou mais critérios para justificar as minhas recomendações, até para evitar mandar-vos ao engano para espaços que possam colidir com os vossos interesses e preferências ou mesmo ferir alguma susceptibilidade mais puritana.

A “minha” blogosfera está muito diferente da que conheci há quase dois anos atrás. Basta verificarem os nicks que ocupavam a caixa de comentários na altura e compararem com o panorama actual. E se blogam, façam essa análise ao vosso espaço e depois digam lá se não tenho razão quando refiro que são muito voláteis a maioria das ligações estabelecidas entre quem bloga, mesmo quando tudo indica que se criou uma intimidade que transcende o cariz virtual das palavras que se trocam.

Só me falta perceber exactamente porquê. Mas ando a ruminar a questão.
publicado por shark às 12:29 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (33)

O ESTADO DO TEMPO

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Foto: Shark

Na óptica do serviço público que um blogue também deve prestar e seguindo a tendência para a maior atenção dada por estes dias à meteorologia, informo que o céu de Lisboa está tão encoberto como o da foto acima.
Ou pior.
(Claro que isto é algo que qualquer alfacinha já constatou ao sair da porta de casa, mas o charco tem leitores(as) em todo o país - worldwide, se considerarmos os paraquedistas googlianos - e somos adeptos da descentralização do poder).
publicado por shark às 09:09 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (3)

AFINAL NÃO MORREU AINDA

Parece que existe um blogue de cariz solidário em vias de retomar o seu funcionamento, depois de uma lenta agonia.
Pelo menos foi o que ouvi dizer...
publicado por shark às 00:26 | linque da posta | sou todo ouvidos
Terça-feira, 30.05.06

A POSTA MONUMENTAL

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Fotos: Shark
publicado por shark às 21:15 | linque da posta | sou todo ouvidos

JURO QUE PAGARÁS

De forma voluntária, os cidadãos de classe média sobem a escada até ao patamar da ilusão. Degrau a degrau, eufóricos, conquistam as alturas embalados pela garantia de prosperidade eterna que se insinua nos principais indicadores. Sucesso, aumento salarial, promoção. Vida nova para os vencedores, aclamados como heróis pela plateia invejosa, acolhidos como iguais nos camarotes ou nos balcões. Lugar cativo no festival da ostentação.

Ao longo da subida, a ambição desmedida é o motor principal das mais celebradas realizações. Bons negócios para os patrões e outras vitórias pontuais, riqueza. Beleza de sonhos, impossíveis de concretizar, carro novo, roupa fina, bom colégio para a menina e uma casa mais bonita e descaradamente maior.
Bem vindos, senhoras e senhores, ao mundo fantástico do poder ter. Tudo o que se queira, crédito à maneira, facilidades de pagamento e oportunidades de investimento, só não tem quem não quiser. Privações, só para os outros, mais abaixo, os satisfeitos com o pouco, incapazes sociais.

Mas para si, só o melhor. Assine aqui por favor e oferecemos-lhe esta magnífica gravata fabricada na cordoaria, feita para durar uma vida em redor dos pescoços de excepção como o seu. Alivie o nó sempre que queira, ignore a ratoeira, acrescente um contrato com suaves prestações. Em frente é o caminho, amanhã logo se vê.

E a classe média avança, destemida, pelo palco da vida minado de tentações. Quero isto, quero aquilo, lágrimas de crocodilo nas traseiras dos globos oculares dos que preparam a rede para a retirarem depressa quando chega a hora de cair mais alguém. Ciclos da economia, inevitáveis como os gurus que os teorizam. Porém, enquanto a prancha desliza na crista da onda sinusóide ninguém se preocupa com a rebentação. O surfista desprevenido mergulha nas águas gélidas do incumprimento e serve de alimento a uma seita implacável de tubarões. Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma num pesadelo económico que o cidadão anónimo assume como consequência da ingénua esperança de escapar à sua posição na cadeia alimentar financeira. Bom proveito, senhor credor...

