Domingo, 31.07.05

SEGUNDA VEZ

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É de um recomeço que se trata. Uma segunda tentativa, melhor do que a primeira porque livre do condicionalismo que perturbou algures a evolução que prevíamos natural.
De um recomeço com novas regras e com outras que queremos iguais, a verdade essencial, a lealdade fundamental, mas com as mesmas ambições. Só muda o ponto de partida. Porque à chegada estaremos os dois, infinitos nas recordações, capazes de tocar qualquer ponto do espaço com os dedos de cada vez que fazemos amor.
publicado por shark às 23:14 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)

A POSTA NO ALBERONI

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Foto: sharkinho


"(...) No entanto, até a amizade tem crises. Não é algo que possa ser considerado adquirido para sempre. Sofre crises, como cada relação interpessoal, como acontece até no amor entre pai e filho, ou entre cônjuges. A crise quer dizer que um se sente inseguro da amizade do outro, talvez traído, incompreendido. Superar a crise quer dizer que o outro nos compreende de novo profundamente e nós o compreendemos. Porque, na crise, até nós entendemos mal, agredimos, queremos romper. A crise nasce sempre de uma desilusão e tende a tornar-se combate mortal. Se o amigo é aquele que nos faz justiça, crise quer dizer que até ele foi injusto. Nunca esperaria tal coisa de um amigo - dizemos. De uma pessoa que não fosse meu amigo poderia esperar uma falta de boa vontade. Nós estamos convencidos que, se existe realmente boa vontade, mentalidade aberta, honesta e favorável, então poderemos ser compreendidos. A incompreensão é um sintoma inconsciente de desinteresse, de desprezo ou até de agressividade. Por isso, então, se não somos compreendidos por um amigo, quer dizer que não é amigo, que não nos queria bem."

Francesco Alberoni - "A Amizade"


Não sou eu quem o afirma.
publicado por shark às 17:33 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (13)

A POSTA PARA INGLÊS VER

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Foto: sharkinho


Só para descansar a vista, pessoal. É tempo de praia para (quase) todos...
publicado por shark às 14:33 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Sábado, 30.07.05

A POSTA SUICIDA

Tinha que acontecer. Foi o livro daquele cabrão desbocado. A bichinha folheou aquilo e não resistiu. Dei com ela nestes propósitos que vêem abaixo, avisando desde já as pessoas mais influenciáveis para não olharem (mesmo que a curiosidade mórbida vos atraia a vista para o cenário de horror).
A pobre coitada não resistiu às saudades do seu macho, culpa daquele cabrão que nunca mais publicou um coelhinho suicida no seu blogue. Desnecessária, inútil e cruel, esta morte anunciada, provocada pelo desleixo de um autor em honrar o seu compromisso de ir suprindo de vez em quando as carências afectivas de quem tanto depende da sua caneta ou do seu pincel (zé maria, para os amigos).
És mesmo um ordinário e eu não consigo entender porque continuo a perdoar-te estas pequenas traições ao espírito da coisa (coisa da tia, para os íntimos).
Há amores assim, inexplicáveis. Violentos, arrebatados, fatais (como o cadáver estrangulado ilustra), mas impossíveis de renegar.
Aliás, não sei se já vos contei a minha cena com um cão polícia a quem impus um conflito interior que se manifestava de cada vez que snifava as ganzas que insisti em fumar na sua presença. Aos poucos, destruí a nossa relação e acabei banido da sua vida emocional. Ainda hoje envergo as cicatrizes das dentadas que me deu, mas continuo a sentir-lhe a falta.
Sou assim, amor para sempre, incapaz de esquecer mesmo a quem me fez mal.
A coelhinha também, mas era menos forte do que eu, coitada. Não soube dar a volta à situação e agora...
Bom, e agora vamos partir para outra (ficam os remorsos para aquele cabrão) e avançar sem medos para onde no man as gone before.

(Mas lá que tenho saudades do Andy Rilley versão ruinosa...)


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publicado por shark às 15:11 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (19)
Quinta-feira, 28.07.05

A POSTA NOS PRELIMINARES

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Foto: sharkinho

Uma das lições mais importantes que retive da minha frequência das sessões de esclarecimento acerca de planeamento familiar a que assisti, adolescente, numa escola primária de Benfica, foi a de que os preliminares eram talvez o grande segredo do sucesso para qualquer amante em condições.
Claro que não ganhei por isso a falsa noção de que basta um generoso lapso de tempo dedicado à estimulação de uma parceira para as coisas correrem bem. Mas vendo as coisas à luz do que hoje sei e na altura não entendia, é inegável que o conselho que me foi dado olhos (os meus) nos olhos (lindos e azuis) da jovem monitora do meu grupo valeu para uma vida inteira de satisfação garantida. Ou o meu amor de volta.

