E DE QUEM OU DO QUE É QUE O GAJO TÁ A FALAR DESTA VEZ?

À minha imagem e semelhança, que um blogue - fiel como um cão e igualmente melhor amigo do Homem - acaba sempre por ser um espelho do dono, o Charquinho está repleto de postas dedicadas a maledicência, algumas delas indignas de mim e dos/as visadas mas nem todas.

Creio que existirá alguma explicação científica (do foro psiquiátrico) para a questão, mas o certo é que a pessoa raramente consegue reprimir esse apelo à má língua e para lhe dar largas nem são precisos pretextos, embora ajudem.

 

Como já referi, tenho por hábito cirandar pela blogosfera em busca de novos prazeres. A gaita é que na maioria dos casos em vez de deleite encontro os tais pretextos para sacar da naifa verbal (embora na ordem do dia esteja o saca-rolhas, esse instrumento letal para tintos alentejanos e agora também para outras colheitas) e embora tente reprimir esses exercícios de corte na casaca alheia há dias em que passo demasiado tempo na caixa de comentários do Aspirina para lograr o sucesso nessa contenção.

Obviamente é simples apontar a uma fragilidade evidente destes meus arremedos de maledicência: são na sua maioria direccionados a alvos por identificar. E isso coloca logo o saca-rolhas nas mentes de quem interpreta isso como um acto de cobardia, ah e tal que o gajo não tem tomates para chamar os bois pelos nomes, quando na prática é precisamente isso que quero evitar, chamar nomes às pessoas que é coisa malcriada.

 

Porém, nada disso obsta a que me sinta no direito de investir o meu tempo na trollitada ao cretino desconhecido (para quem me lê, pois para minha surpresa todas as investidas acabam por encaixar como carapuças nos/as visados/as) e daí resultam estas prosas sem jeito nenhum que nada de novo trazem e muito de usado implicam.

Em causa está a forma rebuscada como a malta lida com determinados assuntos, rodeando até à exaustão o cerne da questão numa carrada de paninhos quentes que acabam por abafar as conclusões que certamente estariam na ideia dos/as colegas a quem posso referir-me nesta instância. De resto, eu mesmo já esbanjei uma data de linhas sem dizer de concreto ao que venho.

 

Resta-me então rematar o assunto com uma simples observação que ilustre o meu objectivo.

Acontece que por vezes me empenho na leitura de lençóis de ilustres da nossa comunidade e chego ao fim com a boca a saber a nada.

É que os raciocínios são tão complexos, tão circulares, que as postas (e as mentes dos seus autores, por tabela) acabam por comer o próprio rabo, como a pescada....

publicado por shark às 14:58 | linque da posta | sou todo ouvidos