Mas a classe média insiste em avançar, esperançada, sobre os despojos dos eliminados pela crise anterior. Caminham, sorriso nos lábios, para o destino reservado à maioria dos sonhadores do mercado dito global. A verdade chega quando a vida abre o alçapão e a gravata de corda lhes abraça o pescoço como uma anaconda, até ao suspiro financeiro terminal. Puf, como um sonho pintado no interior de um balão na banda desenhada em que a sociedade se tornou. Lembra-se, caro insolvente potencial, de toda a papelada que lhe deram a assinar aquelas pessoas sorridentes que o encorajaram quando o seu processo de ascensão iniciou?

No bolso do carrasco, essas cópias autenticadas da sua autorização isentam de culpas qualquer executor. Imaculado o seu extermínio social, purificada a sua desapropriação. Tudo dentro do espírito da lei que aceitou por subscrição voluntária, temerária, e que agora os falsos amigos de outrora utilizam a seu desfavor sem um pingo de hesitação. É mesmo assim, dizem eles. São regras do jogo que todos aceitamos pela distinção de nos permitirem jogar, perder ou ganhar. Admissão reservada.
E só joga quem quiser, ninguém é obrigado mas apenas convidado para participar nesta evidente batota onde a sorte se forja e o azar é demolidor.
Só questionam este sistema pernicioso aqueles que lhe conhecem as reacções de homem atraiçoado, de senhorio desrespeitado, odioso, a raiva controlada de uma máquina calibrada para triturar sem apelo quem se desiluda nalguma conjuntura menos boa.

Oxalá nunca saiba como.

Nunca entenderá porquê.
publicado por shark às 19:18 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA PRA VER

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Fotos: Shark
publicado por shark às 19:04 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

A POSTA CONCLUSIVA

Como é fácil desdizer tudo numa simples fracção de absurdo...
publicado por shark às 19:03 | linque da posta | sou todo ouvidos

MAIS FOTOS MENOS PALEIO

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Fotos: Shark
publicado por shark às 18:34 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

ALA QUE SE FAZ TARDE

Antes que isto fique lamechas, vamos na bonecada ao calhas.

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Fotos: Shark
publicado por shark às 16:57 | linque da posta | sou todo ouvidos

E SABER AMAR

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Foto: Shark

E escutar os gemidos à passagem dos beijos tremidos pela emoção que espalho com a boca na tua pele. Isso também. A tua vontade a controlar a minha sede de te amar, em crescendo, enquanto vou descendo em bicos de pés (da minha língua) pela seda em que o teu corpo se transformou quando o toquei.
A pressa amordaçada na frase descontrolada que nos teus lábios vedei. Entra em mim, o que querias dizer.

E o desejo a acontecer, reacção em cadeia, deitados, plantados num campo em flor, a ideia de paraíso que o teu delírio de amor recriou para nos emoldurar.
Rebolamos pela terra áspera e ressequida pelo sol, fantasia, enquanto deslizamos pelo lençol como se o mundo estivesse mesmo para acabar. Amanhã, talvez.
Pois hoje é a nossa vez de celebrar a existência no abraço da confluência entre dois rios que se reúnem na foz.
O som diferente da tua voz, como o da água selvagem, suor, em plena descida pelo desfiladeiro que as tuas pernas erguem em meu redor enquanto mergulho no turbilhão.

E o som da nascente pouco tempo depois, repouso fugaz, a gotejar, sinto-me capaz de alvoraçar essa tua serenidade com a força da minha vontade no fragor de uma invasão. Imponho-nos a tesão e apodero-me de ti, conquistador. Em nome do amor, como um corsário, tomo posse da riqueza incomensurável que o destino me concedeu. Com tudo o que é teu, esse olhar onde aquilo que se lê é o reflexo de um homem apaixonado, afinal à tua mercê.
Dominante e dominado, um amante deslumbrado pelo rosto ardente que se contrai, mais acima, em perfeita sintonia com o clima escaldante que o ritmo das tuas ancas nos impõe.