É espantoso como uma pessoa de quem nem sabemos o nome consegue em minutos influenciar de forma determinante um puto, ao ponto de ainda hoje (mais de vinte anos depois) esse puto (eu) ainda seguir a sua veemente recomendação como uma cartilha. E valeu a pena dar atenção ao que aquela rapariga sentiu que valia a pena dizer, para lá do âmbito restrito de como se enfia correctamente um preservativo na pila ou de como devemos encarar o calendário biológico feminino como um razoável mas arriscado método anticoncepcional.
Cada um tem o seu estilo, a sua abordagem, um conjunto de procedimentos que o caracteriza e se expõe no momento da verdade. O meu deriva do aprofundamento da lição de que vos falo mais acima, uma vida (sexual) inteira a analisar reacções, a buscar novas sensações, a potenciar os recursos do corpo para despertar o desejo no corpo de outra pessoa, diferente de todas as outras pessoas, única, disponível para nós e, no mínimo por isso, inegavelmente especial. A pele é a tela que aprecio pintar com os dedos, com a boca, com o simples contacto de outra pele que é a minha e na qual concentro toda a energia que consigo desviar para tal propósito. Não há desenho mais lindo do que as linhas traçadas pelo arrepio no corpo vibrante de uma mulher ansiosa, sim, mas sem pressa do momento da concretização. E a concretização começa ali, afinal, naquele culto da sensibilidade alheia e da vontade de proporcionar prazer que lhe está associada. Na entrega que se vê.

O sexo, como eu o aprecio, é feito dessa prioridade que é a outra pessoa. A pessoa que por desejo ou por amor nos escolhe para a intimidade no seu apogeu, para o risco que sempre envolve essa prova de fogo que nos incendeia. Um risco que na minha perspectiva ninguém pode subestimar quando seduz, que deve incentivar um empenho total de parte a parte para que tudo corra pelo melhor. E o melhor é o prazer e esse faz-se de coisas tão simples como uma viagem de ida e volta com início por detrás do lóbulo de uma orelha e passagem obrigatória pelos dedos dos pés.
Até não ser possível suportar mais a vontade de ir mais além, até ser imprescindível consumar na fusão dos corpos o calor acumulado, abrasador, de uma sessão de preliminares que faça jus à atracção que aproximou alguém a um ponto sem retorno. Do or die. E sobrevivemos, exaustos, realizados, felizes naquela hora, capazes de congelar o tempo nesse instante precioso, em boa medida por via do carinho, da atenção, do interesse que o toque cuidado numa pele sempre provoca.
Não percebo como há quem desdenhe esta verdade absoluta que a prática nos confirma.

É tudo mais agradável dessa forma e por isso idolatro a moça anónima de quem apenas uns olhos magníficos mais esta lição me ficaram retidos na memória. Agradeço-lhe aqui, tiro no escuro, a influência que em mim exerceu. Ela mereceu, pela forma como, no final de cada sessão, tentava explicar a um grupo de putos a diferença entre um labrego atesoado e um amante dedicado, o sucesso garantido de coisas tão simples como a disponibilidade para estimular previamente o desejo de outra pessoa. E para nunca negligenciar o depois, aquela hora para os mimos que bem merece quem se dedicou a fazer-nos sentir bem, enquanto se satisfazia também. Com cigarro ou sem, tanto faz. Apenas um instante de serena contemplação, sorrisos cúmplices, alguma conversa ou um silêncio esclarecedor, uma pausa para o amor em mais uma das suas formas. Para saborear o que aconteceu e, quantas vezes, para reavivar a chama que o virar de costas e toca a dormir apaga, por mais tempo do que se possa pensar. Para ter mais do mesmo e ainda melhor. Tão simples assim.

E parece que toda a gente aprendeu na mesma escola, a teoria, parece que estou a chover no molhado da sapiência que tantos(as) apregoam. Mas eu falo do assunto com a certeza de que na prática as cábulas imperam e a preguiça ou a ansiedade descontrolada marcam o desempenho de muitos dos(as) que lêem esta posta e/ou dos(as) parceiros(as) que em rifa lhes tocam. É esse o desabafo da maioria dos que comigo falam destas coisas.
Como já repararam este é um tema recorrente na minha postura (de postas), um assunto que me fascina e me delicia debater na caixa de comentários onde conversamos. E sabem porquê? Ainda tenho muito que aprender e cada vez resta menos tempo antes do final de um raro (e por isso valioso) curso superior numa vida marcada por uma infinidade de ignorâncias. Quero saber mais e aplicar esse conhecimento na arte de ser feliz, como a monitora me explicou.
Aposto que muitos de vocês também.
publicado por shark às 23:02 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (46)
Terça-feira, 26.07.05

