A POSTA SEM REDE

É raro escrever directamente no editor de um blogue. Escrevo quase sempre em Word (agora andam a chatear-me com o código do produto e mai não sei o quê da treta do Office que vinha metido no computador que comprei e só tenho mais 23 utilizações até me cortarem o pio e por isso mais vale habituar-me a isto), para evitar calinadas foleiras ou apenas para ter que premir mais do que o simples botão "publicar" e assim ter algum tempo para me arrepender de o fazer.

Mas hoje estou a escrever directamente na folha branca que o Sapo nos oferece para criar algo de jeito ou apenas para debocharmos com umas larachas. Sai como sair e nem sequer tem um mote pensado. É um risco calculado, em função da cada vez mais flagrante certeza de que tanto faz.

 

Isto da blogosfera tem tanto de magnífico como de bestial (de besta mesmo). Podemos acertar na mouche com uma frase da treta ou ficarmos a falar sozinhos com aquela posta em que investimos montes de nós para o texto ficar a sós no oblívio que o jogo do empurra das postas mais recentes provoca. As outras, magníficas ou bestiais, descem até desaparecerem no pó dos arquivos que só uma minoria daquelas mesmo minoritárias decide vasculhar.

Por isso acabamos por nunca saber o que interessa dizer. Who cares? Perguntamo-nos isso de cada vez que arriscamos uma incursão pelo mundo do showbiz virtual gratuito.

So what? Julgamos perguntarem os que do outro lado do fio levam com as criações ou as larachas de cada um dos artistas da (de) tanga.

E nesta salada de interrogações anglófonas encontramos as pontas afiadas deste dilema de mostrarmos tantas vezes o cu (ou a mona, o que é bem pior) sem nada que o justifique ou remunere (sim, em certas coisas sou uma puta mental), a quem até pode olhar e ver apenas o cotovelo ou, em alternativa, a pila que nem nos passaria pela cabeça mostrar.

 

São coisas sem nexo, próprias de quem bloga demais, e só servem para dificultar a nobre missão de encontrar em cada dia um motivo decente para entreter as pessoas.

 

Eu ando nessa fase cíclica de qualquer pessoa que bloga demais e que ainda por cima tenta encontrar um sentido para a cena.

 

Não criem demasiadas expectativas nesta fase da lua. O tubarão já conheceu melhores dias...

 

publicado por shark às 02:11 | linque da posta | sou todo ouvidos