E a vida de que se dispõe, inteirinha, para sonhar que tu és minha e acordar para a realidade desta nossa intimidade com o teu cabelo espalhado pelo meu peito e nas virilhas o calor discreto de qualquer uma das tuas mãos, sempre que nos embebedamos do prazer a dois.
Gosto muito do depois e não me imagino abdicar deste intenso desejar de outro momento feliz, logo a seguir. O futuro melhor, sem temer o amor pelas suas fragilidades e incoerências, as causas e as consequências das adversidades a combater.
A pica do desafio.

E eu solto o rio pelos sulcos que o meu corpo grava no teu, erosão momentânea. No coração a marca espontânea que sempre deixa quem nos faz bem. E sabe ainda melhor, a segunda enxurrada.
A roupa encharcada pelo caminho que ambos conhecemos de cor, o leito que encaramos como a única opção. A nossa tentação levada da breca a embrulhar-nos noutra queca como um par de siameses num incesto inadiável, num pecado impossível de rejeitar, garantido o perdão. É legítima a paixão quando os braços que se procuram, por sistema, são laços que perduram na nossa forma única de abraçar o amor.

E conto a nossa história para que se incruste na memória com a tenacidade de um mexilhão colado à solidez de um rochedo que lhe espanta o medo de algum dia mirrar. Pela solidão garantida, em cada esquina da vida que aconteça nos pesadelos experimentados sem ti.
Que humedeces agora cada um dos meus sonhos na respectiva materialização.

E seguro-te a mão com firmeza, imbuído da certeza de que vou querer-te outra vez.
Em cada instante do meu tempo por gastar.

E mesmo quando esse acabar, ficará o testemunho das lembranças que te deixo.
Como estas palavras intensas para gáudio do teu olhar.

E só.
publicado por shark às 13:36 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Segunda-feira, 29.05.06

EM BOA MEDIDA

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Sou o homem que fazes de mim.
publicado por shark às 21:37 | linque da posta | sou todo ouvidos

A POSTA NA IDOLATRIA JUSTIFICADA

Não basta aquilo que se vê para se consubstanciar uma imagem com nitidez. É preciso mergulhar na realidade por detrás do encanto do cenário para alimentar qualquer tipo de fé com coerência.
A minha é feita de factos.

E de histórias verídicas para contar...

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e na poesia da sofia mb tambem.jpg

Fotos: Shark
publicado por shark às 12:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (7)

LER APENAS EM CASO DE EMERGÊNCIA

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O meu ego apanha-me de surpresa com frequência, nas suas cogitações que o elevam a bordo de um ascensor feito de papelão até um patamar onde só ele seria capaz de se (nos) colocar.
Ontem, quando me apercebi que ia voltar a deitar-me às quinhentas, resignei-me com essa propensão para os hábitos de ave nocturna que arrasto comigo desde a adolescência como uma espécie de maldição.

É que deitar tarde e cedo erguer não dá cabo da saúde mas, e embora isso constitua uma vantagem para quem calça o 44 e não pretenda ficar sem soluções nessa matéria, também não faz crescer.
Mas o pior é a constante violação de uma mania muito arreigada em patrões, em chefes e em subordinados ambiciosos, a da pontualidade.
Um gajo deixa-se dormir e depois chega tarde a todo o lado, exibindo umas olheiras até aos joelhos e um estranho brilho no olhar perante a palavra “café”.
Passei a vida nisto. E continuo a passar.
É um descrédito para qualquer pessoa, abdicar dessa prova de sentido de responsabilidade que é acertar a vida ao minuto para nunca falhar com a hora acordada. E eu a essa hora estou a dormir…
Contudo, nunca assumi o sentimento de culpa inerente a essa condição pública de “baldas” que vesti na escola, nos sucessivos empregos, no trabalho por conta própria e em quase todos os compromissos sociais. Claro que dei sempre o litro para compensar essa falha imperdoável na ética do cidadão modelo, mas nisso ninguém repara.
E é esta a lacuna que o meu ego explora, tão arrogante e autónomo, para se (nos) instalar numa posição mais confortável quando o sol-que-já-vai-alto se substitui ao despertador entretanto silenciado à bruta ou farto de tocar pró boneco,