A POSTA NO ESQUECIMENTO

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O PN levanta no seu blogue uma questão melindrosa e pertinente. Já não me lembro bem da questão que ele levanta. Ah, sim, é a cena da cannabis afectar a memória de curto prazo. Ou seja, afirmam uns gajos que a cannabis pode provocar amnésia.
Concordo com essa teoria. Qual teoria? Ah, pois, os que fumam "daquilo" ficam mais esquecidos. E os que não fumam, idem.
Só assim se explica que depois das eleições nem o Bloco de Esquerda, nem a JSD (?), nem (e sobretudo) a JS voltaram a referir aquela questão bué da jovem que fica tão bem nas campanhas eleitorais. A liberalização das drogas leves, ou despenalização ou o raio que os parta, foi direitinha à gaveta dos assuntos fixes para o próximo plebiscito. Esqueceram-se, claro.

E esse lapso da memória de curto prazo que afecta as organizações político-partidárias pode levar-nos a concluir que os partidos também dão nela. O que explica algumas das suas peculiares características, nomeadamente o facto de se-lhes varrerem da tola as promessas que atiram ao ar para ficarem bem compostos na fotografia para os chavalos que votam, como eu.
Quem já visitou Amesterdão sabe do que estou a falar quando faço a apologia da despenalização. Não me sai da memória de curto prazo a história do puto que foi preso meses a fio por causa de uma plantação de erva que o pai dele tinha no jardim. Se fossem begónias, só mesmo a inveja da esposa do comandante do posto da GNR local poderia assumir tais proporções. Ridículas, absurdas, aberrantes como só é possível em Portugal e no Dubai.

Transformar cidadãos válidos e inofensivos em criminosos passíveis de prender preventivamente é um absurdo de dimensão colossal. Mesmo os políticos que não fumam só podem andar a reinar com o pessoal quando viram a cara para o lado perante esta evidente estupidez.
Lembram-se do Carl Sagan? Admitiu, pouco antes de morrer, que boa parte do que produziu e que tanto entusiasmou milhões de caretas pelo mundo inteiro, o Carl Sagan (não sei se tão a ver) admitiu que fartou-se de escrever sob a influência daquela cena que faz perder a memória. Mas ele não se esqueceu de ser um dos gajos mais brilhantes do seu tempo na sua área. E podia não ter produzido coisa nenhuma se o caçassem no Bairro Alto a adquirir material para a carola e o enfiassem no Linhó.

Nunca vou entender porque insistem em meter drogas leves e drogas duras no mesmo saco. Um pouco como atribuir o mesmo valor de coima para o mau estacionamento e para as corridas em contramão nas auto-estradas. Eu vejo isto com clareza, apesar dos danos irreversíveis na minha memória de curto prazo: enquanto as autoridades insistirem na sua cruzada contra as traineiras que, honra lhes seja feita, nos trazem essa perigosa substância que tanto afecta o PN, o Carl Sagan, o João Pedro da Costa (que até tem uma Rua com o seu nome) e eu próprio (aproveito para me misturar pela surra neste leque de virtuosos), enquanto se mantiver esta ilegalidade indigna de um país com olhos na cara, estaremos a fomentar um disparate sem nexo e a concentrar as atenções e os meios (escassos) nos fantasmas de papel.
"Ena pá, ganda pinta, a polícia apreendeu mais não sei quantas toneladas de haxixe. ", aplaude o cidadão comum enquanto um mânfio lhe viola a filha ou lhe furta o automóvel acabado de comprar. E depois votam nos asnos que possuem a capacidade de pôr fim a esta aberração e eles (os asnos) esquecem apressadamente as promessas gritadas no intervalo do concerto dos Xutos onde encaixam os seus comícios de carnaval.

Já sou um bocado crescido para fumar às escondidas. E já dei provas de ser um cidadão válido, atinado qb e capaz de contribuir para o PIB, a Segurança Social, os impostos e essas merdas todas. E tirando uma ou outra maluqueira, nunca incomodei o remanso da sociedade em que me integro na perfeição (mais ou menos). Porque carga de água tenho que carregar a canga do marginal que a legislação proibicionista me confere?
Não faço ideia. E se calhar isso explica-se pelos tais danos colaterais de que o Fumos fala. Contudo, em face do que acima descrevo, até me sinto grato pelas falhas de memória.
Permitem-me esquecer a insensatez, a hipocrisia e a falta de vergonha dos caralhinhos que me representam nos órgãos do poder que me enoja.
publicado por shark às 12:05 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (41)
Segunda-feira, 25.07.05

