UMA PERSPECTIVA SUFOCANTE

cortina de fumo

Foto: Shark

 

Como se pode ver até na caixa de comentários deste artigo, sempre que algum cientista dá a cara pela desconfortável realidade com que nos confrontamos (o escangalhar sistemático do planeta que habitamos) surgem os comparsas da poluição a desacreditá-lo por todos os meios ao alcance.

O clima está a mudar e nem precisamos da estatística para sabê-lo. Contudo, as avestruzes insistem em fazer escola e só tiram a cabeça da areia para contestar os números que nos confirmam os piores e legítimos receios.
 
De acordo com o artigo do Público que linquei, a época balnear está a prolongar-se para lá dos calendários habituais e não mostra tendência para um encurtamento no futuro próximo.
Seriam excelentes notícias para apreciadores do Verão e para operadores turísticos se pudéssemos todos alinhar pela bitola dos eco-cépticos, as vozes que se erguem contra os alegados catastrofistas sem outra intenção que não a de tranquilizarem as suas próprias consciências poluidoras.
Mas não podemos, sob pena de gravarmos o nosso nome na História da Humanidade como uma das gerações directamente responsáveis pelas consequências, pelos danos colaterais associados às alterações climáticas que, queiramos ou não, estão a acontecer e em boa medida pela intervenção desastrosa da maioria da população terrestre.
Nem que seja pela omissão ao dever de contrariar os que insistem em chutar para canto as suas culpas no cartório.
 
Eu levo a sério os cientistas que tentam em vão romper a cortina de fumo levantada por ignorantes, por estupidamente optimistas e, provavelmente, pelas indústrias que temem a reconversão profunda que uma mudança de mentalidades proporcional à do clima iria impor à sua atitude laxista.
 
E por isso vos dou conta do que li na peça que destaco e vos convido a dedicarem uns minutos da vossa atenção a um medo daqueles aos quais não podemos mesmo virar a cara.
publicado por shark às 12:34 | linque da posta | sou todo ouvidos