Acredita ele (o meu ego) que essa tendência para me deitar nunca antes da uma da manhã é uma prova inequívoca da minha superior capacidade cerebral, uma espécie de confirmação espontânea do elevado QI que todos os egos gostam de assumir (normalmente pela surra).
E o tipinho fornece-me exemplos.

“- Já reparaste, méne (isto é o ego a falar), que só os lorpas, os caralhinhos da Bélgica(*) e os escravos do dever é que se deitam a horas?” – e prossegue, convicto. “- E repara bem nisto: os Malucos do Riso e os Batanetes passam no horário nobre mas o Gato Fedorento só é transmitido quando os adeptos do humor boçal já estão a roncar ao lado das suas matronas. E as séries e os filmes fixes? A mesma merda…”

O meu ego tem destas cenas um bocado parvas, tiques de superioridade que lhe ficam bem (ego é mesmo para essas coisas) mas que soam um nadinha a intelectualidade de pacotilha. Mas enfim, ele lá continua com as suas teorias e eu a levar com elas.

“- E a náite, pá? Os sítios baris, onde um gajo conhece pessoas interessantes (ele pensou “gajas boas”, mas eu sou mais comedido) estão fechados de dia. E porquê? Porque o sol ilumina os operários, a malta que bule e não liga aos prazeres da vida. Os outros, como tu, só precisam do sol quando se esticam no areal. E é de olhinhos fechados, que o excesso de luz é uma gaita quando um tipo goza a vida a rasgar a escuridão

Baralha-me, este ego tão convincente nas suas manias. Mas claro que eu não cedo fácil à tentação de acreditar nestas lérias, sobretudo quando enfrento as carrancas de quem leva secas infindáveis à espera da minha chegada triunfal.
Não sou pontual e nem o nascimento da minha filha prematura alterou essa premissa (só acordei duas horas depois de ela vir ao mundo - embora em compensação tenha sabido antes da mãe que o milagre da vida estava a acontecer no seu interior).
Detesto horas marcadas seja para o que for, acima de tudo se são marcadas para antes do almoço. E isso, como podem adivinhar, constitui um factor de perturbação no quotidiano de qualquer um.

Passo a vida a fintar essa mania colectiva do cumprimento de horários, desculpas esfarrapadas, histórias mirabolantes, justificações impossíveis para a minha atitude irreverente perante este convénio agressor. Funciono melhor quando os outros se predispõem a dormir, às duas ou às três da madrugada. E gosto mais de assistir ao nascer do sol quando isso marca o final de um dia e não o seu despontar.
O meu ego acha isso normal, mas eu não, por causa das evidências. Pelo menos, é o que os outros me dão a entender, chocados com a minha falta de brio horário que tantos transtornos tem causado aos mais cumpridores.

Gostava de não hostilizar a malta com as minhas falhas nos seus esquemas meticulosamente planeados, nos seus orgulhos exacerbados pelo rigor de uma pontualidade britânica. Mas esse é um factor que não consigo controlar, passo a vida a atrasar os compromissos já adiados, mesmo os calendarizados com enorme antecedência, importantes, decisivos até.

Faz parte do que sou.
Tal como este lençol que vos dou, impróprio para uma manhã de segunda mas em perfeita consonância com a minha dificuldade em me manter acordado no período mais atroz de qualquer semana da minha existência activa e, de forma precária, funcional.
Partilho convosco o bocejo e facilmente antevejo a soneira que esta prosa vos dá.