A POSTA NA PSIQUIATRIA

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Foto: sharkinho

Alguém que não faz parte desta comunidade que bloga confidenciou-me que a sua passagem esporádica pelos blogues lhe transmitiu a ideia de que "são quase sempre as mesmas pessoas". De acordo com a perspectiva desse alguém, o ambiente das caixas de comentários (e de alguns blogues) parece o de uma novela fina, para os mais instruídos.
A princípio aquilo caiu-me mal, mas depois dei comigo a analisar uma sequência recente de episódios e tentei ver a coisa sob o prisma de quem está de fora. E de repente dei comigo a perceber que existe de facto um estranho ambiente de aldeia do interior. Isto acontece nos recados que se deixam nas caixas e nas postas e que reflectem a cumplicidade de bastidores entre alguns grupos de blogueiros(as) e nas ligações entre os "habitantes", que acabam por se fechar num círculo onde toda a gente se conhece nem que por interposta pessoa. Aí germinam os ingredientes para a tal permanente novela, talvez a verdadeira origem do fecho de alguma blogosfera ao exterior e de muitos aspectos desagradáveis que a frequência desta comunidade suscita.

Um dos problemas reside numa questão óbvia: apesar de os comportamentos se assemelharem muitas vezes aos de qualquer comunidade fechada sobre si própria (um local de trabalho, por exemplo), os métodos atingem uma sofisticação proporcional ao calibre das pessoas que a formam. E não é de menosprezar a estaleca de quem consegue aguentar a pedalada disto todos os dias, nas duas realidades onde o nosso "substrato" pode manifestar-se, as postas e as caixas (as nossas e as dos outros).
A pessoa que me forneceu o seu ponto de vista imparcial ficou impressionada com o esforço que é exigido a quem bloga. Compreendeu o desgaste que isto pode provocar, acumulando a exigência de postar o melhor de que somos capazes com a de sabermos a todo o instante como intervir de forma correcta no papel de comentadores.

Expliquei-lhe que nem sempre as coisas correm bem, como teve oportunidade de constatar nalgumas postas do charco e nas suas caixas de comentários. Estranhou de imediato as proporções que as coisas atingem neste meio. E tem razão em estranhar. Não são raras as vezes em que dou comigo a agir de forma inexplicável no âmbito da blogosfera, quando analiso essa acção à luz do gajo que sou "lá fora". E admito que me surpreende e preocupa essa divergência, pois denuncia um excesso de envolvimento da minha parte, uma influência perigosa em aspectos da minha personalidade que tinha como inabaláveis. O comportamento de quem bloga demais não é exactamente o mesmo no domínio do real e no do virtual. No mínimo é mais extremado, mais desconfiado e menos tolerante do que no quotidiano exterior a tudo isto.
E essa talvez seja a explicação para a constante suspensão e mesmo para o encerramento de muitos blogues.

Existe uma neurose qualquer associada ao excesso de exposição a esta cena, derive ela das perturbações que o tempo desviado para este fim possam causar ou da tensão que se sente no ar a todo o instante (por exemplo no tom dramático de muitas postas acerca de problemas de merda). Não me excluo deste fenómeno e já contribuí, infelizmente por mais de uma vez, com o meu quinhão.
Mas só não vê quem não quiser, olhando os exemplos das escaramuças públicas mais recentes entre blogueiros de nomeada e reparando nos respectivos desfechos. Mas entre blogueiros menos sonantes essas "guerrinhas" vão acontecendo também e vão desgastando os intervenientes e a paciência de quem não se deixa arrastar para estas palermices e assiste de fora.

Eu não me tenho pautado pela moderação, sempre que me vejo envolvido nalgum conflito de interesses ou numa troca azeda de palavras com alguém. Se isso reflecte a minha impulsividade e a firme determinação de nunca vergar perante "ameaças externas", esta última definição explica por si o absurdo em causa. Aqui acontecem palavras, na maioria proferidas por nicks que na maioria nem reflectem o verdadeiro carácter da pessoa que os utiliza. Sobrevalorizar as disputas neste contexto é um claro sintoma de que faz mal blogar em demasia. E eu, sempre assanhado quando toca a retorquir alguma indirecta (sim, porque a frontalidade é rara nestas andanças), vejo-me afectado e reconheço noutras pessoas a mesma sintomatologia.
Porém, insisto em dar imensa importância a tudo quanto é tolice e até reajo à bruta na pele do ofendido. No fundo, como faria na aldeia se suspeitasse que andavam a falar mal de mim pelas costas...

Já faltou mais para eu chamar a este vício uma doença.
publicado por shark às 00:57 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (57)
Domingo, 24.07.05

A POSTA NA INTIMIDADE

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Foto: sharkinho

Tenho uma planta burguesa na cozinha. E atão, João?
publicado por shark às 19:42 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

A POSTA NA INTIMIDADE

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Este é o meu vício diário mais recente. Desde o leite com chocolate da UCAL (o verdadeiro e não esta versão mixuruca da Parmalat) que não me agarrava tanto a uma bebida não alcoólica.
Podem conhecer melhor esta maravilha aqui.
publicado por shark às 19:31 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

A POSTA NA INTIMIDADE

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Foto: sharkinho

Tão natural como a minha sede. Alguma vez vos menti?
publicado por shark às 19:08 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)
Sexta-feira, 22.07.05

A POSTA NO NOVO CAMINHO

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Acabou um caminho muito importante para mim. Um caminho que também percorri, que ajudei a construir ao longo de uma parcela de tempo que não me interessa quantificar. Por isso lhe conheço o traçado e por isso compreendo que se trata de um caminho que chegou ao fim.
A pessoa que consolidou aquela passagem até nós é uma das mulheres mais impressionantes que tive o privilégio de conhecer, uma senhora. Uma pessoa que está na minha vida a título definitivo, qualquer que seja o percurso que iremos percorrer (construído a dois, de raiz) no futuro diferente que nos preparamos para enfrentar e que remove inúmeros obstáculos da relação forte que aqui assumimos um dia. Longe dos olhares indiscretos e metediços de que ela deu conta no espaço que encerrou. Longe dos efeitos nefastos que o excesso de exposição nunca deixa de provocar. Condicionantes que espíritos livres como o dela e o meu não estão preparados para tolerar sem uma reacção enérgica. Uma das consequências do fim deste caminho é a de a nossa relação sair desta plataforma, a blogosfera, e passar ao domínio privado onde lhe compete estar.

Aquele caminho chegou ao fim. Outro acabou de começar. E eu orgulho-me, por mais razões do que aqui caberiam, de fazer parte dos dois.
publicado por shark às 14:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (50)
Quinta-feira, 21.07.05

BILHETE POSTAL

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É o nome da exposição que o fotógrafo Pedro Saraiva inaugura hoje, pelas 19 horas, na Galeria Hexalfa, na Rua Artilharia Um, 39-C, em Lisboa.
Existem dois bons motivos para investirem um pouco do vosso tempo a visitarem a exposição do Pedro: é meu amigo (um gajo porreiro, aliás) e tem mesmo jeito para a coisa.
Ainda por cima, esta exposição resulta de uma viagem ao Brasil e, a julgar pela amostra, deve ter-lhe proporcionado um porradão de bonecos à maneira.
Diz ele que "existe apenas uma simples atenção visual em mostrar aquilo que faz a realidade ser tão singularmente apaixonante: ela própria". Eu concordo, considerando a foto abaixo...
Se não tiverem disponibilidade para hoje, podem lá ir até dia 30, de Segunda a Sábado, entre as 14 e as 19 horas.

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publicado por shark às 10:22 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (9)

A POSTA QUE NUNCA SEREI

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Foto: sharkinho

Às vezes repesco da minha discografia em vinil algumas cenas que me agradam ouvir tantos anos depois. Depois partilho convosco alguns trechos dos poemas que servem de letra a músicas que mais me impressionam. É o caso deste A Man I'll Never Be, um tema do 33 rotações Don´t Look Back, dos Boston, que vos aconselho a ouvirem logo que possam (também existe em cd, com uma qualidade de gravação notável).
O poema é de Tom Scholz.

A MAN I´LL NEVER BE

If I said whats on my mind, you´d turn and walk away
Disapearing way back in your dreams
It´s so hard to be unkind, so easy just to say
That everything is just the way it seams

You look up at me, and somewhere in your mind you see
A man I´ll never be

If only I could find a way
I´d feel like I´m the man you believe I am
And it gets harder every day for me
To hide behind this dream you see
A man I´ll never be

I can´t get any stronger, I can´t climb any higher
You´ll never know just how hard I´ve tried
Cry a little longer, and hold a little tighter
Emotions cant be satisfied

You look up at me, and somewhere in your mind you still see
A man I´ll never be...
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publicado por shark às 01:46 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (5)
Quarta-feira, 20.07.05

SOCIALITE RUINOSA II

Conforme prometido, regresso hoje ao happening do momento, o lançamento do livro d'O Blogueiro.
E para começar, provo que se trata da mais brilhante estrela do nosso firmamento que bloga. Vejam lá se não tenho razão:

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Já de seguida, faça-se justiça à dupla de apresentadores da cerimónia. Onde se prova que a malta de esquerda também sabe escolher bem as farpelas, reparem nestes dois pares de pernas que deixam o Eládio Clímaco e mesmo, porque não?, a Catarina Furtado boquiabertos.
O Zé Mário (mais à esquerda na foto) e o Luís Rainha (desculpa mais uma vez aquela "calinada", pá) falaram bem mas baldaram-se à náite. Os anos não perdoam...