Este mundo não está preparado para mim. E vingo-me dele assim, manifestando o meu desagrado em monólogos inconsequentes e banais.
As vítimas ocasionais são as poucas pessoas que me concedem alguma atenção. Como tu, que aterraste neste espaço onde um bacano qualquer dá largas ao seu desconforto pelo início de mais um ciclo laboral. Um desabafo, afinal, de quem preferia ter ficado na cama.

Não deve haver forma mais sonífera de começar uma semana, penso eu com o ego mais os botões.

Mil perdões. Neste teste à vossa paciência está embutida a minha má consciência e a alergia às segundas. Mas não podem dizer que não estavam avisados (ver título da posta)

Lá pra quinta a coisa melhora…

(*) Um caralhinho da Bélgica é uma daquelas alimárias sonsas, uns totós todos engomadinhos a quem tudo faz confusão se sair dos carris pré-determinados que lhe guiam a existência. Como a hora certa para almoçar, para fazer chichi ou para publicar uma posta a dar conta de mais uma agitaçãozinha na sua fezadazinha tão atrevidazinha que até lhe provoca uma insónia até uns largos minutos depois da meia-noite, bem dentro da madrugada…
publicado por shark às 11:08 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Domingo, 28.05.06

JUNTA A TUA À NOSSA VOZ

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Foto: Shark
publicado por shark às 22:45 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)

AR PURO

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A luz do sol pode encontrar-se no calor de um sorriso ou no brilho de um olhar, reflectida tal e qual.
Não existe forma de fugir a uma vaga de calor assim.

O meu ar condicionado interno não avariou.
Apenas decidiu libertar-se dos grilhões da nomenclatura.
publicado por shark às 13:59 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)
Sábado, 27.05.06

DIA DE PAI

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Fotos: Shark
publicado por shark às 22:02 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (2)

DIA DE PAI 2 (As Vistas)

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Fotos: Shark
publicado por shark às 22:01 | linque da posta | sou todo ouvidos

DIA DE PAI 3 (Alguns Detalhes)

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as criancas la ao fundo.JPG


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Fotos: Shark
publicado por shark às 22:00 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

SE EU PUDESSE...

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Foto: Mar

...(E soubesse como) Beijava-te da cabeça aos pés com palavras.
Também.
publicado por shark às 13:56 | linque da posta | sou todo ouvidos
Sexta-feira, 26.05.06

A POSTA EM SETÚBAL

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pomba branca.JPG


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(Prá próxima mandamos vir dois, sócia...)

Fotos: SHARK
publicado por shark às 20:39 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Quinta-feira, 25.05.06

A ALICE AINDA NÃO MORA AQUI

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Foto: shark (o shark sou eu, o gajo que tirou esta foto de treta, e apesar disso não estou a oferecê-la. Estou a partilhá-la convosco, para a verem e não para a copiarem à má fila. É uma questão de princípio, capiche?)


Está de novo a ser discutida a questão dos direitos do autor que bloga, na sequência de um episódio que envolveu dois blogues e já arrastou uma série de alianças e de lealdades para o meio da contenda.
Deixando de lado os contornos sempre foleiros deste tipo de situação, no caso concreto está em causa a publicação de uma foto sem qualquer menção ao respectivo autor.
Enquanto alguns defendem que se trata de algo normal, considerando que quem “oferece” o seu trabalho na net deve sujeitar-se à respectiva reprodução sem miar, outros consideram nada menos do que um roubo essa apropriação indevida do trabalho de outrem.

Se a questão legal, a balda em que navegamos, não oferece grande margem de manobra para discussão e cada um faz o que quer de forma impune, a questão ética pia mais fino.
Se é legítimo aceitar que é simpático alguém reproduzir os nossos trabalhos (palavras e/ou imagens) nos seus espaços, não há forma de contornar que essa reprodução sem autorização expressa (enfim, nem sempre possível de obter) e acima de tudo sem menção ao autor e respectivo linque passa a assumir os contornos de plágio.
Ou pelo menos de falta de respeito por quem executou o trabalho em causa.