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Vaidoso, o Fred exibiu orgulhosamente os seus diversos ornamentos (não podemos aqui revelar os da testa para não denunciarmos a sua verdadeira identidade) com os quais complementou a sua indumentária informal (a farda número 2 dos condutores de ambulâncias dos Bombeiros Voluntários do Campo Pequeno). Giríssimo, o rapaz. E tão peludo, Deus meu...

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Outro blogueiro que não passaria despercebido, sobretudo na fase final do repasto, seria o PN. Dele exibimos um pormenor distintivo que marca a sua presença fumarenta no evento. Com umas mãozinhas excelentes, este electricista especializado em bobines (enrolamentos primários) pautou as suas intervenções por imensa sobriedade e sentido de Estado (estado crítico, claro...).

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E para terminar em beleza (propriamente dita) esta segunda de mão no tema em apreço, exibo esta fotografia da qual não identificarei a protagonista por causa dos efeitos especiais que o flash do nosso sofisticado equipamento acrescentou...
Fica este registo da sua presença elegante e vistosa neste convívio blogueiro de elite (não me misturem, eu fui apenas o cronista de serviço e estive lá em trabalho, low profile).

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publicado por shark às 11:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (37)
Terça-feira, 19.07.05

A POSTA NO DESCANSO IV

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Foto: sharkinho

Ai, desculpem. Esta foi por engano... :)
publicado por shark às 15:55 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (36)

A POSTA NO DESCANSO III

barca nova.JPG
Foto: sharkinho

Tava capaz de ir dar uma voltinha...
publicado por shark às 15:40 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (10)

A POSTA NO DESCANSO II

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Foto: sharkinho

Esta posta, tal como a anterior, não quer dizer absolutamente nada. Mas claro, sendo constituída por uma imagem com pormenores a gente consegue sempre encontrar-lhe um sentido ou uma explicação e aí já pode querer dizer alguma coisa. Mas não, na minha óptica.
Apenas me apeteceu descansar a vista, outra vez. Abancado.
publicado por shark às 15:04 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

A POSTA NO DESCANSO

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Foto: sharkinho

Esta posta não quer dizer absolutamente nada. Apenas me apeteceu descansar a vista.
publicado por shark às 12:52 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (15)
Segunda-feira, 18.07.05

A PROPÓSITO DE EXCESSOS...

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São intensas as relações que nascem na blogosfera. Intensas para o bem e para o mal. Aqui há tempos protagonizei um episódio deplorável relativamente à Rititi e, mesmo confrontado com a sua natural reacção ao que entendeu como um abuso, custou-me a encaixar a ideia. Em causa estava precisamente isso: um abuso de confiança, da confiança que ela não me deu para eu me armar em brejeiro. E eu acabei por perceber e por apresentar publicamente o meu pedido de desculpas.

Acontecem com frequência lapsos neste meio sem entoação no qual as nossas relações se desenvolvem. Parece ser um dos riscos que a comunicação blogueira envolve e, como admito acima, eu próprio já me vi envolvido num episódio dessa natureza. Fiz o que me competia mas ainda hoje me envergonho desse episódio, mesmo não sendo a minha intenção na altura armar-me em espertalhão ou mesmo em abusador.
Aconteceu e tenho visto acontecer noutros blogues com diferentes protagonistas.

Pelo meu exemplo, sou forçado a acreditar que existem outras pessoas apanhadas neste entusiasmo que se cria em face do muito que expomos de nós a terceiros. A falsa noção de proximidade que se ganha com pessoas a quem nem o rosto ou a voz conhecemos é traiçoeira porque irreal. Nada substitui um olhar, um gesto ou o timbre de uma voz. Nada.
Por isso mesmo, uma das lições que espero ter aprendido foi a de nunca pressupor que do outro lado das palavras que envio está um(a) interlocutor(a) convicto das minhas boas intenções e do respeito que lhe pretendo exibir.

Acho perfeitamente normal que assim seja, pois a blogosfera não é nisso tão diferente assim do mundo lá fora. Somos pessoas na mesma e temos que ter a noção dos limites que nos são impostos pelo bom senso e pela nossa formação. Ignorar essa regra implica arriscar em demasia e levar com a porta na cara. Reincidir na ignorância implica acabar com o benefício da dúvida e deixar em aberto a hipótese de sermos palermas o bastante para não entendermos onde esteve o erro na situação anterior, ou, pior ainda, de não sermos inocentes de todo na nossa (falta de) compostura.

É tudo o que está em causa neste tipo de situação. Nada mais. Antes de avançarmos com certo tipo de paródias (que mesmo só a alguns amigos se aceitam) temos que consolidar as nossas relações. Só assim podemos saber até onde vai esse limite de confiança, só a partir desse pressuposto podemos (apenas) prever a reacção dos outros ao que lhes dizemos. Não há nada de anormal nesta presunção.
E não se julgue que pretendo com esta posta crucificar alguém na praça pública. Assumi as minhas culpas no cartório, mais acima, e isso deixa-me sem legitimidade para mandar chás.
Contudo, é óbvio que os episódios desagradáveis devem servir, no mínimo, para evitar a sua repetição no futuro. E é esse alerta que pretendo deixar a todos quantos como eu entrem nisto da blogosfera sem o devido cuidado com a medição das distâncias.
A nossa “intimidade” blogueira não invalida de forma alguma as mesmas reservas com que nos confrontamos num local de trabalho ou numa mesa de café, antes as enfatiza. Porque quem nem vê caras...
publicado por shark às 16:16 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (36)
Domingo, 17.07.05

SOCIALITE RUINOSA

Antes de começar esta posta, fica uma palavrinha de agradecimento ao simpático patrocinador do acontecimento literário mais in da blogosfera nacional e estrangeira. Sempre que precisares de cobertura mediática para estas cenas, basta dares uma palavrinha para acertarmos os detalhe$. Gostei da pinta desse homem incansável. E agradável, também.
Ao seu lado, na foto, um pormenor da Ana. Um encanto de rapariga.

papel pra filtros.JPG

O charme prevaleceu nesta noite, como comprova este instantâneo da Árvore mais Maria que pude fotografar. Chiquérrima, a nossa oliveirinha da serra.

simplesmente Maria.JPG

Só a gravata do Gibel (adquirida na Feira de Carcavelos) competia com este requintado penduricalho que o Leonel (a Memória deixou de ser Virtual) usa quando ganha a vida. Estava bonito, o nosso historiador oficial. E discreto, como é seu apanágio...

gravata vicentina.JPG

Um ombro magnífico que enchia a sala com laivos de uma Ilegalidade descascada. Ainda por cima, a Mi estava só. Porém, de nada resultou o assédio dos mais afoitos (ouviste, Descompensado?).

Ombro ilegal.JPG

Um dos blogueiros mais charmosos que conheci destacou-se pela fluência do discurso e pela elegância no trajar. Quem vê cus não vê corações, mas eu acho que o Eufigénio tem um grande potencial cardiológico...

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E para terminar esta primeira sequência da crónica social do lançamento do dardo, perdão, do livro, e como não podia deixar de ser, destaco agora a minha predilecta (estava linda, a Mar, e não fui só eu a achar). Muito fresca, adivinhava-se na sua expressão que vinha pronta para enfrentar a náite até ao fim. E enfrentou-a, com galhardia. Na foto, um pormenor da sua mão que tanto aprecio (a pernoca por baixo, tá bem de ver, é a minha...).

Em breve regressarei a este tema, com mais apontamentos de reportagem.

mar na naite.JPG
publicado por shark às 01:38 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (54)
Sábado, 16.07.05

A POSTA ADENDA

pes e cus.JPG

Voltando à vaca fria (o ruinoso), não posso deixar de fazer um acrescento à posta na qual identifiquei a blogueiragem presente no lançamento do seu livro.
É que havia mais malta presente mas eu não lhes conhecia as carinhas.
A Vi, por exemplo, só me explicaram quem era quando eu já tinha acabado a emissão. O mesmo se pasou com a Ana Roque (Modus Vivendi). Do XC só lhe conheci a identidade depois do final do evento, para pena minha que bem teria apreciado trocar com ele algumas impressões acerca da sua forma de blogar.

E não se admirem se ainda tiver que aditar outra adenda à dita posta. É que no meio de tanta foto de pés e de cus, sobram-me imagens que não consigo associar à pessoa...
publicado por shark às 20:39 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (13)

CÃO QUE LADRA

stop controlo.JPG
Foto: sharkinho

Eu gosto de cães. Até tenho um, vadio e rafeiro, que recolhi anos atrás quando me deixei sensibilizar por uma campanha da União Zoófila.
Contudo, existe um cão que me faz gostar menos da espécie. É minorca, arraçado de lulu de uma dona distraída, cruzada com pai incógnito, rafeiro como ele. Feio e cheio de peladas, detesta a vida que leva (vida de cão, claro) e late ao vento as amarguras deixadas pelo pouco de bom que viveu.
Incomoda-me, pois já referi que tenho dó de animais assim. Porém, a atitude deste cão enerva-me e há dias senti-me particularmente desiludido com a sua forma de estar. E passo a explicar.