Não estou envolvido de forma alguma, antes pelo contrário, com nenhum dos protagonistas de mais este sururu em torno de um tema recorrente na blogosfera e por isso não me sinto inclinado para tomar partido por alguém. A minha opinião deriva apenas do facto de considerar que ao vazio legal não deve corresponder um vazio moral na nossa conduta blogueira.
Nem é preciso um grande esforço de raciocínio para entender isto. E se aceito com passividade a reprodução de fotos minhas sem menção em blogues espanhóis, italianos ou holandeses, como se verifica, recuso-me a fazer de conta que não vejo quando um blogger português afiambra o que faço e nem se digna a oferecer-me o privilégio da divulgação orientada (o tal linque que constitui desde sempre um sinal de reconhecimento nos nossos tiques comunitários).

Por isso me vejo na contingência de manifestar a minha posição na matéria. Não aceito que prevaleça a teoria do vale tudo menos tirar olhos, da mesma forma que não me sinto no direito de exigir outra contrapartida que não essa simpática identificação de onde veio e de quem fez.
E não cola o argumento de que existem meios informáticos de impedir essa ausência de citação, pois não só esses recursos acabam por impedir o normal visionamento do trabalho em causa (marcas de água e cenas assim) como é óbvio que tal argumento visa apenas a paz na consciência dos que não querem ou não sabem como proceder no âmbito das regras do jogo nesta plataforma que, afinal, nem divergem assim tanto das regras “lá fora”.

A blogosfera é um espaço de liberdade e não um espaço de anarquia. Alguns pressupostos devem ser tidos em conta para que tudo isto não se transforme numa imensa bagunça onde os mais aptos não arrisquem mergulhar.
É que a leviandade dos que defendem o plágio ou a apropriação/divulgação indevida do trabalho dos outros, para além de nem oferecer discussão, aplica-se na boa a figuras anónimas e sem projecção mediática que, por inerência, sugerem impunidade garantida ao plagiador/abusador. E a isso soma-se a falta de respeito por esta plataforma que, no meu entender, é tão digna de ser respeitada como qualquer suporte institucional (como o papel, por exemplo).

É fazer de “advogado do diabo”, juntar a minha voz à perspectiva mais careta e menos liberal. Todavia, se queremos levar a sério este investimento em energia e em tempo, o nosso e o dos outros, não podemos aligeirar alguns compromissos que têm tanto lugar neste meio como em qualquer outro.
E no fundo acabam por constituir a única fonte de retorno, a única compensação do esforço que desenvolvemos aqui.

Não entendo porque alguns colegas não são capazes de perceber uma coisa tão simples.
publicado por shark às 11:33 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (8)
Quarta-feira, 24.05.06

TIRO NO PÉ

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O silêncio é uma das armas mais letais ao alcance de quem quer magoar alguém. Pode implicar desprezo, desconsideração, chantagem emocional (se o mutismo se escuda numa impunidade presumida) ou mesmo o fim abrupto de uma ligação entre pessoas.
Presta-se à especulação, à dúvida. E por isso se torna tão eficaz nos seus propósitos, humilhando quem se vê alvo de tal estratégia.

Contudo, a vulnerabilidade ao silêncio é proporcional à estima que dedicamos a quem nos agride dessa forma.
Essa é a surpresa que podemos reservar ao agressor, escavacando as suas certezas com a ausência de uma reacção.

Por isso é que o silêncio utilizado sem moderação pode resultar facilmente num beco sem saída.
E quando isso acontece e o impasse não se quebra, o agressor não sai necessariamente vitorioso com a sua estratégia.

É que assim, sem eco da sua actuação, fica sempre no ar a dúvida acerca de quem afinal perdeu com a cena…
publicado por shark às 22:29 | linque da posta | sou todo ouvidos

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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