Como já não podia suportar os apelos angustiados do bicho decidi dar-lhe um suculento bife para o animar. Aproximei-me com cautela, apesar de ter reparado que ele abanava a cauda em sinal de boa disposição. Mas mal lhe estendi a mão para lhe fazer uma festa, eis que a besta arreganha a dentuça armado em barracuda. Traiçoeiro, ingrato e indigno da minha comiseração.
Claro que compreendo que ele tenha captado, com o apurado faro que caracteriza estes "batedores" dos contentores de lixo camarários, o drunfo que misturei com a carne. Pretendia apenas acalmar um pouco o animal, mas parece que lhe caiu na fraqueza.

Fiquei muito entristecido com o carácter exibido pelo canídeo, embora lhe compreenda as reacções tendo em conta o ambiente suburbano pimba que o educou. Apesar de meia leca, pouco maior do que um chiuahua, o seu ladrar grosso intimida quem não lhe conheça a verdadeira dimensão. Nem é o meu caso, pois alguém partilhou comigo a parte da sua triste história que lhe conheceu, feita de intenções não cumpridas e de frustrações típicas de cão com pulgas.
Outro pormenor que me desagrada no sacana do bicho é o cheiro incomodativo que dele exala, algo com que o animal conviveu de perto quando o pároco da freguesia o acolheu, tempos atrás. Julgava-o um santo animal, o senhor prior, mas depressa descobriu que aquilo é cão que não conhece o dono. Virava-lhe o dente a toda a hora e tentava assustar-lhe os fiéis. Resolveria o problema com dois pais nossos e meia dúzia de avé marias, depois de largar o rafeiro na outra banda da minha rua. Azar o meu.

Eu gosto de cães, mesmo os que se comportam como pessoas de baixa categoria, mas não tenho paciência para lhes aturar as madurezas.
Apesar da minha aparente bonomia, saturo-me com as exibições de mau fígado ou falta de tomates venham elas de que criatura vierem. Desagrada-me sobretudo a cobardia, pois apesar de lhe apontar com o dedo o local onde podia tentar dar-me uma dentadinha o baixote não é cão para ir ter comigo à esquina e mostrar o que vale com a boca.
Santa paciência, fartei-me de o aturar e vou seguir o exemplo da minha vizinha, deixando de lhe ligar qualquer importância.

A partir de hoje vou ignorar em absoluto os uivos lamentosos do cão abandonado no lado de lá da minha rua.
E sei que ele vai dar pela falta, pois tem meios (a intuição canina e a fome de conversa) para confirmar a minha ausência futura.
publicado por shark às 16:20 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (6)
Quinta-feira, 14.07.05

ACABOU, OBRIGADO. ADEUS.

Terminou assim a intervenção do autor, enquanto apareciam o Gibel do Afixe e a Karla (só para terem o prazer de assistir a esta brilhante despedida).
O gajo esteve bem. É verdade, esteve bem. Bonito, charmoso e com um olhar avassalador. Estou rendido. Se ele fosse gaja trincava-lhe as barbatanas até à espinal medula.
publicado por shark às 20:25 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (48)

TÁ A FALAR O MÉNE

Ninguém o cala. Tá a falar há mais de meia hora. Também se acha cartesiano mas manda as culpas para a educação franciú.
(Entretanto, pela surra, chegou o Jota (senhor José Quintas) ex-Casa de Alterne, actual Sexo mais Crime mais Barbaridades. Bárbaro, o Zé.
publicado por shark às 20:08 | linque da posta | sou todo ouvidos | cuscar sem medos (4)

TENHO QUE POSTAR EM VOZ BAIXA...

o verdadeiro artista.JPG

(...Porque está a falar o Zé Mário e ele afirma que o Ruinoso é um cartesiano. Estou a olhar pró JP e tento encontrar-lhe esse traço distintivo que o Zé Mário lhe captou.
O público assiste em absoluto silêncio, provando que sem o teclado os blogueiros conseguem manter-se minutos a fio sem postarem.

Há olhares atentos na assistência, o que ilustra o interesse da dissertação do Zé. O gajo tem mesmo jeito para estas merdas. Quando escrever um livro quero que ele disserte também. É uma moca...)
publicado por shark às 19:42 | linque da posta | sou todo ouvidos

Sim, sou eu...

Mas alguém usa isto?

 

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